É PRECISO IR AOS EXTREMOS DE SI,
PARA QUE POSSA EXPERIMENTAR-SE POR INTEIRO !


Débora Vasconcelos

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

DE GRAÇA – 26/02/10

- O sanduíche que eles estavam comendo, nunca iriam me dar, mas a droga era de graça.

Ela ainda acha que tem volta, mas não sai.
Eu espero que ela se recupere, já morreu de mais.
Queria poder resgatá-la deste mundo, que está tão próximo da minha casa, mas que eu consigo desviar.
Vejo fagulhas de sonhos em seus olhos; que desejo não se apaguem.
- Porque você se agride tanto?
O amor assim não existe .
Também um dia pensei haver.
Mas o amor não habita mundos tristes.
O amor nasce dentro de você.
E ela não admite, que só pensa em morrer.
E durante a noite resiste.
Perambulando sem saber, o que irá encontrar depois de tudo perder.
Apenas drogas de graça e de brinde um coração partido


Débora Vasconcelos

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

MÚSICA: LUXÚRIA - Isabella Taviani

*Essa semana estou participando da Oficina Literária de Marcelino Freire sobre contos eróticos. Nada melhor do que ser embalada por Luxúria.

MÚSICA: LUXÚRIA - Isabella Taviani
Compositor(es): Isabella Taviani

Dobro os joelhos

Quando você me pega, me amassa, me quebra,
Me usa demais
Perco as rédeas
Quando você demora, devora, implora sempre por mais
Eu sou navalha cortando na carne
Eu sou a boca que a língua invade
Sou o desejo maldito e bendito, profano e covarde
Desfaça assim de mim
Que eu gosto e desgosto, me dobro,
Nem lhe cobro rapaz
Ordene e não peça
Muito me interessa a sua potência, seu calibre e seu gás
Sou o encaixe, o lacre violado
E tantas pernas por todos os lados
Eu sou o preço cobrado e bem pago
Eu sou um pecado capital
Eu quero é derrapar nas curvas do seu corpo
Surpreender seus movimentos
Virar o jogo
Quero beber o que dele escorre pela pele
E nunca mais esfriar minha febre

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

CAMINHOS CONTRÁRIOS - 11/02/10

Durante um ano eu fiz de tudo pra não encontrar com ele.
E isso foi muito bom pra mim, pois conheci outras pessoas, outras músicas, outras formas de viver e pensar, só de passar em lugares diferentes ao que estávamos acostumados a passar.
Saí da rotina, sai da preguiça, parei de me acostumar.
Neste um ano evolui, aperfeiçoei meu paladar, voltei a comer no japonês, até de caiaque me meti a andar.
Um ano de liberdade, de simplicidade e de sorrisos sinceros.
Mas num desses dias não teve jeito, mas uma vez em caminhos contrários nos esbarramos, nos entreolhamos e pronto...Éramos dois estranhos pedindo desculpas. Coisa que não fazíamos quando tínhamos toda intimidade.
Sei que a partir de hoje não irei mais esbarrar nele, pois irei para um lugar distante e não terei mais que inventar caminhos pra não correr o risco de encontrá-lo.
Sempre estaremos em caminhos contrários, mas acho que era isso mesmo que faltava pra eu ir em paz. Nós dois mesmo que involuntariamente, mesmo que por educação ou costume após um esbarrão...Pedirmos desculpas!

Débora Vasconcelos

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

AMIGO É COISA PRA SE GUARDAR E SAUDADE É COISA PRA SE MOSTRAR – 04/02/10

*Tem coisas nessa vida que não tem preço mesmo...como conquistar um amigo; e saber que mesmo distante, muito distante ele ainda continua sendo seu.
Recebi um recadinho do Sérginho (esse meu grande amigo da foto) em que ele dizia que não sabia como me descrever e que também não sabia desenhar, mais se soubesse me desenharia como uma casinha de sapê. Eu AMEI essa comparação! Isso pra mim não tem dinheiro no mundo que compre. E é tão bom saber que mesmo nós estando tão longe um do outro ainda estamos em sintonia...kkk (Eu Pedrita, ele Bambam)
Esse post é pra você, Sé!


MÚSICA: CASINHA DE SAPÊ (Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda) – Tim Maia

Compositor(es): Hyldon

Não estou disposto a esquecer seu rosto de vez
E acho que é tão normal
Dizem que sou louco por eu ter um gosto assim
Gostar de quem não gosta de mim

Jogue suas mãos para o céu e agradeça se acaso tiver
Alguém que você gostaria que
Estivesse sempre com você
Na rua, na chuva, na fazenda
Ou numa casinha de sapê



MÚSICA: CASA NO CAMPO – Elis Regina

Compositor(es): Zé Rodrix e Tavito

Eu quero uma casa no campo

Onde eu possa compor muitos rocks rurais
E tenha somente a certeza
Dos amigos do peito e nada mais
Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa ficar no tamanho da paz
E tenha somente a certeza
Dos limites do corpo e nada mais

Eu quero carneiros e cabras pastando solenes
No meu jardim
Eu quero o silêncio das línguas cansadas
Eu quero a esperança de óculos
E um filho de cuca legal
Eu quero plantar e colher com a mão
A pimenta e o sal
Eu quero uma casa no campo
Do tamanho ideal, pau-a-pique e sapê
Onde eu possa plantar meus amigos
Meus discos e livros e nada mais!
Onde eu possa plantar meus amigos
Meus discos meus livros e nada mais!
Onde eu possa plantar meus amigos
Meus discos e livros e nada mais!

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

PERDIDA - 30/06/09

Preciso de um mapa
Urgente!
Algo que me guie
Que me mostre a direção
Um radar
Uma oração
Um grito
Um apito
Uma emoção
Algo pra me localizar
Estou perdida!
Não sei se é na mata ou no mar
Estou perdida aqui dentro
Pelo amor de Deus alguém precisa me encontrar
Um GPS
Um globo terrestre
Algo que possa me salvar dessa agonia
De olhar para os lados e nada enxergar
Não sei se estou cega
Me arranjem um óculos
Uma saída
Uma luz pra eu me guiar
Me ajuda!
Estou perdida
Um sinal
Uma placa
Um telefone
Um rádio
Uma estrela
Ou um luar
Algo em que eu possa confiar
Confiança!
Tão difícil de se encontrar
Deve também estar perdida
Ou presa em algum lugar
Socorro!
Estou perdida
Dando voltas no mesmo lugar
Não estou conseguindo visualizar
Qual a minha alternativa
Pra poder me encontrar
Estou perdida
Estou sozinha
Já não consigo mais gritar


Débora Vasconcelos

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

ELIS REGINA

Um dia me perguntaram, se eu pudesse voltar no tempo, em que momento eu voltaria?...Por incrível que pareça eu não voltaria no dia mais feliz da minha vida, pois esse eu tenho bem nítido e real em minha memória, se eu pudesse voltar no tempo, voltaria ao dia do show Falso Brilhante da Elis Regina de mais ou menos 1975 em que eu nem era nascida, apenas pra assistir esse show! Nunca vou me esquecer de um ex-gerente que descobriu que eu gostava de Elis e ficou impressionado, pois naquela época eu era muito jovem para gostar de Elis Regina, e ele me contou que assistiu a esse show e que a imagem de Elis entrando no palco com um manto todo bordado de falsos brilhantes ele nunca mais ia esquecer. A partir daí fez-se dele minha memória, então se eu pudesse voltar no tempo, seria para assistir a esse show. Acho a interpretação das músicas cantadas por ela sensacional.
Abaixo uma música que acho fantástica na interpretação dela.

Débora Vasconcelos

MÚSICA: SE EU QUISER FALAR COM DEUS – Elis Regina

Compositor(es): Gilberto Gil

Se eu quiser falar com Deus
Tenho que ficar a sós
Tenho que apagar a luz
Tenho que calar a voz
Tenho que encontrar a paz
Tenho que folgar os nós
Dos sapatos, da gravata
Dos desejos, dos receios
Tenho que esquecer a data
Tenho que perder a conta
Tenho que ter mãos vazias
Ter a alma e o corpo nus
Se eu quiser falar com Deus
Tenho que aceitar a dor
Tenho que comer o pão
Que o diabo amassou
Tenho que virar um cão
Tenho que lamber o chão
Dos palácios, dos castelos
Suntuosos do meu sonho
Tenho que me ver tristonho
Tenho que me achar medonho
E apesar de um mal tamanho
Alegrar meu coração
Se eu quiser falar com Deus
Tenho que me aventurar
Tenho que subir aos céus
Sem cordas pra segurar
Tenho que dizer adeus
Dar as costas, caminhar
Decidido, pela estrada
Que ao findar vai dar em nada
Nada, nada, nada, nada
Nada, nada, nada, nada
Nada, nada, nada, nada
Do que eu pensava encontrar

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

VOCÊ NÃO ME DEIXA ACABAR – 08/02/10

Da tua estrofe nasce minha poesia
Da tua batida minha melodia
Da tua vida meu desabrochar
Dos teus olhos saem a luz
Que existe pra me iluminar

Você é a continuação ou a antecipação
Do que eu sou agora
Você não me deixa acabar

Dos teus pés saem meus passos
Dos teus lábios minhas palavras
Da sua mente o que eu ainda ia pensar

Você é a água corrente da minha fonte
A inspiração do meu respirar
Você não me deixa acabar

Você é o meu sangue com outro gene
Pertence a mim seu DNA
Você prolonga minha existência
Você já existia antes de eu chegar

Débora Vasconcelos

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

FONTE DE PALAVRAS - 09/02/10


Onde é a fonte das palavras?
Quero beber dela
E por mais que eu beba, não me verei saciada
Pois me abasteço na procura dela

Soltando minhas próprias palavras pelo caminho
Prendendo-as em papel de pão
Invadindo outros destinos
Vão saindo sem obrigação

Palavras que nem sempre são belas
Com significados às vezes distantes
Palavras que se tornaram eternas
Na eternidade que existe daqui em diante

Palavras que a mim pertencem
Serão de quem mais as quiser
Se as levarem na mente
Depois que eu as dispuser

Palavras tão enigmáticas
Tanto quanto o meu olhar
Interpretem-nas de suas maneiras
Nem mesma eu as sei interpretar

Deixo um rastro de dúvida
Deixo um pouco de certeza
Deixo a palavra mais pura
Que vier na minha cabeça

Palavras que adentram meus poros
Sem nem se quer eu beber de sua fonte
Eu de vez em quando as imploro
Pra que algumas palavras me molhe aos montes

Não basta beber as palavras
Quero banhar-me delas
Quero comê-las e me lambuzar
Quero viver da escrita delas

Palavras, um descobrimento constante
A cada nova palavra velha
Que eu descubro com a gana de um amante
Entrando dentro do corpo dela

A palavra é meu instrumento de transcender o tempo
Com ela sou quem eu quiser
Não existindo preconceitos
Então venha o que vier

A palavra é meu diamante
Meu tesouro, meu enredo
Minha liberdade, meu semblante
Dela nunca terei medo


Débora Vasconcelos

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

MEIAS VERDADES E MEIAS MENTIRAS – 29/01/10

Agora entendo o que são meias verdades
É quando você diz a verdade, mas não diz tudo
É quando você conta algo e esconde algo ao mesmo tempo
É quando você abre o jogo, mas não diz o que vai machucar
Durante muito tempo você me cercou com suas meias verdades
Durante muito tempo eu participei desse jogo, inventando meias mentiras
Como uma espécie de vingança por saber que algo você me escondia, eu te contava...mas justamente o contrário...somente meias mentiras
Enquanto você não queria me machucar
Era exatamente isso que eu pretendia
Toda vez que você vinha com meias verdades eu rebatia com meias mentiras
Se você inventava uma desculpa por chegar tarde
Eu falava que não me importava porque tinha saído com as amigas
Mal você sabia que era na casa da vizinha que eu ia
Mal eu imaginava que você me provocava, pra ver se ciúmes eu sentia
Enquanto vinha você com meias verdades
Eu te contava sempre meias mentiras
E assim nós dois nos enganávamos sempre com a metade de tudo que podíamos
E o que vivemos não foi assim...
Nem totalmente verdade
Nem totalmente mentira
Apenas metade
Que a imaturidade nos permitia


Débora Vasconcelos

O FEITIÇO DOS SEUS OLHOS – 12/01/2010


Estamos com medo de nos apaixonar
Posso ver isso nos seus olhos e nos meus
Seus olhos procuram o meu olhar
E o meu olhar se esconde dos seus

Estamos com medo de nos querermos mais
De não sabermos controlar o que nos satisfaz
De nos pertencermos enfim
Até o fim e além do mais

Estamos com medo de nos apaixonar
E ver acabar todo esse tesão
Você não pode me cobrar
O que eu não te cobro até então

Fidelidade já é de mais
Pra quem não quer se apaixonar
Estamos com medo de enfrentar
Toda essa situação

Estamos com medo e com desejo
Estamos sentindo a mesma vibração
Estamos com medo de nos entregar
A esse novo coração

Eu não quero que você se apaixone por mim
Assim como não quero me apaixonar
Quero apenas as suas mãos
Nas minhas costas a me abraçar

Quero sentir seu corpo quente
Todo suado a me acariciar
Sua pele entre meus dentes
Não precisamos nos apaixonar

Por isso eu fujo do seu olhar
Pra que o feitiço não tenha efeito
Eu me contento com os seus beijos
Sem possuir o seu olhar

Não precisamos nos apaixonar
Não há motivo ou razão
Isso só faria tudo acabar
Numa imensa discussão

Então vamos deixar pra trás
Essa história de paixão
De você eu quero é mais
Um mundo feito de tesão

Débora Vasconcelos

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

PONTO FINAL – 04/02/10


Estou vivendo um momento de transição. Me sinto na obrigação de corrigir meus textos, pois antes escrevia só pra mim.
Hoje tento melhorar e isso é ótimo, talvez nunca me aperfeiçoaria se não houvessem leitores.
Mas confesso que é difícil corrigir, cortar um pedaço, reescrever uma parte, rasgar a folha e começar de novo.
Antes era só desabafo, agora são textos admirados, mesmo que ainda por poucos, eu devo lhes esse respeito.
Devo escrever direito, estudar a nova gramática, melhorar em todos aspectos: de concordância, de aplicação de vírgulas, de tantas outras coisas...ainda tenho muito que aprender sobre escrita. Isso é trabalhoso, porque controlar o ímpeto não é fácil, às vezes me pego corrigindo (principalmente quando estou digitando no Word e aparece alguma palavra errada grifada em vermelho) e a inspiração some, ainda estou aprendendo a lidar com isso.
Mas de todas as dificuldades, a que me rasga a alma é colocar o ponto final. Talvez seja por isso que eu prefira as poesias e não os textos como esse abaixo.
É uma grande agonia ter que colocar o ponto final. Sei que é uma regra gramatical, mas eu a odeio. É um corte seco, mesmo que na outra linha eu possa recomeçar.
Me dói!
Ponto final, final, final, final, não consigo me adaptar com esse final.
Quero escrever sempre, até velhinha, em outras vidas quem sabe...não quero que acabe, odeio esse final, ele trás uma sensação de perda, de despedida, de desperdiço, de desespero, de sumiço.
Sei que ele dá sentido a frase, mais me reservo no direito de odiá-la. Sei que extrapolo nas reticências, não só por aparência, mais também por não querer usá-lo.
Então me perdoem se eu errar. Se não souber direito como usá-lo, pois é um convívio quase que obrigado, usar esse tal de ponto final.
Mas vou tentar não decepcioná-los, no meio dos textos vou usá-lo, mas vamos deixar combinado que lá na última frase eu não vou colocá-lo (digamos que é esse meu estilo de escrever), mesmo que a estória não continue, mais apenas para acalmar o meu coração, já que não quero que minha escrita tenha fim, não irei colocá-lo. Assim ficaremos todos com gostinho de quero mais

Débora Vasconcelos

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

ATRÁS DA ESTANTE – 29/01/10

Hoje na mudança, achei um resto de você.
Um pedaço de papel, um bilhetinho com sua letra, dizendo que ia chegar mais tarde e mandando beijos.
Não sei como aquilo foi parar ali, atrás do rack, aliás, atrás da parte fixa que fica parafusada na parede, e quando vi o moço da mudança retirá-la, ele caiu.
Mal pude acreditar no que tinha em minhas mãos...depois de tantos anos encontrar um pedacinho de você ali e saber que convivi com ele tanto tempo sem saber dentro da minha casa, enquanto outros entravam e saiam, você estava ali atrás da estante esquecido mandando beijos.
Será que junto do bilhete, também ficou guardado a mágoa e o resto de amor? Se é que existe um pouco de amor, amor médio e grande. Qual será a medida usada para se medir o amor? Será que ele passa, ou fica apenas guardado, mas existindo ali escondido de nós mesmos, dentro do coração ou atrás da estante?
Só sei que quando vi aquilo, pedi logo para que eles levassem esse último móvel, para que eu me despedisse da minha casa.
Sentei no chão, encostei-me na parede e foi tão vazio ver tudo vazio, deu um aperto no coração, estar apenas eu, a casa e o seu papel em minhas mãos.
Lembrei-me do dia em que achava ter te devolvido tudo que era teu e que estava ali.
Lembrei-me do dia em que você voltou de sua viagem pra ficar. Lembrei-me também de mim indo e voltando com as malas e mochilas nas mãos.
Lembrei-me de tantas idas e voltas.
De tantas dores e revoltas.
De tantos reencontros e reconciliações.
Parecia que estava morrendo aquela casa e um pouco de mim também estava morrendo e a vida da casa se passava diante de meus olhos, em fleches, flertes, feixes e pedaços.
Com o papel na mão quase pude sentir seu cheiro, não fosse o cheiro de mofo, se não fosse o pó, mas na minha memória, nada disso me impedia de senti-lo perfeitamente.
E quando fechei os olhos você estava ali tão real quanto o papel, me enconchando na cozinha, me beijando na sala, discutindo no quarto, fazendo as malas. Me fazendo chorar e sorrir.
Aquela vida conturbada voltara por alguns segundos. Mas foi só os olhos abrir pra me dar conta de que nossas vidas estavam agora totalmente diferentes. Mas na verdade sempre foram diferentes e como escrito no recado você sempre chegava tarde de mais pra participar de mim, só vinha pra me tomar e pra discutir. E a pesar de morar comigo durante anos, você sempre se manteve ali...exatamente ali...mandando beijos atrás da estante.

Débora Vasconcelos

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

MOSKA - 11/01/10


Semana passada assisti um show do Paulinho Moska, uma cantor de uma sensibilidade singular, que estou escutando muito ultimamente. Inclusive ontem ganhei um DVD dele de aniversário, acho que de tanto falar sobre ele, meus amigos já sabem o quanto gosto. Acontece que eu fiz uma coisa inusitada...no final do show eu fui tirar uma foto com ele e caí na besteira de falar um pedacinho desse meu escrito abaixo que havia feito pra ele, eu nunca tive coragem de falar uma poesia assim olho no olho, ainda mais pra quem não me conhece. Aí não é que ele gostou e me deu até um mega abraço carinhoso...e disse que não era pra eu parar nunca de escrever. Nossa fiquei muito feliz, não sei nem explicar o quanto, receber um comentário desses de um cantor e compositor que admiro tanto.




ma moska pousou em mim

De repente me vi assim

Querendo ouvir e cantar


Uma moska diferente
Não pousou na pele e sim na mente
E fez tudo dentro de mim pulsar

Essa moska entrou pelos ouvidos
E dentro da cabeça começou a voar
A moska e seu zoombido
Com seu jeito tão peculiar

Fez dentro do meu peito uma coisa boa
Voltar a germinar
Fui tocada por essa moska
E tive a oportunidade de lhe tocar


Débora Vasconcelos

MÚSICA: UM E OUTRO – Paulinho Moska

Composição: Paulinho Moska

Um fala, o outro escuta
Um cala, o outro muta
Um grita, o outro olha
Um habita, o outro desfolha

Um aperta, o outro solta
Um liberta, o outro volta
Um salta, o outro pousa
Um falta, o outro ousa

Entrar na fenda que nos separa
da ponte que nos aproxima
Quem retirou a última pedra
do muro que estávamos vivendo em cima?

Um corre, o outro estanca
Um morre, o outro arranca
Um atura, o outro devora
Um mistura, o outro demora
Um concorda, o outro sabe
Que um transborda, o outro cabe
Um chamusca, o outro congela
Um busca, o outro revela

A fenda que nos separa
da ponte que nos aproxima
Quem retirou a última pedra
do muro que estávamos vivendo em cima?

Um existe, o outro permanece
Um insiste, o outro acontece
Um estranha, o outro acostuma
Um acompanha, o outro desarruma
Um agarra, o outro conquista
Um esbarra, o outro despista
Um batalha, o outro entrega
Um encalha e o outro navega

Na fenda que nos separa
da ponte que nos aproxima
Quem retirou a última pedra
do muro que estávamos vivendo em cima?

VOCÊ ME AMA E EU TE ADORO - 28/01/10


Adoro quando ele sente o cheiro da minha pele
Quando passa a mão no meu rosto e diz meu nome
Quando olha dentro de mim através de meus olhos
Quando da garagem diz que me ama ao telefone

Adoro quando ele me vê acenando da porta pelo espelho do carro
Quando vai embora ficando
Adoro e como adoro
Adoro porque ainda não amo

Sim o coração dele me faz queimar
Mas amar não está em meus planos
Então enfim eu adoro
Pra não cometer outro engano

Adoro vagabundear contigo
Nos domingos em sebos e oceanos
Em músicas, em desafios
Adoro, só pra não dizer que te amo

Adoro poder te enigmar
E sempre fazer com que você queira mais
Adoro fazer você esperar
Por algo que espero há anos

Adoro te retratar em mim
Nas fotos em que tiramos
Adoro quando me beija assim
E me faz sentir além de ser humano

Adoro ter você em mim
Em uma rotina que nunca entra em ordem
Quero te adorar além do fim
Até depois da morte

Você espera que eu diga
E eu tenho medo de assumir
Mais meu adorar é mais intenso
Do que um amor que só sabe mentir

Eu adoro te ter em meus braços
Adoro encontrar abrigo nos seus
Adoro quando você olha o que faço
Caladinho, parado, demonstrando ser meu

No fundo você sabe que meu adorar é maior
Do que qualquer amar que alguém já sentiu por ti
No todo você sabe aproveitar
Esse meu adorar que te faço sentir


Débora Vasconcelos

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

POR ALGUNS SEGUNDOS DANÇAMOS - 27/01/10


Em uma manhã que já não começa bem
Daquelas em que se perde o ônibus
Em que se acorda atrasada
Em que não se acha roupa...
Mas enfim dançamos
Eu e o moço da passarela
Aquele que tanto me olha
E que tanto olho também
Tamanha era a sincronia
Que quisemos passar pelo mesmo lugar
Trocamos passos suspensos
Acima dos carros e de tudo
Pra cá e pra lá
Só que aonde eu ia ele ia
Dançamos por alguns segundos, mas dançamos!
Os mesmos passos, a mesma música do trânsito
Sorrimos, nos encaramos e seguimos
Mas dançamos!


Débora Vasconcelos

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

DOIS EUS DENTRO DE MIM (CONTINUAÇÃO) - 25/01/2010

É como se houvesse dois eus dentro de mim
Ambos me pertencem
Genuinamente meus
Mais querem coisas distintas
E lutam dentro de mim

A luta deles era para que um se destacasse mais que o outro
Mais um deles desfalecia
Morria mesmo aos poucos
Um desanimo incontrolável o abatia
Uma dor descomunal

O outro eu ficou com dó quando viu o outro eu morrendo
Já não teria com quem lutar
Com quem discutir, com quem brigar
Então correu pra ajudar o eu meu que estava sofrendo

Ainda estou nessa luta aqui dentro...e ainda não sei como explicar
Agora lutamos juntos pelo renascimento...


Um eu morria pela rotina
Morria e morria a cada dia mais e mais
O outro eu, incompreensivelmente se fortalecia
Se exibia, mesmo querendo ao outro eu ajudar

Mais a verdade era que um não podia viver sem o outro
Se um deles morresse tudo estaria acabado
Precisavam se escorar um no outro
Precisavam se precisar

Eu precisava dos dois eus dentro de mim vivos
Brigando, discutindo
Fazendo a chama do meu olho brilhar

Então o eu forte, robusto
Pegou o outro eu fraco e moribundo
E o abraçou, transferindo suas energias e forças
Até que os dois eus se igualassem
Para poderem seguir

Mais já estavam perdidos
Mesmo que sadios
Ambos estavam abalados
Sem saber pra que lado ir

Tudo havia mudado
Quando dei conta de mim
E os meus eus estavam iguais
Isso me feriu
Me fez morrer naquele instante
Saber que estava tudo diferente
E eu permanecia a mesma
Mesmo tendo dois eus dentro de mim

....NÃO SEI SE CONTINUA...

Débora Vasconcelos

INVEJA- 22/01/2010


Sabe do que elas têm inveja?
Da minha felicidade
Da minha espontaneidade
Daquilo que elas não tem

Têm raiva da minha liberdade
Da simplicidade que me faz sorrir
Elas têm medo de serem tão livres assim
Sem prestar contas pra ninguém

Precisam estar presas
Em seus casulos enfeitados
Enquanto eu vôo de galho em galho
Com asas feias de se olhar
Mas que me levam aonde quero
Onde elas não podem chegar

É a inveja que as alimenta
Enquanto o som das músicas é o que me sustenta
Me encanta
E me faz sonhar

Elas têm inveja de mim
Por isso tentam me ferir
Elas não se conformam
E também não sabem amar

Elas têm inveja
Não de coisas materiais
Mais de sentimentos essenciais
Necessários pra ser feliz

Não é o que tenho que as incomoda
E sim meu jeito de agir
Meu sorriso largo, é um tapa na cara
De quem não sabe sorrir

Reviram seus próprios detritos
Atrás daquilo que eu tenho de sobra
A energia da vida é o que eu sinto
Mesmo quando elas me apavoram

Mais eu sou forte
E sei driblar, tudo que for preciso
Com um sorriso
Com um olhar

Eu faço o meu paraíso
Digno de se invejar
É só o que elas podem fazer
Pois dentro dele...Não vão entrar!


Débora Vasconcelos

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

IRMANDADADE DO AMOR

*Quem acompanha o blog lembra que eu falei que conheci o Sidney que mora em Cabo Verde (África), e que localizou meu blog através do Google. Ele escreve lindas poesias, como essa aí de baixo, pedi e ele deixou eu publicar, afinal é preciso compartilhar palavras tão intensas e bonitas. Obrigada Sid por me deixar tão feliz com seus versos.

“IRMANDADADE DO AMOR”

O fogo tem um balançar sensual
Com um vaivém ancorado
Doce para os olhos, e sem igual,
Quão esguio e atrevido.

O fogo tem um balançar sensual,
Às vezes coreografando uma tristeza obscura
Outras vezes bailando numa satisfação total
De natureza bem pura.

O fogo tem um balançar sensual,
Caminha por entre os corações dos poetas
E este, nem sempre individual,
Derrama lágrimas e sorrisos palavreadas.

O fogo tem um balançar sensual,

Pois ele é a materialização do Amor.

Sidney Fortes Neves

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

MOLESKINE – 14/01/2010

Abaixo foto do meu 1º Moleskine, não que eu necessariamente precise de um Moleskine pra escrever, pois qualquer papel de pão, verso de Nota Fiscal, qualquer papel mesmo já serve, prova disso são as fotos dos meus cadernos acima e lá embaixo. Em falar em caderno, tenho que confessar que caderno de escolas, sempre foram um problema pra mim, pois quando chegava o final do ano e tinha que jogá-los fora, eu precisava olhar folha por folha para não jogar poesias no lixo, e sempre encontrava muitas poesia espalhadas entre as matérias. Não sei porque mais matérias como Matemática e Física sempre tinham mais poesias do que as matérias de Humanas (risos), mais enfim ganhei esse caderninho muito usado por grandes personalidades como Henri Matisse (1869–1954), Vincent Van Gogh (1853–1890), Pablo Picasso (1881-1973), André Reton (1896-1966), etc..., pois esse bendito caderninho ele é cheio dos trelelês, costurados à mão na Itália, seu papel não fica amarelado ao longo do tempo (na verdade já são amarelados) possuem uma tira de elástico para mantê-los fechados (ou abertos em determinada página) e uma lombada costurada que permite que eles permaneçam planos (a 180 graus) enquanto abertos. Com tantos detalhes assim, eu não me contentei em terminar um caderninho de escrita que já tinha começado e fui logo pegar esse tal Moleskine pra escrever, eis que me deparei com a primeira folha dele, logo depois do local para colocar o nome, havia um imenso espaço vazio depois de Address (Endereço), indagando onde eu morava...Aí escrevi:


Moro nessas páginas, em cada uma delas, até as que deixei em branco por não saber continuar.
Moro nos meus escritos, moro nos meus gritos que apenas escrevendo pude dar
Me deixa morar em você?
Me deixa na sua mente entrar
Nas palavras não me restrinjo
A escrita serve pra me libertar
Então se alguém me perguntar onde moro, eu apenas digo
Que moro no meus escritos
Nos meus escritos é que sempre vou morar


Débora Vasconcelos


POSSE – 20/10/09

Precisei escrever no meu caderno novo
Tomar posse daquilo que é meu por direito de escrita
Essas linhas, essas linhas
São tão finas
Vou ter que me adaptar
Ou quem sabe extrapolar
Deixando que a falha seja bela
Deixando que a intuição seja sincera
E a inspiração valha mais
Ainda faltam muitos sons pra serem ouvidos
Muitas palavras pra se falar
Muitos cadernos a serem preenchidos
Muitas linhas pra se ultrapassar
Muitos desejos escondidos
Muitos amores pra se desvendar
Me ajuda a te manter nítido no meu pensar
Se faz presente em meus sonhos
Já que não há coisas novas pra se lembrar
Enquanto isso eu escrevo no meu caderno novo
Só pra posse dele eu tomar


Débora Vasconcelos

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

DOIS EUS DENTRO DE MIM - 13/01/2010

É como se houvesse dois eus dentro de mim
Ambos me pertencem
Genuinamente meus
Mais querem coisas distintas
E lutam dentro de mim

A luta deles era para que um se destacasse mais que o outro
Mais um deles desfalecia
Morria mesmo aos poucos
Um desanimo incontrolável o abatia
Uma dor descomunal

O outro eu ficou com dó quando viu o outro eu morrendo
Já não teria com quem lutar
Com quem discutir, com quem brigar
Então correu pra ajudar o eu meu que estava sofrendo

Ainda estou nessa luta aqui dentro...e ainda não sei como explicar
Agora lutamos juntos pelo renascimento...

CONTINUA....


Débora Vasconcelos

NÃO COUBE - 27/10/09

Sem a supervisão do seu falso amor
Eu me permiti, não me interpretar
Me permiti viver
Sem ter que tentar te encaixar

Você não coube em meus espaços
Você não coube nos meus abraços
Nos meus amigos
Nas mesas de bar

Você não coube nas minhas fantasias
Na minha realidade
Nem no meu dia a dia
Não coube no meu amar

Sem a supervisão do seu amor falso
Eu me deixei escrever mais
Me senti livre pra criar
Me senti livre pra ser amada
Sem ter que te esperar

Você não soube crescer
Enquanto eu já não cabia mais
Me expandia os pensamentos e alegrias
Mais foi você quem não coube mais na minha vida
Sua presença se tornou de mais

Débora Vasconcelos

AMPULHETA - 10/11/2009


Não temos como medir
Quanto tempo se leva pra ler um livro?
Quanto tempo se leva pra amar?
Quanto tempo se leva pra realmente se sentir vivo?
Quanto tempo somos capazes de esperar?


A contagem do tempo é tão pessoal e tão íntima
Que somente quem sente é quem pode falar

Falar de tempo para um presidiário
Não é o mesmo que falar do tempo para uma criança que nem sabe em que dia da semana está
Falar do tempo para um doente terminal
Não é o mesmo que falar do tempo pra quem fica os dias diante da televisão a passar

O segredo é usar o tempo como amigo
Pra diante dele tudo poder realizar
Colocar sonhos em prática e com juízo
Pra que o próprio tempo não venha a te atropelar

Débora Vasconcelos

ICEBERG DE MEL - 26/11/2009


A vingança é doce como o mel
E fria como um iceberg
E como o gelo, é também escorregadia e se não soubermos direito onde pisarmos é possível que ele trinque e caíamos nas profundezas de um mar implacável e sem perdão
E a água gelada é capaz de nos matar
Mas enquanto isso...Desfrutemos do doce sabor gelado que a vingança vem a proporcionar
Eu já tive dias de paz
Mas agora aprendi a me vingar
E confesso estar ficando viciada neste doce sabor, porém tenho que conviver também com o medo de escorregar

Débora Vasconcelos

VAI, MAS VEM - 11/01/2010


Porque meu corpo pede sua carne?
Porque meu olfato pede seu cheiro?
Minhas mãos, sua pele pra percorrer?
Porquê?

O meu desejo não se sacia ao te ter
Não acaba, continua, cresce...
Sempre querendo mais prazer
Quero você!

Inflamar o seu tesão
Com tanta emoção, que você nunca irá esquecer
Quero te fazer perder o rumo de casa
Quero que você habite em mim
Quero ser o que te arrepia
Proporcionar sensações distintas
Das quais você não saberá descrever

Porque nossos corpos se precisam?
Se engalfinham, se valorizam?
Porque te quero tanto assim?
Pulsando dentro de mim
Num eterno vai e vem

Débora Vasconcelos

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

O NASCIMENTO DE EXTREMOS DE MIM – 05/12/09

Hoje o blog faz um aninho de existência e eu estou mega feliz, pois com ele conheci novos amigos como a Letícia que agora está escrevendo também e já tem seu próprio blog: http://descobrindoumnovoser.blogspot.com, como Sidney uma pessoa super talentosa que também escreve, logo postarei uma poesia dele aqui se ele deixar, só um detalhe ele é de Cabo Verde (África) e achou meu blog no Google, isso pra mim não tem preço minhas palavras já correndo livres de mim, percorrendo mundos que eu ainda não conheço.
E com o blog descobri que não apenas amigos e parceiros próximos gostam do que escrevo, assim como a Paula que também por incentivo meu está postando histórias engraçadíssimas no blog dela:
http://wwwbeterrabasimpatia-beterraba.blogspot.com, o Tiago ilustrador http://www.tiagocostailustra.blogspot.com/ que fez a antiga e nova imagem do blog, mas fora essas pessoas que fazem parte do meu convívio tem muita gente que passa aqui vez ou outra pra dar uma lidinha. E isso é muito gratificante e quando recebo um comentário então não consigo nem descrever o que sinto de tão bom que é.
Mas esse projeto “Extremos de Mim” já existe há muitos e muitos anos em minha cabeça, e hoje resolvi contar como ele nasceu.


Quando eu tinha lá meus 10 ou 11 anos e era moda estudar datilografia, pois naquela época não havia muitos cursos de digitação e computador era coisa de gente rica ou de banco, eu já escrevia poesias. E foi mais ou menos nesta fase que ganhei um dos melhores presentes de minha vida. Minha amiga-irmã Katielly chegou em casa com uma pasta azul e me disse:
- Fiz pra você!
Quando abri e vi logo de cara aquela capa, paralisei, ao mesmo tempo me impulsionei, pois naquele instante havia em minhas mãos a primeira edição de um dos meus maiores sonhos.
Ali pra mim foi o nascimento material de Extremos de Mim, pois em minha mente ele já existia há muito tempo e compartilhava esses poemas com a Ká, que no ímpeto de praticar sua datilografia, mas tenho certeza que principalmente na vontade de me presentear, de me ver feliz em uma fase tão sombria, ela passou sei lá quanto tempo a datilografar minhas poesias, e a cada letra datilografada transformava meu sonho em realidade e valorizava minhas palavras documentando meus sentimentos que de criança não tinham nada, pois já eram tão intensos e verdadeiros.
Então foi ali que Extremos de Mim, nome que sempre comentei que gostaria que fosse o nome do meu primeiro livro, tomou vida e me fez continuar a escrever meus poemas. Bastava isso, bastava que uma única pessoa gostasse do que eu escrevia, mesmo que fosse a minha melhor amiga, para que eu continuasse a escrever quando eu já não acreditava em quase mais nada, passei a acreditar em mim mesma.
Pelo grau de tristeza das poesias extremamente melancólicas daquela época, separei apenas essa que acho linda até hoje: Cactos.
Espero que gostem da explicação de como nasceu “Extremos de Mim” para mim. Não podia ser de forma diferente. Eu paria! E a Katielly era a parteira dos meus escritos.
Chegou à hora de retribuir pelo menos um pouco de tudo que ela já fez por mim, contando essa história.
Obrigada, Ká!

CACTOS

A minha paixão é tão grande
Que se expande pelos vales de cactos
Deixando-os forte e sem espinhos
Assim posso caminhar entre eles
Contando histórias de amor

Meu coração sem sossego
Que há dias está aflito
Por não conseguir lembrar com perfeição sua face
Agora se acalma para ouvir uma canção
O tempo nos separa
Nos deixando nessa obsessão

Sinto que minha liberdade
Vai além da opressão dos que não vejo
E pouco a pouco tudo faz sentido

Você é a inspiração do meu viver
Mas continuo sofrendo
Nessa doce agonia desses dias lentos
Pra voltar a lhe ver

Débora Vasconcelos



quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

MINHA POESIA DE VIVER – 05/01/2010


Ele me cobra uma poesia
Como se assim fosse ser mais amado por mim
Ele me cobra sem dizer
Seu olhar me lembra que uma poesia pra ele devo fazer... tenho que fazer... preciso fazer
Mas não consigo escrever
A caneta trava, a inspiração se afasta e eu não consigo escrever
Confesso que teria muitas coisas maravilhosas a dizer, de todos os momentos bons que ele me proporciona
Ele me cobra e eu não consigo descrevê-los
Já tentei, eu juro
Mas não sei, não vai, não sai, não é natural
Ele me cobra e mal sabe
Que não preciso escrever uma poesia pra ele
Pois ele é minha poesia de viver
Com ele prefiro sentir coisas que não há como descrever, viver momentos inexplicáveis, sorrisos intermináveis
Amar e seguir
A poesia que ele quer que eu faça
Ele não percebe... mas é ele quem faz pra mim

Débora Vasconcelos

LENÇÓIS DE CETIM – 03/01/2010


Não são seus lençóis de cetim que lhe farão dormir bem
Entenda, não será seu carro importado que fará chegar onde você quer
Não é esse seu corpo todo esculpido que moldará seu coração
Você tem que se decidir
Seja menos arrogante
Aprenda a pedir perdão
Com licença, obrigado, aos subordinados, não fazem mal não
Não pense que a vida com dinheiro é fácil
Você tem que aprender a ser feliz dentro do seu coração
E pra isso não é preciso morar em uma mansão
Só é preciso sentir orgulho de si
Ter amigos verdadeiros
E saúde pra curtir
Não tente me enganar
Felicidade...não é isso que seus olhos me dizem
Você nem pode tomar um banho de mar
Sentir a força das ondas
Tem medo de se entregar e querer voltar
Não é o seu dinheiro que trará o sol pra sua vida
Eu já fiz meu cotovelo de travesseiro
Já andei quilômetros sem precisar
Já quebrei minhas correntes imaginárias
Ultrapassei os limites dessa estrada
Que você teima em seguir
E eu me senti feliz na simplicidade dos sorrisos
Isso tudo que você tem não significa nada
Se você não sabe ser feliz
Aparenta ser uma pessoa amada
Mas não tem amigos que possam te ouvir na tristeza de uma madrugada
Você tem todo um ritual de etiqueta a seguir
Acordar os outros não parece ser uma coisa educada
Mesmo quando os seus lençóis de cetim não resolvem nada
E você se vê só sem ter ninguém pra simplesmente lhe ouvir

Débora Vasconcelos

O PIANO – 03/01/2010


Eu me protejo atrás de meu piano
Esse foi o escudo que escolhi pra mim
Enquanto toco os pesadelos se afastam
Enquanto canto, sinto sua força vibrar dentro de mim
É como se ele girasse e me deixasse meio tonta e ao mesmo tempo feliz
Pois me realizo com cada nota
Seus sons me envolvem e eu o hipnotizo
Entramos em transe juntos
Não sou eu quem o manipulo
É ele que me ensina a sentir
O piano é o tipo de escudo que escolhi pra mim
Mas eu me mostro ao invés de me esconder atrás dele
Apenas me protejo do mundo, louco e doentio que se mostra diante de mim
Tentando esquecer, tocando canções bonitas
E deixando o piano me possuir
O piano é uma extensão dos meus dedos
Ele é parte de mim
Uma paixão avassaladora
Que da sentido a minha vida
E eu sinto assim desde a primeira vez que o vi
A minha dedicação a ele
É totalmente retribuída
Quando seus sons passam a tocar dentro de mim
Através de mim
Sem ele eu não saberia existir


Débora Vasconcelos

MÚSICA: DANDARA - Simone

* Quando estou cantando sempre troco Dandara por Débora....rsrsr, mais acho que toda mulher tem que ter um pouco de Dandara


MÚSICA: DANDARA - Simone
Composição: Ivan Lins e Francisco Bosco

Ela tem nome de mulher guerreira

E se veste de um jeito que só ela
Ela vive entre o aqui e o alheio
As meninas não gostam muito dela
Ela tem um tribal no tornozelo
E na nuca adormece uma serpente
O que faz ela ser quase um segredo
É ser ela assim tão transparente

Ela é livre e ser livre a faz brilhar

Ela é filha da terra, céu e mar
Dandara

Ela faz mechas claras nos cabelos

E caminha na areia pelo raso
Eu procuro saber os seus roteiros
Pra fingir que a encontro por acaso
Ela fala num celular vermelho
Com amigos e com seu namorado
Ela tem perto dela o mundo inteiro
E à volta outro mundo admirado

Ela é livre e ser livre a faz brilhar

Ela é filha da terra, céu e mar
Dandara

Ela tem nome de mulher guerreira

E se veste de um jeito que só ela
Ela vive entre o aqui e o alheio
As meninas não gostam muito dela
Ela tem um tribal no tornozelo
E na nuca adormece uma serpente
O que faz ela ser quase um segredo
É ser ela assim tão transparente

Ela é livre e ser livre a faz brilhar

Ela é filha da terra, céu e mar
Dandara

MUITO MAIS DO QUE EU ERA – 04/01/2010


Quando você descobriu que não me conhecia
Mesmo depois de tanto tempo que comigo convivia
Se revoltou, rasgou minhas fotos, sofreu, chorou
Quando você descobriu a minha visão
Percebeu que não era apenas você que havia em meu coração
Quando você quis enfim me conhecer
Já era tarde
Mas foi esse mistério, que fez você realmente se apaixonar
Ficou louco pra saber o que eu fazia
Os momentos em que eu me escondia, para ser mais do que eu era
Quando você passou a me ler, passou um pouco a entender, mas se perdeu na interpretação
Só que agora já era tarde
Eu me mostrei tão diferente
Do que você previa
Do que você imaginava
Do que de mim você tirava
Do pouco que conseguia
Eu me tornei o seu dilema, o seu problema, a equação sem solução
Você se culpava, me culpava, se arrependia e me amava a cada palavra, a cada verso que você lia
Muitos desejos se manifestaram
Muitas coisas que você nem sabia
Não me conhecia!
E por não me conhecer totalmente
Um novo desejo despertava
Você odiava me amar
Mas me amava
Agora seus comentários não valem nada
Já não faz parte da minha atual vida
Mas seu ciúme dilatava
Sua cabeça enlouquecia
E eu me deliciava
Em poder mostrar
O que antes escondia


Débora Vasconcelos

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

RETROSPECTIVA - 22/12/2009


Paguei os supostos “favores”
Cuidei das minhas dores
Arranjei outros amores
Não devo nada a ninguém

Me meti em confusões
Fiz mau criações
Sai das ilusões
Pra cuidar do que me convém

Refleti sobre os meus erros
Despertei dos pesadelos
Enxerguei um novo dia
Sem esperar nada de ninguém

Me encarei diante do espelho
Estufei o meu peito e me orgulhei

Agora decidi viver o máximo
De tudo que me resta
Descobri sim que a vida presta
E que nunca é tarde pra aprender

Ajudei quem eu pude
Quem meu coração permitiu
Ainda fiz pouco diante do que podia
Mas esse pouco me fez tão bem

Descobri que ficar não é tão ruim
Quando os sonhos tivermos forças pra realizar
Ainda tem um furacão dentro de mim
Que de vez em quando vai e vem

Mais a vida é assim
Um dia equilíbrio, o outro descontrole
Um dia amante, noutro dia as dores
Um dia atrás do outro e os anjos é que digam amém

Porque o que me interessa é viver
Cada dia como o dia de ano novo
Em que nos enchemos de esperança
E uma força nos leva além

E que venha 2010 com toda essa força pra nos levar além de tudo que idealizarmos.

Feliz Ano Novo!!!


Débora Vasconcelos

DONA INSPIRAÇÃO – 22/10/09


Essa Dona Inspiração é uma comédia
Nunca tem hora pra chegar
Às vezes me acorda de madrugada
Com o velho: - Nós precisamos conversar!
Às vezes em horas impróprias
Em que não dá nem pra deixá-la entrar
Ela sabe que eu gosto dela
E aproveita pra se manifestar
De vez enquanto me pega nua no banho
E tenho que sair correndo atrás de caneta e papel e em todos cômodos respingando
Pra não deixá-la escapar
Essa Dona Inspiração é meio louca
Às vezes é dondoca, às vezes é patroa
Às vezes chora, às vezes ri à toa
E ela mora no meu pensar
Tenho que conviver com essas mil facetas
Que a Dona Inspiração vem a demonstrar
Não é fácil equilibrar o seu humor dentro da minha cabeça
Na mesma hora em fala de amor
Ela mesma se atropela
Muda de assunto
E já não quer mais brincar
Eu vou escrevendo com as dicas dela
Ela vai me fazendo rir
Ela vai crescendo com as minhas dicas
Eu também faço ela seguir
Só quero que ela nunca me abandone
Acho mesmo que isso não poderia acontecer
Pois ela esta dentro de mim
Para que eu esteja em você

Débora Vasconcelos

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

FILME: APENAS UMA VEZ


Assisti a um filme maravilho de uma doçura e delicadeza tamanha, sem ser chato ou enjoativo.
Amei! Eu recomendo.
Agora fico com as músicas do filme na cabeça, que por sinal são maravilhosas...melodias lindas, um filme simples e original como a vida.

Segue a tradução que tem no filme de uma das músicas.

MENTIRAS (LIES)
Written by: Glen Hansard / Markéla Irglová

Creio que é hora de desistirmos
E de entendermos o que esta nos impedindo de respirar com facilidade
E de conversar com franqueza
O caminho estará livre
Se você estiver preparada
O voluntário está indo devagar
E reservando um tempo para salvar-se

Os pequenos problemas agravaram-se
E quando nos demos conta era tarde de mais
Para usar de rodeio
E contar mentiras

Você está andando rápido demais
E eu não consigo acompanhar você
Talvez se você fosse mais devagar
Eu poderia ver que você só está dizendo
Mentiras, mentiras, mentiras
Destruindo nosso relacionamento com suas
Mentiras, mentiras, mentiras

Quando você vai aprender?

Os pequenos problemas agravaram-se
E quando nos demos conta era tarde de mais
Para usar de rodeio
E contar mentiras

Você está andando rápido demais
E eu não consigo acompanhar você
Talvez se você fosse mais devagar
Eu poderia ver que você só está dizendo
Mentiras, mentiras, mentiras
Destruindo nosso relacionamento com suas
Mentiras, mentiras, mentiras

Quando você vai aprender?

Cultive o pensamento
E o observe crescer
Dê corda nele
E deixe-o partir


ENERGIA – 22/12/09


Não estou com um pingo de sono
Porém não tem um pingo de energia
Ligo o note book e acaba a bateria
Escrevo um pouco no papel com a luz do celular
Que tão pouco ilumina
E tudo vem a me incomodar
Porque nem banho eu posso tomar sem ter minha água quentinha
O que a gente faz quando acaba a luz do dia
E a gente não enxerga mais
Nem pra ler um livro como companhia?
Rezo e peço a Deus pelos demais
Mais eu queria mesmo assistir Os Normais que peguei emprestado do irmão de minha amiga
Ainda são nove e vinte e nada de energia
Já pensei em estourar pipoca
Depois lembrei, que não tinha
Meus amigos estão fora
E minha casa está vazia
Só um pernilongo me incomoda
Com seu zumbido
- Que agonia!
Eu quero energia urgente
Pra ler, escrever, assistir, ouvir música ou ficar limpinha
Descobri que sou tão dependente
Tenho vício de energia


Débora Vasconcelos

NÃO TRANSFORME ISSO EM COMPETIÇÃO - 26/12/2009


Escolhemos caminhos diferentes
Não tem porque tentar comparar
Nossas decisões são divergentes
Nossos passos não poderiam dar no mesmo lugar

Então não tente mostrar que esta melhor que eu
O seu melhor é pouco pra mim
Houve época em que eu quis acreditar
Mas esse tempo passou

Eu quero coisas novas
Sensações que nunca senti
Não tem como comparar
Nossos passos nunca dariam no mesmo lugar

Você não está mais dentro de mim
Não tenho porque te provar o quanto estou feliz
Não sou eu quem tem mania de mentir

Tente viver sua vida em paz sem ter que encenar
Esse seu jogo está ultrapassado demais
Cada um sabe o que sente dentro de si
O seu contexto de vitória é diferente do meu

O sucesso pra mim é poder seguir sem ti
Então não perca seu tempo tentando comparar
Nossos passos nunca dariam no mesmo lugar
Nossas estradas são desiguais

Débora Vasconcelos

ROSE


Rose, quase rosa mais não é
É Rose
Mulher quase forte como toda mulher é
Mais é fraca
Vive seu transe enquanto a vida passa
E acha que isso é viver
Se diz feliz, mas não faz nada
Não investe em si
Vive seu transe e transa sem saber
Ama seus filhos, mas não sabe exemplos bons dar
Eu tinha tanto orgulho de você!
Agora a gente mal pode conversar
A pesar do seu jeito ainda feliz
Não consigo te ver assim
Tenho pena de te ver ali
Se destruindo, sem assumir
Achando que é normal se drogar
Rose, quase rosa
Mas é Rose

Débora Vasconcelos

EXCEL X WORD – 22/12/09


Eu definitivamente nasci para as letras e não para os números
Tenho imaginação de sobra pra preencher as páginas com palavras novas no Word
E não admiro o Excel por copiar o conteúdo da célula acima apenas por digitarmos a mesma letra inicial só que de outra palavra
Eu gosto de ver a tela em branco e ter ela toda pra preencher com estórias
E não de olhar as linhas previamente demarcadas pela planilha
Eu gosto de contar histórias e não números
Eu admito que o Excel tenha lá sua serventia
Mas o Word pra mim é essencial e de maior valia
Mas pra acabar com essa briga
Eu preciso confessar
Não há nada como letras manuscritas
Desordenadas, rabiscadas, às vezes até bonitas
A minha inspiração ainda esta aprendendo a digitar


Débora Vasconcelos

VULCÃO – 22/08/09


Eu não quero sua braveza
Não quero sua incerteza
Não quero sua tristeza
Nem sua decepção

Eu não quero seu abandono
Eu não quero seu desencontro
Não quero sua estranheza
Nem sua erupção

O vulcão adormecido
Acordou dentro de ti
E tudo que você pode me oferecer
É essa lava vermelha chamativa
Que aos olhos, encanta e brilha
Mais é capaz de poluir o ar
E que logo deixará tudo morto e cinza
Tudo triste dentro de mim e desse lugar

Eu não quero me queimar com a sua companhia
Causando feridas incuráveis
Que nem o tempo é capaz de apagar

Eu não quero sua vingança
Eu não quero sua aliança
Não quero nada que venha de ti
Eu não quero me ver assim
Como você...
...Matando o que não pode conservar
Ignorando o amor, por só saber queimar
Destruindo o que está ao seu redor
Pra que assim possa acordar

Não quero que minha vida seja destrutiva
Causando dor e queimaduras
Que nem o tempo pode apagar
Você é um vulcão em erupção
Que mesmo longe polui meu ar


Débora Vasconcelos

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

ESTRELA CADENTE – 22/12/09

- Era um avião? Um reflexo? Ou uma estrela cadente no céu?

Antes de duvidar da luz. Acredite!

Porque se não você pode perder, além da oportunidade de fazer um pedido...a inocência da vida!

Débora Vasconcelos

AMOR E MÚSICA – 16/12/2009


Eu só sei fazer amor com música
Nem que seja o barulho da chuva
Algo tem que tocar

Seja no céu
Seja na terra
No seu corpo ou no meu
Seja em qualquer lugar

Eu só sei fazer amor com gemidos
Nem que sejam gritos baixinhos
Algum barulhinho pra extravazar

Eu só sei fazer amor contigo
Nas suas músicas, nos meus gemidos
Nos nosso gritos de amor
É que aprendemos a nos libertar


Débora Vasconcelos

ENSAIOS – 10/12/09

Ensaiei o que ia te dizer
Não deu certo, na hora gelei, esqueci
Ensaiei o que ia fazer
Fiz listas que não cumpri
Ensaiei programar o futuro
E de tanto ser inseguro
No caminho me perdi
Ensaie não viver no escuro
Ensaiei não ficar em cima do muro
Ensaiei, ensaiei e não vivi
Me desesperei quando vi que não tinha como voltar
E minha vida de ensaios enchi
Quando poderia ter aproveitado os imprevistos
Para aprender a conviver com o que perdi
Ensaiei o que não pude dizer
Ensaiei o beijo que não dei
Ensaiei o fogo que não ardeu
Ensaiei o grito que não aconteceu
Ensaiei e me esqueci
Não vivi
Por que ensaiei pra não me ferir
E agora sofro pelos ensaios que repeti


Débora Vasconcelos

ABRIDOR DE CABEÇA (PRESENTE DE NATAL) – 20/12/09


Se eu pudesse te dar um presente de Natal
Seria um “Abridor de Cabeça”
Você critica os sotaques do Rio e do Sul, mas acha lindo quem fala inglês
Pegue suas malas e vá embora
Aqui neste país maravilhoso você não faz falta
Porque será que a diversidade te fere tanto?
Porque será que você tem dificuldade em aceitar o novo e não sabe elogiar?
Coisas simples não te encantam
Só coisas caras e de grifes
Não percebe que o Salvador nasceu na palha de uma manjedoura sem luxo e sem ouro
Você desconhece o poder de ajudar
Só quer pra si o que for de melhor
E não consegue enxergar
Em vez de aprender
Prefere criticar
Se você soubesse como é bom estar com a cabeça aberta, para que não haja limites de aprendizado
Para que aquilo que lhe pareça errado não seja motivo de nojo
E sim um jeito de você despertar sua força interior e uma oportunidade de ajudar
Você só vê seu lado da rua
Ainda não aprendeu a atravessar
Tente neste Natal abrir sua cabeça um pouco e perder o medo de abraçar
O calor humano não faz mal
Os reis magos viajaram léguas para a Jesus abraçar
Deixe seu lado mecânico
E bote seu coração pra funcionar
Abra a cabeça
E aprenda a amar


Débora Vasconcelos

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

O PODER DE TRANSFORMAÇÃO

ISSO ACONTECEU NO QUINTAL DE CASA E EU FOTOGRAFEI CADA FASE, AS VEZES É PRECISO TER PACIÊNCIA, MAS A TRANSFORMAÇÃO ACONTECE !!!
Beijos

Dé
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.
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O OLHAR DE PERDÃO – 16/12/2009


A chuva está tão forte
Que mal posso te ouvir
Pra você ter vindo até aqui molhado assim
Alguma coisa aconteceu

Pensei que era eu
Que um dia iria te procurar
Esquece o que passou
- Venha, vamos entrar

Enquanto a chuva molha o mundo
O meu mundo só quer chorar
E você me olha, me olha
E não consegue falar

- Venha, vou te secar
- Mas me diga o que aconteceu
Antes que eu comece a chorar
Só por imaginar que a vida te feriu ainda mais

Tenho pressa de suas palavras
Tenho pressa de suas razões
Mesmo querendo dizer não
Não consegui me controlar, te pedi pra entrar

Você não fala
E o tempo passa
Estou começando a me preocupar
Pego um café pra te esquentar

-Não cala!
-Fala!
-Diga o que lhe fez se molhar!

-Era o olhar!
-Era o olhar!
Não entendia
Não conseguia decifrar

Você repetia:
- Era o olhar
E eu perguntava:
- Mas que olhar?

Você dizia:
- Era o seu olhar que me faltava
- Faltava você me perdoar
E eu ainda não entendia

Você se levantou
E para porta se dirigia
Quando eu ousei te tocar
E você com carinho me retribuia

Dizendo que a pesar de tudo que havia feito
Eu te recebi sem preconceitos
Eu demosntrei perdão em meu olhar
Que agora sim você podia, seguir sua vida e me deixar

E debaixo da tempestade
Deixe-te ir
Um pouco dela você também teria que sentir

A chuva estava tão forte
Que eu mal te via
Mas te segui com os olhos até onde eu podia
Foi assim que tudo o que tínhamos veio realmente a acabar.

Débora Vasconcelos

MÚSICA: CARVÃO – Ana Carolina

Composição: (Ana Carolina)

Surgiu como um clarão
Um raio me cortando a escuridão
E veio me puxando pela mão
Por onde não imaginei seguir
Me fez sentir tão bem, como ninguém
E eu fui me enganando sem sentir
E fui abrindo portas sem sair
Sonhando às cegas, sem dormir
Não sei quem é você

O amor em seu carvão
Foi me queimando em brasa num colchão
E me partiu em tantas pelo chão
Me colocou diante de um leão
O amor me consumiu, depois sumiu
E eu até perguntei, mas ninguém viu
E fui fechando o rosto sem sentir
E mesmo atenta, sem me distrair
Não sei quem é você

No espelho da ilusão
Se retocou pra outra traição
Tentou abrir as flores do perdão
Mas bati minha raiva no portão
E não mais me procure sem razão
Me deixa aqui e solta a minha mão
Eu fui fechando o tempo, sem chover
Fui fechando os meus olhos, pra esquecer
Quem é você?
Quem é você?
Quem é você?
Você...

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

ESTILHAÇOS E FRAGMENTOS – 13/12/09

Estilhaços de espelhos por todos os lados
Fragmentos de mim mesma
Me quebrei inteira, para me multiplicar
Em sonhos e pesadelos
Tudo que sou eu espalhado pelo chão
Espelhado pelo ar
Me desfragmentando pra me dominar
Sem ser dominada pelo medo
Estilhaços e fios de cabelos
Já não se podem juntar
Cacos e restos do que eu fui nas paredes, chão e espelhos
São ladrilhos de lágrimas que não voltam mais
Os sorrisos agora também serão verdadeiros
Parei de roer o osso
Fiquei nua enfrente ao desgosto
E lutei com ele entre tantas perdas e danos
Consegui vencer o passado
E me desvencilhei do que havia de errado
Descobri que as dores que eu sentia
Eram das assas que em minhas costas cresciam
A liberdade que me afligia
Tirou de mim a solidão e o medo
De poder me encarar diante de qualquer espelho
Sem ter que me ferir com estilhaços e fragmentos


Débora Vasconcelos

MÚSICA : SURFANDO KARMAS E DNA - Engenheiros do Hawaii

Composição: Humberto Gessinger

Quantas vezes eu estive

Cara a cara com a pior metade?
A lembrança no espelho,
A esperança na outra margem

Quantas vezes a gente sobrevive
À hora da verdade?
Na falta de algo melhor
Nunca me faltou coragem

Se eu soubesse antes o que sei agora
Erraria tudo exatamente igual...

Tenho vivido um dia por semana
Acaba a grana, mês ainda tem
Sem passado nem futuro,
Eu vivo um dia de cada vez

Quantas vezes eu estive
Cara a cara com a pior metade?
Quantas vezes a gente sobrevive
À hora da verdade?

Se eu soubesse antes o que sei agora
Iria embora antes do final...

Surfando karmas e DNA
Eu não quero ter o que eu não tenho
Não tenho medo de errar!

Surfando karmas e DNA
Não quero ser o que eu não sou
Eu não sou maior que o mar...

Surfando karmas e DNA...
Na falta do que fazer, inventei a minha liberdade!!

Surfando karmas e DNA
Não quero ter o que eu não tenho
Não tenho medo de errar

Surfando karmas e DNA
Não quero ser o que eu não sou
Eu não sou maior que o maaaaaaar...ô...ô ô

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

OUSADA – 25/11/2009


As pessoas têm medo de ousar
Vejo isso nítido em seus olhos reprovadores e curiosos quando chego com uma sombra de olhos colorida, ou uma bolsa desenhada
Quando eu fujo do óbvio dos cabelos lisos e unhas bem feitas sempre
Quando eu faço uma tatuagem que sempre tenho que explicar que o significado dela muda conforme o que estou sentindo
Quando não me encaixo nos padrões preconceituosos e me liberto
As pessoas têm medo e têm vontade
Só falta a elas coragem
Que a mim sobra aos montes
Mas insistem em criticar
É mais fácil do que ousar
Ter coragem de não se arrepender depois
Se arrependerão quando forem velhas
E se lamentarão: - Porque eu não usei aquela saia?
- Porque eu não cortei os meus cabelos?
- Porque eu não dei para o homem que amava na adolescência no carro dele?
- Porque eu não ousei?
- Porque eu mesma me privei e me aprisionei em grades imaginárias que eu mesma criei?
Eu quero ser livre e cantar
E porque não músicas novas eu mesma inventar?
Só pra me fazer feliz
Não quero chamar atenção dos outros
Se sou assim é porque sou livre
E é essa liberdade que incomoda a todos e não a sombra colorida
Incomoda porque não conseguem livres serem
Essas pessoas precisam envelhecer
Pra dar valor ao brilho que tinham
Precisam se perder pelo caminho
Pra ter saudade de quem poderiam ser
Eu tenho coragem de amar a vida
Tenho coragem de gritar versos sobre a liberdade
Tenho desejos loucos, tenho vontades e a elas vou tentar satisfazer
Enquanto a vida dessas pessoas passam
Assim sem graça, meio mortas, meio cinzas
Eu quero cores, quero amores, quero estar presente em minha vida
Saborear, viver, vivenciar e ser vivida
Ousar em minha própria ousadia
Não me limitar dentro da rotina do dia a dia
Quero usar minha liberdade
Quero vesti-la e não despi-la
Quero ter sempre essa coragem
De inventar o novo com pouco
Com a criatividade que me inspira


Débora Vasconcelos

VIDA DE UNIVERSITÁRIO

*Essa eu fiz na época da faculdade, minha vida era mais ou menos assim, e conversando com a minha amiga Sabrina que ainda está passando por isso resolvi postá-la em homenagem ao sofrimento de todos universitários

VIDA DE UNIVERSITÁRIO

Com um olho aberto e outro fechado
Tomo um banho de gato
Vou dormir com os cabelos molhados
Acordo desesperado pra não chegar atrasado
Vivo sem cascalho
Nem um pra comprar um lanche
Preciso tirar as cópias daquele professor otário
Que acabo não usando adiante
Vou pra casa do caral...
Quando tenho que estudar até as duas da manhã
Pra acordar as 5:30h
E no outro dia só ir pra cama a uma da matina
Essa é a vida de universitário
Que mesmo assim eu amo
Sábado e domingo não saio pra estudar
Fora o uniforme do trampo que tenho que lavar
Alguns dizem que na vida social eu não tenho conduta
Mais ninguém vê que minha vida é dura
E que mesmo assim eu a amo
Enquanto os outros com seus altos cargos
Comento peru e tomam champagne
Vivem indignados
Eu sou feliz
Mesmo sofrendo como um cavalo
Nesta vida de universitário
Agradecendo a Deus pelo meu estágio
Está é a minha vida e eu a amo


Débora Vasconcelos

DITADURA - 07/12/09


Parece que irão me apedrejar...
A ditadura esta voltando
Estou com medo de sair
Com uma pulseira no braço
Com um vestido curto
Estou com medo de fumar no bar
Vão me multar ou me escorraçar?
Parece que vão me apedrejar
Pois tenho pensamentos muito futurísticos
Isso fere os pensamentos dinossaurísticos que ainda existem no ar
Parece que irão me apedrejar
Por falar o que penso
Por simplesmente pensar
Me sinto apedrejada por ter uma opinião diferente
Por não ser tão decente
Por ousar
Me sinto encurralada por essa gente
Com pensamentos tão retrógrados
Que chegam até a me matar
Com suas pedras e suas foices
Que dizem o mundo querer salvar
Seria muita hipocrisia acreditar
Que com esses pensamentos toscos
Com essas atitudes violentas
Aos ouvidos, corpo e bolso
O mundo eles irão mudar
Parece que estão me apedrejando
Será que a ditadura vai voltar?
Acredito no consenso
No bom senso
Mais ferem o meu direito de achar
Ferem a minha mania de evolução
Ferem a minha interpretação
Ferem a minha individualidade
Ferem minha concepção
Me ferem com o seu julgar
Será que irão me apedrejar?
Será que a ditadura vai voltar?


Débora Vasconcelos