É PRECISO IR AOS EXTREMOS DE SI,
PARA QUE POSSA EXPERIMENTAR-SE POR INTEIRO !


Débora Vasconcelos

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

PARA QUE ENFIM FOSSEMOS COMPLETOS – 27/11/09


Eu nunca tinha te visto assim
Você gozando em cima de mim
Você é minha amiga, minha quase irmã
Minha alma gêmea, meu divã

Mas e tão linda assim
Essa luz que entra pela janela e reflete em seu rosto
Te deixa tão bela
Que nada parece em desacordo

Os seus movimentos selvagens
E seus cabelos soltos
De raposa, de mulher
Desse desejo muito louco

Tínhamos que nos pertencer
Tudo isso tinha de ser
Pra que enfim fossemos completos
Você sabe que eu amo você

Pois é como amar a mim mesmo
Em outro sexo, em outro corpo
Você é o que eu preciso
Sem você sou um homem oco

Você já me conhecia
Antes mesmo de eu me conhecer
Você descobre minhas armadilhas
Conhece todo o meu querer

Dona dos meus segredos
Fez se cúmplice em meus medos
Na carência de nossos corpos
Nos rendemos aos desejos

Não foi por amor
Não foi por amizade
Não foi por saudade
Mais para que enfim fossemos completos


Débora Vasconcelos

EU SÓ PRECISAVA ME SALVAR DE VOCÊ - 27/10/09


Antes eu esperava o meu telefone tocar
E agora é tão triste vê-lo tocando e eu não querendo atender por saber que é você
Não quero atender, pois sei que as palavras não mudaram o que foi feito, o que já foi dito, o que já foi sentido e vivido por nos dois
Antes eu me contentava com as migalhas do que achávamos ser amor
Mesmo eu nunca podendo compartilhar a minha dor
Antes eu me agarrava a você, como se você fosse me salvar
E eu só precisava ser salva de você
Agora vejo o quanto sou feliz, apenas por estar longe de ti
Por me saber aceitar
Por me entender, sem me julgar, como um dia você fez

Débora Vasconcelos

MÚSICA: ÚTIMO GRÃO - Isabella Taviani

Composição: Isabella Taviani

Não demora agora
Há tanto pra gente conversar
Eu desejo e vejo, a rua você atravessar
E os teus passos largos já não me incomodam
Não te acompanho mais, caminho do meu modo

Teus olhos turvos, pouco sinceros
Não me atormentam quanto mais eu enxergo


Eu e você, podia ser
Mas o vento mudou a direção
Eu e você e essa canção
Pra dizer adeus ao nosso, ao nosso coração


Tá na minha frente
Não se perturbe verdade é pra falar
Sei que vai morrer um pouco
Mas ainda há tanto pra lembrar
O teu sorriso lindo, indefinido
Suas mãos tão quentes atravessando o meu vestido


Palavras que falávamos simultaneamente
No meu ouvido o teu discurso indecente

Eu e você, podia ser
Mas o vento mudou a direção
Eu e você e essa canção
Pra dizer adeus ao nosso...

Às vezes o amor
Escorre como areia entre os dedos
Não tem explicação para tantos erros
É melhor partir
Antes do último grão cair


Eu e você, podia ser
Mas o vento... mudou a direção
Eu e você e essa canção
Pra dizer adeus ao nosso, ao nosso coração

Eu e você, podia ser
Mas o vento mudou a direção
Eu e você e essa canção
Pra dizer adeus ao nosso, ao nosso coração

HOMENAGEM – 22/11/09

Referente a Oficina de Criação Literária em 21/11/2009 com André Sant'anna, apenas quem esteve lá é que vai entender....

Que todos tenham boa sorte em seus caminhos
Que todos saiam dos seus ninhos
Que todos encontrem a letra certa do alfabeto para se poder continuar
Que na chapa de nossas vidas esquentem outras histórias
Que não hajam camisinhas em nossos pensamentos para nos barrar a criatividade que jorra
Que não seja preciso se refletir sobre um maiô puído para que possamos transformar nossos micro contos em histórias primordiais
Que não se tenha que se deparar com a perda de tempo para que possamos querer viver e escrever sem que sejam cartas póstumas
Que enfim consigamos seguir nossos caminhos de escritas e que nada nos prendam ou nos empeçam de mudar a geografia de nossas vidas, seja em São Paulo, no Rio ou em Sergipe
Sejam nos pensamentos mais loucos ou em estradas moles que escorrem por aí
Que continuemos nadando neste mar de desafios e que nossos filhos possam se orgulhar, mesmo diante das chamas do que se foi, para renascer o novo e para que com um Chandon possamos um dia brindar
E quem sabe em um metrô apertado, consigamos até gozar do prazer de ver alguém com um livro de um de nós em seus braços carregar


Débora Vasconcelos

ESSAS LÁGRIMAS SÃO SUAS


As lágrimas que saem de meu rosto não me pertencem
São suas
Pode levá-las daqui
Dessa vez vê se some pra sempre
Vê se vai embora e deixa o meu coração contente
Por aprender a te esquecer
Você já me feriu o suficiente
Agora me deixa ser feliz
Quem sabe até mudar de país
Já que me viciei em você
Assim vai ser mais fácil esquecer o que a gente não fez
E de todo mal que eu me causei por confiar em você
Eu não confio em você!
Porque mais nada há de ser
Eu me vi por um triz
Quando tentei te fazer feliz e você não quis ver

Débora Vasconcelos

CADÁVER – 04/11/09


Conviver contigo é tão dolorido
Quanto ter um cadáver dentro de casa
Apodrecendo dia após dia
E não poder fazer nada

Dói aos olhos, ao nariz, aos ouvidos
Dói em todos os sentidos
Te olhar apodrecendo
E não poder fazer nada

E ter que conviver com esse cheiro
Que impregna e não passa
Uma sensação de desespero
Conviver contigo
Um morto vivo
Que finge estar sorrindo
Enquanto me maltrata

O seu silêncio
Os seus gritos
Tudo vem em forma de ameaça
Que o tempo não ultrapassa
Enquanto estivermos vivos


Débora Vasconcelos

MINHA LUZ

Eu nasci também junto com ele
Pois com o nascimento dele eu pude perceber quanto eu ainda estava viva, deixando de viver por você
Eu despertei de um sono profundo
E quando me dei conta você já tinha ido
Eu vou nascer em cada amanhecer
E assim como o sol que pode não te pertencer, mas sua luz chega até você, farei com que a minha luz que você não quis enxergar também te toque
Eu vou buscar obedecer ao que meu coração falar
De desilusão não quero mais chorar
De alegrias vou viver
Eu não morri, eu também nasci!
Agora vou viver


Débora Vasconcelos

AMAR SEM MEDO


Ouvi o celular tocar
Eu estava sonhando
No fundo era vontade de que fosse você tentando mudar as nossas vidas
Mais você não é capaz de ter iniciativa
E deixa as oportunidades passarem
Na imensidão de dúvidas você permanece a boiar
Enquanto eu nado vorazmente em todos os oceanos que eu puder percorrer
Não seria o toque do telefone que mudaria as nossas vidas
Se suas atitudes são ainda incertas
Você ainda tem medo de amar
E eu tenho medo da vida passar
Sem que eu possa amar sem medo

Débora Vasconcelos

NÃO SOBRARAM RESTOS


Peço perdão a Deus pelos pecados que nem cometi
Choro em vão pelos pesadelos que eu não esqueci
Eu sei que muitas tempestades virão
Eu sei que coisas boas também estão por vir
Entendo quando não há ninguém para me dar à mão
Eu mesma a tudo isso me submeti
Larguei o que eles achavam certo
Pelo meu mundo duvidoso
Estreei a liberdade tão de perto
Muitas vezes tive que roer o osso
Mais por bem ou por mal da minha forma deu certo
Mesmo com tantos alvoroços
Eu percorri meu caminho incerto
E nunca me contentei com pouco
Das minhas experiências não sobraram restos
De sentimentos que eu tivesse vivido pouco


Débora Vasconcelos

ATÉ EU (Meu quadro bêbada) – 17/09/09

Essa noite eu não vou dormir
E para comemorar umas conquistas
Vou me embriagar e adentrar a madrugada
Vou pintar meu quadro bêbada
Este ficará na sala
Expressando tudo aquilo que nem eu sem quem sou
Pois o vinho me desperta sentimentos não muitos explorados e me faz ter coragem
E tudo isso misturado a alegria, estará escancarado ali nas pinceladas deste quadro
Que transbordará da tela para as paredes de minha sala e para os olhos de quem quiser me sentir em cada traço e em cada cor
E amanhã quando eu acordar no meio da tarde, porque uma hora o cansaço irá me pegar, eu sei
Até eu me surpreenderei com o que pintei
Até eu!


Débora Vasconcelos

SUPERAÇÃO – 18/09/09


Sabendo que a incerteza me rondava
Me enveredei por caminhos incertos
Desabriguei meu próprio ser
Me lancei ao fogo para ser lapidada
E como um bicho criei uma nova casca
Mudando não só a aparência mais também o meu viver
Me subtrai, me multipliquei
Me infiltrei em mundos tão distantes
Me desgastei e me recompus
Sobrevivi ao que eu mesma me impus
Driblei os buracos a minha volta
E enxerguei o horizonte, quando quase não se podia ver
Avistei uma saída, ou quem sabe a entrada para uma nova vida
Me permiti arriscar
Ignorei o que não consegui entender
Vivi apenas do que fazia sentido
Executei o que era complexo

E eliminei as dúvidas com a simplicidade de um sorriso

Débora Vasconcelos

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

O ABANDONO – 13/11/09

Nada é pior que a dor do abandono
Porque o abandono é uma perda que não passa
E o eco das ondas pelo cais
É um adeus que não fala
E um ir embora sem fechar as portas
Sem ao menos fazer as malas
O abandono é uma esperança falsa de um retorno
É viver no passado, com medo de encarar o futuro
É a covardia de não se libertar
O abandono magoa mais à medida que os anos passam
O abandono é o que passa a nos acompanhar
E a pior hora do abandono é quando se procura achar uma explicação
E se repassa na memória vagarosamente uma a uma cada situação
O abandono é a raiva contida
Na briga que não existiu
É a ferida eternamente aberta que não cicatriza
Dentro de um coração que se partiu
O abandono é pior que um: - Eu te odeio!
É um pior do que um: - Eu não me interesso mais!
O abandono trás em si um gelo, que mata até os imortais
O abandono é um fingir não ter certeza, de uma coisa que não precisa nem se falar
É a cadeira vazia a mesa
Mais acima de tudo...
...É um coração que não sabe amar


Débora Vasconcelos

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

ATRAVÉS DE SUA LENTE

Ele tirou fotos minhas
Ele quis me ver através de sua lente
Os seus olhos não bastaram
Ele quis me aumentar
Ele quis se aproximar
De costa, de frente, de lado
E assim como os índios achavam
Eu também acreditei, que ele capturou a minha alma
Nas suas fotos, nas suas mãos eu me entreguei
Em seus ângulos até me achei bonita
Mostrei mais do que realmente sou
Ele tirou de mim um peso
Ele tirou fotos com o coração
Levou de mim o que eu nem tenho
Esse sorriso tão bonito que ele me fez mostrar
Ele tirou fotos e a carapaça
Tirou fotos sem razão
Ele tirou de mim o medo, da sua aproximação


Débora Vasconcelos

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

FLAMEJANTES – 10/11/09


Devo ter me esquecido e dormido com a porta aberta
Mas quando vi já era tarde
Não foi só o frio que entrara
Você estava ali
Em pé em frente a cama
E com os olhos me esquartejava
Me despia
Me amava
Não fui eu quem te deixei entrar
Você se aproveitou do momento
Me encontrando de corpo e alma vazias
Invadiu meus pensamentos
Por um momento eu te perdoei
Apenas por aqueles instantes
Em que você sabia amar
Com olhos de fogo flamejantes
Agora vá embora
Vire as costas como é de praxe
Vá embora, pra eu fechar a porta da casa
Pra que assim em meu corpo ele não mais entrasse


Débora Vasconcelos

OUTRAS RAZÕES – 05/11/09

Tentei pegar um atalho
Por você ter me magoado
Não queria mais ficar

Mas era você quem estava errado
E eu só tenho razões pra me orgulhar
E não desesperar

Tentei pular um obstáculo
Que eu teria que ultrapassar
Ainda bem que deu errado
Eu tenho outras razões pra querer mudar

Um coração despedaçado
É muito pouco
Pra quem o mundo quer ganhar

Vai chegar a hora certa
E serão outras razões
Que daqui vão me levar

Agora não é só mais uma questão de escolha
Ou de espera
Em mim, eu posso confiar

Débora Vasconcelos

FAVELA – 08/11/09.


Se você pudesse ver a vista do lado de cá
Iria preferir morar na favela
Daqui eu vejo a paisagem mais linda
Belas casas e carros, a vida que eu queria ter
E assim me inspiro nela
A cada amanhecer
Quando desço o morro pelas vielas


Se você pudesse conviver com as pessoas do lado de cá
Veria que aqui os sentimentos são de verdade
A gente se ajuda
A gente se bate
Não temos porque usar a máscara do Botox
Não temos porque falsos beijinhos dar
Ou engolir sapos pra ser aceito por quem não vem a nos interessar

Se você pudesse conhecer não julgaria tanto assim
Aqui tem gente de bem
Gente criativa
Gente que não serve apenas pra te servir
Gente guerreira, de bom caráter
Gente que samba
Gente que sente saudade
Mais também tem gente de coração ruim

Como eu sei que tem aí desse lado que você está
Essa gente engravatada
Que não mata com armas
Mais desvia dinheiro de quem precisa
E dessa forma também mata

Se você pudesse ver que o pobre se diverte
Não com uma BMW
Mais sim com um Chevete
A gente ainda consegue dizer que é feliz
Empina a bunda e o nariz e segue a lutar

Débora Vasconcelos

terça-feira, 10 de novembro de 2009

CARNAL – 06/11/09

Eu preciso de seus braços
Assim sem saber nada de ti
Preciso deles fortes e agora
Me toca!

Atola a sua mão em mim
Me faz vibrar com a energia que há dentro de ti
Se apossa do meu corpo
E deixa me levar pra outros mundos

Por alguns instantes tudo é sonho
Tudo é delírio
E é exatamente disso que eu preciso

Seja CARNAL

Seja real
Porque eu preciso dos seus braços
Me envolvendo nessa hora
Agora!
Vem depressa pra mim

Me mostra que você existe
E ao menos seu corpo naquela hora me pertence
Me escancara
Me preenche

A vida é mesmo assim
Me molha
Me invade e me faz sorrir
Demonstre seu prazer em estar ali

A vida é real
Então seja CARNAL
Deixa pra lá essa história de amor sem fim
Eu quero é me acabar nos seu braços
Sentir esse prazer em mim

O máximo que eu sei é o seu sobrenome
E está ótimo assim
O seu melhor você já me dá
Pra que eu ia querer que você se prendesse a mim?
Está ótimo assim
Seja CARNAL
Até o fim

Débora Vasconcelos

MÚSICA: TUDO NOVO DE NOVO - Paulinho Moska

Composição: Moska

Vamos começar
Colocando um ponto final
Pelo menos já é um sinal
De que tudo na vida tem fim

Vamos acordar
Hoje tem um sol diferente no céu
Gargalhando no seu carrossel
Gritando nada é tão triste assim

É tudo novo de novo
Vamos nos jogar onde já caímos
Tudo novo de novo
Vamos mergulhar do alto onde subimos

Vamos celebrar
Nossa própria maneira de ser
Essa luz que acabou de nascer
Quando aquela de trás apagou

E vamos terminar
Inventando uma nova canção
Nem que seja uma outra versão
Pra tentar entender que acabou

Mas é tudo novo de novo
Vamos nos jogar onde já caímos
Tudo novo de novo
Vamos mergulhar do alto onde subimos

EMPURRANDO COM A BARRIGA - 26/10/09


Porque ser imparcial?
Se eu posso dar minha opinião
Mesmo que ela não esteja correta
E que amanhã seja bem diferente do que eu defendi até então

Porque ser morno?
Seu posso ser quente
Posso fazer pegar fogo
Um coração já dormente

Porque ser triste?
Se a tristeza não me atrai
Se na alegria eu ganho mais
E é com ela que quero seguir

Porque ser tão frio assim?
Se ainda posso sentir
Sinto o gosto do suor da sua pele
Porque não sentir amor?

Porque ter medo de arriscar?
E ficar vivendo de cautelas
Uma múmia enterrada
Que não sai e na vida não se joga

Porque abandonar assim a possibilidade de mudar
Não aceitando que a mudança pode ser boa
Que a ganância de ser uma pessoa melhor
Pode transformar uma pessoa

Porque deixar você me contaminar com suas magoas
Sua garoa
Sua melancolia está presente
Enferrujando sua a vida à toa

E eu quero viver
Gritar e tomar banho de chuva
Quero arder de febre depois
Quer ser eu uma chama viva

Da vida que quero levar
Da vida que tenho pra ser vivida
Nenhum espaço quero levar
Como você leva sua vida
Empurrando com a barriga
Empurrando e empurrando com a barriga

Débora Vasconcelos

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

HOJE - 09/11/2009

Eu acordei e me deu uma vontade que chegou a dor, de ficar em casa escrevendo.

Débora Vasconcelos

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

NA CONTRA MÃO DOS ACONTECIMENTOS - 22/09/09


Correndo a noite e vendo os carros passarem, eu penso que estou na contra mão, e que às vezes em minha vida estive mesmo na contra mão dos acontecimentos.
Enquanto o mundo girava rápido eu estava lento. E agora os carros praticamente parados no transito e eu correndo.
Já estou sentindo os primeiros pingos, escuto alguém falando: -Vai chover feio!...Não me importo. A chuva mais feia escorre dentro de mim, são as lágrimas que não ponho pra fora, as lágrimas que transformo em suor nessa corrida tentando me fortalecer quando estou desmoronando.
E a chuva vem, vem perfeita e na hora certa, molha o meu rosto e disfarça as lágrimas que eu já não consigo controlar.
Corro ainda mais pra afastar a dor no meu esforço, como se fosse uma barreira que eu tivesse que ultrapassar, mais ainda não sei onde está, então corro na chuva, iluminado pelos faróis dos carros a procura desenfreada de algo que me falta.
Corro pra fugir de mim mesmo, dos meus medos que me afugentam.
Corro pra esquecer o que não fui e pra me lembrar de quem realmente sou, e deixei submergir em baixo dos compromissos diários.
Corro pra me libertar.
E só agora percebo que não é tão ruim estar na contra mão dos acontecimentos.
Corro pra me aceitar, pra me entender.
Corro pra disfarçar, pra aprender.
Corro pra enfrentar a minha pesada rotina.
Corro!...Pra sobreviver.


Débora Vasconcelos

MÚSICA: DOCE SAL - Danni Carlos

Composição: Ana Paula Pelúcio

Tem que amar com fé
Tem que morrer de amor
Pra não se arrepender depois que o tempo passou
É
Tem que dizer adeus
Pra não acomodar
Mentira por mentira, eu prefiro ficar

Refrão:
Só, sem você
Sem ouvir, nem dizer
Porque acabou-se, o que era doce virou sal
O mundo continua indo e vindo, é natural
Noites tão modernas
Chances infinitas de encontrar
Alguém que faça a minha cabeça sem precisar pensar

naranaaa, naranana (2x)

Se a solidão vier, tenta se apaixonar
Vivendo o dia-a-dia, deixando rolar
É
Mas tem que ser alguém
Que valha a pena amar
Mentira por mentira, eu prefiro ficar

Refrão:
Só, sem você
Sem ouvir, nem dizer
Porque acabou-se, o que era doce virou sal
O mundo continua indo e vindo, é natural
Noites tão modernas
Chances infinitas de encontrar
Alguém que faça a minha cabeça sem precisar pensar

naranaaa, naranana (4x)

A ESTRADA - 04/11/09

Solta meus braços e me deixa voar
Solta meus cabelos e me faça amar
Me embriaga com o seu corpo
Sem ter que me embebedar

Sinta a minha pele
Mais não se esqueça de sentir meu coração também
Não esnobe minhas lágrimas
Só porque o assunto não te convém

Seja importante na minha vida
Dê coisas boas pra que eu possa lembrar
Não se espante com as minhas surpresas
Constantemente tenho que me reformular

Me olha de forma diferente
Admirando tudo que a mim pertence
Deixa eu me sentir sua, mesmo quando estiver solta
Arrepia a minha alma, beijando minha boca

Deita perto de mim
E me deixa louca sem se quer me tocar
Seja o meu homem, minha vida
A estrada a se caminhar
Débora Vasconcelos

ME CONSOME E ME SUSTENTA - 28/10/09

Está me consumindo essa vontade de escrever.
Sim, ela está me consumindo.
Ao mesmo tempo em que me consome é o que me sustenta.
Me sustenta pela idéia de algum dia alguém me ler.
Imagino eu entrando no metrô e alguém do meu lado com um livro meu.
Imagino alguém degustando minhas palavras como um bom gourmet degusta um prato delicioso.
Imagino um dia sentir o cheiro do meu primeiro livro.
E isso é o que me consome, me sustenta e me faz seguir.


Débora Vasconcelos

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

MÚSICA: DONA - Roupa Nova

*UM ANTIGO NAMORADO, UM DIA ME DISSE QUE PARECIA QUE ESSA MÚSICA TINHA SIDO FEITA PRA MIM...GOSTARIA MUITO DE TER ESSA FORÇA QUE ELE ENXERGAVA EM MIM.

Composição: Sá & Guarabyra

Dona desses traiçoeiros
Sonhos sempre verdadeiros
Oh! Dona desses animais
Dona dos seus ideais

Pelas ruas onde andas
Onde mandas todos nós
Somos sempre mensageiros
Esperando tua voz

Teus desejos, uma ordem
Nada é nunca, nunca é não
Porque tens essa certeza
Dentro do teu coração

Tan, tan, tan, batem na porta
Não precisa ver quem é
Pra sentir a impaciência
Do teu pulso de mulher

Um olhar me atira à cama
Um beijo me faz amar
Não levanto, não me escondo
Porque sei que és minha
Dona!!!

Dona desses traiçoeiros
Sonhos sempre verdadeiros
Oh! Dona desses animais
Dona dos seus ideais

Não há pedra em teu caminho
Não há ondas no teu mar
Não há vento ou tempestade
Que te impeçam de voar

Entre a cobra e o passarinho
Entre a pomba e o gavião
Ou teu ódio ou teu carinho
Nos carregam pela mão

É a moça da Cantiga
A mulher da Criação
Umas vezes nossa amiga
Outras nossa perdição

O poder que nos levanta
A força, que nos faz cair
Qual de nós ainda não sabe
Que isso tudo te faz
Dona! Dona!
Dona!Dona! Dona!

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

VOU TER QUE - 25/10/09

Meus pés estão cansados de tentar te entender
Seguindo seus passos em vão, por esse chão tão cheio de buracos que você insiste em caminhar
Descobri uma estrada nova
É logo ali
Se você quiser...Chegou sua vez de me seguir
Se não quiser...Vou ter que te abandonar


Débora Vasconcelos

CASTELOS IMPERFEITOS - 23/10/09


Eu tenho pressa de vida
Tenho que resolver as coisas agora
Nada pode ficar pendente
Esperando a sua decisão, sua resposta

Preciso me empenhar diante do novo
O que é autentico me atrai
Você se distrai com o supérfluo
E eu tenho que ter força pra continuar só

Sua incerteza destruiu tudo
Tudo aquilo que podia ser
Os castelos imperfeitos de um amor profundo
A chama de tudo que poderia arder

Você não me assumiu mais uma vez
Me deixando a mercê do destino
A sua certeza era a única coisa que você poderia me dar
Ir embora seguindo o instinto
É a única coisa que vai me restar

E mesmo depois de tanto tempo
Você não foi homem pra bancar
Aquilo que você diz querer
Mais não consegue demonstrar

Porque eu vou me submeter a caminhar em cima do seu muro?
E nunca em nenhum dos lados poder me jogar?
Porque eu faria isso?
Por alguém que só sabe me sonegar

Faltou coragem sua
Sobrou medo de se entregar
Faltou certeza naquela hora
Em que tudo poderia mudar

E eu ia ter que arriscar muito
Muitos desgastes ter que ultrapassar
Muito choro, muitos distúrbios
Por alguém que nem certeza soube me dar

Então vai pensar
Pense nove meses
Pense nove anos
O resto da vida você terá pra pensar

Enquanto eu vivo de desenganos
Você vive a se enganar
Sua fraqueza e nosso egoísmo
Fez o pouco que tínhamos desandar

Débora Vasconcelos

LEVADA DA BRECA - 17/07/09


A espevitada
A sapeca
A Rebecca
A levada da breca

O amor mais singelo
Um dos mais belos

A Rebecca
Boneca
Princesa
Certeza
De um amor sem fim

Arteira
Diz coisas impensáveis
No seu mundo cor de rosa
É a mais bela rosa
Que um dia fez florir

Um sorriso sincero
Um ciúme eterno da tia
Que também te ama assim

Difícil descrever essa figurinha
Essa garotinha que fez eu enfrentar meus próprios medos
Ir de São Paulo ao Rio de Janeiro
Em uma moto por um triz

Garota esperta
Carioca, sabida, engenhosa
Garota linda, a florzinha do jardim

Débora Vasconcelos

FILHO – 25/10/09


O lugar na janela do ônibus já não é mais meu, desde que ele nasceu
As minhas noites de sono agora pertencem a ele
Mesmo nas que durmo o sonho é dele
O último pedaço do chocolate
O melhor lugar no sofá pra que ele a mim se encaixe
O melhor cobertor...
Mas antes dele nascer
Quando eu decidi pai ser
Foi que tudo mudou
As conseqüências dos meus atos já não eram só minhas
As atitudes tinham que ser bem pensadas
Milimetricamente calculadas pra que ele não viesse a sofrer
Não foi seu nascimento que me fez amadurecer
E sim foi eu ter aceito você
Dentro do ventre imaginário que um pai pode ter
Fiquei ansioso com sua chegada
Não me importei com mais nada
Só quis segurar você
E em seus olhos eu olhava
Esperando dentro deles me reconhecer
Buscando retomar a sensibilidade que me faltava
Mudando o meu jeito de ser
Por você meu filho eu abri mão de coisas que eu achava fazer sentido
Mais preferi não ter que escolher
E como era fraco, não soube entender que um dia você irá crescer
Decisões vai ter que tomar
E quem eu vou ser pra poder te ensinar ?
Qual o melhor caminho a se percorrer
Se nem eu mesmo soube direito conciliar meus sentimentos
Pra um dia te convencer
De que sou um homem 100% resolvido e de que nada tenho a me arrepender

Débora Vasconcelos

A QUEDA - 24/10/09

Difícil foi entender que eu ainda estava viva depois daquela queda
Sim, pasmem, eu ainda estava viva
Mesmo que machucada, eu ainda respirava
E reagir com meus respiros e com os meus gritos, que antes só a mim amedrontavam, era uma expressão de força diante de tudo que eu passara
Fazer do medo a fé
E do improviso o show
Das circunstancias mais estranhas que a vida me presenteava, fazer o milagre da superação
E como é difícil superar o próprio coração
Por isso demorei tanto a acreditar que ainda estava viva


Débora Vasconcelos

MÚSICA:VAMBORA - Adriana Calcanhotto

Composição: Adriana Calcanhotto

Entre por essa porta agora
E diga que me adora
Você tem meia hora
Prá mudar a minha vida
Vem, vambora
Que o que você demora
É o que o tempo leva...

Ainda tem o seu perfume
Pela casa
Ainda tem você na sala
Porque meu coração dispara?
Quando tem o seu cheiro
Dentro de um livro
Dentro da noite veloz...

Ainda tem o seu perfume
Pela casa
Ainda tem você na sala
Porque meu coração dispara?
Quando tem o seu cheiro
Dentro de um livro
Na cinza das horas...

terça-feira, 20 de outubro de 2009

ME SEJA – 19/10/09


Me abrace sem preconceitos contra o que eu fui
Me leve pra onde eu não conheço e me faça sorrir
Me sinta e tira esse medo de mim
Me aplaude, sem medo de parecer menor assim
Me guia e me desnorteia
Me privilegia com suas histórias de amor.
Me sossega quando eu estiver veloz
Me atiça, me cobiça, me atira aos seus pés e as suas mãos
Me faz não tentar viver em vão
Me ensina a mudar de opinião
E me faz eu te querer tão bem
Me aperta contra as paredes do teu corpo
Me salpica a sabedoria de um louco
De um louco de amor
Me entende, mesmo que calado
Me grita, quando não estiver errado
Me incendeia, antes que eu tenha me apagado
Me ignora, quando eu já estiver demasiado
Me livra da prisão
E me prende em seus pecados
Me abriga em seus braços apertados
Me deseja, sempre ao seu lado
Me interpreta, mesmo que mal interpretado
Me enxerga, me desconcerta
Me faz esquecer o passado
Débora Vasconcelos

PEDRAS NO LIQUIDIFICADOR – 17/10/09

Falar contigo é como jogar pedras no liquidificador.
Dói aos ouvidos, é uma agonia sistemática que quebra a engrenagem do que antes funcionava, assim sem dor e sem uso. O diálogo.
Mais eu preciso triturar esses problemas para que eu possa engolir, pois enfiar goela abaixo a seco, não dá.
E tentar transformá-las em pó, não dá a certeza de que eu irei digeri-las.
Por isso é tão difícil falar contigo.
Expor o que eu sinto, sem me expor ao ridículo.
Acreditar que você estará ouvindo todos os ruídos das suas pedras no liquidificador.
Que a mim causam tanta dor, por carregá-las em silêncio.


Débora Vasconcelos

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

UM MARCENEIRO CHAMADO DEUS – 23/09/09


- Cortar essa árvore não vai ser fácil! Ter que feri-la a machadadas, matar algo que eu mesmo plantei quando criança. Acabar com aquilo que cultivei. E entender que hoje todos esses anos de dedicação e amor se tornaram uma ameaça, não só para mim, como também para minha família e minha casa, não será nada fácil!
A árvore foi plantada no lugar errado, muito próximo da casa e agora suas raízes ameaçam a estrutura dela.
Quando jovem não podia imaginar que essa árvore cresceria tanto assim, não tinha idéias da proporção que ela iria chegar.
Não imaginava que um dia suas raízes fossem querer entrar em minha casa. Não tinha idéia que eu sofreria tanto assim.
Mas enfim a árvore agora deve ser podada.
Terei que eu mesmo matá-la a machadadas, independente do amor que nela cultivei.
Agora parado aqui diante da árvore com o machado em minhas mãos eu sei que daqui a pouco a sua sombra será passado. E que aqueles galhos em que a minha rede balançava não existiram mais no alto, estarão no chão em vão. E daqui a pouco tudo será passado.
Difícil decisão, mas não tenho pra onde me mudar, então vou ter que conviver com o vazio dela na paisagem e quando abrir a janela de manhã ela não estará mais lá.
Difícil vai ser acostumar com a sua ausência assim tão de repente, pois foram muitos anos para que ela estivesse neste tamanho e agora terei que ignorar tudo de bom que ela me deu e como um homem de coração frio, terei que matá-la.
Infelizmente no amor às vezes também é assim. Às vezes temos que acabar com um amor que a pesar de amá-lo pode a qualquer hora nos ferir. É preciso estar preparado pra colocá-lo apenas no passado. É preciso seguir.
Às vezes são muitos anos cultivados, mais que só serviram pra nos iludir.
Difícil é ser forte, dar a segunda machadada, cortar a árvore até o fim.
Difícil é se manter afastado desse amor que assim como a árvore não faz mais sorrir, só trás preocupação e dor.
Difícil é admitir.
Não é fácil acordar na madrugada e constatar que não há ninguém ali.
Abrir a janela e não encontrar mais nada. – Cadê a árvore que estava ali?
Independente do amor que sentimos, às vezes é preciso impedir que continuemos nos ferindo com seus braços, raízes e galhos, que agora virarão passado.
Já que no presente não foi possível conviver.
Mas quem sabe com os anos ela possa realmente entrar em minha casa, se Aquele velho marceneiro que pegou seus troncos decidir fazer um móvel e me trazer aqui como Ele prometeu. Quem sabe assim a árvore possa conseguir o que ela tanto queria...habitar a minha casa.
Quem sabe assim ela ainda será de grande serventia e ainda possa me fazer sorrir.
Mas isso é algo que não depende mais de mim.
Deixe que o tempo resolva esse vazio que agora habita em mim.
E o amor que tive por ela, eu sempre terei em meu coração. A pesar de tê-la colocado no chão, pois é preciso seguir.


Débora Vasconcelos

O CÉU E O INFERNO - 12/08/09


O céu e o inferno estão no mesmo lugar...dentro dele
Olhos de fogo a me tatuar
Com suas mãos pesadas em meu corpo a tocar
O céu e o inferno estão dentro dele

A certeza da presença, a paz de contigo estar
Virou um vício constante
Eu fecho os olhos, mas insisto em te olhar
O proibido é irrelevante
Porque você revela um novo eu a todo instante

Tenho diversas máscaras que eu nem sabia
Nunca as tinha usado, nem sabia que a mim pertenciam

O céu e o inferno estão no mesmo lugar
No corpo dele, exuberante

A fé de que só no prazer pode se acreditar
A descrença de que há laços confiantes
Que a excitação não possa cortar
Com movimentos insinuantes


Débora Vasconcelos

MÚSICA: GUERRA PERDIDA - Luciana Mello

Composição: Jair Oliveira

Mentira
Uma bomba
Que explode no meio do peito de quem espera
Que mira!
Que coisa louca!
Comigo em seu raio de ação, você não erra
É minha guerra perdida
Alma ferida
Quantas vezes me tornei sua prisioneira
Mas sem a paz verdadeira
Não sou guerreira
Me cansei desse jogo
Entreguei meu desejo
Então

Vai e não volta mais
Pra eu não ter que te ver
Pra não ter que sofrer de novo
Vai e não liga mais
Pra não ter que te ouvir
Pra não ter que sorrir
Pra não chorar de desgosto

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

EMARANHADA - 25/09/09


Emaranhado estão os fios grossos de meus cabelos entre seus dedos
Que pertencem a suas mãos, que conseguem me levar

Emaranhado estão os meus pensamentos
Que viajam em seu tempo
Que não conseguem se livrar

Eu me enrolo nas explicações
Que quase nunca consigo dar
Porque emaranhada estou no seu amor, e em tudo que você me dá

Não há porque explicar, não há porque explicar

Assim como numa teia humana
Emaranhada estou e não consigo me soltar
Você soube direitinho como me prender com seu amor

Agora emaranhada estou
Emaranhada vou ficar

Assim como os fios de meus cabelos
Suavemente, sem que eu percebesse, você soube me emaranhar

Espero que eu consiga também um dia te emaranhar
Te complicar, te enroscar
Pra que no meu mundo, você também venha a ficar

Emaranhados, enamorados
Apaixonados, vamos estar

Emaranhada entre seus dedos
Emaranhada em seu olhar
Emaranhada em sua luz
Emaranhada por amar
Débora Vasconcelos

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

ESSÊNCIA – 16/09/09


E assim depois de mais de 12 anos eu resolvi comprar o seu perfume
Pois ainda me acompanham a sua falta e sua presença
E quando cheguei em casa olhei a caixa, olhei novamente e apenas tive coragem de abrir a caixa
Olhei a embalagem e não senti nada além de medo de sentir seu cheiro de novo
Medo de te trazer mais pra perto de mim
Um medo inexplicável de te ter um pouco mais, sem te ter realmente aqui
Não sei por que comprei o seu perfume, pois não ando com coragem de abri-lo
Queria tê-lo apenas, assim como queria ter você apenas aqui
Sentir seu cheiro me fará sofrer, ou me alegrará?
Não sei, e ainda não estou preparada pra saber
É tudo tão delicado como é o nosso amor
É tudo tão perpétuo independente do cheiro que some com o tempo
Eu só queria que você soubesse que eu ainda penso em ti
E que o perfume no frasco
Nunca terá o mesmo cheiro que exalava de ti
Essa essência eu não me esqueci
Sua essência está em mim
Sua essência eu não posso comprar
Sua essência sempre estará em mim


Débora Vasconcelos

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

MÚSICA: MEU MUNDO E NADA MAIS – Guilherme Arantes

Composição: Guilherme Arantes

Quando eu fui ferido
Vi tudo mudar
Das verdades
Que eu sabia...

Só sobraram restos
Que eu não esqueci
Toda aquela paz
Que eu tinha...

Eu que tinha tudo
Hoje estou mudo
Estou mudado
À meia-noite, à meia luz
Pensando!
Daria tudo, por um modo
De esquecer...

Eu queria tanto
Estar no escuro do meu quarto
À meia-noite, à meia luz
Sonhando!
Daria tudo, por meu mundo
E nada mais...

Não estou bem certo
Que ainda vou sorrir
Sem um traço de amargura...

Como ser mais livre
Como ser capaz
De enxergar um novo dia...

Eu que tinha tudo
Hoje estou mudo
Estou mudado

À meia-noite, à meia luz
Pensando!
Daria tudo, por um modo
De esquecer...

Eu queria tanto
Estar no escuro do meu quarto
À meia-noite, à meia luz
Sonhando!
Daria tudo, por meu mundo
E nada mais...(3x)

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

O NOVO – 31/08/09


O medo do novo me arrebatou
Assim como num matadouro me senti morrendo
Perdendo as forças
Quando deveria ir

Uma ansiedade
Que travou minhas pernas
Meus sentidos
Nem senti

O medo do novo chegou
Porque o novo agora está aqui
Escancarado em minha frente
Sem roupa, sem pudor, chegando a quase me ferir

O novo instante
O novo desafio
O novo dissonante
Provocando arrepios

O meu mundo está mudando de cor
Onde foi parar a certeza
De um mundo novo buscar
Quando enfim ele chegou

O novo aqui está
Com sua dor e seu esplendor
Vem certeiro a me desafiar
O novo me enfeitiçou

Cheio de regras
Diferente do que pensei que ia ser
Cheio de agrados
Como pensei nunca merecer

O novo veio mudar
O que era velho aqui dentro
E eu que me achava moderna
Descubro que o novo me causa medo

Débora Vasconcelos

FOQUEIRA VIVA – 11/08/09

Eu me submeto aos seus apelos
Escorro as mãos sobre seus pelos
Chego até a me entregar

Eu viajo com as suas melodias
Seu desejo, sua fantasia
Vem à tona me provocar

Eu finjo ser sua menina
Sua amante, sua bandida
A dona do seu estar

Eu sei que no fundo, no fundo
Toda essa teimosia de tentar te conquistar
Disso não vai passar

Mais é tão bom estar contigo
Você faz eu me sentir viva
Proporciona tantas alegrias
Que eu não consigo nem relatar

As atitudes impensadas
Agora tornam-se calculadas
Pra que ninguém possa nos desvendar

A cumplicidade de nossos corpos
A diferença de nossas vidas
Que mesmo sendo tão distintas
Fez a gente se encontrar

Somos feitos da mesma energia
E quando um está perto
O outro vibra, tentando se controlar

Você é a fogueira viva
Que dentro de mim está a queimar
Que incendeia minhas mãos de fogo
Que em seu corpo vão deslizar

É quase um círculo vicioso
Você pede
Faço de novo
Não sei onde vai chegar

Débora Vasconcelos

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

MOLECA – 05/07/09

Ela já é madura e sabe lidar com um corte de cabelo errado
Com um arroz queimado
E não fica chorando pelos cantos
Ela ri das desgraças
E faz a graça que a vida não fez
Ela já é madura e se entrega em meus braços
Sem pudor, sem culpa
Sem querer esconder o seu corpo, que pode não ser perfeito
Mais por ela não ter vergonha
Desperta todo o desejo em mim
Ela já entendeu a liberdade
E não carrega a maldade
Consegue ser feliz
Ela é solta e leve
A vida ao seu lado é sorrir
Ela é madura e mesmo assim se atrapalha
Com as contas, com as coisas diárias
Ela é bagunçada
Vaidosa, às vezes desleixada
Ela é madura
Mais esta sempre em movimento
Me deixa sempre atento
Pra não deixá-la fugir de mim
Gosta de ser lembrada
Quer presentes e flores
Quer bombons e palavras
Ela é madura em seu jeito de pensar
E sempre me ajuda nos desafios que a vida me dá
Mais ela é uma moleca
Que vive a pular por aí querendo o meu bem
Ela é a mulher que eu quero ter
Já a conheço bem, mais ela sempre me surpreende
Ela já é madura
Mais sabe me fazer sorrir
Ela é madura e já sabe viver

Débora Vasconcelos

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

MÚSICA: MAIS UMA VEZ – Renato Russo

Compositor(es): Flávio Venturini - Renato Russo

Mas é claro que o Sol
Vai voltar amanhã
Mais uma vez, eu sei
Escuridão já vi pior
De endoidecer gente sã
Espera que o Sol já vem

Tem gente que está do mesmo lado que você
Mas deveria estar do lado de lá
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Tem gente enganando a gente
Veja nossa vida como está
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança

Mas é claro que o Sol
Vai voltar amanhã
Mais uma vez, eu sei
Escuridão já vi pior
De endoidecer gente sã
Espera que o Sol já vem

Nunca deixe que lhe digam
Que não vale a pena acreditar no sonho que se tem
Ou que seus planos nunca vão dar certo
Ou que você nunca vai ser alguém
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança(7x)

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

FAZ EU ME ACEITAR - 06/08/09

Quis perseguir um caminho que não era o meu
Me perdi num labirinto sem saída
Quase dei minha própria vida
Sem saber como voltar

Me dispersei por onde eu vim
Deixei o transtorno me transtornar
Senti enjôos, náuseas, vômitos
Uma sensação de que nunca iria acabar

Mais acabou e pronto
Não há porque voltar
A percorrer o caminho dos outros
Que me tira do meu lugar

O meu lugar é o mundo torto
Que eu mesma quis inventar
Cheio de dialetos e desenganos
Cheio de coisas pra contar

Deixa eu retornar aos poucos
Deixa eu sair desse lugar
Me abriga em seus braços longos
Me deixa ser e estar

Me aceita
E faz eu me aceitar
Assim de qualquer jeito
Em meu retorno ao que eu não era
Assim no silêncio da incerteza que insiste em nos contornar


Débora Vasconcelos

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

AS COISAS NÃO ANDAM BEM - 06/08/09


O quadro está torto
A casa bagunçada, os cabelos nem se falam
As coisas não andam bem

Uma angustia no peito
Uma saudade que escorre feito água
E eu aqui esperando por alguém

As paredes apertadas
Emboloram, ficam mofadas
E o meu coração também

Um desatino, uma batalha
Que nunca cessa, que nunca para
Não descansa, só se mantém

E daí se os problemas são só meus?
E daí se os apelos são só seus?
E daí se isso não importa pra ninguém?

Quero falar, quero expor
Sem ser taxada de coitada
E seja lá como for
Os dias passam e eu assustada
Tentando viver sem sentir dor
Tentando sobreviver ao meu próprio desamor
E entender o que não me convém

Assim vou driblando os dias
Dormindo cedo para evitar minha própria companhia
Aqui as coisas não andam bem

O dia amanhece eu tenho que ir
No meio dos outros, sorrir
Mas até que eu finjo bem

O problema é quando chego em casa
A solidão, a falta inexplicada
Um vazio que sempre vem

Sem poder explicar, nem tão pouco entender
A causa de estar estagnada
De tudo aqui me aborrecer

Fico tateando as palavras
Pra tentar me convencer
Que passou da hora de mudar a minha vida
De dar uma guinada
Mais vou ter que fazer por merecer

Débora Vasconcelos

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

MÚSICA: FLOR DA PELE – Zeca Baleiro

Composição: Zeca Baleiro

Ando tão à flor da pele
Qualquer beijo de novela
Me faz chorar

Ando tão à flor da pele
Que teu olhar "flor na janela"
Me faz morrer

Ando tão à flor da pele
Meu desejo se confunde
Com a vontade de não ser

Ando tão à flor da pele
Que a minha pele
Tem o fogo
Do juízo final...(2x)

Barco sem porto
Sem rumo, sem vela
Cavalo sem sela
Bicho solto
Um cão sem dono
Um menino, um bandido
Às vezes me preservo
Noutras, suicídio!

Oh, sim!
Eu estou tão cansado
Mas não prá dizer
Que não acredito
Mais em você

Eu não preciso
De muito dinheiro
Graças a Deus!
Mas vou tomar
Aquele velho navio
Aquele velho navio!

Barco sem porto
Sem rumo, sem vela
Cavalo sem sela
Bicho solto
Um cão sem dono
Um menino, um bandido
Às vezes me preservo
Noutras, suicídio!

sexta-feira, 31 de julho de 2009

GUARDA-CHUVAS - 31/07/09

Você é lindo até de guarda chuvas
Eu vi você chegando com ele aberto e mesmo assim te admirei
Você faz as palavras se transformarem em vida
Você faz acontecer
E por isso é tão difícil te descrever
A sua altura, sua imponência
O seu perfume, a sua essência
Esse seu jeito de ser
Vive sem culpas no meio dos pecados
É o meu anjo alado
Embaixo desse guarda-chuva
Numa manhã de garoa em São Paulo
Em meu pensamento está você
De jaqueta de couro e cabelos penteados
E eu só penso sobre eu e você
Naquele quartinho apertado
Desejos borbulhando até o telhado
Eu só penso em te ter
Você é lindo, lindo até de guarda-chuvas
Ah! Como eu quero ter você...


Débora Vasconcelos

quarta-feira, 29 de julho de 2009

O DESCONTROLE - 29/07/09

Às vezes parece que as coisas fogem do controle e que seus braços precisavam ser maiores do que realmente são, para alcançarem tudo aquilo que necessita.
E é assim que os sonhos vão se distanciando.
Fica só a sombra na memória.
Uma sombra amarga com gosto de bolor.
Com cheiro de guardada, meio que sem cor.
O que era um sonho perfeito.
Num dado momento está desfeito, deixando apenas o descontrole.


Débora Vasconcelos

terça-feira, 28 de julho de 2009

28/07/09


Algumas coisas param de fazer sentido...
...Simplesmente assim, param!

Débora Vasconcelos

A REDE – 17/07/09

Hoje vamos deitar na rede e ver o tempo passar.
O sol brilha lá fora.
Enquanto o vento sopra.
Mesmo depois de tanto tempo ainda sinto o cheiro dos seus cabelos.
Ainda pego na sua mão, ainda sinto esse prazer.
Vamos sossegar juntos nesta tarde.
Chega de filhos e televisão.
Chega de almoço em família no domingo.
Chega de tanta confusão.
Hoje somos de novo só eu e você.
Os filhos criados.
O trabalho realizado.
A nossa vida simples embaixo deste telhado.
Deixa eu admirar você.
Por ter passado tanto tempo comigo.
Enfrentando os perigos.
Por confiar que iríamos conseguir.
Por nunca desistir ou desanimar.
Deixa eu amar você.
Como nos velhos tempos.
No silêncio da casa.
Conversar até de madrugada.
Hoje somos só eu e você.
A pesar dos anos eu percebo a sorte de estar contigo.
Sem você eu não teria sentido, metade das dores e prazeres que me fez amadurecer.
E tudo que vem de ti é bem vindo.
Eu te respeitei e você sempre soube me amar.
Sei que não posso te retribuir tudo em um dia só.
Mais deita nos meus braços.
Hoje deixa eu te levar.
Durante anos você tocou a casa, os filhos, as finanças e a roupa lavada.
A partir de hoje sou eu quem vai fazer isso por você.
Quero te cuidar, como você sempre mereceu.
Mais a minha vida corrida não me deixou ver.
Que você precisava tanto quanto eu, de alguém para cuidar de você.
Vamos deitar na rede que nunca tivemos tempo de usar e ver o tempo passar.
Enquanto eu tento achar uma forma de dizer:
- Que eu te amo, como sempre te amei!

Débora Vasconcelos

segunda-feira, 27 de julho de 2009

FANFARRÕES - 07/07/09

Pessoas como nós sempre serão soltas
Pessoas como nós já nascem vadias
Não temos pudor, amor...
Somos feitos de covardias

Pessoas como nós só pensam no prazer
Entramos no paraíso pela porta do inferno
Acendemos a fogueira para o diabo
Não olhamos o próprio rabo

Somos cínicos, descarados
Pessoas como nós, dão nós em pingos d’água
Pra arranjar desculpas falsas e esconder o que se aprontou

Pessoas como nós não sabem dar muitas satisfações
De onde se estava, de onde se foi
Somos donos dos nossos umbigos
Verdadeiros fanfarrões


Débora Vasconcelos

sexta-feira, 24 de julho de 2009

LIMITADOS – 24/02/09


Somos limitados
Porque a gente se limita
Somos incrédulos, pois não acreditamos em nós mesmos
Somos egoístas a ponto de achar que somos o centro do universo e tudo gira ao redor da gente
Difícil é tentar algo diferente
Difícil é se organizar
Superar os limites e estar sempre presente nas nossas próprias vidas
E é um esforço absurdo enfrentar nossos desejos
Ir atrás de tudo que realmente queremos sem medo
Somos limitados, porque temos tudo fácil
E vivemos reclamando
Não sabemos dar valor
Ao amor que recebemos
Nem no que dizemos que amamos
Superar os obstáculos com garra e com animo
É algo penoso de mais
Pra pessoas limitadas como nós
E até a força de vontade, tem seu peso
Somos limitados por não olhar para o lado
Por não perceber que nessa jornada
Tem gente muito mais esforçada
Que em alguns casos teve que dar na vida uma topada
Pra deixar de ser como a gente limitada
Não é isso que queremos
Temos tudo e dizemos que não temos nada
Mas falta a consciência de que na verdade somos pessoas limitadas
Porque nós mesmos nos limitamos


Débora Vasconcelos

Imagens retiradas da Internet.
Esta é a minha homenagem a esses atletas que muitas vezes são desconhecidos, mais não são nada limitados.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

QUASE DENTRO – 16/07/09


Você se manteve longe
Quando eu estava perto, quase dentro
Renunciou o meu amor barato
Fez de mim gato e sapato
Com todo seu desapego

Você apagou as luzes
Quando eu precisa ler
Você não respeitou
O meu simples querer

Você se afogou
Quando eu estava submersa
Me fazendo descer nas profundezas para tentar te salvar
Você esnobou a minha fé a minha riqueza
Não enxergou a pureza do que é amar

Você me perdeu
Quando eu já estava perdida
Não se preocupou com a minha vida
Nem com o que eu tinha pra falar

Você nunca pode ver a luz que eu carregava em mim
Nunca me disse sim
Quando eu queria te guiar

Preferiu seguir seus planos
E dentre todos seus enganos
Me pediu pra voltar

Você é a sombra do mal
O que era bom veio de mim
Da minha mente
E não de ti
O que era bom nunca aconteceu

Porque você se manteve longe
Quando eu estava perto, quase dentro

Débora Vasconcelos

MÚSICA: FLORES DO MAL – Barão Vermelho

Composição: Frejat / Guto Goffi

Não me atire no mar de solidão

Você tem a faca, o queijo e meu coração nas mãos
Não me retalhe em escândalos
Nem tão pouco cobre o perdão
Deixe que eu cure a ferida dessa louca paixão

Que acabou feito um sonho
Foi o meu inferno, foi o meu descanso

A mesma mão que acaricia, fere e sai furtiva
Faz do amor uma história triste
O bem que você me fez nunca foi real
Da semente mais rica, nasceram flores do mal

Huummm....

Não me atire no mar de solidão
Você tem a faca, o queijo e meu coração nas mãos
Não me retalhe em escândalos
Nem tão pouco cobre o perdão
Deixe que eu cure a ferida dessa louca paixão

Não me esqueça por tão pouco
Nem diga adeus por engano
Mas é sempre assim

A mesma mão que acaricia, fere e sai furtiva
Faz do amor uma história triste
O bem que você me fez nunca foi real
Da semente mais rica, nasceram flores do mal

quarta-feira, 15 de julho de 2009

ANJO REVELADOR – 15/07/09

Você abriu bruscamente as portas do infinito diante dos meus olhos
Eu vi que as possibilidades não passavam de desejos
E como em uma queda de um edifício
Eu me joguei sem medo
Pois sabia que você olhava por mim

Agora enxergo até o que eu não queria ver
E isso me fez tão bem
Esse mergulho na realidade
Nas verdades que muitos não sobem como me dizer

Não se afaste de mim
Anjo Revelador
Mostre meus rumos
Por onde devo ir

Abra outras portas
E seja guardião da minha força
E por você que eu quero seguir

Você desperta sensações novas
Faz do frio o calor em um piscar de olhos
Faz do longe perto
E o vazio você leva pra longe de mim
Me preenchendo com suas habilidades sedutoras e aventureiras
Me deixa existir no seu mundo também

Posso até dizer que abri as minhas portas pra você sentir
Como era o meu mundo aqui dentro
Antes de você invadir

Mas você me levou pra águas equilibradas
E mesmo com ondas agitadas
Me fez ter o controle de tudo o que estava ao redor de mim

Hoje sou grata por ter te encontrado
Ou melhor, por você ter me resgatado
Do mundo sombrio em que eu estava
Por me ensinar como encarar a vida
E por enfim, me ensinar a seguir sozinha
Tudo aquilo que eu sempre quis

Débora Vasconcelos

segunda-feira, 13 de julho de 2009

SUA TINTA - 08/07/09


Em uma atitude desesperada
Eu pintei sozinha, as paredes de toda a minha casa
Tentando te tirar dali
Mais era de mim que eu queria te arrancar
Sem deixar rastros, sem deixar marcas
Passar uma tinta branca, até apagar o passado
Até não te ver mais do meu lado
Simplesmente te apagar de mim

E todo esforço de arrastar móveis pesados
Subir escadas, pintar os cantos de lugares que até esqueci existir
Não se compara ao esforço que estou fazendo de tentar te arrancar de mim

E como o cheiro da tinta, você penetrou nos vasos, nas veias, no pulmão, na pele, tudo em fim
E é no fim que eu penso, a cada pincelada, a cada parede pintada, a cada cômodo, é só no fim

Pinto sem querer acabar, ao mesmo tempo tenho ânsia de ver tudo arrumado
De fazer as coisas voltarem ao lugar
Mais colocá-las em lugares diferentes
Pra ver se assim fica mais fácil te excluir

Chega uma hora em que bate o cansaço
E me lembro de quantas vezes cansei
De tentar ser feliz ao seu lado
E você nem se quer soube me fazer feliz

Hoje estou aqui
Tentando pintar o passado
Pra quem sabe poder me redescobrir

E nessas paredes brancas terei espaço
Pra poder pendurar outros quadros
Outras histórias que contarei pra mim

Mais no final do dia, junto com o cansaço
A pele resseca
A garganta também
Como se houvesse um nó, me impedindo de falar
E o corpo já estivesse paralisado
E quando paro pra pensar
Era assim que me sentia ao seu lado
Sem poder falar o que pensava, pois você me cansava
Você me envelhecia, assim como essa tinta seca na minhas mãos, no final do dia
Uma tinta que vai ser difícil de sair

Vou terminar de pintar
E ver no que dá
Se virá alguma inspiração que possa me fazer entender
Que tudo nessa vida tem o lado bom de ser

Débora Vasconcelos

MÚSICA: O Nosso Amor a Gente Inventa (estória romântica)

Compositor(es): Cazuza/Rogério Meanda/João Rebouças

O teu amor é uma mentira

Que a minha vaidade quer
E o meu, poesia de cego
Você não pode ver

Não pode ver que no meu mundo
Um troço qualquer morreu
Num corte lento e profundo
Entre você e eu

O nosso amor a gente inventa
Pra se distrair
E quando acaba, a gente pensa
Que ele nunca existiu

O nosso amor a gente inventa, inventa
O nosso amor a gente inventa, inventa

Te ver não é mais tão bacana
Quanto a semana passada
Você nem arrumou a cama
Parece que fugiu de casa

Mas ficou tudo fora do lugar
Café sem açúcar, dança sem par
Você podia ao menos me contar
Uma estória romântica

O nosso amor a gente inventa
Pra se distrair
E quando acaba, a gente pensa
Que ele nunca existiu

APENAS AQUI E AGORA – 07/05/09


Estou como um viciado
Vivendo um dia de cada vez
Só por hoje eu não sofri com você
E se me perguntares se eu te amo
A resposta será certa:
- E claro que te amo, mas não mais como outrora
Te amo sim, mais apenas aqui e agora
Te amo sem pensar no futuro
Pois foi o “amanhã” que trouxe também o desgosto
O amanhã apenas a Deus pertence
Só por hoje vou tentar ser feliz com você
E quando eu for embora daqui, não poderei me comprometer com promessas falsas de um futuro incerto
A única pessoa com quem estarei comprometida será comigo
E mesmo com medo dos perigos é sozinha que eu vou enfrentar
Assim como quando eu precisei e você não estava lá
Sobrevivi e ainda terei muitas histórias pra contar
Antes meu amor era tão puro
Que eu já te amava em um dia pela vida inteira
Mais além de ser inocente era também imaturo o amor que eu tinha pra te dar
Agora me limito a te amar apenas aqui e agora
Parece ser tão pequeno esse amor comparado com o que um dia cheguei a te dar
Chegou a sua vez de pensar em futuro
Mais inevitavelmente eu penso: - Que futuro contigo eu posso esperar?
Então deixa pra lá essa história de passado, presente e futuro
Só quero os presentes que a vida tem pra me dar
Enquanto isso a vida segue seu rumo
Enquanto eu vivo, você troca de lugar comigo e aprende a esperar

Débora Vasconcelos

MENINA – 11/03/09


Eu vejo o futuro nos seus olhos menina
Eu vejo uma força de conquistar
Vejo sonhos se transformando
Você é tão linda menina
Te desejo tudo de bom que Deus tem pra te dar
Que seu futuro seja diferente do meu
Ou quem sabe em partes até igual
Tenho que te ensinar a desenhar
Tenho que te ensinar tantas coisas menina
Só espero que você não sofra tanto pra aprender a amar
Isso só a vida vai te ensinar
Só não me peça pra te ensinar a andar de bicicleta
Isso me dá até trauma de falar
Mais se tiver dúvida com as cores, com os livros e músicas a se escutar
Se tiver dúvidas da vida em que eu possa te ajudar
Venha me procurar menina
A tia sempre vai te amar!

Débora Vasconcelos
Feliz Aniversário !!!

quarta-feira, 8 de julho de 2009

PÃO (A POESIA QUE O TEMPO LEVA) - 26/06/09


PÃO (A POESIA QUE O TEMPO LEVA) 26/06/09

Um dia me questionaram a forma de eu cortar o pão
Só então percebi
Que o que era comum pra mim
Para os outros não eram não

Minha forma de ver as coisas
Na poesia que o tempo leva
E sopra dentro da minha cabeça
Tão distintas até então

Por mais que eu tente disfarçar
Trancafiando as minhas máscaras
Não há como lutar
Se eu tenho outra visão

Se as coisas que me parecem raras
Para os outros, são dignas de se jogar no chão
Eu elevo a essência rara
Que há em meu coração

Por mais que eu tente ser outras coisas
Meu espírito não abre mão
De escrever nas horas vagas, nas horas cheias
E quando houver inspiração

E nada se equipara
A grande emoção
De expor de forma clara, turva, em turbilhão
As idéias que se escancaram, em minha imaginação

Se você pudesse ver com meus olhos
Uma voz te acompanharia
Soprando a cada passo
A essência, a poesia


Débora Vasconcelos

MÚSICA: CONFESSO - Ana Carolina

Compositor(es): Ana Carolina e Totonho Villeroy

Confesso acordei achando tudo indiferente
Verdade acabei sentindo cada dia igual
Quem sabe isso passa sendo eu tão inconstante
Quem sabe o amor tenha chegado ao final

Não vou dizer que tudo é banalidade
Ainda há surpresas mas eu sempre quero mais
É mesmo exagero ou vaidade
Eu não te dou sossego, eu não me deixo em paz

Não vou pedir a porta aberta é como olhar pra trás
Não vou mentir nem tudo que falei eu sou capaz
Não vou roubar teu tempo eu já roubei demais

Tanta coisa foi acumulando em nossa vida
Eu fui sentindo falta de um vão pra me esconder
Aos poucos fui ficando mesmo sem saída
Perder o vazio é empobrecer

Não vou querer ser o dono da verdade
Também tenho saudade mas já são quatro e tal
Talvez eu passe um tempo longe da cidade
Quem sabe eu volte cedo ou não volte mais

Não vou pedir a porta aberta é como olhar pra trás
Não vou mentir nem tudo que falei eu sou capaz
Não vou roubar teu tempo eu já roubei demais

Não vou querer ser o dono da verdade
Também tenho saudade mas já são quatro e tal
Talvez eu passe um tempo longe da cidade
Quem sabe eu volte cedo ou não volte mais