É PRECISO IR AOS EXTREMOS DE SI,
PARA QUE POSSA EXPERIMENTAR-SE POR INTEIRO !


Débora Vasconcelos

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

PARA QUE ENFIM FOSSEMOS COMPLETOS – 27/11/09


Eu nunca tinha te visto assim
Você gozando em cima de mim
Você é minha amiga, minha quase irmã
Minha alma gêmea, meu divã

Mas e tão linda assim
Essa luz que entra pela janela e reflete em seu rosto
Te deixa tão bela
Que nada parece em desacordo

Os seus movimentos selvagens
E seus cabelos soltos
De raposa, de mulher
Desse desejo muito louco

Tínhamos que nos pertencer
Tudo isso tinha de ser
Pra que enfim fossemos completos
Você sabe que eu amo você

Pois é como amar a mim mesmo
Em outro sexo, em outro corpo
Você é o que eu preciso
Sem você sou um homem oco

Você já me conhecia
Antes mesmo de eu me conhecer
Você descobre minhas armadilhas
Conhece todo o meu querer

Dona dos meus segredos
Fez se cúmplice em meus medos
Na carência de nossos corpos
Nos rendemos aos desejos

Não foi por amor
Não foi por amizade
Não foi por saudade
Mais para que enfim fossemos completos


Débora Vasconcelos

EU SÓ PRECISAVA ME SALVAR DE VOCÊ - 27/10/09


Antes eu esperava o meu telefone tocar
E agora é tão triste vê-lo tocando e eu não querendo atender por saber que é você
Não quero atender, pois sei que as palavras não mudaram o que foi feito, o que já foi dito, o que já foi sentido e vivido por nos dois
Antes eu me contentava com as migalhas do que achávamos ser amor
Mesmo eu nunca podendo compartilhar a minha dor
Antes eu me agarrava a você, como se você fosse me salvar
E eu só precisava ser salva de você
Agora vejo o quanto sou feliz, apenas por estar longe de ti
Por me saber aceitar
Por me entender, sem me julgar, como um dia você fez

Débora Vasconcelos

MÚSICA: ÚTIMO GRÃO - Isabella Taviani

Composição: Isabella Taviani

Não demora agora
Há tanto pra gente conversar
Eu desejo e vejo, a rua você atravessar
E os teus passos largos já não me incomodam
Não te acompanho mais, caminho do meu modo

Teus olhos turvos, pouco sinceros
Não me atormentam quanto mais eu enxergo


Eu e você, podia ser
Mas o vento mudou a direção
Eu e você e essa canção
Pra dizer adeus ao nosso, ao nosso coração


Tá na minha frente
Não se perturbe verdade é pra falar
Sei que vai morrer um pouco
Mas ainda há tanto pra lembrar
O teu sorriso lindo, indefinido
Suas mãos tão quentes atravessando o meu vestido


Palavras que falávamos simultaneamente
No meu ouvido o teu discurso indecente

Eu e você, podia ser
Mas o vento mudou a direção
Eu e você e essa canção
Pra dizer adeus ao nosso...

Às vezes o amor
Escorre como areia entre os dedos
Não tem explicação para tantos erros
É melhor partir
Antes do último grão cair


Eu e você, podia ser
Mas o vento... mudou a direção
Eu e você e essa canção
Pra dizer adeus ao nosso, ao nosso coração

Eu e você, podia ser
Mas o vento mudou a direção
Eu e você e essa canção
Pra dizer adeus ao nosso, ao nosso coração

HOMENAGEM – 22/11/09

Referente a Oficina de Criação Literária em 21/11/2009 com André Sant'anna, apenas quem esteve lá é que vai entender....

Que todos tenham boa sorte em seus caminhos
Que todos saiam dos seus ninhos
Que todos encontrem a letra certa do alfabeto para se poder continuar
Que na chapa de nossas vidas esquentem outras histórias
Que não hajam camisinhas em nossos pensamentos para nos barrar a criatividade que jorra
Que não seja preciso se refletir sobre um maiô puído para que possamos transformar nossos micro contos em histórias primordiais
Que não se tenha que se deparar com a perda de tempo para que possamos querer viver e escrever sem que sejam cartas póstumas
Que enfim consigamos seguir nossos caminhos de escritas e que nada nos prendam ou nos empeçam de mudar a geografia de nossas vidas, seja em São Paulo, no Rio ou em Sergipe
Sejam nos pensamentos mais loucos ou em estradas moles que escorrem por aí
Que continuemos nadando neste mar de desafios e que nossos filhos possam se orgulhar, mesmo diante das chamas do que se foi, para renascer o novo e para que com um Chandon possamos um dia brindar
E quem sabe em um metrô apertado, consigamos até gozar do prazer de ver alguém com um livro de um de nós em seus braços carregar


Débora Vasconcelos

ESSAS LÁGRIMAS SÃO SUAS


As lágrimas que saem de meu rosto não me pertencem
São suas
Pode levá-las daqui
Dessa vez vê se some pra sempre
Vê se vai embora e deixa o meu coração contente
Por aprender a te esquecer
Você já me feriu o suficiente
Agora me deixa ser feliz
Quem sabe até mudar de país
Já que me viciei em você
Assim vai ser mais fácil esquecer o que a gente não fez
E de todo mal que eu me causei por confiar em você
Eu não confio em você!
Porque mais nada há de ser
Eu me vi por um triz
Quando tentei te fazer feliz e você não quis ver

Débora Vasconcelos

CADÁVER – 04/11/09


Conviver contigo é tão dolorido
Quanto ter um cadáver dentro de casa
Apodrecendo dia após dia
E não poder fazer nada

Dói aos olhos, ao nariz, aos ouvidos
Dói em todos os sentidos
Te olhar apodrecendo
E não poder fazer nada

E ter que conviver com esse cheiro
Que impregna e não passa
Uma sensação de desespero
Conviver contigo
Um morto vivo
Que finge estar sorrindo
Enquanto me maltrata

O seu silêncio
Os seus gritos
Tudo vem em forma de ameaça
Que o tempo não ultrapassa
Enquanto estivermos vivos


Débora Vasconcelos

MINHA LUZ

Eu nasci também junto com ele
Pois com o nascimento dele eu pude perceber quanto eu ainda estava viva, deixando de viver por você
Eu despertei de um sono profundo
E quando me dei conta você já tinha ido
Eu vou nascer em cada amanhecer
E assim como o sol que pode não te pertencer, mas sua luz chega até você, farei com que a minha luz que você não quis enxergar também te toque
Eu vou buscar obedecer ao que meu coração falar
De desilusão não quero mais chorar
De alegrias vou viver
Eu não morri, eu também nasci!
Agora vou viver


Débora Vasconcelos

AMAR SEM MEDO


Ouvi o celular tocar
Eu estava sonhando
No fundo era vontade de que fosse você tentando mudar as nossas vidas
Mais você não é capaz de ter iniciativa
E deixa as oportunidades passarem
Na imensidão de dúvidas você permanece a boiar
Enquanto eu nado vorazmente em todos os oceanos que eu puder percorrer
Não seria o toque do telefone que mudaria as nossas vidas
Se suas atitudes são ainda incertas
Você ainda tem medo de amar
E eu tenho medo da vida passar
Sem que eu possa amar sem medo

Débora Vasconcelos

NÃO SOBRARAM RESTOS


Peço perdão a Deus pelos pecados que nem cometi
Choro em vão pelos pesadelos que eu não esqueci
Eu sei que muitas tempestades virão
Eu sei que coisas boas também estão por vir
Entendo quando não há ninguém para me dar à mão
Eu mesma a tudo isso me submeti
Larguei o que eles achavam certo
Pelo meu mundo duvidoso
Estreei a liberdade tão de perto
Muitas vezes tive que roer o osso
Mais por bem ou por mal da minha forma deu certo
Mesmo com tantos alvoroços
Eu percorri meu caminho incerto
E nunca me contentei com pouco
Das minhas experiências não sobraram restos
De sentimentos que eu tivesse vivido pouco


Débora Vasconcelos

ATÉ EU (Meu quadro bêbada) – 17/09/09

Essa noite eu não vou dormir
E para comemorar umas conquistas
Vou me embriagar e adentrar a madrugada
Vou pintar meu quadro bêbada
Este ficará na sala
Expressando tudo aquilo que nem eu sem quem sou
Pois o vinho me desperta sentimentos não muitos explorados e me faz ter coragem
E tudo isso misturado a alegria, estará escancarado ali nas pinceladas deste quadro
Que transbordará da tela para as paredes de minha sala e para os olhos de quem quiser me sentir em cada traço e em cada cor
E amanhã quando eu acordar no meio da tarde, porque uma hora o cansaço irá me pegar, eu sei
Até eu me surpreenderei com o que pintei
Até eu!


Débora Vasconcelos

SUPERAÇÃO – 18/09/09


Sabendo que a incerteza me rondava
Me enveredei por caminhos incertos
Desabriguei meu próprio ser
Me lancei ao fogo para ser lapidada
E como um bicho criei uma nova casca
Mudando não só a aparência mais também o meu viver
Me subtrai, me multipliquei
Me infiltrei em mundos tão distantes
Me desgastei e me recompus
Sobrevivi ao que eu mesma me impus
Driblei os buracos a minha volta
E enxerguei o horizonte, quando quase não se podia ver
Avistei uma saída, ou quem sabe a entrada para uma nova vida
Me permiti arriscar
Ignorei o que não consegui entender
Vivi apenas do que fazia sentido
Executei o que era complexo

E eliminei as dúvidas com a simplicidade de um sorriso

Débora Vasconcelos

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

O ABANDONO – 13/11/09

Nada é pior que a dor do abandono
Porque o abandono é uma perda que não passa
E o eco das ondas pelo cais
É um adeus que não fala
E um ir embora sem fechar as portas
Sem ao menos fazer as malas
O abandono é uma esperança falsa de um retorno
É viver no passado, com medo de encarar o futuro
É a covardia de não se libertar
O abandono magoa mais à medida que os anos passam
O abandono é o que passa a nos acompanhar
E a pior hora do abandono é quando se procura achar uma explicação
E se repassa na memória vagarosamente uma a uma cada situação
O abandono é a raiva contida
Na briga que não existiu
É a ferida eternamente aberta que não cicatriza
Dentro de um coração que se partiu
O abandono é pior que um: - Eu te odeio!
É um pior do que um: - Eu não me interesso mais!
O abandono trás em si um gelo, que mata até os imortais
O abandono é um fingir não ter certeza, de uma coisa que não precisa nem se falar
É a cadeira vazia a mesa
Mais acima de tudo...
...É um coração que não sabe amar


Débora Vasconcelos

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

ATRAVÉS DE SUA LENTE

Ele tirou fotos minhas
Ele quis me ver através de sua lente
Os seus olhos não bastaram
Ele quis me aumentar
Ele quis se aproximar
De costa, de frente, de lado
E assim como os índios achavam
Eu também acreditei, que ele capturou a minha alma
Nas suas fotos, nas suas mãos eu me entreguei
Em seus ângulos até me achei bonita
Mostrei mais do que realmente sou
Ele tirou de mim um peso
Ele tirou fotos com o coração
Levou de mim o que eu nem tenho
Esse sorriso tão bonito que ele me fez mostrar
Ele tirou fotos e a carapaça
Tirou fotos sem razão
Ele tirou de mim o medo, da sua aproximação


Débora Vasconcelos

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

FLAMEJANTES – 10/11/09


Devo ter me esquecido e dormido com a porta aberta
Mas quando vi já era tarde
Não foi só o frio que entrara
Você estava ali
Em pé em frente a cama
E com os olhos me esquartejava
Me despia
Me amava
Não fui eu quem te deixei entrar
Você se aproveitou do momento
Me encontrando de corpo e alma vazias
Invadiu meus pensamentos
Por um momento eu te perdoei
Apenas por aqueles instantes
Em que você sabia amar
Com olhos de fogo flamejantes
Agora vá embora
Vire as costas como é de praxe
Vá embora, pra eu fechar a porta da casa
Pra que assim em meu corpo ele não mais entrasse


Débora Vasconcelos

OUTRAS RAZÕES – 05/11/09

Tentei pegar um atalho
Por você ter me magoado
Não queria mais ficar

Mas era você quem estava errado
E eu só tenho razões pra me orgulhar
E não desesperar

Tentei pular um obstáculo
Que eu teria que ultrapassar
Ainda bem que deu errado
Eu tenho outras razões pra querer mudar

Um coração despedaçado
É muito pouco
Pra quem o mundo quer ganhar

Vai chegar a hora certa
E serão outras razões
Que daqui vão me levar

Agora não é só mais uma questão de escolha
Ou de espera
Em mim, eu posso confiar

Débora Vasconcelos

FAVELA – 08/11/09.


Se você pudesse ver a vista do lado de cá
Iria preferir morar na favela
Daqui eu vejo a paisagem mais linda
Belas casas e carros, a vida que eu queria ter
E assim me inspiro nela
A cada amanhecer
Quando desço o morro pelas vielas


Se você pudesse conviver com as pessoas do lado de cá
Veria que aqui os sentimentos são de verdade
A gente se ajuda
A gente se bate
Não temos porque usar a máscara do Botox
Não temos porque falsos beijinhos dar
Ou engolir sapos pra ser aceito por quem não vem a nos interessar

Se você pudesse conhecer não julgaria tanto assim
Aqui tem gente de bem
Gente criativa
Gente que não serve apenas pra te servir
Gente guerreira, de bom caráter
Gente que samba
Gente que sente saudade
Mais também tem gente de coração ruim

Como eu sei que tem aí desse lado que você está
Essa gente engravatada
Que não mata com armas
Mais desvia dinheiro de quem precisa
E dessa forma também mata

Se você pudesse ver que o pobre se diverte
Não com uma BMW
Mais sim com um Chevete
A gente ainda consegue dizer que é feliz
Empina a bunda e o nariz e segue a lutar

Débora Vasconcelos

terça-feira, 10 de novembro de 2009

CARNAL – 06/11/09

Eu preciso de seus braços
Assim sem saber nada de ti
Preciso deles fortes e agora
Me toca!

Atola a sua mão em mim
Me faz vibrar com a energia que há dentro de ti
Se apossa do meu corpo
E deixa me levar pra outros mundos

Por alguns instantes tudo é sonho
Tudo é delírio
E é exatamente disso que eu preciso

Seja CARNAL

Seja real
Porque eu preciso dos seus braços
Me envolvendo nessa hora
Agora!
Vem depressa pra mim

Me mostra que você existe
E ao menos seu corpo naquela hora me pertence
Me escancara
Me preenche

A vida é mesmo assim
Me molha
Me invade e me faz sorrir
Demonstre seu prazer em estar ali

A vida é real
Então seja CARNAL
Deixa pra lá essa história de amor sem fim
Eu quero é me acabar nos seu braços
Sentir esse prazer em mim

O máximo que eu sei é o seu sobrenome
E está ótimo assim
O seu melhor você já me dá
Pra que eu ia querer que você se prendesse a mim?
Está ótimo assim
Seja CARNAL
Até o fim

Débora Vasconcelos

MÚSICA: TUDO NOVO DE NOVO - Paulinho Moska

Composição: Moska

Vamos começar
Colocando um ponto final
Pelo menos já é um sinal
De que tudo na vida tem fim

Vamos acordar
Hoje tem um sol diferente no céu
Gargalhando no seu carrossel
Gritando nada é tão triste assim

É tudo novo de novo
Vamos nos jogar onde já caímos
Tudo novo de novo
Vamos mergulhar do alto onde subimos

Vamos celebrar
Nossa própria maneira de ser
Essa luz que acabou de nascer
Quando aquela de trás apagou

E vamos terminar
Inventando uma nova canção
Nem que seja uma outra versão
Pra tentar entender que acabou

Mas é tudo novo de novo
Vamos nos jogar onde já caímos
Tudo novo de novo
Vamos mergulhar do alto onde subimos

EMPURRANDO COM A BARRIGA - 26/10/09


Porque ser imparcial?
Se eu posso dar minha opinião
Mesmo que ela não esteja correta
E que amanhã seja bem diferente do que eu defendi até então

Porque ser morno?
Seu posso ser quente
Posso fazer pegar fogo
Um coração já dormente

Porque ser triste?
Se a tristeza não me atrai
Se na alegria eu ganho mais
E é com ela que quero seguir

Porque ser tão frio assim?
Se ainda posso sentir
Sinto o gosto do suor da sua pele
Porque não sentir amor?

Porque ter medo de arriscar?
E ficar vivendo de cautelas
Uma múmia enterrada
Que não sai e na vida não se joga

Porque abandonar assim a possibilidade de mudar
Não aceitando que a mudança pode ser boa
Que a ganância de ser uma pessoa melhor
Pode transformar uma pessoa

Porque deixar você me contaminar com suas magoas
Sua garoa
Sua melancolia está presente
Enferrujando sua a vida à toa

E eu quero viver
Gritar e tomar banho de chuva
Quero arder de febre depois
Quer ser eu uma chama viva

Da vida que quero levar
Da vida que tenho pra ser vivida
Nenhum espaço quero levar
Como você leva sua vida
Empurrando com a barriga
Empurrando e empurrando com a barriga

Débora Vasconcelos

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

NA CONTRA MÃO DOS ACONTECIMENTOS - 22/09/09


Correndo a noite e vendo os carros passarem, eu penso que estou na contra mão, e que às vezes em minha vida estive mesmo na contra mão dos acontecimentos.
Enquanto o mundo girava rápido eu estava lento. E agora os carros praticamente parados no transito e eu correndo.
Já estou sentindo os primeiros pingos, escuto alguém falando: -Vai chover feio!...Não me importo. A chuva mais feia escorre dentro de mim, são as lágrimas que não ponho pra fora, as lágrimas que transformo em suor nessa corrida tentando me fortalecer quando estou desmoronando.
E a chuva vem, vem perfeita e na hora certa, molha o meu rosto e disfarça as lágrimas que eu já não consigo controlar.
Corro ainda mais pra afastar a dor no meu esforço, como se fosse uma barreira que eu tivesse que ultrapassar, mais ainda não sei onde está, então corro na chuva, iluminado pelos faróis dos carros a procura desenfreada de algo que me falta.
Corro pra fugir de mim mesmo, dos meus medos que me afugentam.
Corro pra esquecer o que não fui e pra me lembrar de quem realmente sou, e deixei submergir em baixo dos compromissos diários.
Corro pra me libertar.
E só agora percebo que não é tão ruim estar na contra mão dos acontecimentos.
Corro pra me aceitar, pra me entender.
Corro pra disfarçar, pra aprender.
Corro pra enfrentar a minha pesada rotina.
Corro!...Pra sobreviver.


Débora Vasconcelos

MÚSICA: DOCE SAL - Danni Carlos

Composição: Ana Paula Pelúcio

Tem que amar com fé
Tem que morrer de amor
Pra não se arrepender depois que o tempo passou
É
Tem que dizer adeus
Pra não acomodar
Mentira por mentira, eu prefiro ficar

Refrão:
Só, sem você
Sem ouvir, nem dizer
Porque acabou-se, o que era doce virou sal
O mundo continua indo e vindo, é natural
Noites tão modernas
Chances infinitas de encontrar
Alguém que faça a minha cabeça sem precisar pensar

naranaaa, naranana (2x)

Se a solidão vier, tenta se apaixonar
Vivendo o dia-a-dia, deixando rolar
É
Mas tem que ser alguém
Que valha a pena amar
Mentira por mentira, eu prefiro ficar

Refrão:
Só, sem você
Sem ouvir, nem dizer
Porque acabou-se, o que era doce virou sal
O mundo continua indo e vindo, é natural
Noites tão modernas
Chances infinitas de encontrar
Alguém que faça a minha cabeça sem precisar pensar

naranaaa, naranana (4x)

A ESTRADA - 04/11/09

Solta meus braços e me deixa voar
Solta meus cabelos e me faça amar
Me embriaga com o seu corpo
Sem ter que me embebedar

Sinta a minha pele
Mais não se esqueça de sentir meu coração também
Não esnobe minhas lágrimas
Só porque o assunto não te convém

Seja importante na minha vida
Dê coisas boas pra que eu possa lembrar
Não se espante com as minhas surpresas
Constantemente tenho que me reformular

Me olha de forma diferente
Admirando tudo que a mim pertence
Deixa eu me sentir sua, mesmo quando estiver solta
Arrepia a minha alma, beijando minha boca

Deita perto de mim
E me deixa louca sem se quer me tocar
Seja o meu homem, minha vida
A estrada a se caminhar
Débora Vasconcelos

ME CONSOME E ME SUSTENTA - 28/10/09

Está me consumindo essa vontade de escrever.
Sim, ela está me consumindo.
Ao mesmo tempo em que me consome é o que me sustenta.
Me sustenta pela idéia de algum dia alguém me ler.
Imagino eu entrando no metrô e alguém do meu lado com um livro meu.
Imagino alguém degustando minhas palavras como um bom gourmet degusta um prato delicioso.
Imagino um dia sentir o cheiro do meu primeiro livro.
E isso é o que me consome, me sustenta e me faz seguir.


Débora Vasconcelos