PARA QUE POSSA EXPERIMENTAR-SE POR INTEIRO !
Débora Vasconcelos
sexta-feira, 30 de abril de 2010
MENINA MULHER – 30/04/10
Amores em meu coração
Um dom em minha caneta
Uma caneta em minhas mãos
Carrego luz em meu olhar
E curiosidade leve de criança
Não tenho medo de amar
Sou cheinha de esperança
De que a vida vai melhorar
Com meu esforço de cada dia
Com a oração no meu peito
E com a luz de Deus que me guia
Carrego muitas vidas na mente
Já me livrei de várias serpentes
Assim como também já fui uma delas
Agora sou feita de paz
Mas ainda mordo a maçã mais bela
Meu travesseiro é fofo
E ele sabe todos meus sonhos
Minha cama é o meu conforto
Eu tenho braços em que me acolho
Nem todos dias são de sol
Mas nem sempre a chuva atrapalha
Carrego a luz do luar
Nas noites iluminadas
Carrego tranças em meus cabelos
E na nuca algo a se decifrar
Só mesmo eu sei o significado
Do meu modo de amar
Sou feliz de mais da conta
Sou menina, sou mulher
Carrego alegria em meu peito
Faço feliz quem me quer
Débora Vasconcelos
quinta-feira, 29 de abril de 2010
MÚSICA: NÃO ENCHE - 29/04/10
Me larga, não enche
Você não entende nada
E eu não vou te fazer entender...
Me encara, de frente
É que você nunca quis ver
Não vai querer, nem vai ver
Meu lado, meu jeito
O que eu herdei de minha gente
Eu nunca posso perder
Me larga, não enche
Me deixa viver, me deixa viver
Me deixa viver, me deixa viver...
Cuidado, oxente!
Está no meu querer
Poder fazer você desabar
Do salto, nem tente
Manter as coisas como estão
Porque não dá, não vai dá...
Quadrada! Demente!
A melodia do meu samba
Põe você no lugar
Me larga, não enche
Me deixa cantar, me deixa cantar
Me deixa cantar, me deixa cantar...
Eu vou
Clarificar
A minha voz
Gritando
Nada, mais de nós!
Mando meu bando anunciar
Vou me livrar de você...
Harpia! Aranha!
Sabedoria de rapina
E de enredar, de enredar
Perua! Piranha!
Minha energia é que
Mantém você suspensa no ar
Prá rua! se manda!
Sai do meu sangue
Sanguessuga
Que só sabe sugar
Pirata! Malandra!
Me deixa gozar, me deixa gozar
Me deixa gozar, me deixa gozar...
Vagaba! Vampira!
O velho esquema desmorona
Desta vez prá valer
Tarada! Mesquinha!
Pensa que é a dona
E eu lhe pergunto
Quem lhe deu tanto axé?
À-toa! Vadia!
Começa uma outra história
Aqui na luz deste dia "D"
Na boa, na minha
Eu vou viver dez
Eu vou viver cem
Eu vou vou viver mil
Eu vou viver sem você...(2x)
Eu vou viver sem você
Na luz desse dia "D"
Eu vou viver sem você...
A RAZÃO DE EU CONTINUAR A PUBLICAR
Graças a Deus eu recebo alguns e-mails como esse e também comentários maravilhos de diversas pessoas. Mas esse recebi de um grande amigo ilustrador da imagem do blog lá de cima, Tiago Costa http://www.tiagocostailustra.blogspot.com/quarta-feira, 28 de abril de 2010
PARA DURAR – 24/04/10
Ou como se os pingos lhe dessem força pra seguir
Ela tem um olhar fixo no horizonte e sabe bem o que quer
As pessoas a olham com curiosidade
Ela tem personalidade e sabe superar
Algo a faz andar além daquele asfalto sujo
Seus passos vão além do que podemos enxergar
Ela é segura do seu passado e não tem medo do futuro
Não tem medo de se entregar
E nessa vida não encontrou muros, que ela não pudesse de alguma forma ultrapassar
Tem raça e garra pra enfrentar o mundo, como se soubesse que poucas coisas são feitas para durar
Então ela caminha pela chuva com passos firmes, como se nada pudesse lhe atingir
CORAÇÕES MORIBUNDOS – 24/04/10
Às vezes são disfarces
Nem tudo que se imagina é sobrenatural
Às vezes nem a gente mesmo sabe
Tente primeiro entender
Sei quanto é difícil se colocar em outro lugar
Há muitos corações moribundos pra socorrer
E quase nada vão poder levar
Eu só quero ficar aqui agora
Tente não querer me carregar
A não ser que seja em seu juramento
Eu já não consigo mais continuar
Não importa quanto tempo ele passe em seu templo
O que importa é a fé que ele carrega pra qualquer lugar que vá
Se ele não me tira do seu pensamento
Eu não tenho culpa por me entregar
Por quanto tempo mais teremos que fingir
Que um dia iremos encontrar
Neste campo desmatado um lugar seguro
Para que possamos nos abrigar?
Sem mais brigar...só amar
Enquanto eles não querem ver
Nossos desejos vão se esconder
Até que estejam seguros pra se mostrarem
De uma vez por todas submergindo dos absurdos
Que juntos iremos superar
GUARDA ROUPAS – 28/04/10
Meu guarda roupas ainda esta aberto
E as traças ainda estão vivas, comendo aquele casaco velho
Eu não estou pronta de verdade
E nem adiantaria tê-la agora
Se em meu guarda roupas não posso guardá-la, pois os cupins também não foram embora
Eu não posso mudar de guarda-roupas, tenho que recuperá-lo pra um dia poder ter roupas novas, pra nele poder colocá-lo
Mas nada adiantará ter arrumado o meu guarda roupas se eu colocar novamente uma roupa infestada, cheia de pulgas, piolhos, traças. Preciso também recuperá-las
Descobri que roupas novas, também trazem defeitos
E por mais que pareça bonito um guarda roupas tão cheio
Só convém ao alheio, que nunca terá que organizá-lo
SOLITUDE – 25/04/10
Prefiro saber que mesmo com acontecimentos tão grandiosos, sou eu, quem você nunca tirou do peito
Prefiro talvez me enganar contigo novamente, mas nunca ter dúvidas do meu próprio amor
Prefiro ter consciência que sempre serei uma mulher só. E que a minha solitude é o que me faz forte
Prefiro eu ter certeza, enquanto os outros duvidam
Prefiro eu duvidar, enquanto os outros acreditam
Não que eu só queira contrariar, mas prefiro não tentar tapar o sol com a peneira
Enquanto os outros fingem que isso é vida
Prefiro criar histórias novas, do que não me desprender das já vividas
Prefiro ser eu a razão da tua vida
Mesmo que mal resolvida
Intensamente vivida
Sem ter qualquer explicação
quinta-feira, 22 de abril de 2010
EU QUERO A BAGUNÇA - 22/04/10

Eu quero a bagunça
Bagunça da nossa cama quando a noite foi pequena de mais pra tanto amar
Quero a bagunça dos meus cabelos embaraçados pelo vento, quando você me leva pra ver o mar
Quero a bagunça na cozinha, quando você inventa de cozinhar
Quero a bagunça das suas roupas lá e cá
Quero a bagunça dos nossos corações a palpitar
Tão vivos e intensos quanto nosso próprio olhar
Quero a bagunça dos DVD´s e CD´s que já não são, nem seus e nem meus
Quero a bagunça na geladeira do meu leite e do seu
Quero a bagunça dos nossos sonhos meio que atropelados, meio que enviesados e ao mesmo tempo costurados lado a lado
Quero a bagunça de te bagunçar
Quero a bagunça do nosso amor
Quero a bagunça de um feriado
Rotina, pra gente não há
MÚSICA: A LINHA E O LINHO - Gilberto Gil
É a sua vida que eu quero bordar na minha
Como se eu fosse o pano e você fosse a linha
E a agulha do real nas mãos da fantasia
Fosse bordando ponto a ponto nosso dia-a-dia
E fosse aparecendo aos poucos nosso amor
Os nossos sentimentos loucos, nosso amor
O zig-zag do tormento, as cores da alegria
A curva generosa da compreensão
Formando a pétala da rosa da paixão
Sua vida o meu caminho, nosso amor
Você a linha e eu o linho, nosso amor
Nossa colcha de cama,
Nossa toalha de mesa
Reproduzidos no bordado
A casa, a estrada, a correnteza
O sol, a ave, a árvore, o ninho da beleza
segunda-feira, 19 de abril de 2010
EU TENHO FLORES - 19/04/10
Tenho flores no meu cabelo
Tenho flores no coração
Tenho flores no corpo inteiro
Ganho flores todos os dias
Quando abro os olhos e a alegria vem no seu sorriso me visitar
Tenho flores fortes como árvores
A beleza delas de mim ninguém pode tirar
Tenho flores de amores
Tenho amores pra amar
Flores muito resistentes
Que ninguém fará murchar
Eu tenho flores e amores
Pra deles poder cuidar
Eu tenho flores....muuuitas flores
sexta-feira, 16 de abril de 2010
ROUPA SUJA – 16/04/10
Roupa suja
Tem gente que não tem em casa
E quer lavar a dos outros
Por ter muito tempo ocioso e nem da sua própria vida cuidar
Tem gente que sabe transformar em arte as manchas das roupas sujas
Tem gente que se mancha de propósito com o chocolate do amor a ponto de se lambuzar
Tem gente que só vê dor em tecidos estampados
Prefere a vida sem desenho, num tom acinzentado, pessoas com medo de amar
Roupa suja é o que falta no tanque dela, pra lavar e parar de ver o meu
Meu tanque é bagunçado mais é meu
Éh, ela inveja até as roupas sujas que eu tenho
Ela só se importa com o alheio
E as coisas que não lhe convém
Enquando eu sou elogiada todo dia
Pelos tecidos e ousadias do meu modo de vestir
Se está sujo, se esta lavado
Isso é problema meu
Dou conta do meu passado
Não vivo a vida de ninguém
Do meu tanque cuido eu
NA ESCURIDÃO DO NOSSO AMAR – 11/04/10
É ser dependente pra poder sentir
E mesmo sentindo é possível se enganar
As coisas não parecem às mesmas quando não se vê, tudo parece mudar de lugar
Amar você é mutilar meus próprios olhos, para as coisas que não quero enxergar
É no escuro que construímos nosso aconchego
Com sentimentos tão irreais, entre amor e desespero, nossos corpos se pertencem cada vez mais
Mas infelizmente você está cego também, não me vê
E eu já não posso te olhar, pois são inúmeros defeitos que iriam nos separar
Pra amar você tenho que quebrar os espelhos, não podendo nem me olhar
É da visão abdicar
Pra sentir seu amor em meu peito
Na escuridão do nosso amar
MÚSICA: TUDO BEM - Lulu Santos
Já não tenho dedos pra contar
Hoje eu não consigo mais me lembrar
Mas o teu amor me cura
Já não tenho dedos pra contar
Mas o teu amor me cura
quinta-feira, 15 de abril de 2010
CALEIDOSCÓPIO – 14/04/10
De vez em quando fecho os olhos e vejo imagens de caleidoscópio
Isso me faz feliz e me deixa suave o dia
Tinha um quando criança e terei outro algum dia
As imagens coloridas me fazem viajar em um tempo feliz e de mudanças tão rápidas como as figuras a se transformarem em minha mente
Estrelas, flores, pirâmides, cores
Mudanças infinitas
Eu e meu caleidoscópio
A infância feliz em meus olhos
Cheia de possibilidades distintas
Débora Vasconcelos
terça-feira, 13 de abril de 2010
segunda-feira, 12 de abril de 2010
DESFILADEIRO - 12/04/2010
Me arrisquei diversas vezes nas encostas dos desfiladeiros para segurar sua mão
E não sentia o perigo, apenas o meu próprio amor era suficiente pra me dar coragem
O que hoje se tornou motivo de medo, pois agora consigo enxergar o quanto me expus
E a tênue linha entre a realidade e a minha ilusão de que era algo bom, foi ultrapassada
Agora entendo que enquanto eu não percebia era bom, mesmo que ruim, era bom
Já não é mais!
Já não é mais tão surreal quanto era, não é mais entrega total como era, não é mais o que era pra mim
E o que nunca foi pra você, agora é
Difícil explicar essa relação de amor e ódio, de desejo e decepção
O caminho agora parece seguro, mais eu nunca mais sentirei o frisson do desfiladeiro, a segurança de confiar minha vida a você, nem em terras firmes eu posso reconhecer a certeza em seus olhos, pois ela já não existe nos meus
De tudo que sobrou olhando pra trás, o pouco que temos não parece suficiente para me sustentar
É estar num trampolim sem redes
Numa casa sem paredes, tentando transformá-la em lar
Eu já fui forte pra enfrentar o que viesse
Mas agora sou extremamente fraca e medrosa pra poder me aventurar tão próximo de um desfiladeiro, pra ouvir você dizer me amar
quinta-feira, 1 de abril de 2010
COM O TEMPO – 31/03/10
Com o tempo você vai se esquecer da cor do meu edredom
Vai se esquecer da luz entrando pela janela e batendo em meu corpo enquanto eu ainda dormia
Com o tempo você vai se esquecer do formato das minhas unhas
Das minhas pintas, da minha voz
Com o tempo você vai se esquecer que tentou me amar e que nunca conseguiu me fazer sentir completamente amada
Com o tempo vai se esquecer o quanto os meus pés são frios e o quanto o meu corpo era quente depois que você o esquentava
Com o tempo você vai se esquecer das fotos já emboloradas
Vai esquecer das minhas roupas, da minha letra, do meu jeito de tomar água, da espessura dos meus cabelos e dos meus lábios grossos
Com o tempo esses detalhes vão sumir
Você só se lembrará de uma história mal contada, bem terminada e muito infeliz
Ficarão só as magoas, a dor, as mentiras e trapaças
Mas com o tempo isso também há de sumir
Até que brote, em vez de lágrimas e pernas tremulas, um singelo sorriso se a gente se cruzar
E a sensação de que poderíamos ter sido felizes na juventude
quarta-feira, 31 de março de 2010
DESEJO E CORAGEM - 26/03/10
Como ela tinha vontade de abandonar aquele mundo.
Deixar as manchas na parede que tanto a incomodavam, pra que ela mesma se manchasse das cores da vida.
Beber de outros suores, sentir segurança em outros portos, se ver descabelada e completa, dona de si, de suas vontades, sem ter que pedir permissão pra ser quem realmente era, sem ter que se esconder.
Mas ela tinha um motivo pra ficar.
E envelhecer, sem provar desses sabores.
Pra depois se arrepender e ver que não valeu a pena adiar.
E que sua vida não passava de hipocrisia, como a de tantas outras que a rodeavam.
Despertar desejo...
...É mais fácil do que produzir coragem.
Esse ímpeto de arriscar é o que me falta pra realizar.
Invento desculpas que me impedem de continuar.
Me falta coragem de me lançar neste destino que me chama.
Fico adiando a certeza de que haverá mais ganhos, por medo de falhar.
E fico aqui apenas desejando.
Porque despertar desejo...
...É sempre mais fácil que produzir coragem
sexta-feira, 26 de março de 2010
FURTA COR
Mais que instrumentos e cenários
No palco há uma alma multicolor que encanta e baila em esplendor
Eu vi com olhos arregalados
Eu senti de olhos fechados
Eu estava ali naquele show
No palco passaram cenas, danças, movimentos
Dentro de mim energia e um certo alento, de poder estar ali
Eu vi!
Presenciei a arte que se expandia além do palco, da música e da poesia
A arte que pousou em mim
E como micro partículas se espalhou em tons de fantasia furta cor, na mais linda melodia de amor, na potencia da voz que se demonstrou
Em coisas tão simples assim
Eu estava ali naquele show
Sentindo isso dentro de mim
Eu vi com olhos arregalados
Eu senti de olhos fechado
Eu me renovei
Eu renasci
LENTAMENTE
De forma real e singela
Não quero sentir sua falta
E nem achar que te perdi
Quero te ver partir lentamente enquanto o rio segue seu rumo
terça-feira, 23 de março de 2010
TRIÂNGULO AMOROSO – 06/01/10
Esqueci uma caneta na cama
E ela me acordou de madrugada
Cutucando minhas costas
E me chamando pra escrever
Já passava da hora de esquecer
Já passava da hora de escrever sobre aquele assunto
Só assim pra eu transferir as sensações
Do que há dias não me fazia dormir direito
Aquietá-las num papel
Só por precaução queimá-las
E deixá-las morrer
A caneta me acordou na hora certa
Eu já quase não agüentava
Viver daquele jeito a remoer
A caneta e o papel são os melhores parceiros de cama
Um triângulo amoroso que não reclama
E um completa o outro
Nesse eterno amadurecer
Com eles posso escreve e desabafar
Eternizar, queimar e esquecer
Com eles eu sei como me satisfazer
Mesmo que eu seja acordada de madrugada
Pois não existe hora certa pra escrever
E com amor é sempre mais gostoso
Nesse triângulo amoroso
Amor não nos faz morrer
MÚSICA: SANGUE LATINO – Ney Matogrosso
Jurei mentiras
E sigo sozinho
Assumo os pecados
Uh! Uh! Uh! Uh!...
Os ventos do norte
Não movem moinhos
E o que me resta
É só um gemido...
Minha vida, meus mortos
Meus caminhos tortos
Meu Sangue Latino
Uh! Uh! Uh! Uh!
Minh'alma cativa...
Rompi tratados
Traí os ritos
Quebrei a lança
Lancei no espaço
Um grito, um desabafo...
E o que me importa
É não estar vencido
Minha vida, meus mortos
Meus caminhos tortos
Meu Sangue Latino
Minh'alma cativa...
quinta-feira, 18 de março de 2010
IÔ-IÔ HUMANO – 18/03/10
A engrenagem não funciona
Quando penso que desliguei
É quando o coração impulsiona
Seus sinais são confusos
Não consigo decifrá-los
Neste mundo inseguro
A certeza é de provocá-lo
Quando estou caindo
Vem você e me resgata
Mas me deixa sozinha
Me sentindo abandonada
E quando percebo
Lá esta você de novo
Com desejos latentes
Agora é você quem pede socorro
Neste iô-iô humano
Nossos corpos vêm e vão
Se esbarram, se pertencem
Em instantes, em fração
E assim aos poucos eu te tenho
Cada vez um cadinho mais
Eu inteira a ti pertenço
Nesses encontros sazonais
Débora Vasconcelos
terça-feira, 16 de março de 2010
EU VIVERIA POR VOCÊ! – 02/06/09
Mesmo sabendo de todos os riscos
Dos perigos a se enfrentar
Eu viveria todas as dores e angustias
Só pra de novo do seu lado estar
Eu viveria mais
Assim como eu já vivi outras vezes
Viveria em guerra, viveria na paz
Viveria sem poder te tocar
Mais eu viveria por você
Viveria sempre mais
Eu buscaria a superação
De sempre me aperfeiçoar
Eu viveria de novo
Só pra te encontrar
Mesmo sem te encontrar
Eu viveria a buscar
E eu amaria você
Mesmo sem poder te tocar
Viveria como o céu
Estando em qualquer lugar
Te buscaria entre mil olhos e olhares
Mesmo sem poder te olhar
Viveria seu mundo
Suas preferências
Pra quem sabe assim me aproximar
Eu viveria por você
Com a intenção
De sempre melhorar
Viveria sem escudos
Não estaria mais no escuro
Só pela chance de te reencontrar
Eu saberia se você
Estivesse do meu lado a passar
Meu coração sentiria
E eu viveria sem reclamar
É mais difícil escolher
Entre se viver do que morrer
Pois só eu
Viveria de novo por você
Na simples missão
De te mostrar
Que estou melhor
E de fazer você por mim melhorar
Pois eu saberia
Que a minha energia
Em qualquer lugar
Você também sentiria
Então me espere amor
De alguma forma eu vou voltar
Pois só eu viveria de novo por você
E só você saberia me vivenciar
segunda-feira, 15 de março de 2010
MÚSICA: LIVRE PRA VIVER – Pedro Mariano
Viver é bom demais
Ninguém vai me prender
Eu não me escravizei,
Nem me entreguei a você.
Sou livre para amar,
Louco pra viver esse amor.
Sou livre pra voar,
Não me importa o céu azul, ou blue.
Sou livre pra pensar,
Eu não devo nada a ninguém,
E a liberdade, é tudo que sonhei,
Eu vou viver, eu juro.
segunda-feira, 8 de março de 2010
O INCOMPARÁVEL
Porque pra ele não existe tempo
Existe apenas amor
Na mesma intensidade e verdade que no início
Porque pra ele não há início e nem fim
Só existe amor
Então ele não se martiriza com o estado das coisas
Não existe nem gordo, nem magro, nem belo, nem feio, não existem preconceitos
Existe unicamente amor
O amor verdadeiro não exige troca de favores, não exige se aprisionar, não exige desculpas ou perdões
Exige apenas amar, transcendendo o tempo, as diferenças e as discussões
O amor verdadeiro é raro de se encontrar
Mas quando encontramos, sabemos que nada pode se comparar a algo tão inexplicável assim
O amor verdadeiro não faz necessárias explicações
Pois é incomparável
sexta-feira, 5 de março de 2010
REFLEXIVOS QUE NÃO SE REFLETEM – 04/03/10
Os vejo andando em direções contrárias
Quando gostariam de estar pisando sobre o mesmo solo
Os vejo falando baixinho
Quando gostariam de estar se ouvindo
Os vejo lutando contra o destino
Quando poderiam estar amando
São reflexivos que não se refletem
Por mania de pensar
Não fazem o que os corações mandam
Por puro medo de amar
Duas estrelas perdidas
Que não sabem se encontrar
Que já se pertenceram um dia
E que se afastaram com o tempo
Agora já não sabem mais com que armas devem lutar
Reflexivos que não se refletem
Perdem tempo de se tocarem
Amor perfeito é apenas uma flor e que nem em todos os dias floresce
Ficam com receio de enfrentar
A superfície que está por vir
Quando os dois enfim resolverem submergir
E tiverem coragem de olhar tudo que está por vir
E que inevitavelmente vão lhes abalar
Afinal ainda estão vivos
E a vida é feita pra nos impulsionar
Reflexivos que carregam medo daquilo que mais os fizeram felizes
Refletem-se no vazio de corações distantes
Aproveitam apenas a lacuna que existe pra imaginarem o que o outro pensa
Enquanto poderiam estar preenchidos de realidade
Se refletindo no espelho dos olhos, um do outro
MESA- 26/02/10
Pode ter certeza que terá alguma coisa errada comigo
É na bagunça que eu produzo
É na desordem que eu crio
O QUE ERA, AFINAL? – 04/03/10
O que achei fosse amor
Foi um erro
Querer construir um futuro
Quando você tinha urgência de presente
Foi um erro
Espelhar em você minha certeza
Se as dúvidas vinham de você a todo o momento
Foi um erro
Tentar ser maior que o muro
Se pra isso era preciso estar em cima dele
Foi um erro
Te entregar tudo que eu tinha de bom
Se agora só restaram as coisas ruins pra mim
Foi um erro
Esperar até o último ou primeiro suspiro
Para enxergar o que estava explicito
Foi um erro
Achar que um dia você sentiria o mesmo que eu
Foi um erro
Acreditar que você seria capaz de fazer com que as coisas mudassem
Foi um erro
Pois o erro nos deixa tristes
Mesmo sendo tão diferentes, eu consegui confundir
Foi um erro
O que acreditei fosse amor
Mas foi apenas um erro
terça-feira, 2 de março de 2010
FENÔMENO – 26/02/10
Não vinham flores, nem vinho
Não vinha chocolate; só o vazio
De um espera sem fim
Passado anos eu decidi
Parei de te cobrar
Te trai
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
DE GRAÇA – 26/02/10
Ela ainda acha que tem volta, mas não sai.
Eu espero que ela se recupere, já morreu de mais.
Queria poder resgatá-la deste mundo, que está tão próximo da minha casa, mas que eu consigo desviar.
Vejo fagulhas de sonhos em seus olhos; que desejo não se apaguem.
- Porque você se agride tanto?
O amor assim não existe .
Também um dia pensei haver.
Mas o amor não habita mundos tristes.
O amor nasce dentro de você.
E ela não admite, que só pensa em morrer.
E durante a noite resiste.
Perambulando sem saber, o que irá encontrar depois de tudo perder.
Apenas drogas de graça e de brinde um coração partido
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
MÚSICA: LUXÚRIA - Isabella Taviani
MÚSICA: LUXÚRIA - Isabella Taviani
Compositor(es): Isabella Taviani
Dobro os joelhos
Quando você me pega, me amassa, me quebra,
Me usa demais
Perco as rédeas
Quando você demora, devora, implora sempre por mais
Eu sou navalha cortando na carne
Eu sou a boca que a língua invade
Sou o desejo maldito e bendito, profano e covarde
Desfaça assim de mim
Que eu gosto e desgosto, me dobro,
Nem lhe cobro rapaz
Ordene e não peça
Muito me interessa a sua potência, seu calibre e seu gás
Sou o encaixe, o lacre violado
E tantas pernas por todos os lados
Eu sou o preço cobrado e bem pago
Eu sou um pecado capital
Eu quero é derrapar nas curvas do seu corpo
Surpreender seus movimentos
Virar o jogo
Quero beber o que dele escorre pela pele
E nunca mais esfriar minha febre
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
CAMINHOS CONTRÁRIOS - 11/02/10
E isso foi muito bom pra mim, pois conheci outras pessoas, outras músicas, outras formas de viver e pensar, só de passar em lugares diferentes ao que estávamos acostumados a passar.
Saí da rotina, sai da preguiça, parei de me acostumar.
Neste um ano evolui, aperfeiçoei meu paladar, voltei a comer no japonês, até de caiaque me meti a andar.
Um ano de liberdade, de simplicidade e de sorrisos sinceros.
Mas num desses dias não teve jeito, mas uma vez em caminhos contrários nos esbarramos, nos entreolhamos e pronto...Éramos dois estranhos pedindo desculpas. Coisa que não fazíamos quando tínhamos toda intimidade.
Sei que a partir de hoje não irei mais esbarrar nele, pois irei para um lugar distante e não terei mais que inventar caminhos pra não correr o risco de encontrá-lo.
Sempre estaremos em caminhos contrários, mas acho que era isso mesmo que faltava pra eu ir em paz. Nós dois mesmo que involuntariamente, mesmo que por educação ou costume após um esbarrão...Pedirmos desculpas!
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
AMIGO É COISA PRA SE GUARDAR E SAUDADE É COISA PRA SE MOSTRAR – 04/02/10
*Tem coisas nessa vida que não tem preço mesmo...como conquistar um amigo; e saber que mesmo distante, muito distante ele ainda continua sendo seu.Recebi um recadinho do Sérginho (esse meu grande amigo da foto) em que ele dizia que não sabia como me descrever e que também não sabia desenhar, mais se soubesse me desenharia como uma casinha de sapê. Eu AMEI essa comparação! Isso pra mim não tem dinheiro no mundo que compre. E é tão bom saber que mesmo nós estando tão longe um do outro ainda estamos em sintonia...kkk (Eu Pedrita, ele Bambam)
Esse post é pra você, Sé!

MÚSICA: CASINHA DE SAPÊ (Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda) – Tim Maia
Compositor(es): Hyldon
Não estou disposto a esquecer seu rosto de vez
Dizem que sou louco por eu ter um gosto assim
Gostar de quem não gosta de mim
Jogue suas mãos para o céu e agradeça se acaso tiver
Alguém que você gostaria que
Estivesse sempre com você
Na rua, na chuva, na fazenda
Ou numa casinha de sapê
MÚSICA: CASA NO CAMPO – Elis Regina
Compositor(es): Zé Rodrix e Tavito
Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa compor muitos rocks rurais
E tenha somente a certeza
Dos amigos do peito e nada mais
Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa ficar no tamanho da paz
E tenha somente a certeza
Dos limites do corpo e nada mais
Eu quero carneiros e cabras pastando solenes
No meu jardim
Eu quero o silêncio das línguas cansadas
Eu quero a esperança de óculos
E um filho de cuca legal
Eu quero plantar e colher com a mão
A pimenta e o sal
Eu quero uma casa no campo
Do tamanho ideal, pau-a-pique e sapê
Onde eu possa plantar meus amigos
Meus discos e livros e nada mais!
Onde eu possa plantar meus amigos
Meus discos meus livros e nada mais!
Onde eu possa plantar meus amigos
Meus discos e livros e nada mais!
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
PERDIDA - 30/06/09
Urgente!
Algo que me guie
Que me mostre a direção
Um radar
Uma oração
Um grito
Um apito
Uma emoção
Algo pra me localizar
Estou perdida!
Não sei se é na mata ou no mar
Estou perdida aqui dentro
Pelo amor de Deus alguém precisa me encontrar
Um GPS
Um globo terrestre
Algo que possa me salvar dessa agonia
De olhar para os lados e nada enxergar
Não sei se estou cega
Me arranjem um óculos
Uma saída
Uma luz pra eu me guiar
Me ajuda!
Estou perdida
Um sinal
Uma placa
Um telefone
Um rádio
Uma estrela
Ou um luar
Algo em que eu possa confiar
Confiança!
Tão difícil de se encontrar
Deve também estar perdida
Ou presa em algum lugar
Socorro!
Estou perdida
Dando voltas no mesmo lugar
Não estou conseguindo visualizar
Qual a minha alternativa
Pra poder me encontrar
Estou perdida
Estou sozinha
Já não consigo mais gritar
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
ELIS REGINA
Abaixo uma música que acho fantástica na interpretação dela.
MÚSICA: SE EU QUISER FALAR COM DEUS – Elis Regina
Compositor(es): Gilberto Gil
Se eu quiser falar com Deus
Tenho que ficar a sós
Tenho que apagar a luz
Tenho que calar a voz
Tenho que encontrar a paz
Tenho que folgar os nós
Dos sapatos, da gravata
Dos desejos, dos receios
Tenho que esquecer a data
Tenho que perder a conta
Tenho que ter mãos vazias
Ter a alma e o corpo nus
Se eu quiser falar com Deus
Tenho que aceitar a dor
Tenho que comer o pão
Que o diabo amassou
Tenho que virar um cão
Tenho que lamber o chão
Dos palácios, dos castelos
Suntuosos do meu sonho
Tenho que me ver tristonho
Tenho que me achar medonho
E apesar de um mal tamanho
Alegrar meu coração
Tenho que me aventurar
Tenho que subir aos céus
Sem cordas pra segurar
Tenho que dizer adeus
Dar as costas, caminhar
Decidido, pela estrada
Que ao findar vai dar em nada
Nada, nada, nada, nada
Nada, nada, nada, nada
Nada, nada, nada, nada
Do que eu pensava encontrar
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
VOCÊ NÃO ME DEIXA ACABAR – 08/02/10
Da tua estrofe nasce minha poesia
Da tua batida minha melodia
Da tua vida meu desabrochar
Dos teus olhos saem a luz
Que existe pra me iluminar
Você é a continuação ou a antecipação
Do que eu sou agora
Você não me deixa acabar
Dos teus pés saem meus passos
Dos teus lábios minhas palavras
Da sua mente o que eu ainda ia pensar
Você é a água corrente da minha fonte
A inspiração do meu respirar
Você não me deixa acabar
Você é o meu sangue com outro gene
Pertence a mim seu DNA
Você prolonga minha existência
Você já existia antes de eu chegar
Débora Vasconcelos
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
FONTE DE PALAVRAS - 09/02/10
Onde é a fonte das palavras?
Quero beber dela
E por mais que eu beba, não me verei saciada
Pois me abasteço na procura dela
Soltando minhas próprias palavras pelo caminho
Prendendo-as em papel de pão
Invadindo outros destinos
Vão saindo sem obrigação
Palavras que nem sempre são belas
Com significados às vezes distantes
Palavras que se tornaram eternas
Na eternidade que existe daqui em diante
Palavras que a mim pertencem
Serão de quem mais as quiser
Se as levarem na mente
Depois que eu as dispuser
Palavras tão enigmáticas
Tanto quanto o meu olhar
Interpretem-nas de suas maneiras
Nem mesma eu as sei interpretar
Deixo um rastro de dúvida
Deixo um pouco de certeza
Deixo a palavra mais pura
Que vier na minha cabeça
Palavras que adentram meus poros
Sem nem se quer eu beber de sua fonte
Eu de vez em quando as imploro
Pra que algumas palavras me molhe aos montes
Não basta beber as palavras
Quero banhar-me delas
Quero comê-las e me lambuzar
Quero viver da escrita delas
Palavras, um descobrimento constante
A cada nova palavra velha
Que eu descubro com a gana de um amante
Entrando dentro do corpo dela
A palavra é meu instrumento de transcender o tempo
Com ela sou quem eu quiser
Não existindo preconceitos
Então venha o que vier
A palavra é meu diamante
Meu tesouro, meu enredo
Minha liberdade, meu semblante
Dela nunca terei medo
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
MEIAS VERDADES E MEIAS MENTIRAS – 29/01/10
É quando você diz a verdade, mas não diz tudo
É quando você conta algo e esconde algo ao mesmo tempo
É quando você abre o jogo, mas não diz o que vai machucar
Durante muito tempo você me cercou com suas meias verdades
Durante muito tempo eu participei desse jogo, inventando meias mentiras
Como uma espécie de vingança por saber que algo você me escondia, eu te contava...mas justamente o contrário...somente meias mentiras
Enquanto você não queria me machucar
Era exatamente isso que eu pretendia
Toda vez que você vinha com meias verdades eu rebatia com meias mentiras
Se você inventava uma desculpa por chegar tarde
Eu falava que não me importava porque tinha saído com as amigas
Mal você sabia que era na casa da vizinha que eu ia
Mal eu imaginava que você me provocava, pra ver se ciúmes eu sentia
Enquanto vinha você com meias verdades
Eu te contava sempre meias mentiras
E assim nós dois nos enganávamos sempre com a metade de tudo que podíamos
E o que vivemos não foi assim...
Nem totalmente verdade
Nem totalmente mentira
Apenas metade
Que a imaturidade nos permitia
O FEITIÇO DOS SEUS OLHOS – 12/01/2010
Estamos com medo de nos apaixonar
Posso ver isso nos seus olhos e nos meus
Seus olhos procuram o meu olhar
E o meu olhar se esconde dos seus
Estamos com medo de nos querermos mais
De não sabermos controlar o que nos satisfaz
De nos pertencermos enfim
Até o fim e além do mais
Estamos com medo de nos apaixonar
E ver acabar todo esse tesão
Você não pode me cobrar
O que eu não te cobro até então
Fidelidade já é de mais
Pra quem não quer se apaixonar
Estamos com medo de enfrentar
Toda essa situação
Estamos com medo e com desejo
Estamos sentindo a mesma vibração
Estamos com medo de nos entregar
A esse novo coração
Eu não quero que você se apaixone por mim
Assim como não quero me apaixonar
Quero apenas as suas mãos
Nas minhas costas a me abraçar
Quero sentir seu corpo quente
Todo suado a me acariciar
Sua pele entre meus dentes
Não precisamos nos apaixonar
Por isso eu fujo do seu olhar
Pra que o feitiço não tenha efeito
Eu me contento com os seus beijos
Sem possuir o seu olhar
Não precisamos nos apaixonar
Não há motivo ou razão
Isso só faria tudo acabar
Numa imensa discussão
Então vamos deixar pra trás
Essa história de paixão
De você eu quero é mais
Um mundo feito de tesão
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
PONTO FINAL – 04/02/10
Estou vivendo um momento de transição. Me sinto na obrigação de corrigir meus textos, pois antes escrevia só pra mim.
Hoje tento melhorar e isso é ótimo, talvez nunca me aperfeiçoaria se não houvessem leitores.
Mas confesso que é difícil corrigir, cortar um pedaço, reescrever uma parte, rasgar a folha e começar de novo.
Antes era só desabafo, agora são textos admirados, mesmo que ainda por poucos, eu devo lhes esse respeito.
Devo escrever direito, estudar a nova gramática, melhorar em todos aspectos: de concordância, de aplicação de vírgulas, de tantas outras coisas...ainda tenho muito que aprender sobre escrita. Isso é trabalhoso, porque controlar o ímpeto não é fácil, às vezes me pego corrigindo (principalmente quando estou digitando no Word e aparece alguma palavra errada grifada em vermelho) e a inspiração some, ainda estou aprendendo a lidar com isso.
Mas de todas as dificuldades, a que me rasga a alma é colocar o ponto final. Talvez seja por isso que eu prefira as poesias e não os textos como esse abaixo.
É uma grande agonia ter que colocar o ponto final. Sei que é uma regra gramatical, mas eu a odeio. É um corte seco, mesmo que na outra linha eu possa recomeçar.
Me dói!
Ponto final, final, final, final, não consigo me adaptar com esse final.
Quero escrever sempre, até velhinha, em outras vidas quem sabe...não quero que acabe, odeio esse final, ele trás uma sensação de perda, de despedida, de desperdiço, de desespero, de sumiço.
Sei que ele dá sentido a frase, mais me reservo no direito de odiá-la. Sei que extrapolo nas reticências, não só por aparência, mais também por não querer usá-lo.
Então me perdoem se eu errar. Se não souber direito como usá-lo, pois é um convívio quase que obrigado, usar esse tal de ponto final.
Mas vou tentar não decepcioná-los, no meio dos textos vou usá-lo, mas vamos deixar combinado que lá na última frase eu não vou colocá-lo (digamos que é esse meu estilo de escrever), mesmo que a estória não continue, mais apenas para acalmar o meu coração, já que não quero que minha escrita tenha fim, não irei colocá-lo. Assim ficaremos todos com gostinho de quero mais
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
ATRÁS DA ESTANTE – 29/01/10
Um pedaço de papel, um bilhetinho com sua letra, dizendo que ia chegar mais tarde e mandando beijos.
Não sei como aquilo foi parar ali, atrás do rack, aliás, atrás da parte fixa que fica parafusada na parede, e quando vi o moço da mudança retirá-la, ele caiu.
Mal pude acreditar no que tinha em minhas mãos...depois de tantos anos encontrar um pedacinho de você ali e saber que convivi com ele tanto tempo sem saber dentro da minha casa, enquanto outros entravam e saiam, você estava ali atrás da estante esquecido mandando beijos.
Será que junto do bilhete, também ficou guardado a mágoa e o resto de amor? Se é que existe um pouco de amor, amor médio e grande. Qual será a medida usada para se medir o amor? Será que ele passa, ou fica apenas guardado, mas existindo ali escondido de nós mesmos, dentro do coração ou atrás da estante?
Só sei que quando vi aquilo, pedi logo para que eles levassem esse último móvel, para que eu me despedisse da minha casa.
Sentei no chão, encostei-me na parede e foi tão vazio ver tudo vazio, deu um aperto no coração, estar apenas eu, a casa e o seu papel em minhas mãos.
Lembrei-me do dia em que achava ter te devolvido tudo que era teu e que estava ali.
Lembrei-me do dia em que você voltou de sua viagem pra ficar. Lembrei-me também de mim indo e voltando com as malas e mochilas nas mãos.
Lembrei-me de tantas idas e voltas.
De tantas dores e revoltas.
De tantos reencontros e reconciliações.
Parecia que estava morrendo aquela casa e um pouco de mim também estava morrendo e a vida da casa se passava diante de meus olhos, em fleches, flertes, feixes e pedaços.
Com o papel na mão quase pude sentir seu cheiro, não fosse o cheiro de mofo, se não fosse o pó, mas na minha memória, nada disso me impedia de senti-lo perfeitamente.
E quando fechei os olhos você estava ali tão real quanto o papel, me enconchando na cozinha, me beijando na sala, discutindo no quarto, fazendo as malas. Me fazendo chorar e sorrir.
Aquela vida conturbada voltara por alguns segundos. Mas foi só os olhos abrir pra me dar conta de que nossas vidas estavam agora totalmente diferentes. Mas na verdade sempre foram diferentes e como escrito no recado você sempre chegava tarde de mais pra participar de mim, só vinha pra me tomar e pra discutir. E a pesar de morar comigo durante anos, você sempre se manteve ali...exatamente ali...mandando beijos atrás da estante.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
MOSKA - 11/01/10

Semana passada assisti um show do Paulinho Moska, uma cantor de uma sensibilidade singular, que estou escutando muito ultimamente. Inclusive ontem ganhei um DVD dele de aniversário, acho que de tanto falar sobre ele, meus amigos já sabem o quanto gosto. Acontece que eu fiz uma coisa inusitada...no final do show eu fui tirar uma foto com ele e caí na besteira de falar um pedacinho desse meu escrito abaixo que havia feito pra ele, eu nunca tive coragem de falar uma poesia assim olho no olho, ainda mais pra quem não me conhece. Aí não é que ele gostou e me deu até um mega abraço carinhoso...e disse que não era pra eu parar nunca de escrever. Nossa fiquei muito feliz, não sei nem explicar o quanto, receber um comentário desses de um cantor e compositor que admiro tanto.

Uma moska diferente
Não pousou na pele e sim na mente
E fez tudo dentro de mim pulsar
Essa moska entrou pelos ouvidos
E dentro da cabeça começou a voar
A moska e seu zoombido
Com seu jeito tão peculiar
Fez dentro do meu peito uma coisa boa
Fui tocada por essa moska
E tive a oportunidade de lhe tocar
MÚSICA: UM E OUTRO – Paulinho Moska
Um fala, o outro escuta
Um cala, o outro muta
Um grita, o outro olha
Um habita, o outro desfolha
Um aperta, o outro solta
Um liberta, o outro volta
Um salta, o outro pousa
Um falta, o outro ousa
Entrar na fenda que nos separa
da ponte que nos aproxima
Quem retirou a última pedra
do muro que estávamos vivendo em cima?
Um corre, o outro estanca
Um morre, o outro arranca
Um atura, o outro devora
Um mistura, o outro demora
Um concorda, o outro sabe
Que um transborda, o outro cabe
Um chamusca, o outro congela
Um busca, o outro revela
A fenda que nos separa
da ponte que nos aproxima
Quem retirou a última pedra
do muro que estávamos vivendo em cima?
Um existe, o outro permanece
Um insiste, o outro acontece
Um estranha, o outro acostuma
Um acompanha, o outro desarruma
Um agarra, o outro conquista
Um esbarra, o outro despista
Um batalha, o outro entrega
Um encalha e o outro navega
Na fenda que nos separa
da ponte que nos aproxima
Quem retirou a última pedra
do muro que estávamos vivendo em cima?
VOCÊ ME AMA E EU TE ADORO - 28/01/10
Adoro quando ele sente o cheiro da minha pele
Quando passa a mão no meu rosto e diz meu nome
Quando olha dentro de mim através de meus olhos
Quando da garagem diz que me ama ao telefone
Adoro quando ele me vê acenando da porta pelo espelho do carro
Quando vai embora ficando
Adoro e como adoro
Adoro porque ainda não amo
Sim o coração dele me faz queimar
Mas amar não está em meus planos
Então enfim eu adoro
Pra não cometer outro engano
Adoro vagabundear contigo
Nos domingos em sebos e oceanos
Em músicas, em desafios
Adoro, só pra não dizer que te amo
Adoro poder te enigmar
E sempre fazer com que você queira mais
Adoro fazer você esperar
Por algo que espero há anos
Adoro te retratar em mim
Nas fotos em que tiramos
Adoro quando me beija assim
E me faz sentir além de ser humano
Adoro ter você em mim
Em uma rotina que nunca entra em ordem
Quero te adorar além do fim
Até depois da morte
Você espera que eu diga
E eu tenho medo de assumir
Mais meu adorar é mais intenso
Do que um amor que só sabe mentir
Eu adoro te ter em meus braços
Adoro encontrar abrigo nos seus
Adoro quando você olha o que faço
Caladinho, parado, demonstrando ser meu
No fundo você sabe que meu adorar é maior
Do que qualquer amar que alguém já sentiu por ti
No todo você sabe aproveitar
Esse meu adorar que te faço sentir
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
POR ALGUNS SEGUNDOS DANÇAMOS - 27/01/10
Em uma manhã que já não começa bem
Daquelas em que se perde o ônibus
Em que se acorda atrasada
Em que não se acha roupa...
Mas enfim dançamos
Eu e o moço da passarela
Aquele que tanto me olha
E que tanto olho também
Tamanha era a sincronia
Que quisemos passar pelo mesmo lugar
Trocamos passos suspensos
Acima dos carros e de tudo
Pra cá e pra lá
Só que aonde eu ia ele ia
Dançamos por alguns segundos, mas dançamos!
Os mesmos passos, a mesma música do trânsito
Sorrimos, nos encaramos e seguimos
Mas dançamos!
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
DOIS EUS DENTRO DE MIM (CONTINUAÇÃO) - 25/01/2010
Ambos me pertencem
Genuinamente meus
Mais querem coisas distintas
E lutam dentro de mim
A luta deles era para que um se destacasse mais que o outro
Mais um deles desfalecia
Morria mesmo aos poucos
Um desanimo incontrolável o abatia
Uma dor descomunal
O outro eu ficou com dó quando viu o outro eu morrendo
Já não teria com quem lutar
Com quem discutir, com quem brigar
Então correu pra ajudar o eu meu que estava sofrendo
Ainda estou nessa luta aqui dentro...e ainda não sei como explicar
Agora lutamos juntos pelo renascimento...
Um eu morria pela rotina
Morria e morria a cada dia mais e mais
O outro eu, incompreensivelmente se fortalecia
Se exibia, mesmo querendo ao outro eu ajudar
Mais a verdade era que um não podia viver sem o outro
Se um deles morresse tudo estaria acabado
Precisavam se escorar um no outro
Precisavam se precisar
Eu precisava dos dois eus dentro de mim vivos
Brigando, discutindo
Fazendo a chama do meu olho brilhar
Então o eu forte, robusto
Pegou o outro eu fraco e moribundo
E o abraçou, transferindo suas energias e forças
Até que os dois eus se igualassem
Para poderem seguir
Mais já estavam perdidos
Mesmo que sadios
Ambos estavam abalados
Sem saber pra que lado ir
Tudo havia mudado
Quando dei conta de mim
E os meus eus estavam iguais
Isso me feriu
Me fez morrer naquele instante
Saber que estava tudo diferente
E eu permanecia a mesma
Mesmo tendo dois eus dentro de mim
....NÃO SEI SE CONTINUA...
Débora Vasconcelos
INVEJA- 22/01/2010
Sabe do que elas têm inveja?
Da minha felicidade
Da minha espontaneidade
Daquilo que elas não tem
Têm raiva da minha liberdade
Da simplicidade que me faz sorrir
Elas têm medo de serem tão livres assim
Sem prestar contas pra ninguém
Precisam estar presas
Em seus casulos enfeitados
Enquanto eu vôo de galho em galho
Com asas feias de se olhar
Mas que me levam aonde quero
Onde elas não podem chegar
É a inveja que as alimenta
Enquanto o som das músicas é o que me sustenta
Me encanta
E me faz sonhar
Elas têm inveja de mim
Por isso tentam me ferir
Elas não se conformam
E também não sabem amar
Elas têm inveja
Não de coisas materiais
Mais de sentimentos essenciais
Necessários pra ser feliz
Não é o que tenho que as incomoda
E sim meu jeito de agir
Meu sorriso largo, é um tapa na cara
De quem não sabe sorrir
Reviram seus próprios detritos
Atrás daquilo que eu tenho de sobra
A energia da vida é o que eu sinto
Mesmo quando elas me apavoram
Mais eu sou forte
E sei driblar, tudo que for preciso
Com um sorriso
Com um olhar
Eu faço o meu paraíso
Digno de se invejar
É só o que elas podem fazer
Pois dentro dele...Não vão entrar!
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
IRMANDADADE DO AMOR
“IRMANDADADE DO AMOR”
O fogo tem um balançar sensual
Com um vaivém ancorado
Doce para os olhos, e sem igual,
Quão esguio e atrevido.
O fogo tem um balançar sensual,
Às vezes coreografando uma tristeza obscura
Outras vezes bailando numa satisfação total
De natureza bem pura.
O fogo tem um balançar sensual,
Caminha por entre os corações dos poetas
E este, nem sempre individual,
Derrama lágrimas e sorrisos palavreadas.
O fogo tem um balançar sensual,
Pois ele é a materialização do Amor.
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
MOLESKINE – 14/01/2010
Abaixo foto do meu 1º Moleskine, não que eu necessariamente precise de um Moleskine pra escrever, pois qualquer papel de pão, verso de Nota Fiscal, qualquer papel mesmo já serve, prova disso são as fotos dos meus cadernos acima e lá embaixo. Em falar em caderno, tenho que confessar que caderno de escolas, sempre foram um problema pra mim, pois quando chegava o final do ano e tinha que jogá-los fora, eu precisava olhar folha por folha para não jogar poesias no lixo, e sempre encontrava muitas poesia espalhadas entre as matérias. Não sei porque mais matérias como Matemática e Física sempre tinham mais poesias do que as matérias de Humanas (risos), mais enfim ganhei esse caderninho muito usado por grandes personalidades como Henri Matisse (1869–1954), Vincent Van Gogh (1853–1890), Pablo Picasso (1881-1973), André Reton (1896-1966), etc..., pois esse bendito caderninho ele é cheio dos trelelês, costurados à mão na Itália, seu papel não fica amarelado ao longo do tempo (na verdade já são amarelados) possuem uma tira de elástico para mantê-los fechados (ou abertos em determinada página) e uma lombada costurada que permite que eles permaneçam planos (a 180 graus) enquanto abertos. Com tantos detalhes assim, eu não me contentei em terminar um caderninho de escrita que já tinha começado e fui logo pegar esse tal Moleskine pra escrever, eis que me deparei com a primeira folha dele, logo depois do local para colocar o nome, havia um imenso espaço vazio depois de Address (Endereço), indagando onde eu morava...Aí escrevi: Moro nos meus escritos, moro nos meus gritos que apenas escrevendo pude dar
Me deixa morar em você?
Me deixa na sua mente entrar
Nas palavras não me restrinjo
A escrita serve pra me libertar
Então se alguém me perguntar onde moro, eu apenas digo
Que moro no meus escritos
Nos meus escritos é que sempre vou morar
Precisei escrever no meu caderno novo
Tomar posse daquilo que é meu por direito de escrita
Essas linhas, essas linhas
São tão finas
Vou ter que me adaptar
Ou quem sabe extrapolar
Deixando que a falha seja bela
Deixando que a intuição seja sincera
E a inspiração valha mais
Ainda faltam muitos sons pra serem ouvidos
Muitas palavras pra se falar
Muitos cadernos a serem preenchidos
Muitas linhas pra se ultrapassar
Muitos desejos escondidos
Muitos amores pra se desvendar
Me ajuda a te manter nítido no meu pensar
Se faz presente em meus sonhos
Já que não há coisas novas pra se lembrar
Enquanto isso eu escrevo no meu caderno novo
Só pra posse dele eu tomar
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
DOIS EUS DENTRO DE MIM - 13/01/2010
Ambos me pertencem
Genuinamente meus
Mais querem coisas distintas
E lutam dentro de mim
A luta deles era para que um se destacasse mais que o outro
Mais um deles desfalecia
Morria mesmo aos poucos
Um desanimo incontrolável o abatia
Uma dor descomunal
O outro eu ficou com dó quando viu o outro eu morrendo
Já não teria com quem lutar
Com quem discutir, com quem brigar
Então correu pra ajudar o eu meu que estava sofrendo
Ainda estou nessa luta aqui dentro...e ainda não sei como explicar
Agora lutamos juntos pelo renascimento...
CONTINUA....
NÃO COUBE - 27/10/09
Sem a supervisão do seu falso amor
Eu me permiti, não me interpretar
Me permiti viver
Sem ter que tentar te encaixar
Você não coube em meus espaços
Você não coube nos meus abraços
Nos meus amigos
Nas mesas de bar
Você não coube nas minhas fantasias
Na minha realidade
Nem no meu dia a dia
Não coube no meu amar
Sem a supervisão do seu amor falso
Eu me deixei escrever mais
Me senti livre pra criar
Me senti livre pra ser amada
Sem ter que te esperar
Você não soube crescer
Enquanto eu já não cabia mais
Me expandia os pensamentos e alegrias
Mais foi você quem não coube mais na minha vida
Sua presença se tornou de mais
Débora Vasconcelos
AMPULHETA - 10/11/2009
Não temos como medir
Quanto tempo se leva pra ler um livro?
Quanto tempo se leva pra amar?
Quanto tempo se leva pra realmente se sentir vivo?
Quanto tempo somos capazes de esperar?
A contagem do tempo é tão pessoal e tão íntima
Que somente quem sente é quem pode falar
Falar de tempo para um presidiário
Não é o mesmo que falar do tempo para uma criança que nem sabe em que dia da semana está
Falar do tempo para um doente terminal
Não é o mesmo que falar do tempo pra quem fica os dias diante da televisão a passar
O segredo é usar o tempo como amigo
Pra diante dele tudo poder realizar
Colocar sonhos em prática e com juízo
Pra que o próprio tempo não venha a te atropelar
ICEBERG DE MEL - 26/11/2009
A vingança é doce como o mel
E fria como um iceberg
E como o gelo, é também escorregadia e se não soubermos direito onde pisarmos é possível que ele trinque e caíamos nas profundezas de um mar implacável e sem perdão
E a água gelada é capaz de nos matar
Mas enquanto isso...Desfrutemos do doce sabor gelado que a vingança vem a proporcionar
Eu já tive dias de paz
Mas agora aprendi a me vingar
E confesso estar ficando viciada neste doce sabor, porém tenho que conviver também com o medo de escorregar
VAI, MAS VEM - 11/01/2010
Porque meu corpo pede sua carne?
Porque meu olfato pede seu cheiro?
Minhas mãos, sua pele pra percorrer?
Porquê?
O meu desejo não se sacia ao te ter
Não acaba, continua, cresce...
Sempre querendo mais prazer
Quero você!
Inflamar o seu tesão
Com tanta emoção, que você nunca irá esquecer
Quero te fazer perder o rumo de casa
Quero que você habite em mim
Quero ser o que te arrepia
Proporcionar sensações distintas
Das quais você não saberá descrever
Porque nossos corpos se precisam?
Se engalfinham, se valorizam?
Porque te quero tanto assim?
Pulsando dentro de mim
Num eterno vai e vem
Débora Vasconcelos
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
O NASCIMENTO DE EXTREMOS DE MIM – 05/12/09
Hoje o blog faz um aninho de existência e eu estou mega feliz, pois com ele conheci novos amigos como a Letícia que agora está escrevendo também e já tem seu próprio blog: http://descobrindoumnovoser.blogspot.com, como Sidney uma pessoa super talentosa que também escreve, logo postarei uma poesia dele aqui se ele deixar, só um detalhe ele é de Cabo Verde (África) e achou meu blog no Google, isso pra mim não tem preço minhas palavras já correndo livres de mim, percorrendo mundos que eu ainda não conheço.
E com o blog descobri que não apenas amigos e parceiros próximos gostam do que escrevo, assim como a Paula que também por incentivo meu está postando histórias engraçadíssimas no blog dela: http://wwwbeterrabasimpatia-beterraba.blogspot.com, o Tiago ilustrador http://www.tiagocostailustra.blogspot.com/ que fez a antiga e nova imagem do blog, mas fora essas pessoas que fazem parte do meu convívio tem muita gente que passa aqui vez ou outra pra dar uma lidinha. E isso é muito gratificante e quando recebo um comentário então não consigo nem descrever o que sinto de tão bom que é.
Mas esse projeto “Extremos de Mim” já existe há muitos e muitos anos em minha cabeça, e hoje resolvi contar como ele nasceu.
- Fiz pra você!
Quando abri e vi logo de cara aquela capa, paralisei, ao mesmo tempo me impulsionei, pois naquele instante havia em minhas mãos a primeira edição de um dos meus maiores sonhos.
Ali pra mim foi o nascimento material de Extremos de Mim, pois em minha mente ele já existia há muito tempo e compartilhava esses poemas com a Ká, que no ímpeto de praticar sua datilografia, mas tenho certeza que principalmente na vontade de me presentear, de me ver feliz em uma fase tão sombria, ela passou sei lá quanto tempo a datilografar minhas poesias, e a cada letra datilografada transformava meu sonho em realidade e valorizava minhas palavras documentando meus sentimentos que de criança não tinham nada, pois já eram tão intensos e verdadeiros.
Então foi ali que Extremos de Mim, nome que sempre comentei que gostaria que fosse o nome do meu primeiro livro, tomou vida e me fez continuar a escrever meus poemas. Bastava isso, bastava que uma única pessoa gostasse do que eu escrevia, mesmo que fosse a minha melhor amiga, para que eu continuasse a escrever quando eu já não acreditava em quase mais nada, passei a acreditar em mim mesma.
Pelo grau de tristeza das poesias extremamente melancólicas daquela época, separei apenas essa que acho linda até hoje: Cactos.
Espero que gostem da explicação de como nasceu “Extremos de Mim” para mim. Não podia ser de forma diferente. Eu paria! E a Katielly era a parteira dos meus escritos.
Chegou à hora de retribuir pelo menos um pouco de tudo que ela já fez por mim, contando essa história.
Obrigada, Ká!
CACTOS
A minha paixão é tão grande
Que se expande pelos vales de cactos
Deixando-os forte e sem espinhos
Assim posso caminhar entre eles
Contando histórias de amor
Meu coração sem sossego
Que há dias está aflito
Por não conseguir lembrar com perfeição sua face
Agora se acalma para ouvir uma canção
O tempo nos separa
Nos deixando nessa obsessão
Sinto que minha liberdade
Vai além da opressão dos que não vejo
E pouco a pouco tudo faz sentido
Você é a inspiração do meu viver
Mas continuo sofrendo
Nessa doce agonia desses dias lentos
Pra voltar a lhe ver

