É PRECISO IR AOS EXTREMOS DE SI,
PARA QUE POSSA EXPERIMENTAR-SE POR INTEIRO !


Débora Vasconcelos

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

AGRADECIMENTO – sem acento mesmo

E’ o seguinte, chegou final de ano, hora de agradecer, e olha que eu tenho coisa para agradecer, hein...Mas aqui quero agradecer em especial aos meus leitores, gente que passa e le e volta porque gosta, sem obrigacao, sem maldade, espontaneamente, essas pessoas que entendem que hoje estou falando de abacaxi, mas que amanha o escrito sera’ sobre a roda do aviao...e depois de amanha, sobre o mar...essas pessoas que de alguma forma, entendem e admiram o meu louco poder de criacao, e o quanto isso me faz bem, sem me julgar e nem esperar em minhas palavras desculpas para seus erros. Eu amo escrever, posso realmente nao estar postanto o tanto que escrevo, mas nao parei e nem poderia parar, isso ja faz parte de mim, preciso me travestir com palavras, sejam elas belas, amargas, asperas, fantasiosas, eu preciso ser crianca hoje, homem amanha, prostituta antes de ontem, e depois de amanha um animal.

Amo esse poder de criacao, em que nem tudo que se escreve e’ real, mas tudo o que eu posso transmitir acaba sendo real de alguma forma para as pessoas que leem, e isso se multiplica conforme as diferentes interpretacoes, isso e’ algo que me fascina...EU BRINCO COM PALAVRAS, MAS NAO COM PESSOAS.

Uma listinha das pessoas queridas que mais comentam aqui e eu nao posso deixar de cita-las em ordem alfabetica para nao dar briga:

Ana Paula (http://wwwbeterrabasimpatia-beterraba.blogspot.com/)

Fernando Viana (http://aofinaldoinverno.blogspot.com/)

Flavia Aparecida

Katielly Fernandes

Leticia Duns (http://descobrindoumnovoser.blogspot.com/)

Ligia Maria (http://lmcerri.blogspot.com/)

Paula Amaral (http://colherdpaula.blogspot.com/)

Silvana Gomes (http://silvanagomessilva.blogspot.com/)

Ricardo Rossi (http://luarx.blogspot.com/)

Rosi Andrade (http://rosi-andrade.blogspot.com/)

Saibam que as todos que citei e os que nao citei sao muito importantes, pois eu nunca imaginei que minha palavras pudessem atingir tantas visitas nesse blog.

OBRIGADA!!!

Boas Festas a todas(os)

Beijos no coracao!!!

Débora Vasconcelos

MENTIRA PARA VERDADE

Ele demorou para aprender que não deveria mentir para mim, para poder obter minhas verdades
E assim como tudo é o oposto em nossas vidas
Dessa vez eu tive que lhe abotoar a camisa para que em seguida ele partisse
E não o que fazia de costume que era desabotoar tudo para que ele permanecesse
Ele precisa ir embora!
Eu preciso me achar no meio das coisas que aqui ficaram
No meio desse meu coração oco
Eu senti você beijar minha foto
Quando eu já não estava mais em seus cômodos
Eu lhe dei tudo o que não tinha
Inclusive a minha voz quando lhe disse adeus
Eu não consigo mais gritar
Você me prendeu em uma prisão que só eu posso ver
Você conseguiu me desesperar com suas cartas e letras espalhadas pelas paredes dos meus olhos
Eu só eu sei enxergar
E por mais que eu diga que eu não me importo
Esta tudo lá exposto, aberto em braços que não irão me salvar
Eu fiz questão de que você fosse embora
Algo entre nós tem que ser definitivo
E mesmo que para isso eu tenha que tentar um pouquinho mais
Não me desapontar com a tristeza explícita 
Eu tentarei recomeçar
Débora Vasconcelos

domingo, 11 de dezembro de 2011

QUARTO 128 – 08/12/11

As mãos cheias de carimbos de diferentes baladas

O corpo cheirando a um suor alegre de dança

E a boca dele ainda com gosto do sal da tequila

Assim começou a nossa noite no quarto 128

Ainda dançavámos, agora com a melodia das nossas respirações

E as mãos pegavam velocidade, contrastando com os beijos cada vez mais carinhosos

Eu não me esquivei em nenhum momento

Sentindo o seu cheiro adocidado de nudez, eu me sentia segura

As luzes acesas para deixar claro quem éramos

E o calor de um coração errado me fez entender muitas coisas ao me deixar confusa

E eu só queria estar aonde eu estava

No quarto 128 sendo amada

Débora Vasconcelos

DESPERTADORES – 05/12/11

Os alarmes daqui não tocam para nos tirar da cama

Eles tocam em diferentes momentos para cada um de nós

Apenas para dizer que estamos vivos

E enquanto estou no colchão no chão tentando esquentar meu corpo no corpo de um amigo, eu escuto eles tocarem em celulares modernos em um apartamento antigo no centro de uma cidade velha com tom de modernismo

Eu olho para o teto e penso em voz alta: “Porque é que certas vidas se cruzam?”

Nenhum de nós quer levantar, o frio está aterrorizante para nós de sangue quente. Latinos!

Então fingimos não escutar os chamados estridentes e continuamos sonhando baixinho dentro de cada um de nós

Eu sinto falta de alguém que acabei de conhecer

Às vezes quero esquecer pessoas que estiveram durante muito tempo em minha vida

Mas sei que certas coisas acontecem para que não se possa esquecer, mesmo que não durem, mesmo sendo novas ou antigas

E os despertadores seguem tocando tentando nos acordar pra VIDA

Débora Vasconcelos

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

CAIXA DE SONHOS


Aqui talvez eu esteja demorando de mais para aprender sobre equilíbrio

Talvez a chuva aqui caia depressa de mais

Ou quem sabe o vento daqui tenha outra velocidade

E isso tudo me faz perceber o tempo de forma diferente

Eu estou envelhecendo em dias rápidos

Eu estou encontrando contratempos

Dependendo do momento eu não sei o que falar nem em minha língua

Fico perplexa com frequencia

E o instantâneo nem sempre se demonstra passageiro

Tenho que consultar a minha caixa de sonhos constantemente

E constatar que eles mudam conforme o clima

O que era frequente passou a ser exporadico

E o de vez em quando passou a ser diariamente

Às vezes quero emoldurá-los

Mas percebo que sonhos são para serem vividos e não guardados

Débora Vasconcelos

sábado, 26 de novembro de 2011

BUDAPESTE - 24.11.11 - 7:57h – Vernon Heath


A poesia desaba por dentro. Como o amor”.

Eu tinha lido o livro Budapeste de Chico Buarque e detestei, não pelo livro ser chato, ou difícil, ou sem pé nem cabeça, ou por qualquer outro motivo do qual geralmente não se possa gostar de um livro, mas eu não gostei apenas porque foi uma obrigação lê-lo, para fazer uma prova na faculdade. Mas nunca conseguir esquecer as imagens visuais que esse livro me fez criar na mente sobre Budapeste, e então eu assisti semana passada o filme e nossa é óbvio que o livro é melhor que o filme, como sempre será, por nos dar a liberdade de imaginação e não nos vir com algo pronto, mesmo assim eu recomendo muuuuuuito para assistirem esse filme, por diversas vezes me senti na pele do personagem principal que também é escritor e passa por mudanças bruscas.

E o melhor momento do filme em minha opinião é quando ele fala...

Para esquecer aquelas palavras ditas a Vanda, talvez fosse necessário esquecer a própria língua em que foram ditas. Talvez fosse possível substituir na cabeça uma língua por outra. Durante algum tempo minha cabeça seria assim como uma casa em obras. Palavras novas subindo por um ouvido e o entulho descendo pelo outro.”

Aí eu que estou doida pra conhecer Budapeste mais do que nunca, mesmo depois de ler e assistir grandes obras sobre esse lugar ainda me meto a besta de adentrar nesse mundo, pretenciosa o bastante para escrever sobre um lugar que não coloquei meus pés ainda, mas que de algum modo eu já derramei minha imaginação.


BUDAPESTE – 24.11.11- 7:57h – Vernon Heath

Budapeste se mostrou pra mim no meio de uma controversia

Observando as duas mulheres se estapearem, eu ri

Eu só queria mesmo era deitar meus seios em sua ponte e sentir sua atmosfera fascinante, enquanto o rio passava abaixo de mim levando meus ossos em suas correntes, deixando meu corpo uma espécie de massa mole e derretida por aquele lugar, e tudo o que era rijo em mim se foi em suas águas.

Após Budapeste eu nunca mais seria a mesma.

Depois de livro, filme, depois de morar na Europa, depois de escrevê-lo, eu enfim estava em Budapeste

Eu vivi e eu sonhei Budapeste

E agora saboreava seus desígnios

Nos banheiros de hotéis escrevi palavras no vapor, palavras essas que nunca mais irei lembrar, deixei-as de presente para Budapeste

Mas sei que foram lindos versos sobre memórias de lá que jamais saíram de minhas veias

Débora Vasconcelos

EU NÃO PAREI NÃO, VIU


Gente eu não parei de escrever não, aliás estou produzindo bastante, o que me falta além de tempo para digitar é um computador, já que o meu foi sepultado e eu ainda estava de luto. Mas quem sabe Papai Noel me dá um...kkk

Mas não me abandonem que aos poucos eu vou postando escritos novos.

Beijos a todos!!!

Débora Vasconcelos



POETA ESQUECIDO

Só queria casar com uma bailarina,

Viver a beira da praia

E ter o mar como jardim.

Sentar a beira da estrada

Vendo o tempo passar.

Sair a noite

E voltar de manhã

Com o sol as costas.

Voltar aos velhos trapos.

“… Mas velhos são os hábitos,

E trapos são os poemas na gaveta”

Inspiração perdida

De um poeta esquecido.

Sidney Neves


Esse poema é de um amigo que conheci através do meu blog e que mora em Cabo Verde, ele tem um blog e quem quiser ler mais os escritos dele, acessem

http://devoltaofazedordesonhos.blogspot.com

Bjs


quinta-feira, 10 de novembro de 2011

AMANTES – 10/11/11 – 01:29h – Vernon Heath

A pesar de termos extravasado os nossos desejos

Ao mesmo tempo mantínhamos algumas vontades contidas

Nas pontas das unhas, dos dentes, da língua e do coração

Dentre as loucuras que cometíamos não podíamos nos morder, unhar, chupar ou amar

Nada que deixasse marcas depois


Débora Vasconcelos

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

9000 VISITAS

EU ESTOU RADIANTE DE ALEGRIA PELOS 9000 ACESSOS AO BLOG

MUITO OBRIGADA A TODOS QUE PASSAM POR AQUI

E EM ESPECIAL AOS QUE DEIXAM OS COMENTARIOS E ESTAO SEGUINDO

ISSO ME FAZ MUITO FELIZ

OBRIGADA NOVAMENTE

BEIJOS!!!


ALÉM DA CONTA - 25/10/11 - 07:48h - Vernon Heath

Me entreguei além da conta

Porque sabia que ele não seria meu

Então me expus sem medo de ser aceita ou não

E mesmo assim ele me quis em suas noites de aconchego e liberdade

Só sobrará saudade além do que deveria sobrar

É uma conta que precisará fechar

Para não ir além do que podemos pagar

E ainda sim nos veremos tendo que deixar os nossos desejos no balcão

São duas coisas que na mesma balança não se podem pesar:

Amor e Tesão

São pesos diferentes dentro de uma relação

Mas o carinho do aconchego dos braços dele e meus beijos de arrancar pedaços, são coisas que conseguem juntar os dois sentimentos dentro da mesma proporção

Mesmo que isso seja um momento apenas para se relembrar além da conta de uma louca tentação

Débora Vasconcelos

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

A DIFÍCIL TAREFA DE CHORAR – 15/09/2009

Hoje não tive tempo pra chorar.

Estava muito ocupada no trabalho, minha supervisora saiu de férias e sobrou pra mim.

Segurei o choro entre um telefonema e outro, mais não o esqueci.

Chegando em casa lembrei que os coletores de lixo passariam no dia seguinte, fui pegando o lixo e pensei, agora sim vou chorar em paz. Aí chegou uma vizinha pra conversar. Enquanto a ouvia, lavava a louça e segurava o choro mais um pouquinho, como quem esta com vontade de ir ao banheiro mais tem que segurar a vontade.

Mesmo desabafando com ela de forma superficial as minhas angustias, eu não chorei, pois ela estava com o filhinho dela e eu não queria chocá-lo. Já que sabia que quando eu começasse eu não iria parar tão cedo. Quando ia começar a novela ela foi embora, pois queria assistir no conforto do seu lar.

Eu então achei que choraria toda aquela coisa que estava presa em mim desde manhã.

Mais aí toca o meu celular e eu tive que dizer que estava bem para o meu pai, pois se falasse que eu estava mal e não soubesse explicar toda aquela minha revolta de tanta coisa que estava fora do lugar dentro de mim, eu saberia que ele pegaria o carro e viria me ver e eu enfim queria simplesmente chorar sozinha, apenas chorar.

Depois de ouvir os problemas dele, senti me suja, pois tinha mexido no arquivo morto no serviço e com o calor que fez, suei, andei muito pra chegar em casa, pois minha carona teve que me deixar um pouco mais longe de casa hoje e eu já tinha lavado a louça e limpado o fogão...enfim, então resolvi tomar um banho e pensei que agora ninguém mais poderia me atrapalhar. Ao molhar meu corpo lembrei que eu sempre chorei escondida no banho, pois além de disfarçar as lágrimas misturadas na água do chuveiro eu não tinha que explicar para minha família ou namorados o porque estava chorando.

Afinal toda vez que eu tentei explicar, fiquei frustrada, pois descobri que para eles minha vida era cor de rosa e meus motivos pequenos de mais diante da imensidão de egoísmo que eles possuíam.

Então resolvi que não choraria mais no chuveiro, afinal eu morava sozinha e não precisa esconder de ninguém minhas lágrimas, poderia então chorar tranqüila no sofá da sala sem contas pra prestar. Me recusei a chorar no banheiro.

Sai do banho, passei creme, sequei o cabelo, pois sabia que se deixasse ele molhado iria ficar armado, não que isso me incomodasse, pois adoro os meus cabelos despenteados. Mas incomoda os outros no meu trabalho, falam tanto, mais tanto, fazem piadinhas, perguntam se eu fui trabalhar de moto, falam de mim pelas costas, e descobri com o tempo, que tanto as roupas quanto os cabelos representam muito a minha capacidade e competência. Pois no mundo corporativo, não adianta apenas dar resultados, tem que ser bonita, de cabelos bem tratados e de unhas feitas porque se não for assim é sinal de desleixo e de incompetência.

Estava com a barriga roncando, mas a tristeza havia me tirado o apetite, mais o vazio continuava. Como eu já estava mexendo com os cabelos, resolvi separar a roupa que usaria no outro dia. E quando vi era tarde e estava cansada até pra chorar.

Não sairia mais as lágrimas naturais que eu tanto segurei o dia inteiro. Minhas razões se tornaram pequenas diante de tantos contratempos, eu mesma me pus em segundo lugar. Era só o que faltava ter que colocar na agenda um horário para poder chorar. Fui dormir. Esse compromisso eu tive que adiar e ficou para outro dia, essa difícil tarefa de chorar.

Débora Vasconcelos

MÚSICA: SERENÍSSIMA - Legião Urbana

Composição: Dado Villa-Lobos / Renato Russo / Marcelo Bonfá

Sou um animal sentimental
Me apego facilmente ao que desperta meu desejo
Tente me obrigar a fazer o que não quero
E você vai logo ver o que acontece.
Acho que entendo o que você quis me dizer
Mas existem outras coisas.

Consegui meu equilíbrio cortejando a insanidade,
Tudo está perdido mas existem possibilidades.
Tínhamos a idéia, mas você mudou os planos
Tínhamos um plano, você mudou de idéia
Já passou, já passou -
quem sabe outro dia.

Antes eu sonhava, agora já não durmo
Quando foi que competimos pela primeira vez?
O que ninguém percebe é o que todo mundo sabe
Não entendendo o terrorismo, falávamos de amizade.

Não estou mais interessado no que sinto
Não acredito em nada além do que duvido
Você espera respostas que eu não tenho mas
Não vou brigar por causa disso
Até penso duas vezes se você quiser ficar.

Minha laranjeira verde, por que está tão prateada?
Foi da lua dessa noite, do sereno da madrugada
Tenho um sorriso bobo, parecido com soluço
Enquanto o caos segue em frente
Com toda a calma do mundo

terça-feira, 1 de novembro de 2011

OBRIGADA AOS NOVOS SEGUIDORES E AOS ANTIGOS TAMBÉM !!!
FICO MUITO FELIZ EM SABER QUE TEM MAIS GENTE CURTINDO ESSE CANTINHO.

BEIJOS.

SECRETO - 01.07.11 - 23:10h - Rosmead Delvin


Sem o glamour das fotos que posta em sites de relacionamentos
Sem a maquiagem da beleza dos lugares
Ela também chora com seu travesseiro
E vocês não podem imaginar o quanto é dificil enfrentar um mundo estranho sozinha
Fora da sua solidão ela tenta ser feliz
Ela faz o possível
Mas quando anoitece as coisas se transformam novamente
Os pés cansados de tanto dançar
O suor espalhado nas roupas que antes não costumava usar
E depois de se despedir dos amigos
Fecha a porta e ainda sim há espaço para solidão
E amanhã ela tentará de novo
E assim se acostuma um pouco a cada dia
Sentindo novos sabores, novos desgostos e o que não sabe decidir, vai levando no banho maria
Fora do sapato de salto e do casaco pesado
Ela ainda é a mesma
Os óculos escuros não podem esconder seu passado
E ela me contou baixinho, que tem medo da solidão

Débora Vasconcelos

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

KEEP WALKING, BRAZIL - O Gigante Não Está Mais Adormecido

* NA MINHA HUMILDE OPINIAO, MELHOR QUE A PROPAGANDA É O TEXTO SOBRE A MESMA.


No início dos tempos, na parte sul das Américas, habitava um gigante. Um dos poucos que andavam sobre a Terra.
Gigante pela própria natureza, e sendo natureza ele próprio, era feito de rochas, terra e matas, que moldavam sua figura. Pássaros e bichos pousavam e viviam em seu corpo e rios corriam em suas veias. Era como um imenso pedaço de paisagem que andava e tinha vontade própria.
Caminhava com passadas vastas como vales e tinha a estatura de montanhas sobrepostas. Ao norte, em seu caminho, encontrava sol quente e brilhante nas quatro estações do ano. Ao sul, planaltos infindáveis. A oeste, planícies e terras cheias de diversidade. E a leste, quilômetros e quilômetros de praias onde o mar tocava a terra gentilmente, desde sempre. Havia também uma floresta como nenhuma outra no planeta. Tão grande, verde e viva que funcionava como o pulmão de todo o continente à sua volta.
Mesmo diante de tudo isso, um dia, enquanto caminhava, o gigante se inquietou.
Parou então à beira-mar e ali, entre as águas quentes do Atlântico e uma porção de terra que subia em morros, deitou-se. E, deitado nesse berço esplêndido, olhou para o céu azul acima se perguntando: "O que me faz gigante?".
Em seguida, imaginando respostas, caiu em sono profundo.
Por eras, que para os gigantes são horas, ele dormiu. Seu corpo gigantesco estirado, o joelho dobrado formando um grande monte, uma rocha imensa denunciando seu torso titânico e a cabeça indizível, coberta de árvores e limo.
Dormiu até se tornar lenda no mundo. Uma lenda que dizia que o futuro pertencia ao gigante, mas que ele nunca acordaria e que o futuro seria para ele sempre isso: futuro.
No entanto, com o passar do tempo ficou claro que nem mesmo as lendas devem dizer "nunca".
Depois de muito sonhar com a pergunta sobre si, o gigante finalmente despertou com a resposta.
Acordou, ergueu-se sobre a terra da qual era parte e ficou de frente para o horizonte.
Tirou então um dos pés do chão e, adentrando o mar, deu um primeiro passo.
Um passo decidido em direção ao mundo lá fora para encontrar seu destino.
Agora sabendo que o que o faz um gigante não é seu tamanho, mas o tamanho dos passos que dá.


OBS: NAO TENHO IDÉIA DE QUEM ESCREVEU, MAS GOSTARIA MUITO DE PUBLICAR O AUTOR, ME AJUDEM A DESCOBRIR.

E MELHOR QUE O TEXTO, FOI OUVIR UMA AMIGA DO BRASIL DIZER QUE AO ASSITIR ESSA PROPAGANDA LEMBROU DE MIM, OBRIGADA, FLAVIA.

BJS,

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

OLHOS - 26.09.11 - Vernon Heath


É tão bom quando nossos olhos ganham a liberdade que já existia em nosso coração
E com ganancia pedem mais
Se alimentando de paisagens e horizontes oblíquos
Quase que eles podem tocar o céu que se vê das janelas dos aviões que antes eram tão distantes como o mar que passou a ser presente dia a dia na janela do busão
Vidrados em vitrines e em novidades
A procura de algo mais, dentre tantas emoções
Essa inquietude só quer achar a paz vinda de outro coração
Mas enquanto eles não sabem mais o que é se fechar por amor em um longo beijo
Deixo os aberto aos meus desejos
E vejo que olhar é bom
Cegar nunca mais
Se abertos me dão satisfação

Débora Vasconcelos

Música: PRA SER SINCCERO - Engenheiros do Hawaii

Composição: Humberto Gessinger

Pra ser sincero
Não espero de você
Mais do que educação
Beijo sem paixão
Crime sem castigo
Aperto de mãos
Apenas bons amigos...
Pra ser sincero
Não espero que você
Minta!
Não se sinta capaz
De enganar
Quem não engana
A si mesmo...
Nós dois temos
Os mesmos defeitos
Sabemos tudo
A nosso respeito
Somos suspeitos
De um crime perfeito
Mas crimes perfeitos
Não deixam suspeitos...
Pra ser sincero
Não espero de você
Mais do que educação
Beijo sem paixão
Crime sem castigo
Aperto de mãos
Apenas bons amigos...
Pra ser sincero
Não espero que você
Me perdoe
Por ter perdido a calma
Por ter vendido a alma
Ao diabo...
Um dia desse
Num desses
Encontros casuais
Talvez a gente
Se encontre
Talvez a gente
Encontre explicação...
Um dia desses
Num desses
Encontros casuais
Talvez eu diga:
-Minha amiga
Pra ser sincero
Prazer em vê-la!
Até mais!...
Nós dois temos
Os mesmos defeitos
Sabemos tudo
A nosso respeito
Somos suspeitos
De um crime perfeito
Mas crimes perfeitos
Nunca deixam suspeitos...

sábado, 15 de outubro de 2011

MATUTO (ENXAME) - 05.10.11 - 8:01h - Vernon Heath


Adoro o jeito matuto dele puxar os meus cabelos com toda delicadeza que ele não tem
Eu quero o enxame de seus lábios nas pontas dos meus seios
Eu não preciso lhe contar o passado, só quero ele satisfeito ao meu lado
E poder beijá-lo o corpo inteiro

Débora Vasconcelos

MÚSICA: CARNE E OSSO (Zélia Duncan e Paulinho Moska)

Compositor: Zélia Duncan e Moska

http://www.youtube.com/watch?v=MXki8pIOMH8&feature=related


Alegria do pecado às vezes toma conta de mim
E é tão bom não ser divina
Me cobrir de humanidade me fascina
E me aproxima do céu
E eu gosto de estar na terra cada vez mais
Minha boca se abre e espera
O direito ainda que profano
Do mundo ser sempre mais humano
Perfeição demais me agita os instintos
Quem se diz muito perfeito
Na certa encontrou um jeito insosso
Pra não ser de carne e osso, pra não ser carne e osso

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

CAOS - 16.09.11 - 00:21h - Vernon Heath


Quando o café caiu sobre os papéis, eu recebi como um sinal de que coisas boas iriam acontecer.
Depois de tanto caos não havia mais para onde ir.
E as coisas que antes estavam turvas foram se encaixando.
Eu só precisava deixar claro que eu era quem bagunçava e arrumava a minha vida.
Mas esse auto controle durou pouco.
Uma onda leve e quente me envolveu além da disciplina que eu tentava seguir.
E o caos passou a ser dentro.
Meu coração se inquietara novamente.
E eu distribuia satisfação em meus sorrisos.

Débora Vasconcelos

domingo, 9 de outubro de 2011

DENSA - 08.10.11 - 15:21 h - Vernon Heath


Ele tropeçou no balde derramando as lágrimas densas que eu guardava para jogar no mar
Agora espalhadas no tapete não tem como juntar
E sem pedir desculpas ele colocou pra secar lá fora o tapete com as minhas mágoas pingando
Sua praticidade me fez pensar, que o balde poderia ter outra serventia também
Nele, ele plantou uma flor pra me mostrar que é possível renascer
E eu sentei no jardim a esperar que meu coração brotasse também
Quando sem esperar uma música começou a tocar
E ele trouxe uma caneca de chá, sentou-se comigo a esperar também
Pra falar que ele ia ter paciência de eu me recuperar
Segurando minha mão sem nada a dizer
Era só o que ele podia fazer
Depois de todas as minhas lágrimas derramar

Débora Vasconcelos

sábado, 8 de outubro de 2011

DOIS COPOS DE CHUVA - 23.09.11 - Vernon Heath


Depois de dois copos de chuva
Ele quis beber um pouco mais de mim.
Arrancando com dificuldade as roupas molhadas, ainda sim ele tentou me seduzir.
Ele só não sabia que precisava de pouco para me ter de novo.
De todas as portas fechadas que ele encontrou, o meu coração foi a única que ele conseguiu abrir.
Enquanto as roupas molhavam o chão e secavam ali mesmo.
Nos estávamos ali esperando o dia amanhecer.
Para podermos encarar aquilo que nem sabíamos ser direito e que tínhamos nos tranformado naquela noite.

Débora Vasconcelos

MÚSICA: GARGALHADAS - 5 a seco

http://www.youtube.com/watch?v=3ZOPZKhDmRw

Compositor: Pedro Altério / Pedro Viáfora

Pra que buscar recaída,
Reviver o drama
Mexer na ferida?
Por onde se engana o coração
Se encontra a saída pra vida
Tempo de ver que é maldade
Martelar as horas no chão da saudade
Embora agora contradição,
O tempo que pôs essa dor nessa conta
É quem desconta
Passa a te aponta o ponto de
Sorrir mais
Soltar gargalhadas
Deixar pra trás
O que te entristece
Tece teus ais
Rir mais
Soltar gargalhadas
Deixar pra trás
O que te entristece
Tece teus ais

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

APERTA O ZERO - 19.09.11 - 21:22h - Vernon Heath


Depois de longas desculpas, pela pressa do acontecimento ele apenas me deu um beijo no rosto enquanto chamava o elevador pra mim e disse ao subir as escadas:
- Aperta o zero!
Uma despedida inconvencional.
Mas foi bom abrigar seu rosto entre meus seios e vê-lo concentrado em seu prazer.
Ainda sim retenho a sensação de um desejo inacabado...
...O que me faltou não foi o gozo e sim a palavra, o beijo final e o olhar.
E me pergunto pra que espero tanto romantismo, se é algo que já não sei mais dar ?
O telefone não toca, a boca seca, o sono nao vem.
E a voz repete dentro de mim.
- Esquece ele não vai ligar!
E eu vou me perdendo na lembrança de um abraço tão sincero e tão verdadeiro que eu não queria mais perder, independente do que aconteceu ou do que irá acontecer.
Eu só quero sair do zero.

Débora Vasconcelos

VOLTEI


VOLTEI
Até que enfim eu voltei...aos pouquinhos vou colocando os escritos, por favor, não me abandonem...Mas ainda não arrumei o meu computador, por favor continuem com a campanha de orações para que isso aconteça o mais rápido possível...kkk


FELIZ, FELIZ e FELIZ por estar de volta.

Obrigada gente pelas 8000 visita,s nem deu para agradecer em tempo, 8000 mil desculpas pra vocês. Que saudade que eu estava do meu cantinho!!!


Débora Vasconcelos

domingo, 28 de agosto de 2011

GENTE QUEBREI MEU COMPUTADOR ESTOU DESESPERADA...NAO DESISTI DO BLOG NAO HEIN, PRECISO APENAS CONCERTÁ-LO E ASSIM QUE ESTIVER OK EU COLOCAREI MUITAS COISAS, TENHO QUE DIGITÁ-LAS PRIMEIRO, POIS ACUMULOU.

UM GRANDE BEIJO E CONTINUEM ACOMPANHANDO POR FAVOR NAO DESISTAM DE MIM.

BEIJOS.

terça-feira, 19 de julho de 2011

CUIDADO – 10:20 h – 19/07/11 – Rosmeld Delvin

Enquanto eu ia embora sem que ele tocasse em meus cabelos

Pensava em quanto cuidado foi perdido

Ele não sabia se eu levava guarda chuva, se eu levava casaco

E se no meio das minhas coisas eu levava o resto do seu amor

Eu quase não podia senti-lo

Ele não tinha cuidado

E eu, cuidava de mais como ele dizia

Até que parei de cuidá-lo

Quando percebi que já não cuidava mais de mim


Débora Vasconcelos

MÚSICA: O QUERERES - Caetano Veloso

Composição: Caetano Veloso

Onde queres revólver, sou coqueiro
E onde queres dinheiro, sou paixão
Onde queres descanso, sou desejo
E onde sou só desejo, queres não
E onde não queres nada, nada falta
E onde voas bem alto, eu sou o chão
E onde pisas o chão, minha alma salta
E ganha liberdade na amplidão

Onde queres família, sou maluco
E onde queres romântico, burguês
Onde queres Leblon, sou Pernambuco
E onde queres eunuco, garanhão
Onde queres o sim e o não, talvez
E onde vês, eu não vislumbro razão
Onde o queres o lobo, eu sou o irmão
E onde queres cowboy, eu sou chinês

Ah! Bruta flor do querer
Ah! Bruta flor, bruta flor

Onde queres o ato, eu sou o espírito
E onde queres ternura, eu sou tesão
Onde queres o livre, decassílabo
E onde buscas o anjo, sou mulher
Onde queres prazer, sou o que dói
E onde queres tortura, mansidão
Onde queres um lar, revolução
E onde queres bandido, sou herói

Eu queria querer-te amar o amor
Construir-nos dulcíssima prisão
Encontrar a mais justa adequação
Tudo métrica e rima e nunca dor
Mas a vida é real e é de viés
E vê só que cilada o amor me armou
Eu te quero (e não queres) como sou
Não te quero (e não queres) como és

Ah! Bruta flor do querer
Ah! Bruta flor, bruta flor

Onde queres comício, flipper-vídeo
E onde queres romance, rock?n roll
Onde queres a lua, eu sou o sol
E onde a pura natura, o inseticídio
Onde queres mistério, eu sou a luz
E onde queres um canto, o mundo inteiro
Onde queres quaresma, fevereiro
E onde queres coqueiro, eu sou obus

O quereres e o estares sempre a fim
Do que em mim é em mim tão desigual
Faz-me querer-te bem, querer-te mal
Bem a ti, mal ao quereres assim
Infinitivamente impessoal
E eu querendo querer-te sem ter fim
E, querendo-te, aprender o total
Do querer que há, e do que não há em mim


OBS: Assistam o vídeo é muito bom, Chico Buarque e Caetano cantado.

http://www.youtube.com/watch?v=97JGiKnzsKc


domingo, 10 de julho de 2011

A VOLTA POR CIMA – 27/05/11 – 19:29h – Blessington St




Ela me deu um amuleto

E me disse para dar a volta por cima

Confesso que naquela época eu achava que eu não poderia

Mesmo ela tendo certeza que sim

Foi longo o caminho que percorri

Mas hoje posso dizer

Que eu virei o jogo da minha própria vida

Dei a volta por cima

E de quebra venci

Ultrapassei limites antigamente inimagináveis

Criei força, coragem e consegui

Ela me incentivou e me mostrou que eu podia ser feliz

Altos e baixos todos temos

E são as coisas simples que nos mudam

Ela confiou em mim

Quando eu já não confiava

Ela trouxe luz no caminho em que eu passava

Ela olhou por mim

Quando ninguém mais olhava

E hoje eu estou aqui

Para lhe mostrar que sim

Sim, ela estava certa

Pode demorar

Mas se quisermos, somos capazes de lutar

Virar a mesa, ganhar o jogo, dar a volta por cima, ser um ser novo

Basta acreditar

Eu estou aqui

Vencendo os meus medos dia a dia

Estou aqui agradecendo

Porque um dia tive alguém que olhou por mim

E me viu vencendo

Quando eu nem mesma enxergava

E em águas passadas não se pode nadar

Débora Vasconcelos

Obs: Em agradecimento a Fabiana Dias, uma pessoa iluminada que me ensinou muito profissionalmente e sobre a vida imensurávelmente.

Obrigada por tudo Fabi!

Bjs



sábado, 9 de julho de 2011

CLARICE LISPECTOR

"Que minha solidão me sirva de companhia.
que eu tenha a coragem de me enfrentar.
que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir
como se estivesse plena de tudo."


Clarice Lispector

quarta-feira, 6 de julho de 2011

CONCENTIMENTOS & COM SENTIMENTOS – 06/07/11 – 22:57h – Rosmead Delvin


Ela escreveu com letras grandes na barra do seu vestido de casamento, do lado de fora mesmo, para que todos pudessem ver:


“O amor é o inusitado dentro de uma rotina paralela, que nos açoita com delicadeza e C/100timentos.”

Débora Vasconcelos

MÚSICA: PEDRA – Djavan

Composição: Djavan


Sede de amor
Febre de anseio
Quase a escuridão
Você partiu, me reduziu,
Amor, me perco em lágrimas
Não mais a vi, desde abril,
Fui pro mar

E você lá deitada na pedra
Que inveja dessa pedra
O que ficou, eu compreendi,
Face àquela visão
O que era amor inda me diz:

-Pena que tudo acabe...
Um lance novo me despertou
Desde já, só quero estar
Com quem me serve
E, de resto, serei breve!
Nada fica em pé

Pra quem se quebra numa paixão
O mundo é vão
E tudo é só um oco absurdo
Não mais me vejo assim
Tô a pé, mas chego onde vou
Revê-la só foi ruim
Porque nada me causou
Doeu, me ressenti
Quando você me desprezou
Mas hoje estou aqui:

- Algo como uma flor na pedra
Preste a nascer


segunda-feira, 4 de julho de 2011

ASFALTO QUENTE - 11/06/11 – 23:17h – Upper O’Connell St

A menina de cabelos molhados desce as escadas devagar

Ninguém sabe se ela tomou banho ou se fez amor

Mas o sorriso dela vem denunciar

E seus passos são leves a pesar do peso que ela carrega

Brilha demasiadamente seu olhar

Além do que todos que estão ao redor estão acostumados

Ela tenta disfarçar deixando o cabelo cair no rosto para encobrir seus olhos

Mas não consegue disfarçar o balançar de seu corpo

E ela está amando

Seus gestos são sublimes

Como a chuva que começou agora pouco

Tirando fumaça do asfalto quente

E do corpo dela que irradia

Incendiando o dia mesmo de quem não sabe amar

A menina que desce as escadas com os cabelos molhados sabe viver sua própria vida

Não conta nada sobre nada, sobre seus dias ou seu passado

Ela simplesmente vive seus dias sem contar

E ela está amando

Desta vez a pessoa certa

A ela mesma

Débora Vasconcelos

segunda-feira, 20 de junho de 2011

INSENSATEZ – 20/06/11 – 11:43h- Rosmead Delvin


Quando o carro estava saindo da pista eu quase deixei, pois já estava praticamente sem controle de tudo mesmo, mas numa fração de segundos, eu resolvi me dar mais uma chance de tentar e não sei se foi meu erro.

Eu não consegui fazer diferente e cai na mesma lama que já havia me sujado antes.

Coloquei lama em meus próprios olhos para não enxergar e usar isso como desculpas para fazer o que estava fazendo mais uma vez. Senti remorso de não ter deixado o carro cair ribanceira abaixo, ainda sim eu estaria mais encima do que hoje estou.

Depositar seu destino nas mãos alheias é loucura, acho mesmo que é pior que isso, pois o louco vive seu mundo sem se deixar levar por ninguém, sem ser seduzido.

É duro dizer, mais eu senti ódio de mim, queria arrancar minha pele com as unhas, me desfigurar no ápice da minha dor, acho que não sou merecedora de nada, quis ser feia mais do que já sou.

Atraio somente o lixo, a escória desprezada e imunda. Tão suja como eu imersa em minha lama.

Sair de onde estava não foi suficiente para que o carro da minha vida tivesse direção certa, eu me enganei mais uma vez, contrariando o que inicialmente achava de que eu teria que parar, eu me dei mais uma chance.

Para que?

Por que?

Me pergunto repetidamente. Acho que é para que eu realmente entendesse que não dá.

E que é melhor viver sozinha, caminhar sozinha e morrer sozinha dia a dia.

Do que se doar e viver uma farsa.

Débora Vasconcelos


OBS: Em homenagem ao filme: Sobre os homens que não amavam as mulheres.

Sensacional esse filme, recomendo.

MÚSICAS: TURNING TABLES - Adele

MÚSICAS: TURNING TABLES - Adele

Composer: Adele


Close enough to start a war,
All that I have is on the floor,
God only knows what we're fighting for,
All that I say, you always say more,

I can't keep up with your turning tables,
Under your thumb, I can't breathe,

So I won't let you close enough to hurt me,
No, I won't rescue, you to just desert me,
I cant give you what you think you gave me,
It's time to say goodbye to turning tables,
To turning tables,

Under hardest guise I see, ooh,
Where love is lost, your ghost is found,
I braved a hundred storms to leave you,
As hard as you try, no, I will never be knocked down,

I can't keep up with your turning tables,
Under your thumb, I can't breathe,

So I won't let you close enough to hurt me,
No, I won't rescue, you to just desert me,
I cant give you what you think you gave me,
It's time to say goodbye to turning tables,
Turning tables,

Next time I'll be braver,
I'll be my own savior,
When the thunder calls for me,
Next time I'll be braver,
I'll be my own savior,
Standing on my own two feet,

I won't let you close enough to hurt me,
No, I won't rescue, you to just desert me,
I can't give you what you think you gave me,
It's time to say goodbye to turning tables,
To turning tables,
Turning tables, yeah,
Turning, oh

MÚSICA: VIRADAS DE JOGO – Adele

Composição: Adele


Perto o suficiente para iniciar uma guerra,
Tudo o que eu tenho está no chão,
Só Deus sabe o porquê de estarmos lutando,
Tudo o que eu digo, você sempre diz mais,

Eu não posso continuar com essas mudanças de jogo,
Controlada por você, não consigo respirar.

Então eu não vou deixá-lo perto o suficiente para me machucar,
Não, eu não vou te resgatar, você só me abandona,
Eu não posso dar o que você pensa que você me deu,
É hora de dizer adeus a essas viradas de jogo,
Viradas de jogo,

Sob o mais difícil disfarce, eu vejo, ooh,
Onde o amor está perdido, o seu fantasma é encontrado,
Eu enfrentei uma centena de tempestades para deixá-lo,
Por mais que você tente, não, eu nunca serei derrubada,

Eu não acompanhar as suas viradas de jogo,
Controlada por você, não consigo respirar.

Então eu não vou deixá-lo perto o suficiente para me machucar,
Não, eu não vou te resgatar, você só me abandona,
Eu não posso dar o que você pensa que você me deu,
É hora de dizer adeus a essas viradas de jogo,
Viradas de jogo,

Da próxima vez vou ser mais corajosa,
Serei meu próprio salvador,
Quando o trovão chamar por mim,
Da próxima vez vou ser mais corajoso,
Serei meu próprio salvador,
Permanente sobre meus próprios pés,

Eu não vou deixar você perto o suficiente para me machucar,
Não, eu não vou te resgatar, você só me abandona,
Eu não posso dar o que você pensa que você me deu,
É hora de dizer adeus a essas viradas de jogo,
Viradas de jogo,
Viradas de jogo, é
Viradas, oh


Aqui está tocando muito, eu gosto de mais de Adele, e para quem quiser conhecer mais segue links.

https://www.youtube.com/watch?v=Y8e8jV5zvQQ

http://www.youtube.com/watch?v=u0pIbqztLak

http://www.youtube.com/watch?v=lcQxo09PLSg&feature=related

https://www.youtube.com/watch?v=XwxZU6GXypQ&feature=related




domingo, 29 de maio de 2011

sexta-feira, 27 de maio de 2011

E EU NÃO CHOREI – 23/05/11 – 07:30h Blessington St



Quis disfarçar minhas lágrimas enquanto cortava cebola, mas não pude, pois ele me conhece bem e ainda nem sabe


Ele perceberia que as lágrimas seriam da falta que dele eu já sentia, só de imaginar sua distância


Porque sempre cabe a mim o poder de decisão?


Um não ou um sim que machuca com sua razão


Mas parece que para tê-lo terei que perder a mim, justo agora que eu só queria me conhecer


Meu corpo e coração apóiam essa junção


Mas a cabeça diz firmemente que não


E em conversas sobre lugares eu nunca poderei participar


E entre terra, céus e mares


Descobri que dentro de mim é o meu lugar


E eu preciso me achar primeiro


Pra pedir perdão a mim


Ainda há muito que mudar pra eu mesma ser aceita


Simplesmente por mim mesma


Débora Vasconcelos

CHEIOS D’ÁGUA – 22/05/11 – 13h – Thomas St

Meus olhos se fascinam há todos os instantes

E como a boca enchem-se d’água

Corro contra o tempo, sem querer que ele passe

Enquanto eu passo pelos caminhos que me fazem esquecer, mas que quero que em minha memória permaneçam guardados

É uma troca gratificante

Cansativa mas incomparável

Tentar me integrar a todo instante

Ao mesmo tempo em que estou entregue

Estou sempre sendo avaliada

Atravesso as pontes da minha vida todos os dias, que me ligam em dois mundos

Com um rio que corre abaixo gelado e em cima das pontes pessoas apressadas

Por enquanto eu ainda não corro

Sigo em paz de dia ou madrugada

Por enquanto os meus olhos são preenchidos com aquilo que ainda não vejo como rotina

Então eles se fascinam

E como a boca, enchem-se d’água


Débora Vasconcelos