É PRECISO IR AOS EXTREMOS DE SI,
PARA QUE POSSA EXPERIMENTAR-SE POR INTEIRO !


Débora Vasconcelos

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

A TERRA DOS PÉS JUNTOS – 29/11/10

A TERRA DOS PÉS JUNTOS – 29/11/10

Na terra dos pés juntos não é onde os mortos “vivem”
A pesar de parecer
Pra quem ainda não aprendeu vou explicar
Que a terra dos pés juntos fica em casa
De noite, de manhã ou madrugada
É quando os pés se encontram para pedir perdão
É quando os pés fazem o papel das mãos
E ficam a se enamorar, enquanto simplesmente o tempo passa
Na terra dos pés juntos eles deitados, apontam para o alto, como se tivessem contando estrelas
Na terra dos pés juntos há mais vida do que morte, mesmo quando descansam um ao lado do outro de um jeito tão amoroso que parecem que não quererem sair do lugar
Decidem compartilhar esse período
Já que durante o dia eles vão se separar para cada par seguir seu rumo
Mas na terra dos pés juntos
O amor se faz notar

Débora Vasconcelos

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

PASSOS – 20/12/10

Eu estava andando descalço naquela rua suja
E mesmo assim me senti livre
Limpa de um pecado que tomei pra mim
Sem ao menos saborear do seu prazer
Eu me agredi por não saber o que fazer
Aí resolvi que seria melhor andar
Dar as costas e partir
Sem antes me despedir do que eu não mais queria ser

Débora Vasconcelos

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

ENTRANHAS – 07/12/10


Se desprezas o que eu faço
Não me ama por inteiro
Não me ama pelo avesso
Não me ama por fora, nem por dentro
Só o contorno, como se eu fosse oco
Não me ama por inteiro

Se não admira meus caminhos
Não me ama as escolhas
Não me ama o raciocínio
Não me ama, não me ama

Se não se orgulha de minhas verdades
Não me ama a realidade
Não me ama as entranhas
Só me estranha

Amando apenas meus apelos
Meus desejos
Os meus beijos
Minha pele
Os meus pêlos
Mas não me ama por inteiro
E eu mereço
Mas não sei se encontro
Alguém que o faça

Débora Vasconcelos

MÚSICA: O QUE É BONITO? - Lenine

Composição: Lenine

O que é bonito
É o que persegue o infinito
Mas eu não sou
Eu não sou, não...
Eu gosto é do inacabado
O imperfeito, o estragado que dançou
O que dançou...
Eu quero mais erosão
Menos granito
Namorar o zero e o não
Escrever tudo o que desprezo
E desprezar tudo o que acredito
Eu não quero a gravação, não
Eu quero o grito
Que a gente vai, a gente vai
E fica a obra
Mas eu persigo o que falta
Não o que sobra
Eu quero tudo
Que dá e passa
Quero tudo que se despe
Se despede e despedaça
O que é bonito...

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

PÁLPEBRA – 29/11/10


Ela carrega nas pálpebras a cor do amor dela
Às vezes é preto, às vezes cor de Cinderela
Ela carrega nas pálpebras lembranças de um mundo todo que já viu
E dos que inventou também, em suas noites sem sono quando escreve até que as pálpebras fechem sem que ela possa comandá-las
Ela carrega nas pálpebras o choro guardado
Meio que velado por não querer demonstrar
O quanto sofre também
O quanto pensa em alguém
Que longe dali está
Ela tem um semblante risonho
Aparenta sempre estar bem
E suas pálpebras marcam seu rosto
Com o sorriso que lhe convém
Que contagia e vai além do que podemos ver no ar
Ela carrega em suas pálpebras uma nostalgia serena, pequena e verdadeira
De poucas coisas que valem a pena lembrar
Ela carrega de vez em quando um óculos que tampa suas pálpebras tão belas
E esse ar de mistério, acaba fazendo dela
Algo a mais para se desvendar
Ela carrega em suas pálpebras vidas que ela não guarda por imagens e sim sentimentos
Ela tem um amor tão grande dentro
Da pálpebra que envolve os seus olhares
Os seus inúmeros olhares

Débora Vasconcelos

terça-feira, 23 de novembro de 2010

PRECISO

Eu preciso erguer mais muros,
e por onde a luz passar, outro muro.
Eu preciso tirar minha pele
e vestir a couraça, preciso.
Ter amigos contados nos dedos,
e cortar alguns dedos, preciso.
Preciso ganhar mais dinheiro,
estocar em um banco.
Crer mais no cimento!
Preciso rever conceitos,
e travar sentimentos.
Preciso de menos paixão,
ter mais razão... preciso.
Preciso medir as palavras,
economizar palavras,
e também não falar.
Preciso de coisas estranhas,
trocar as entranhas,
E me enterrar... preciso.
Preciso nascer de novo!

S.Paulo 31/08/2010 19:41h

Ricardo Rossi

do blog: http://www.luarx.blogspot.com/


Obs: Acho simplesmente lindo, roubei, postei, nem pedi. Além de ter essa liberdade com ele, acho que meus leitores tem que apreciar tal escrito.

Beijitos...

Débora Vasconcelos

terça-feira, 16 de novembro de 2010

SORRIR PARA O SOL – 12/11/10


Como é difícil se desapegar
De alguém que nunca foi seu
Como é difícil retomar sua própria vida inteira
Por dentro, por baixo
Pelos lados e beiradas
Como é difícil não ficar assustada
Com a nova situação
Você esperava a minha fraqueza pra se reaproximar
E eu na verdade ainda não tinha certeza
Mas preferi não arriscar
Mais do que eu me dei inteira
Minha alma você não irá levar
Estarei em outro lugar
Procurando salvação
Me perderei em outras ruas
Não quero mais te dar perdão
Como é difícil encarar
A agenda livre num fim de tarde
Com possibilidades infinitas
Sem a maldita distorção
Das palavras ditas
Dos carinhos distantes
De tanta coisa faltante
Que havia entre nós
Como é difícil se readaptar
Ao que devia ser repleto
Nos sentimos meio incompletos
Em tamanha confusão
Mas isso passa
E haverá uma outra razão
Que não seja uma ameaça
Para o meu pobre coração
O amor vem de graça
Não há nenhuma tradução
As palavras não se embaraçam
Só há a melhor intenção
De que tudo seja intenso
Sem precisar de tenção
Como é difícil manter se integro
Como é difícil, mais eu consigo
Eu ainda chego lá
Sua dúvida não me fará mais mal
Assim como minha certeza não mais te pertence
Agora vou
Abrir a boca
Mostrar os dentes
Sorrir para o sol
Me ver contente
Diante do que eu nunca havia visto

Débora Vasconcelos

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

MÚSICA: DIGITAIS - Isabella Taviani

Composição: Isabella Taviani

Eu tava aqui tentando não pensar no seu sorriso
Mas me peguei sonhando com sua voz ao pé do ouvido
E te liguei
Me encontro tão ferida, mas te vejo ai também em carne viva
Será que não tem jeito?
Esse amor ainda nem nasceu direito, pra morrer assim

Se você pudesse ter me ouvido um pouco mais
Se você tivesse tido calma pra esperar
Se você quisesse poderia reverter
Se você crescesse e então se desculpasse
Mas se você soubesse o quanto eu ainda te amo
É que eu não posso mais

Não vou voltar atrás
Raspe dos teus dedos minhas digitais
Eu não vou voltar atrás
Apague da cabeça o meu nome, telefone e endereço
Eu não vou, eu não vou voltar atrás
Arranque do teu peito o meu amor cheio de defeitos

Me mata essa vontade de querer tomar você num gole só
Me dói essa lembrança das suas mãos em minhas costas
Sob o sol da manhã
Você já me dizia: conheço bem as suas expressões
Você já me sorria ao final de todas as minhas canções
Então por que?

Se você pudesse ter me ouvido um pouco mais
Se você tivesse tido calma pra esperar
Se você quisesse poderia reverter
Se você crescesse e então se desculpasse
Mas se você soubesse o quanto eu ainda te amo
É que eu não posso mais

Não vou voltar atrás
Raspe dos teus dedos minhas digitais
Eu não vou voltar atrás
Apague da cabeça o meu nome, telefone e endereço
Eu não vou, não vou voltar atrás
Arranque do teu peito o meu amor cheio de defeitos
Cheio de defeitos...

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

FLORES DA ILUSÃO


Flores não consertam desentendimentos
De tudo que há por dentro
Pouca luz sobrou
Flores não salvam casamentos
Quando são dadas depois que se desrespeitou
Flores não curam feridas abertas
Com a faca da desilusão
Flores não voltam momentos
Em que se tinha total poder de decisão
E a escolha errada foi feita
E a pessoa insensata, fez a coisa imperfeita
Uma atitude sem nenhuma consideração
Flores não aliviam a dor
Não nos enche de amor
Quando o mal já se instalou
Nas palavras de outras pessoas
Nos olhos de quem viu
Na pele de quem sentiu
E no coração de quem foi esquecido
Flores não trazem alívio
Quando enviadas por um motivo que não deveria existir
Há tantas datas comemorativas
Mas geralmente essas são esquecidas
E as flores não passam por ali
Flores que deveriam ser a alegria, não são
Trazem em si apenas a fantasia
De que não haverá separação
E de que tudo ficará bem
Mas flores não consertam desentendimentos
De tudo que há por dentro
Pouca luz sobrou

Débora Vasconcelos

VENENO EM MAÇO – Out/2010


Parece que o buraco que o cigarro dele fez em meu tapete, perfurou dentro de mim
Será que foi só isso que sobrou?
Buracos no tapete e cobertor, de um amor tão louco assim
Nas madrugadas de chuva, fazíamos amor no mais pleno escuro
E nos domingos de sol brigávamos a toa
Nossa realidade era esquisita
Parecia um corredor sem fim
Que não dava em lugar algum
E mais longo ficava quanto mais se percorria, sem possibilidades de volta
Ele esqueceu um maço de cigarros
Às vezes acho que isso o fará voltar
Entre tantos motivos que ele tinha pra me escutar
Preferiu dar as costas
Deixando pra mim...
...Buracos e seu veneno em um maço

Débora Vasconcelos

DOIS – Out/2010

Ainda é algo novo, olhar os dois xampus no banheiro
Não acho bonito nem me incomoda
Apenas estranho esse momento
Ela invade meu paladar
Decidindo o jantar sem se quer me perguntar
Quando chego já está pronto
Meu armário ficou mais cheio
Agora descobri pra que servem tantos espaços
E eu aperto o passo para chegar logo ao seu abraço
Pra nela me conectar
E quando a TV está desligada
Me delicio com seu silêncio
Nos descobrimos no olhar
Enfeites se espalham pela casa, não acho bonito, nem me incomoda
Apenas estranho esse momento
Eu levo flores para a ela enfeitar
E então fotografar tal beleza que nunca havia tido em minha sala
E ela me fala que ama
Sem me dizer que sou eu o dono do seu amar
Ela apenas ama
E com ela aprendi como é bom apenas amar
Isso tudo ainda é novo pra mim
E não quero que envelheça esse momento
Que mesmo estranho é tão perfeito

Débora Vasconcelos

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

CEGOS DE AMOR – 06/11/10

Você devasta o mal com o seu sorriso
Tira de mim o juízo
Que eu nem mesma queria ter
E vai moldando uma escultura em sua mente
Quando desliza as mãos pelo meu corpo e me sente realmente
Mesmo sem poder me ver
Sua voz penetra lenta e suave dentro de mim
Ecoando tão simples assim
Quando eu também fecho os olhos para poder te ver
Diz que a luz de sua vida sou eu
Mas foi você que me abriu os olhos, quando eu já quase sucumbia pelo poder
Naquele falso poder eu não podia nada
Quando enfim conheci você
Que mesmo cego podia tudo
Muito mais que eu, que achava que enxergava
Foi bem difícil a nossa estrada
Mas você me fez perceber
Que a vida é curta e logo passa
Ainda bem que eu encontrei você
Que me olha ao me tocar
Que me toca por amar
Que sempre fala sorrindo
Que não se faz de coitadinho
Que soube bem me conquistar
Você transforma o dia a dia
Em momentos inesquecíveis
Faz tudo com tanto carinho
E já sabe me interpretar
Pela respiração
Pelos meus passos
Pelas minhas roupas, que confere em seus abraços
Por tantas coisas que eu nem chego a dizer
Você me vê mais do que qualquer outro homem pôde
Você me emociona com seu amor
Arranca de mim a dor
E me ensina a melhorar
E quanto aos preconceitos
Esses, finjo que não os vejo
Deixo o nosso amor me cegar

Débora Vasconcelos

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

BOM FINAL DE SEMANA !!!


"Frequentemente subestimamos o poder de um toque, um sorriso, uma palavra gentil, um ouvido à disposição, um elogio sincero, ou o menor ato de atenção, tudo aquilo que tem potencial para mudar a vida ao nosso redor."

(Leo Buscaglia)

MÚSICA: ESTRADA NOVA

Composição: Oswaldo Montenegro

Eu conheço o medo de ir embora
Não saber o que fazer com a mão
Gritar pro mundo e saber
Que o mundo não presta atenção
Eu conheço o medo de ir embora
Embora não pareça, a dor vai passar
Lembra se puder
Se não der, esqueça
De algum jeito vai passar
O sol já nasceu na estrada nova
E mesmo que eu impeça, ele vai brilhar
Lembra se puder
Se não der esqueça
De algum jeito vai passar
Eu conheço o medo de ir embora
O futuro agarra a sua mão
Será que é o trem que passou
Ou passou quem fica na estação?
Eu conheço o medo de ir embora
E nada que interessa se pode guardar
Lembra se puder
Se não der esqueça
De algum jeito vai passar

CARAGUATATUBA - 01/01/10


Suas melhores lembranças estão aqui
Voltar será a única coisa que te fará feliz
Enquanto você se diz decidida
Trocando sua vida por estabilidade
E sucumbindo os seus desejos
Eu aqui sou verdadeiro
E revelo a essência que você não quer ver
Ainda sinto a sua energia aqui, bailando leve e sutil
Enquanto você se aprisiona e diz que está entregue
Se você tivesse certeza
A sentiria em qualquer lugar ou situação
Teria ela dentro do seu coração
Forte e pulsante
Sem as sombras das dúvidas que te regem
Suas melhores lembranças estão lincadas a um lugar, a uma situação
E de repente você diz não
Enquanto tempo passa e você nem percebe
Crítica seu próprio passado amado
E não sabe viver mais
Confunde decência com fé
Confunde felicidade com reclusão
Mistura tudo dentro de si
Enquanto a vida passa
Você diz não

Débora Vasconcelos

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

FILME: EM PARIS

Ontem assisti um filme lindo na TV Cultura, chamado: Em Paris.
Entre várias cenas fortes...a que me encantou foi a descrita perfeitamente abaixo por: Moreno Osório

“Em Paris” - por: Moreno Osório
No filme “Em Paris”, Paul (Romain Duris) sofre com fim do seu relacionamento com Anna (Joana Preiss). Cansado de não encontrar alternativas para sair da fossa, ele pega o telefone para tentar por um fim à sua angústia. O resultado é a bela cena abaixo. A música é “Avant La Haine” (”Antes do Ódio”), escrita por Alex Beaupain – que assina as trilhas musicais de vários filmes de Honoré.

A letra mostra um momento de dúvida. Como superar o fim quando ainda apostamos no amor? Como saber quando o amor, na realidade, deixou de existir? Que aquilo que sentimos não é mais amor, e sim a falta, a dor da ausência, a lacuna deixada pelo próprio amor? Paul e Anna cantam essas incertezas. Ele reconhece o seu estado agonizante e tem uma “ideia terrível”: terminar qualquer tipo de relação que ainda exista com Anna “antes do ódio”. Antes que sua condição deplorável comece a determinar seus sentimentos por quem até então era devoto. Ele não quer odiá-la, por isso aposta na separação. Anna diz que não – ainda que também não tenha certeza do sim. Diz que um beijo faria tudo isso passar.
No belo dueto, Honoré nos mostra novamente a impossibilidade do amor, mas agora no momento da quebra, da ruptura. O sentimento deixa de existir e pega Paul e Anna despreparados. Querem ficar afastados antes do ódio, mas querem permanecer juntos porque ainda acreditam no poder do toque. Eles querem continuar se amando. Mas isso já não é mais possível.
Honoré transforma em poesia o exato momento (que parece infinito) em que nada resolve. Ela diz que prefere “as tempestades do inevitável” a ter de perder definitivamente aquele amor. Mas sabe que, naquele momento, não podem e nem conseguiriam estar juntos. Ainda que talvez seja, no fundo, o que eles querem. Sentem falta um do outro, da companhia, do carinho. Resta apenas uma angústia sem fim.

Link:da reportagem:
http://screamyell.com.br/site/2010/07/01/a-impossibilidade-do-amor-em-3-cenas/
Link da parte do filme:
http://www.youtube.com/watch?v=SMPGp4nDA10

MÚSICA: Avant La Haine – Filme: Em Paris

Romain Duris & Joanna Preiss

Lui :
Sais-tu ma belle que les amours
Les plus brillantes ternissent
Le sale soleil du jour le jour
Les soumet au suplice

J'ai une idée inattaquable
Pour éviter l'insupportable

Avant la haine, avant les coups
De sifflet ou de fouet
Avant la peine et le dégout
Brisons-là s'il te plait

Elle :
Mais je t'embrasse et ça passe
Tu vois bien
On s'débarrasse pas de moi comme ça

Tu croyais pouvoir t'en sortir,
En me quittant sur l'air
Du grand amour qui doit mourir
Mais vois-tu je préfère
Les tempêtes de l'inéluctable
A ta petite idée minable

Avant la haine, avant les coups
De sifflet ou de fouet
Avant la peine et le dégout
Brisons-là dis-tu

Lui :
Mais tu m'embrasses et ça passe
Je vois bien
On s'débarrasse pas de toi comme ça

Lui :
Je pourrais t'éviter le pire

Elle :
Mais le meilleur est à venir

Ensemble :
Avant la haine, avant les coups
De sifflet ou de fouet
Avant la peine et le dégout

Lui :
Brisons-là s'il te plait

Elle :
Mais je t'embrasse et ça passe
Tu vois bien

Ensemble :
Avant la haine, avant les coups
De sifflet ou de fouet
Avant la peine et le dégout

Elle :
Brisons-là dis-tu

Lui :
Mais tu m'embrasses et ça passe
Je vois bien

Lui :
On s'débarrasse pas de toi comme ça

Elle :
On s'débarrasse pas de toi comme ça



ANTES DO ÓDIO (Tradução)

Lui :
Saiba, minha linda, que os amores
Os mais brilhantes se sujam
O sol sujo do dia a dia
Submetem-lhes ao suplício

Tive uma idéia inadequada
Para evitar o insuportável

Antes do ódio, antes dos golpes
Dos assobios e dos chicotes
Antes da pena e do desgosto
Vamos terminar, por favor

Elle :
Não, eu te beijo e isso passa
Você bem sabe
Não se livre de mim assim

Você acredita que vai se sair bem dessa
Me abandonando ao léu
Do grande amor que deve morrer
Mas você sabe que eu prefiro
As tempestades do inevitável
À sua pequena idéia destrutiva

Antes do ódio, antes dos golpes
Dos assobios e dos chicotes
Antes da pena e do desgosto
Você diz para terminarmos

Lui :
Mas eu te beijo e isso passa
Eu sei bem
Não me livro de você assim

Lui :
Eu poderia evitar o pior

Elle :
Mas o melhor está por vir

Ensemble :
Antes do ódio, antes dos golpes
Dos assobios e dos chicotes
Antes da pena e do desgosto

Lui :
Vamos terminar, por favor

Elle :
Não, eu te beijo e isso passa
Você bem sabe

Ensemble :
Antes do ódio, antes dos golpes
Dos assobios e dos chicotes
Antes da pena e do desgosto

Elle :
Você diz para terminarmos

Lui :
Mas eu te beijo e isso passa
Eu sei bem

Lui :
Não me livro de você assim

Elle :
Não me livro de você assim

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

QUESTIONAMENTOS – 21/01/09


Você já mergulhou num riacho
Já fez força com os braços, lutando contra a correnteza
Misturando força e cansaço, pra afogar a tristeza
Enquanto o organismo se refaz
Com as energias da natureza?

Você já enfrentou o seu medo
Sem nenhuma necessidade urgente
Simplesmente pra saber se é capaz?

Já passou frio de bater os dentes
Pra esquentar alguém que amou até de mais?

Você já se arrependeu de ter ido embora sem pensar
Depois de uma briga ou de um beijo
Sem se quer olhar pra trás?

Você já chorou escondido
Com vergonha até de si?

Já teve um colapso de egoísmo
Pensando só no seu umbigo
Sem se preocupar com os demais?

Já consultou uma cigana
Horóscopo ou coisa assim
Pra ter certeza do que já sabia
E não conseguia expressar?

Você já chorou de alegria?

Abriu o coração num dia
E se trancou nos demais?

Você já se perguntou o que quer da vida?
E o que a vida te trás?

Você já fez algo para sua melhoria
Sem sentir culpa pelos que não vão atrás?

Você já se perdoou por ter se ferido?

Você já teve um grande amigo
E soube conservar?

Você já mentiu quando jamais devia ter mentido?

Já olhou nos olhos e não soube que respostas dar?

Você já teve certeza, mais não quis apostar?

Você já perdeu a razão quando foi tomado por uma emoção
Que até agora não sabe explicar?

Você já tentou muito lembrar de algo que esqueceu?
E não se esqueceu de algo que nunca mais queria lembrar?

Você já guardou uma fisionomia certinha, de alguém que provavelmente não irá mais encontrar?

Você já teve um sonho de estar caindo e assustado acordar?

Você já foi falso pra conseguir algo?

Você já teve sonhos?
Alguns, chegou até a realizar

Você já se sentiu vazio quando o frio da noite veio pra machucar?

Parabéns! Você é um ser humano, tem o direito de sentir tudo isso
Só não tem o direito de julgar

Débora Vasconcelos

terça-feira, 19 de outubro de 2010

MARINHEIRO DOS SEUS OLHOS


Seus olhos eram mais profundos que mergulhar no meu passado
E eles eu tentei ganhar com minha respiração de afogado
Falando rápido, perdendo o ar
Quis explicar o que guardei durante muito tempo
Nem sabia que era eu dono de tanto sentimento
Diante do que os seus olhos foram capazes de me mostrar
Me cegaram por um momento
Me puxaram em seu mar a dentro
Eu naufraguei sem esperar
E a deriva de seus pensamentos
Fui marinheiro por querer amar
E fui maior que o mar refletido em seu espelho
Em seu peito eu aprendi a ancorar
Me entreguei de corpo inteiro
Por sua terra, céu e mar

Débora Vasconcelos

MÚSICA: A ESTRADA – Cidade Negra

Composição: Toni Garrido / Lazão / Da Gama / Bino

Você não sabe o quanto eu caminhei
Pra chegar até aqui
Percorri milhas e milhas antes de dormir
Eu não cochilei
Os mais belos montes escalei
Nas noites escuras de frio chorei,
ei, ei
Ei ei ei..uu..

A Vida ensina e o tempo traz o tom
Pra nascer uma canção

Com a fé no dia-a-dia
Encontro a solução
Eu encontro a solução

Quando bate a saudade
Eu vou pro mar
Fecho os meus olhos
E sinto você chegar
Você chegar

Psicon, Psicon, Psicon

Quero acordar de manhã
do teu lado
E aturar qualquer babado
Vou ficar apaixonado,
No teu seio aconchegado
E ver você dormindo e sorrindo
É tudo que eu quero pra mim
Tudo que eu quero pra mim, quero...
Quero acordar de manhã do teu lado
E aturar qualquer babado
Vou ficar apaixonado,
No teu seio aconchegado
Ver você dormindo ‚ é tão lindo
É tudo que eu quero pra mim
Tudo que eu quero pra mim

Meu caminho só meu pai pode mudar
Meu caminho só meu pai
meu caminho

Meu caminho só meu Deus pode mudar
Meu caminho só meu Deus
Meu caminho

AQUELA CARTA – 19/10/10


De tempos em tempos
Eu abro aquela carta
Toco aqueles cabelos que você deixou num pacotinho
Sinto um cheiro de Vida
E recarrego as minhas forças
De tempos em tempos
Eu preciso desse toque
O papel não satifaz a saudade de seu braços
Mas me faz ter mais certeza
De que você realmente existe

Débora Vasconcelos

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

HÁ SÉCULOS EU NÃO SEI NADA DE TI – 14/10/10


Entrei no quarto em que todos os dias eu habito
Mas senti ali sua ausência tão forte e presente
Sei que você nunca pertenceu a aquele lugar
Mas como eu pertencia e você esta em mim...
...Senti sua falta
Senti minha falta naquele quarto também
Que estava se esvaindo na mudança
Que mudava minha paisagem habitual
Mas você não era um habito
Mas sempre habitou em mim
Só que eu senti sua real inexistência naquele quarto
Quis chorar, quis fugir
Por não saber como continuar sem sua presença
Que antes batia forte dentro de mim
Foi difícil entender
Que a verdade é que...
...Há séculos que não sei nada de ti

Débora Vasconcelos

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

NUDEZ – 14/10/10

A nudez dele é tão doce
Que a bebo em um gole só
Com ganância em meu paladar
Porque não sei se me embriagarei dele amanhã

Em suas costas escorre o suor
Que de mim se esvai na testa
Agarro o seu corpo firme
E contraio os meus músculos
Sendo mesmo assim sereno
Dentre tantos solavancos

Não há tempo pra tantos chamegos
Estamos sempre prontos
Para um possível desapego
Pois nos queremos bem
Além da necessidade do ter
Queremos que o outro seja
Mais do que hoje é

E que haja sempre um retorno
Que sempre encontre lugar nos braços
Para o re-pouso
Para compartilhar o que foi novo
Neste seu desabrigar

A nudez dele é tão doce
Porque é leve de cobranças
A nossa única exigência
E a felicidade explicita
Que devemos conquistar
Aonde quer que se vá
Aonde quer que se volte
Aonde quer que se esteja
Seja!
Tenha a felicidade tão nua
Sem medos de se mostrar

Débora Vasconcelos

INÍCIOS, MEIOS E FINS – 06/10/10

De inícios em inícios sigo meu rumo
Me perco em alguns finais
Mais no meio me acho enfim
Dentro de mim e em outros mais

Débora Vasconcelos

MÚSICA: É HORA DA VIRADA – Ana Carolina

Composição: Ana Carolina / Totonho VIlleroy / Eugenio Dale

Pode ir se preparando, se arrumando
que agora eu quero mesmo te desarrumar
Pode ir me aguardando eu to chegando
E to com tudo pronto pra te incendiar
O amor ta me seguindo, me botando na parede
E agora não tem jeito eu vou acelerar
Eu vou chegar com tudo, vou te pegar de jeito
Você não vai ter tempo nem pra respirar

Mas eu não vou te esperar, se você não resolver
Se tem medo de me acompanhar
Pode deixar, eu me mando sem você

Eu já gritei, eu me arrisquei,
Eu me queimei, eu fiz de tudo
Eu me pus no seu lugar,
E se você não responder não perco mais nenhum segundo
Nada vai me segurar

Não vou ficar marcando passo,
Me diz agora se você vem comigo ou se vai ficar
Eu já to largando tudo caindo fora
Nada mais me prende aqui nesse lugar
To mudando o meu destino
Joguei fora o que não presta
Agora eu quero mesmo eu vou enlouquecer
É hora da virada partir pro tudo ou nada
Eu não to com nem um tempo pra perder


Mas eu não vou te esperar, se você não resolver
Se tem medo de me acompanhar
Pode deixar, eu me mando sem você

Eu já gritei, eu me arrisquei,
Eu me queimei, eu fiz de tudo
Eu me pus no seu lugar,
E se você não responder não fico mais nenhum segundo
Nada vai me segurar

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

SOBRE PROMESSAS DE AMOR – 10/09/10


Quando o avião aterrisou em Madrid para apenas uma escala, tive uma crise de choro e algumas pessoas até se aproximaram de mim para saber se eu estava bem. Um pouco mais calma já no aeroporto segurei na gola dele e perguntei:
- Promete? Promete que você volta aqui comigo? Eu preciso voltar aqui! Promete?
Ele como sempre sem comprometimento disse:
- Não posso prometer algo que não sei se vou cumprir. Posso morrer amanhã, ou até hoje mesmo.
Uma mãe promete ao filho em seu leito de morte que ele ficara bom.
Noivos prometem diversas coisas até que a morte os separem.
Nos juramentos de faculdades prometemos por nossas profissões e acabamos corrompidos pelo “sistema”.
Todas essas são promessas de amor.
O amor nos faz prometer coisas que sabemos que não iremos cumprir, por mais que agente queira de início, nós sabemos que uma hora essa promessa não será mais verdade. Mas o amor cega.
E o bonito do amor é isso. Essa falta de visão é a realidade de quem ama e se entrega para fazer o outro feliz.
Mesmo que um dia deixe de ser verdade naquele momento mágico da promessa é tudo o que precisamos ouvir para confortar nossos corações e podermos seguir em paz.
Ele sabia o quanto eu queria estar ali e que se não fossem os tramites burocráticos eu sairia do aeroporto e me instalaria novamente em algum lugar daquele país. Eu saberia facilmente sobreviver em um mundo que já vivi há não sei quantas vidas passadas. Mas ele não teve amor suficiente pra me prometer que voltaria.
Chorei ainda mais. A falta de promessa, a energia daquele lugar e agora a certeza de que estava sozinha.

Débora Vasconcelos

ERA SÓ O QUE EU PODIA TE DAR – 17/09/10


Eu te dei minha história pra você levar naquela tarde em frente ao mar
Em que chorei na sua frente ao te contar
Tudo aquilo que trago em meu peito
Eu te dei minhas mãos que tremiam de nervoso
Por deixar nesse ponto chegar
Pra explodir em palavras
Sabia que você iria além do que podíamos imaginar e espalharia minha história aonde quer que fosse
Derretendo os gelos nas brasas de sua fala
Eu preciso ser forte como o barco que desbrava a braveza do mar
Que enfrenta tempestades escondendo seu medo de naufragar
Navegando pelo mesmo mar que se torna desconhecido a cada temporal novo, com ondas revoltas que são partidas ao meio em seu peito
Eu preciso ser forte, mas ao menos agora você leva a minha história pra contar
Era só o que eu podia te dar naquela tarde enfrente ao mar

Débora Vasconcelos

Prêmios


Desculpem a demora nas postagens, mas neste tempo um pouco ausente do blog estava me dedicando a trabalhos manuais, participei de um concurso de coisas feitas com reciclagem, um outro de desenho...e não é que me rendeu alguns prêmios...ganhei uma sanduicheira grill e uma torradeira invocada, que até descongela pão. Só alegria!


Débora Vasconcelos

VASCULHAR (BODAS DE OURO) – 01/09/10

Ela vasculhava as roupas, desesperada
Procurando algo que se identificasse
Mas ela mesma não sabia a sua identidade
Realmente é difícil saber quando se tem 14 anos
Era a primeira vez que saíra sem os pais
Com as amigas tudo já combinado e com o namoradinho tudo certo
Ela vasculhava em seus pensamentos o que iria dizer quando ele chegasse
Ou até que o filme começasse
Como iria ser?
Sentia o seu coração diferente e vasculhava dentro dele o que era aquele sentimento
Pronto ele chegou!
As amigas se afastaram, sua alma se aproximou do corpo
E os olhos. Ah! Os olhos, esses eram mais brilhantes que qualquer sol
Ali fez se o amor!
Aquele, que os pais mais tarde não aprovariam
Aquele, que persistiria nas escadas do porão da escola
Aquele, que se casaria, brigaria e filhos teriam
Aquele que sempre saberia reconciliar
Aquele, que nas inúmeras manhãs olharia para o outro dormindo, esperando um respirar
Aquele, que vasculharia a casa toda a procura de uma fotografia
Aquela, do dia do cinema, somente pra comprovar
Que o amor vale a pena e no convite de 50 anos colocar


Débora Vasconcelos

REVERTER - 09/09/10


Será que ele conseguiria reverter todo o mal que fez?
Sem ter feito...
...Exatamente por não ter feito o bem, por não ter feito com amor, por não ter demonstrado o quanto se orgulhava e o quanto era feliz
Será mesmo que ele conseguiria reverter tudo que causou, por não causar nenhuma reação em seu rosto, quando esperavam dele um sorriso?
Será que um dia ele conseguiria demonstrar o quanto esteve vivo em todos esses momentos e o quanto sofria para manter-se frio e distante?
Será que ele conseguiria reverter, transformando tanto desespero em um abraço?
Abrindo todas as suas feridas pra ser forte a ponto de amar novamente, correndo o risco de perder a quem se ama
Será que ele seria capaz de entender o que não queria entender, o que não queria nem ver por medo de sentir?
Esse ferro é muito duro entortar, é preciso derretê-lo com brasas ferozes pra que ele consiga envergar-se diante de si mesmo.

Débora Vasconcelos

GANHA PÃO – 11/09/10


Se eu pudesse fazer da escrita o meu ganha pão para que as pessoas pudessem comê-la com os olhos, eu assim viveria, mergulhada em palavras e desafios.
Morrendo de amor toda vez que a tinta da caneta se acabe.
Todas às vezes que meus cadernos terminem.
Saciaria a fome daqueles que necessitam de leitura e um abrigo.
Transformaria meus papéis em relíquias espalhadas nas prateleiras de diversas casas em formas de livros.
Se eu pudesse fazer da escrita o meu ganha pão...

Débora Vasconcelos

MÚSICA: ESTRELA DE PAPEL - Pedro Mariano

Composição: Edu Tedeschi

Eu não vivo nesse mundo
Eu não tenho os pés no chão
Vou daqui pra lá voando
Me alimento de ilusão


Acredito em cada sonho
Isso é o que me faz viver
Se não sigo acreditando
Nunca que virá a ser


Realidade
Para ter paz
É preciso fé em Deus, muita saúde
E um pouco de amor a quem lhe quer bem


O resto vem
Devagar
Não convém

Dar a cara para bater
Dizer que não valeu
Se tudo está pra acontecer


Cumpre o teu papel de estrela
Minha estrela de papel
Deve ter valido a pena
Ter improvisado um céu

Realiza o meu desejo, presente
Que o tempo não deu pra mim
Faça com que se arrebente
Minha fita do Bonfim


Felicidade
Nada de mais
Três desejos: fé em Deus, muita saúde
E um pouco de amor a quem lhe quer bem

terça-feira, 31 de agosto de 2010

APENAS VALE VIVER PRA AMAR (FOI A CANETA QUE FICOU NA BANDEJA) – 31/08/10


Você esqueceu uma caneta na bandeja
Foi a caneta que me fez lembrar
Lembrar de quem não esquecia
Na bandeja da vida, a me procurar

Te reconhecer tão minha
Quando a caneta veio me entregar
Uma bandeja vazia
E muitas histórias pra contar

Parecia de mentira
Mas verdades era o que eu tinha pra te dar
Eu, você, a bandeja
E a caneta a nos ligar

Provocando sensações
Prontas pra se expressar
A bandeja estava limpa
Mas não reluzia o seu olhar

Onde você havia perdido...
...A alegria de nos contagiar?
Será que havia esquecido?
Onde é que ela foi parar?

Antes que eu possa te devolver a caneta
Quero um sorriso sincero
De seus lábios ver brotar

Morrer de amor não vale a pena
Apenas vale, viver pra amar


Débora Vasconcelos

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

O PONTO


Às vezes passo do ponto
Às vezes durmo nele
É tão difícil se achar o ponto
De um doce, de um amor, de um azedar
Não sei qual é o ponto certo
O momento de se falar
E aponto contra eu mesma
Se preciso alguém culpar
Logo entro em desespero
Por não saber pontificar
Então apronto de outro jeito
Sem ponto aprender dar
Em vários nós que transbordarão
E que se afrouxaram
Sem eu notar

Débora Vasconcelos

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

ANTI SALA DA SEPARAÇÃO - 26/08/10


Tive uma reação alérgica
Quando vi tanto amor
Transformado em moléstias
Quando percebi que são poucos que saem ilesos
Sem hematomas no peito
Que conseguem novamente acreditar
Em uma situação que já deu tanto errado no passado
Entrei em choque anafilático
Quando percebi que não sarei
Que ainda busco culpados
No meu egoísmo barato de querer tudo pra mim
De não saber mais dividir
Depois que eu fui roubada
Depois que percebi que nada vale nada
Tanto quanto o que se tem no coração
Essa paz de mim furtada
Talvez virá na madrugada
Em um abraço sem fim
Se alguém souber dá-lo pra mim
Mas ainda tenho medo
Do estado civil: Casada
Não quero que termine aqui
E por medo do fim
Não começo
Vivo no meio de um amor
Meio que retrocesso
Meio que deixo de viver
Por medo de perceber o quanto vale a pena amar
E saber que se é amada
Mas ainda há coisas pra se ajustar
Pra que eu não passe novamente por aqui
Desta vez testemunhando sobre mim

Débora Vasconcelos

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

O QUE FOI QUE DEIXEI NA BANDEJA - 25/08/10

Sabe aquela frase: "- Prefiro não comentar!", pois é, descobri que ela também pode ser dita para coisas boas, tão boas que nos deixam perplexos e sem palavras. Afinal, o que dizer diante de tal homenagem que recebi em forma de comentário...

O QUE FOI QUE DEIXEI NA BANDEJA

O que foi que deixei na bandeja...
Eu já não lembro mais?
Só sei que você tinha gosto da cereja
E eu um aroma de hortelã

Você se lembra daquele disco alienígena
Nele tinha uma canção dos anos 50
Você tinha o gosto de um poema
E eu o aroma da maçã

Lembra aquela rua antiga
E aquele beco sem nome
Eu lembro que sentia sono
E você guardava a fome

Você se lembra do que eu deixei na bandeja?
Eu te escrevi um poema
E você me trouxe a maçã
Débora... Você se lembra?

Você se lembra daquele D
E do calor que fez o dia
Eu tinha na boca o gosto da cerveja
E você o olhar da poesia.

Ricardo Rossi - S.C.Sul 25/08/2010 21:35h
http://luarx.blogspot.com/

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

DIANTE D - 30/01/09

QUADRO: DUAS VIDAS - RICARDO ROSSI


E mais uma vez conversando sobre música, falávamos sobre músicas com nomes próprios como: Ana Júlia, Carla, Juliana etc... e comentei que eu amo o meu nome Débora, por ser um nome forte, marcante, porém muito difícil de ser rimado e que só conhecia uma música com meu nome (Flagra – Rita Lee)... No escurinho do cinema, chupando drops de anis, longe de qualquer problema, perto de um final feliz...Se a Deborah Kerr, Que o Gregory Peck..., mais que era realmente difícil encontrar meu nome em alguma poesia ou canção e teria que me contentar com essa música eternamente como expressão de Arte demonstrando o meu nome.
Eis que fomos para praia, nadamos muito, brincamos, corremos...mas o Ricardo não entrou na água, ficou só observando.
No outro dia repetimos o feito de ir a praia e ele não quis nem sair do apartamento.
Quando voltamos esfomeados, com tanta energia gasta com a agitação do mar.
Ele me mostrou o poema abaixo e meus olhos se encheram de lágrimas, não sabia como agradecer.
Ainda por cima ganhei esse quadro (que desde que chegou em casa nunca saiu da cabeceira da minha cama) que ele havia pintado bêbado chamado: Duas Vidas, e que representa muitas coisas na minha vida, principalmente a lembrança daquele final de semana que jamais vou esquecer.
Já se passaram mais de quatro anos e agora chegou à hora de agradecer singelamente tudo que você me deu (Arte Pura), postando aqui em meu blog a profunda admiração que tenho por ti e por sua história de vida. Meu simples, muito obrigada Ricardo.

DIANTE D

Diante da perplexidade de um “D”
Fui ao encontro do antes de vir se-a-ser
E não fomos mais que criança.
E não fomos mais que as palavras, guardadas no silêncio.
Meus olhos te buscaram...
E te vi fundir-se as águas de um mar sem fim
No escuro d’água e de um céu sem estrelas
E te vi mulher...e te quis menina...e te fiz criança
Um peixinho, que pelo mar da alma em um peito solitário,
Deixou n’água um rastro, testemunha do que vívido, agitava.
E de um “D” perplexo... Débora gritei teu nome.
E minha voz não foi além de um silêncio
E meus olhos, não foi mais que alegria, de ter na vida te encontrado.
E assim perplexo pelo “D” deixado, ao cruzarmos a ponte desta vida.
Em “D”, Débora...este meu canto, te dedico!

Ricardo Rossi
São Vicente, 22/01/2006 – 11:27h

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

ESTÁBULO – 19.08.10


Quando cheguei, ele estava com um chicote na mão.
Tinha uma doma precisa.
Queria que aquela crina que ele puxava com força, fossem meus cabelos.
Mas não demorou muito pra ele domar os cavalos, éguas, unicórnios e todos os outros bichos que havia dentro de mim.
Era pago apenas pelas aulas de equitação e de brinde me dava excitação.
Uma cara de macho, cheiro de homem. Não resisti quando ele me disse que eu era dele.
E sem previsões num dia em que tudo estava vazio, a chuva caiu sem dó. Ele me tirou do cavalo e meu corpo se debruçou contra o dele pela primeira vez. A água fez escorregar, mas as mãos dele eram cheias de certezas e permaneceram assim sem tirar dos meus seios. Eu pulei pra alcançar o seu beijo de baixinha que sou. Atracados corremos já encharcados por dentro e por fora, para o estábulo.
Abriu minha camisa num movimento só, eu me esquivei e ele me domou. Fugia do que eu mais queria, lutamos de amor.
Eu que sempre quis parecer sexy pra ele, me via ali despida de vaidades, no meio do feno, com os cabelos grudados no corpo com a água da chuva ou do suor.
- Ah! E como eu suei!
E quem diria? A melhor aula de cavalgada que tive na vida, foi dentro e não fora do estábulo.
Débora Vasconcelos

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

ANEL SEXTAVADO – 17/08/10


Sextavado era o anel de Cecília
Mas ela não sabia o que era sextavado.
Ela o havia achado, escondido, quase que embaixo do trilho do trem.
Sextavado era o sentimento que Cecília tinha por um homem.
Seguro por seis pilares desnivelados:
Solidão, aconchego, raiva, remorso. Amor e Ócio.
Ódio não! Isso era pesado de mais para o corpo frágil de Cecília.
Que caminhava entre os arrependimentos de sua vida, sobre os trilhos do trem.
Intenção nenhuma ela tinha de se matar, tentava mesmo era juntar as latinhas atiradas pelas janelas apressadas.
No meio do lixo o luxo de um anel sextavado, que vivia ali largado, assim como ela, nos trilhos do trem.

Débora Vasconcelos

terça-feira, 17 de agosto de 2010

3000 VISITAS


Galera, estou muuuuito feliz, muito obrigada pelas 3000 visitas.
Não estou com tempo para digitar as coisas que estou escrevendo e ultimamente estou fazendo alguns artesanatos, desenhos e outras coisinhas também. Mas eu não vou abandonar o blog não. Quero agradecer aos novos seguidores, infelizmente não estou conseguindo nem divulgar o blog, fico curiosa sempre que alguém novo me acha...Muito obrigada a todos que deixam comentários.
Fiquem com Deus!!!
Beijitos
Débora Vasconcelos

AO MENOS AMOR


Amanheci despertando amor
Amei assim a minha batedeira velha com a bacia remendada que comprei na época de faculdade, já usada, pois com ela faço bolos tão bons, ou ainda melhores, do que quem tem uma batedeira cara
Amei o quebra-cabeças emprestado que consegui finalizar, exposto ali na mesa
Amei meu cobertor velho que me esquenta, quando vi um gato com a pata quebrada, procurando meu tapete pra se esquentar
Amei minha casa bagunçada, pois tenho saúde e a oportunidade de arrumá-la
Amei assim sem mais nem menos a minha rotina desregrada que sempre se atrapalha na hora em que preciso me disciplinar
Amei meus livros espalhados, os cadernos escritos amontoados
Amei ter isso pra deixar
O amor que do meu peito se espalha pelos lugares que passo, pelas conquistas que faço
Amei ter ao menos Amor pra dar


Débora Vasconcelos

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

UMBIGO – 11/08/10


Parece que está paralisado
Mas se movimenta imperceptivelmente
E com a passagem do tempo
As coisas mudam sem que você se dê conta
E quando viu, já foi
E quando teve, já perdeu
E quando valorizou, já morreu
Atrás das sombras tenta se esconder
Pra não demonstrar toda sua dor
Ainda sente dor
Não sabe se desculpar
Porque prefere fingir que nada lhe incomoda
Talvez não faça diferença mesmo
O que fez diferença já passou
E agora arrasta os dias na sola dos pés
De cabeça erguida
Com o único sentimento que lhe sobra
Orgulho
É o que sustenta sua coluna e o teto de vidro
Tão triste viver assim
Mas ele prefere, a amargura em vez de sorrisos
Em vez de amigos e histórias pra contar
Não sabe se desculpar
Não sabe se interessar por algo que não seja o próprio umbigo
Débora Vasconcelos

MÚSICA O UNIVERSO A NOSSO FAVOR - Charlie Brown Jr.

Composição: Nicolas C / Danilo C / Rodrigo C. / Vitor I. / Chorão

Meus olhos hoje brilham mais
O mundo roda e tudo muda num instante
Procure a luz que vai te libertar
Eu vejo, aprendo e sou capaz
De transformar o medo em algo irrelevante
Sem grades pra me aprisionar

Meus olhos hoje brilham mais
Aquele beijo vindo intenso como antes, da luz que pode libertar
Eu vejo, penso e sou capaz
De viajar o mundo todo num instante
Sem apegos pra me ancorar

Então dorme anjo
Meu pensamento voa livre, leve e solto, louco
O universo inteiro conspira a nosso favor (2x)

A natureza sempre traz
Todas as formas pra se atingir o estado
Os tormentos não vão te alcançar
E nada é mais eficaz que o pensamento positivo amplificado
Sem anseios pra te aprisionar

E se você observar o mar
Vai ver que a vida é mutante como a cidade
Ninguém pode nos rotular
Perder, ganhar, deixar rolar
Intensidade agora em algo novo
A vida tem que se renovar

Então dorme anjo, não vale a pena preocupar-se por tão pouco
O universo inteiro conspira a nosso favor (2x)

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

OUTRA ATMOSFERA – 05/08/10

Não sei se é porque nos vemos pouco
Ou se por pensarmos parecidos
Não sei se é porque não somos exatos
Ou porque somos mais que amigos
O amor inabalável de amantes destemidos
Não sei ao certo porque é
Mas ele me faz estar em outra atmosfera
Muda até o meu ar
Vê-lo depois de dias de espera
Diferentes para o mundo, no nosso universo somos iguais
Maior valor ao que não tem sentido
Pra quem ainda não sabe que o simples é majestoso
Que um sorriso tem que ser gostoso
Sem falsidade no olhar
Corpos automaticamente atraídos
Como imãs querem se colar
Quebramos todo o mecanismo
Do que tem regra pra se alegrar
Não buscamos respostas
Ao que basta apenas se entregar
Um abraço
Um gemido
Algo bom é concordar
Em outra atmosfera estamos mais vivos
Respiramos do mesmo ar

Débora Vasconcelos

ANTES - 29/07/10

Antes de ter casa
Quero ter asas
Antes de ter um
Quero ter outros
Antes de ser sua
Quero ser minha
Antes de você perceber
Eu já parti
Antes de você entender
Já me perdeu
Antes de eu voltar
Vou ir
Pra muito além de mim
E de tudo que você conheceu
Antes fosse fácil
Só antes
Agora é difícil mudar o que houve...Antes



Débora Vasconcelos

MÚSICA: 20 e POUCOS ANOS – Fábio Jr

Composição: Fábio Jr

Você já sabe
Me conhece muito bem
Eu sou capaz de ir
Vou muito mais além
Do que você imagina...

Eu não desisto
Assim tão fácil meu amor
Das coisas que
Eu quero fazer
E ainda não fiz

Na vida tudo tem seu preço
Seu valor
E o que eu quero dessa vida
É ser feliz

Eu não abro mão...
Nem por você

Nem por ninguém
Eu me desfaço
Dos meus planos

Quero saber bem mais
Que os meus 20
E poucos anos...(2x)

Tem gente ainda
Me esperando prá contar
As novidades que eu
Já canso de saber

Eu sei também
Tem gente me enganando
Ah! Ah!Mas que bobagem
Já é hora pra crescer

Eu não abro mão...
Nem por você

Nem por ninguém
Eu me desfaço
Dos meus planos

Quero saber bem mais
Que os meus 20
E poucos anos...(4x)

quarta-feira, 28 de julho de 2010

CEMITÉRIO DE PALAVRAS – 09/07/10

Ilustração: Tiago Costa
http://www.tiagocostailustra.blogspot.com

Há um cemitério de palavras embaixo da língua
Aquelas que não foram ditas
Permanecem ali enterradas
Vivas, mas enterradas
Abafadas pelos beijos de despedidas e chegadas
Às vezes elas querem submergir, trazendo o veneno à tona ao paladar e cuspindo fogo como dragões medievais
Mas prontamente a saliva alheia abranda essa intempestividade das palavras não faladas
E elas se armazenam amontoadas
Sem vingar


Débora Vasconcelos

MÚSICA: MARTELO BIGORNA – Lenine

Composição: Lenine

Muito do que eu faço
Não penso, me lanço sem compromisso.
Vou no meu compasso
Danço, não canso a ninguém cobiço.
Tudo o que eu te peço
É por tudo que fiz e sei que mereço
Posso, e te confesso.
Você não sabe da missa um terço

Tanto choro e pranto

A vida dando na cara
Não ofereço a face nem sorriso amarelo
Dentro do meu peito uma vontade bigorna
Um desejo martelo

Tanto desencanto
A vida não te perdoa
Tendo tudo contra e nada me transtorna
Dentro do meu peito um desejo martelo
Uma vontade bigorna

Vou certo
De estar no caminho
Desperto.

GRITAR

O grito às vezes é a única saída pra expressar aquilo que não sabemos dizer
Nele saem feridas, alegrias, magoas
O grito é a única maneira de arrancar do centro aquilo que nos deixou fora do eixo, quando o equilíbrio falta o grito vem resolver


Débora Vasconcelos

quinta-feira, 22 de julho de 2010

RECOMEÇO – 22/07/10


Escorreguei quando pensei que estava segura
Me segurei quando pensei que estava caindo
Saí de perto quando pensei que estava longe do que eu queria ser
Me aproximei de mim, quando pensei que estava longe de casa
Descobri nos lábios desconhecidos uma segurança que nunca tive
A segurança de me arriscar a ponto de ser eu mesma
E de peitar uma decisão tão simples que é VIVER
Compreendendo que nem sempre é aquilo que parece ser
E o que realmente é, nem sempre foi daquele jeito
E que ainda pode mudar
Assim como eu mudei
A partir do momento em que me aceitei
Sendo quem eu podia ser
E melhorando a luz dos que estão a minha volta
Tentando mostrar a beleza do nascer de um novo dia
E a possibilidade de recomeçar


Débora Vasconcelos

segunda-feira, 19 de julho de 2010

A RECOMPENSA - 20/05/09

Você deixa de ser menina
Você deixa de ser metida
Você deixa de ser mimada
Você deixa de ter certeza
Você deixa de ser apenas forte
Pra se tornar uma fortaleza
Você deixa de ser fresca
Deixa de ser cretina
Volta a ser menina
Pra entender que Deus tem propósitos maiores
Você se transforma em mulher
Você nem sabe direito o que quer
Você só pede a Deus por dias melhores
Você vive e se satisfaz
Pra você agora nada é de mais
Você já foi além do que só aquilo que vento trás
Buscando realizar seus ideais, virando os seus mundos do avesso
Pra haver de novo o recomeço
E uma recompensa maior
Você não tem medo de ir adiante
Por mais que seja tudo tão inconstante
Não vale a pena voltar atrás
Você se olha no espelho e sente orgulho de si mesma
E em busca da sua própria natureza
Abre os braços e sente paz
Essa é a melhor das recompensas
Nada e nem ninguém pode te dar mais
Do que a tranquilidade da consciência

Débora Vasconcelos

quinta-feira, 15 de julho de 2010

BOLO DE MILHO – 15/07/10

Bom é o cheiro do bolo de milho que fiz pro meu amor
É ele me esperar esquentando a cama, embaixo do cobertor
Bom é ter pra quem ligar quando anoitece
Mesmo que seja pra discordar de vez em quando
Bom mesmo é tomar banho junto
Sem vergonha, sem pudor
Bom é puxar os cabelos na hora H, na hora G, na hora Ah!
Bom é me derreter como a manteiga quentinha no bolo de milho
Bom é ter amor pra dar e ter pra quem dar
E dar...
E ganhar...
Feito surpresa como bolo de milho
Feito um afago no rosto sem esperar
Débora Vasconcelos

segunda-feira, 12 de julho de 2010

CICATRIZES – 12/07/10


Ta tarde pra você querer mudar as coisas num abraço
Ta tarde pra me prender no seu laço
Que sempre foi frouxo de gratidão
Ta tarde pra me ver como sou
Seu espelho se quebrou nesta longa caminhada
Já não há mais alvorada
Em tamanha imensidão
Eu já não consigo enxergar algo a brilhar dentro do seu coração
Que é tão sombrio e deserto
Como a própria solidão
Ta tarde pra você me domar pelos cabelos
Se nem um fio de esperança sobrou
Isso já não é amor
Ta tarde pra plantar canaviais
Ta tarde pra entender os ancestrais que brotam dos meus olhos e minhas mãos
Você se confundiu e eu nem vi
Que o caminho não era por ali
Agora ta tarde pra voltar
E eu segui
No que era mais improvável aceitar
De um destino infeliz
Eu ainda consigo visualizar beleza
No que você acha ser tormento
Então ta tarde pra trazer pra dentro
O que sempre ficou lá fora
Ta tarde
E o que é tarde demora
Demora de mais pra cicatrizar
Débora Vasconcelos

MÚSICA: EU QUERIA TER UMA BOMBA – Barão Vermelho

Composição: Cazuza

Solidão a dois de dia
Faz calor, depois faz frio
Você diz "já foi" e eu concordo contigo
Você sai de perto eu penso em suicídio
Mas no fundo eu nem ligo

Você sempre volta com as mesmas notícias
Eu queria ter uma bomba
Um flit paralisante qualquer
Pra poder me livrar
Do prático efeito
Das tuas frases feitas
Das tuas noites perfeitas

Solidão a dois de dia
Faz calor, depois faz frio
Você diz "já foi" e eu concordo contigo
Você sai de perto eu penso em homicídio
Mas no fundo eu nem ligo

Você sempre volta com as mesmas notícias
Eu queria ter uma bomba
Um flit paralisante qualquer
Pra poder te negar
Bem no último instante
Meu mundo que você não vê
Meu sonho que você não crê

TEATRO: MACBETH


Ontem assisti a peça: Macbeth com Renata Sorrah e Daniel Dantas, pra quem gosta de drama, recomendo. Preparem-se são três horas de espetáculo.
Bjs
Débora Vasconcelos

terça-feira, 6 de julho de 2010

ARTE TEM VIDA PRÓPRIA


A tinta nem secou e você já quer enquadrar
Sempre limitando tudo
Deixa eu pintar
E se respingar na parede
Qual é o problema?
Nem tudo a gente pode guardar pra gente
Às vezes tende a ultrapassar
Mas sua vida é toda demarcada, sempre restringida ao nada do que é original
Já escolheu o lugar na parede
Do que eu nem sei se terminei
Arte tem vida própria
Não adianta te explicar, eu bem que tentei
Enquanto você mede
Eu rabisco, não vejo nenhum risco de poder me expressar
E o que você fala eu abstraio
Enquanto pinto o meu quadro, abstratando o seu olhar
Tento extrair da tela o que você não consegue ver
Tento sugar de mim o que você não é capaz de sorver
Débora Vasconcelos

quarta-feira, 30 de junho de 2010

MERO ADMIRADOR QUE SE ESCONDE – 26/04/10

Às vezes ela passa longe daqui, ainda assim a espero, sem saber se ela vai vir ou ir por aí a cantar, a encantar meus olhos, minha vida, meu ar
Ela nem pensa em mim
Mero admirador que se esconde
Ao mesmo tempo em que quero, tenho medo de sua presença radiante
Ao mesmo tempo em que espero, sinto que ela nem sabe que eu existo
Então o que me resta é esperar ela passar e tentar decifrar em seu modo de andar o seu humor de hoje

Ele pensa que não o vejo e faço graça cantando sozinha, mostrando ser quem não sou
Se ele soubesse da minha vida, nem ia querer meu amor
Então rebolo ou sorrio para alegrar o seu dia (já não tenho vergonha de muitas coisas)
Tento levar-lhe a alegria que já não existe em mim
Ele me observa escondido e eu também desenvolvi uma técnica para saber quando ele esta ali atrás da cortina entreaberta, apenas esperando por mim
Eu jogo o cabelo e tento parecer bonita e sadia
Ele nem imagina quanta dor trago aqui dentro de mim
A melhor parte do meu dia é passar por ele e fingir que não o vejo pra me sentir desejada
E me pergunto, o que farei se um dia ele não estiver mais ali? Ou o que ele fará quando meus passos não passarem mais por aqui? Pela primeira vez espero que meu tratamento no hospital do bairro dele dure e que minha vida também, para que um dia eu possa dizer-lhe que sempre o observei, pois sei que ele é tão triste como eu
E eu que pensei que não podia fazer mais ninguém feliz, agora quero viver para alegrá-lo

Débora Vasconcelos

MÚSICA: ANDREA DORIA - Legião Urbana

Composição: Dado Villa-Lobos / Renato Russo / Marcelo Bonfá

Às vezes parecia
Que de tanto acreditar
Em tudo que achávamos
Tão certo...

Teríamos o mundo inteiro

E até um pouco mais
Faríamos floresta do deserto
E diamantes de pedaços
De vidro...

Mas percebo agora

Que o teu sorriso
Vem diferente
Quase parecendo te ferir...

Não queria te ver assim

Quero a tua força
Como era antes
O que tens é só teu

E de nada vale fugir
E não sentir mais nada...

Às vezes parecia

Que era só improvisar
E o mundo então seria
Um livro aberto...

Até chegar o dia

Em que tentamos ter demais
Vendendo fácil
O que não tinha preço...

Eu sei é tudo sem sentido

Quero ter alguém
Com quem conversar
Alguém que depois
Não use o que eu disse
Contra mim...

Nada mais vai me ferir

É que eu já me acostumei
Com a estrada errada
Que eu segui
E com a minha própria lei...

Tenho o que ficou

E tenho sorte até demais
Como sei que tens também...

DISSECAR RELÍQUIAS – 30/06/10

Você sabe dissecar relíquias da minha alma
Você desaperta em mim tesouros que nem me pertenciam antes de você chegar, e agora são todos meus e seus
Você bordou meu nome em sua pele, com lantejoulas de amor
Você propaga a luz que reflete de seus olhos no que hoje eu sou
Você invade o meu vazio e quando me dou conta esta cheio de coisas fora do lugar, só pra eu arrumar e me entreter com o que é você
Você tempera o meu sabor
Você cava com as mãos dentro do meu coração, buscando estrelas do mar
Você descobre os cantos que escondo de ilusão
E me trás à tona na felicidade da realidade de suas mãos
Estamos nos despedindo num abraço
Em seus espaços eu me perco e me acho
E você briga pra chamar atenção
Eu lembrarei dos meus pés encontrando os seus de madrugada em forma de perdão
Eu lembrarei de caricias inesperadas interrompendo ciclos de tensão
Não sei o que esta por vir e aonde iremos
Não tenho essa pretensão
Me basta te ter agora fazendo jorrar vida do meu coração
Débora Vasconcelos

terça-feira, 22 de junho de 2010

SACRISTIA – 19/06/10

Luz de sacristia por si só é poesia, tocando vestido de noiva então vira canção.
A insegurança e a alegria na fisionomia dela, seguem o ritmo de passos descompassados do salto alto no chão.
Aperta as mãos ainda vazias, sem aliança, sem buquê, sem criança.
Deixa pra pensar na última hora o que devia ter visto antes.
Houve um desvio no caminho do carro direto para o altar, ela resolveu ir para a sacristia.
E não adianta querer lhe perguntar, ela quer ficar sozinha.
Está tudo na cabeça dela: as dúvidas, os medos, as transformações.
Essa parada ali é porque já não esta mais apaixonada, então consegue ver além das flores.
Mas o amor é real e sabe que pode superar diversas situações.
Porém ela precisava deste último momento só dela, a partir dali tudo teria divisão.
Lembrou-se da mãe já falecida que descobriu tardiamente que o maior bife tinha que ser dela, pois ela o merecia. “Homem não lava panela”.– era o que sua mãe dizia.
Passou na mente as separações de amigas, passou nos braços os filhos delas, “crianças lindas”, e a voz de casais que deram certo se chamando de “Amor” com amor nos olhos.
Com tantas passagens borbulhando em sua cabeça, havia em si uma certeza, a de querer se arriscar.
Deixou então a sacristia rumo ao altar.
Débora Vasconcelos

quarta-feira, 16 de junho de 2010

J.J. – 11/06/10

Distraída ando cambaleando pelas ruas de Nova York, nada de glamour quando não se percebe que a saia esta presa na calcinha e que todo mundo olha pra sua cara por já ter visto sua bunda.
Saída de balada é assim, cheia de histórias pra contar.
Acordo a não sei quantas milhas de casa, um clarão tão intenso que parecia que o sol estava dentro do quarto, mas era só o efeito da ressaca.
Vejo Jonny ainda dormindo, pelo menos lembrava o nome dele. Penso em procurar a carteira dele, pegar um dinheiro e chamar um taxi.
- Cadê minha calcinha? - I acho que falei alto de mais, acordei Jonny. Ainda estou descordenada.
Ele olha estranhando como eu o impacto da claridade. Não sei nem por onde começar. Pergunto onde estamos.
Ele responde:
- Na minha casa.
- Em que bairro estamos?
- Philadelphia.
- Puta que pariu, como assim? Longe pra caralho de casa!... Onde está minha calcinha?
- Olha pela janela.
Só vejo um ponto vermelho na grama.
- Porque você fez isso, seu doido?
- Foi você quem fez. – disse sorrindo.
Só então reparei o quanto ele era bonito.
- Porque você está com pressa? Podemos tomar um banho, um café, um vinho, champagne se quiser...
- Você tá doido? Quero ir pra casa!
- Pra fazer o quê? Hoje é domingo!
Comecei a gostar da idéia de tomar café, minha barriga só faltava falar, enquanto isso, vi o cachorro do vizinho pular o pequeno cercado de arbusto e levar minha calcinha. Vermelha. Deve ter pensado que era carne.
Pergunto:
- Você sabe meu nome?
- JOANAAAAAAAA...(palmas)... JOANAAAAAAAAAA! - minha vizinha Adélia, chamando no portão pra me entregar um queijo de Minas que trouxe pra mim, interrompendo meu segundo sonho com Jonny. Filha da puta!!!
Débora Vasconcelos

TRISTE MAS BONITO

Débora Vasconcelos

sexta-feira, 11 de junho de 2010

A ESTRANHEZA DO NOVO – 11/06/10


Ela não queria fechar a mala, sabia que a partir dali seria diferente, sentada em cima dela pensava se poderia sobreviver com tão pouco, se poderia conviver com tão muito que seus olhos teriam que vislumbrar.
Batia em forma de melodia o seu coração, uma canção que ela desconhecia e já anunciava a estranheza do novo.
Ainda com medo, passou o ziper e arrastou até o carro com certa dificuldade, como se além do peso houvesse um imã imaginário que exercesse uma força incondicional.
Deixou as chaves na porta para demosntrar a si mesma que nada mais ali lhe importava. Decidiu seguir.
Horas de carro e música chata, os bons CD´s estavam compactados em um arquivo no computador portátil.
A medida que se distanciava daquele lugar, se aproximava de si mesma e de sentimentos que não fluiam naturalmente, barrados pela razão.
Uma crise de choro, parou no acostamento, não conseguia mais dirigir, batia no volante, soluçava, gritava na escuridão de sua própria alma, que só então pode ver.
- Quanto tempo perdido? Ela se perguntava.
E tudo que ela se impedia de sentir veio a tona, pois já não tinha mais o relógio para lhe controlar.
E não dever satisfação era tão bom que lhe deu medo de encarar.
Começou a rir e se perguntar: - Como algo tão bom, pode causar tanto medo?
Ria e chorava, descontroladamente. Se acalmou depois de um tempo e voltou a dirigir.
Viu uma velhinha estendendo roupas numa casa beira de estrada. Parou o carro e pediu abrigo na maior cara de pau. Disse que estava precisando dormir, que pagaria pela estadia, mais que não podia mais dirigir.
A senhora relutou de início, foi até a garagem conversar com seu marido, voltou e disse que ela precisava pagar adiantado e em seguida abriu o portão pra ela colocar o carro no quintal.
Sorriu então com gratidão, algo que já não lembrava direito que existia.
Ali o mecanismo havia se quebrado.
Depois de um banho, a sopa estava na mesa, e ela admirava a cumplicidade do casal. Enquanto a senhora servia os pratos, seu esposo cortava as rodelas de pão, eles conversavam com respeito e atenção, então novas perguntas surgiram no coração dela: - Será que sempre foi assim? Será que sempre se deram bem? Ou será que a velhice foi a responsável por acalmar a pressa dos seus corações, pra que eles vivessem o lado belo do amor, a cumplicidade?
Por fim, se perguntou: Porque não fui digna de viver um grande amor, e tinha que me enfiar no trabalho pra não ter que conviver com o marido que acabei de deixar?
E pela primeira vez, admitiu que o erro também foi seu, por não saber a hora certa de parar, deixando tudo mais dolorido, pelo peso das palavras que não ficaram no quarto junto com a mala, mas que vira e mexe voltavam ardentes em sua mente.
E não se perdoou por ter deixado chegar a esse ponto, ultrapassando os limites do respeito.
E percebeu que buscar culpados sentada na varanda, sob um céu magicamente estrelado como aquele, era quase que pecado e que não iria mudar nada.
Agora a mala já tinha sido aberta para novas experiências, como ver estrelas, que há anos ela não reparava. A decisão estava tomada e agora ela teria que se acostumar com a estranheza do novo

Débora Vasconcelos

terça-feira, 8 de junho de 2010

DECIDIR E SENTIR - 11/05/10

Um dia, decidi que te “amava” e te “amei”
Mas um dia bem antes disso, assim sem decidir...eu Senti o amor de verdade, totalmente Avassalador, Incontrolável e Insubstituível
Um dia eu descobri que não precisava tê-lo perto pra amá-lo e deixei
ele ir
Um dia, decidi “amar” de novo e “amei”, casei, tive filhos...mas mesmo com tudo isso, dentro do peito a certeza que esse amor que eu decidi não é nada, comparado ao amor que Senti e ainda Sinto vibrar em mim
Débora Vasconcelos

PARA QUE OS HOMENS ENTENDAM – 20/05/10

Sabe aquela força que a Kryptonita exerce sobre o Super Homem?
Então, é aquela mesma força que o amor dele exerce sobre mim, só que ao contrário, em vez de repelir, atrai.

Débora Vasconcelos

segunda-feira, 7 de junho de 2010

ALÉM DO QUE PODEMOS SER – 05/06/10

Capa do álbum: Feijão com Arroz - Daniela Mercury

ALÉM DO QUE PODEMOS SER – 05/06/10
Acho que tenho algum problema nas vistas
Vejo os dois da mesma cor
A cor indefinível do amor
Enquanto todos me falam
Que ele é negro e ela branca
Eu não consigo enxergar
Vejo apenas a cor do amar
A cor que muitos não querem mais ver
Preferem definir o que não se pode descrever
Apenas é possível sentir como neste abraço infinito
Tão bonito que em si leva sua própria cor
Emanando energia multicolor
Que preenche os vazios
De quem não tem medo de ver
Que as diferenças são belas, necessárias e eternas
Mas que é preciso crer
Que o amor é colorido
Além do que podemos ser

Débora Vasconcelos

MÚSICA: ALMA NÃO TEM COR - Karnak

Composição: André Abujamra

Alma não tem cor
Porque eu sou branco
Alma não tem cor
Porque eu sou negro
Branquinho, neguinho
Branco, negão
Alma não tem cor
Porque eu sou branco
Alma não tem cor
Porque eu sou negro
Percebam que a alma não tem cor
Ela é colorida
Ela é multicolor
Azul, amarelo, verde, verdinho, marrom
Cê conhece tudo,
Cê conhece o reggae
Cê conhece tudo né,
Cê só não se conhece

quarta-feira, 2 de junho de 2010

NOSSO LUGAR NO TEATRO DA VIDA – 31/05/10 – 3:10h

Você trouxe o aroma de lá
De onde eu vim de outras vidas
Nos seus olhos pude encontrar
Uma parte minha quase esquecida
Você me fez lembrar

Eu que andava aborrecida
Me entreti no seu olhar
Minutos de uma conversa tão amiga
Fez a alegria eu retomar

Me senti tão desinibida
Como se eu pudesse me mostrar
Afinal, você vinha de onde eu vinha
Não tive vergonha de lhe contar

Coisas que provavelmente você sabia
Apenas observando o meu olhar
Dividi uma obsessão tão minha
De voltar pro seu lugar

Mas no teatro de nossas vidas
Não podemos apenas ensaiar
Devemos estrear com alegria
Nosso lugar é onde nosso coração está
Débora Vasconcelos

terça-feira, 1 de junho de 2010

ESCRITORA, EU?

O que é um escritor?
É aquele que escreve um livro?
Ou aquele publica colunas diárias num jornal?
Ou é aquela pessoa que mantém as páginas de seus diários desde criança preenchidas e atualizadas?
Ou seria um escritor aquele que tem um blog, seja lá sobre o assunto que for?
O que define um escritor?
Seriam escritores apenas aqueles que fazem parte da história, como Anne Frank com seu diário, ou Einstein com temas científicos e suas teorias, ou seriam apenas aqueles mundialmente famosos como Paulo Coelho e tantos outros, ou aqueles que conquistam pela sua simplicidade e até erros de português como escritores de Cordel?
Procuro insistentemente dentro de mim uma resposta para essa pergunta que me acompanha desde criança: - Então afinal, o que é um escritor?
Lembro-me de uma vez que um amigo me chamou de escritora e eu o repreendi de imediato, dizendo que não me considerava escritora, pois nunca tinha ganhado nenhum tostão furado com meus escritos.
Mas será mesmo que somente é escritor quem ganha dinheiro com isso?
Claro que eu gostaria muito de viver de escrita. Mas nunca me passou pela cabeça deixar de escrever por não ganhar dinheiro.
Será que ser escritor é ter essa paixão acessa que não cessa, sem se importar com o que foi, com o que virá, tendo dentro de si essa ganância de escrever que nunca é saciada, independente do dinheiro ou do que os outros vão pensar?
Pelo menos eu achei neste meu ato de escrever uma recompensa que não há dinheiro no universo que pague, que é o poder de fazer amigos através de meus escritos, conhecer pessoas que eu admiro e nem conhecer ainda pessoalmente quem me admira de longe, muito longe, mas pessoas queridas que já fazem parte da minha vida.
Taí, conhecer gente do bem devido ao que escrevo, é o meu maior estímulo pra continuar escrevendo mais e mais, sem precisar ser chamada de escritora.
Débora Vasconcelos



* Quando criança, escutei isso não lembro de quem, mais nunca mais esqueci e quero compartilhar:
A Amizade é o único sentimento realmente compartilhado, precisam que duas pessoas sintam o mesmo sentimento para que exista, afinal você pode dizer que ama, odeia, ou sente medo de alguém que nem sabe que você existe, mais não tem como dizer que você é amigo de uma pessoa que não compartilhe essa amizade com você também. Então poder fazer amigos é algo magnífico pra mim, ainda mais quando é por causa de algo que eu gosto tanto de fazer como é a escrita.

Débora Vasconcelos

ATUAL SONHO DE COSUMO


A BELEZA DA MADRUGADA - 31/05/10


Ainda há beleza na madrugada
Mesmo quando se está só e o sono não vem
Mesmo com o barulho da chuva no telhado propício pra dormir
E a insônia é o que se tem
Ainda há beleza no chá
Na escrita amiga
Nos pensamentos fora de lugar
Ainda há uma beleza escondida
Nas madrugadas onde as respostas ficam longe
E as dúvidas não se aquietam como as cinzas do incenso
Ainda sim há beleza na madrugada
Em que o coração dispara
Enquanto o mundo se acalma
Pra daqui a pouco acordar
Débora Vasconcelos

AUTO RETRATO - 1998

Pintei essa tela quando tinha 15 anos, mas nem me liguei que estava pintando um auto retratro.


Débora Vasconcelos

ARRITMIA – 20/05/10

Que desses novos horizontes
Nasçam desejos incontroláveis
Que deles nasçam poema inesquecíveis
Versos realmente memoráveis

Que desses novos horizontes
Nasçam forças indescritíveis
Nasçam segredos inquestionáveis
Que deles nasçam o que você não pôde me dar
O que nem eu de você pude tirar

Que desses novos horizontes
Nasçam novas chances
Novas maneiras de agir e pensar
Que deles nasçam novas formas de conduzir a vida que se desgasta

Que desses novos horizontes
Eu possa me encontrar
Possa também me despedir
Sem me despedaçar

Que nesses novos horizontes
A alegria seja plena
A realização seja tão intensa
Como todas novas cores

Que nesses novos horizontes
Eu me preencha de sabedoria
Que haja uma arritmia
De desenvolvimento e certezas
Débora Vasconcelos