É PRECISO IR AOS EXTREMOS DE SI,
PARA QUE POSSA EXPERIMENTAR-SE POR INTEIRO !


Débora Vasconcelos

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

O NOVO – 31/08/09


O medo do novo me arrebatou
Assim como num matadouro me senti morrendo
Perdendo as forças
Quando deveria ir

Uma ansiedade
Que travou minhas pernas
Meus sentidos
Nem senti

O medo do novo chegou
Porque o novo agora está aqui
Escancarado em minha frente
Sem roupa, sem pudor, chegando a quase me ferir

O novo instante
O novo desafio
O novo dissonante
Provocando arrepios

O meu mundo está mudando de cor
Onde foi parar a certeza
De um mundo novo buscar
Quando enfim ele chegou

O novo aqui está
Com sua dor e seu esplendor
Vem certeiro a me desafiar
O novo me enfeitiçou

Cheio de regras
Diferente do que pensei que ia ser
Cheio de agrados
Como pensei nunca merecer

O novo veio mudar
O que era velho aqui dentro
E eu que me achava moderna
Descubro que o novo me causa medo

Débora Vasconcelos

FOQUEIRA VIVA – 11/08/09

Eu me submeto aos seus apelos
Escorro as mãos sobre seus pelos
Chego até a me entregar

Eu viajo com as suas melodias
Seu desejo, sua fantasia
Vem à tona me provocar

Eu finjo ser sua menina
Sua amante, sua bandida
A dona do seu estar

Eu sei que no fundo, no fundo
Toda essa teimosia de tentar te conquistar
Disso não vai passar

Mais é tão bom estar contigo
Você faz eu me sentir viva
Proporciona tantas alegrias
Que eu não consigo nem relatar

As atitudes impensadas
Agora tornam-se calculadas
Pra que ninguém possa nos desvendar

A cumplicidade de nossos corpos
A diferença de nossas vidas
Que mesmo sendo tão distintas
Fez a gente se encontrar

Somos feitos da mesma energia
E quando um está perto
O outro vibra, tentando se controlar

Você é a fogueira viva
Que dentro de mim está a queimar
Que incendeia minhas mãos de fogo
Que em seu corpo vão deslizar

É quase um círculo vicioso
Você pede
Faço de novo
Não sei onde vai chegar

Débora Vasconcelos

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

MOLECA – 05/07/09

Ela já é madura e sabe lidar com um corte de cabelo errado
Com um arroz queimado
E não fica chorando pelos cantos
Ela ri das desgraças
E faz a graça que a vida não fez
Ela já é madura e se entrega em meus braços
Sem pudor, sem culpa
Sem querer esconder o seu corpo, que pode não ser perfeito
Mais por ela não ter vergonha
Desperta todo o desejo em mim
Ela já entendeu a liberdade
E não carrega a maldade
Consegue ser feliz
Ela é solta e leve
A vida ao seu lado é sorrir
Ela é madura e mesmo assim se atrapalha
Com as contas, com as coisas diárias
Ela é bagunçada
Vaidosa, às vezes desleixada
Ela é madura
Mais esta sempre em movimento
Me deixa sempre atento
Pra não deixá-la fugir de mim
Gosta de ser lembrada
Quer presentes e flores
Quer bombons e palavras
Ela é madura em seu jeito de pensar
E sempre me ajuda nos desafios que a vida me dá
Mais ela é uma moleca
Que vive a pular por aí querendo o meu bem
Ela é a mulher que eu quero ter
Já a conheço bem, mais ela sempre me surpreende
Ela já é madura
Mais sabe me fazer sorrir
Ela é madura e já sabe viver

Débora Vasconcelos

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

MÚSICA: MAIS UMA VEZ – Renato Russo

Compositor(es): Flávio Venturini - Renato Russo

Mas é claro que o Sol
Vai voltar amanhã
Mais uma vez, eu sei
Escuridão já vi pior
De endoidecer gente sã
Espera que o Sol já vem

Tem gente que está do mesmo lado que você
Mas deveria estar do lado de lá
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Tem gente enganando a gente
Veja nossa vida como está
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança

Mas é claro que o Sol
Vai voltar amanhã
Mais uma vez, eu sei
Escuridão já vi pior
De endoidecer gente sã
Espera que o Sol já vem

Nunca deixe que lhe digam
Que não vale a pena acreditar no sonho que se tem
Ou que seus planos nunca vão dar certo
Ou que você nunca vai ser alguém
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança(7x)

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

FAZ EU ME ACEITAR - 06/08/09

Quis perseguir um caminho que não era o meu
Me perdi num labirinto sem saída
Quase dei minha própria vida
Sem saber como voltar

Me dispersei por onde eu vim
Deixei o transtorno me transtornar
Senti enjôos, náuseas, vômitos
Uma sensação de que nunca iria acabar

Mais acabou e pronto
Não há porque voltar
A percorrer o caminho dos outros
Que me tira do meu lugar

O meu lugar é o mundo torto
Que eu mesma quis inventar
Cheio de dialetos e desenganos
Cheio de coisas pra contar

Deixa eu retornar aos poucos
Deixa eu sair desse lugar
Me abriga em seus braços longos
Me deixa ser e estar

Me aceita
E faz eu me aceitar
Assim de qualquer jeito
Em meu retorno ao que eu não era
Assim no silêncio da incerteza que insiste em nos contornar


Débora Vasconcelos

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

AS COISAS NÃO ANDAM BEM - 06/08/09


O quadro está torto
A casa bagunçada, os cabelos nem se falam
As coisas não andam bem

Uma angustia no peito
Uma saudade que escorre feito água
E eu aqui esperando por alguém

As paredes apertadas
Emboloram, ficam mofadas
E o meu coração também

Um desatino, uma batalha
Que nunca cessa, que nunca para
Não descansa, só se mantém

E daí se os problemas são só meus?
E daí se os apelos são só seus?
E daí se isso não importa pra ninguém?

Quero falar, quero expor
Sem ser taxada de coitada
E seja lá como for
Os dias passam e eu assustada
Tentando viver sem sentir dor
Tentando sobreviver ao meu próprio desamor
E entender o que não me convém

Assim vou driblando os dias
Dormindo cedo para evitar minha própria companhia
Aqui as coisas não andam bem

O dia amanhece eu tenho que ir
No meio dos outros, sorrir
Mas até que eu finjo bem

O problema é quando chego em casa
A solidão, a falta inexplicada
Um vazio que sempre vem

Sem poder explicar, nem tão pouco entender
A causa de estar estagnada
De tudo aqui me aborrecer

Fico tateando as palavras
Pra tentar me convencer
Que passou da hora de mudar a minha vida
De dar uma guinada
Mais vou ter que fazer por merecer

Débora Vasconcelos

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

MÚSICA: FLOR DA PELE – Zeca Baleiro

Composição: Zeca Baleiro

Ando tão à flor da pele
Qualquer beijo de novela
Me faz chorar

Ando tão à flor da pele
Que teu olhar "flor na janela"
Me faz morrer

Ando tão à flor da pele
Meu desejo se confunde
Com a vontade de não ser

Ando tão à flor da pele
Que a minha pele
Tem o fogo
Do juízo final...(2x)

Barco sem porto
Sem rumo, sem vela
Cavalo sem sela
Bicho solto
Um cão sem dono
Um menino, um bandido
Às vezes me preservo
Noutras, suicídio!

Oh, sim!
Eu estou tão cansado
Mas não prá dizer
Que não acredito
Mais em você

Eu não preciso
De muito dinheiro
Graças a Deus!
Mas vou tomar
Aquele velho navio
Aquele velho navio!

Barco sem porto
Sem rumo, sem vela
Cavalo sem sela
Bicho solto
Um cão sem dono
Um menino, um bandido
Às vezes me preservo
Noutras, suicídio!

sexta-feira, 31 de julho de 2009

GUARDA-CHUVAS - 31/07/09

Você é lindo até de guarda chuvas
Eu vi você chegando com ele aberto e mesmo assim te admirei
Você faz as palavras se transformarem em vida
Você faz acontecer
E por isso é tão difícil te descrever
A sua altura, sua imponência
O seu perfume, a sua essência
Esse seu jeito de ser
Vive sem culpas no meio dos pecados
É o meu anjo alado
Embaixo desse guarda-chuva
Numa manhã de garoa em São Paulo
Em meu pensamento está você
De jaqueta de couro e cabelos penteados
E eu só penso sobre eu e você
Naquele quartinho apertado
Desejos borbulhando até o telhado
Eu só penso em te ter
Você é lindo, lindo até de guarda-chuvas
Ah! Como eu quero ter você...


Débora Vasconcelos

quarta-feira, 29 de julho de 2009

O DESCONTROLE - 29/07/09

Às vezes parece que as coisas fogem do controle e que seus braços precisavam ser maiores do que realmente são, para alcançarem tudo aquilo que necessita.
E é assim que os sonhos vão se distanciando.
Fica só a sombra na memória.
Uma sombra amarga com gosto de bolor.
Com cheiro de guardada, meio que sem cor.
O que era um sonho perfeito.
Num dado momento está desfeito, deixando apenas o descontrole.


Débora Vasconcelos

terça-feira, 28 de julho de 2009

28/07/09


Algumas coisas param de fazer sentido...
...Simplesmente assim, param!

Débora Vasconcelos

A REDE – 17/07/09

Hoje vamos deitar na rede e ver o tempo passar.
O sol brilha lá fora.
Enquanto o vento sopra.
Mesmo depois de tanto tempo ainda sinto o cheiro dos seus cabelos.
Ainda pego na sua mão, ainda sinto esse prazer.
Vamos sossegar juntos nesta tarde.
Chega de filhos e televisão.
Chega de almoço em família no domingo.
Chega de tanta confusão.
Hoje somos de novo só eu e você.
Os filhos criados.
O trabalho realizado.
A nossa vida simples embaixo deste telhado.
Deixa eu admirar você.
Por ter passado tanto tempo comigo.
Enfrentando os perigos.
Por confiar que iríamos conseguir.
Por nunca desistir ou desanimar.
Deixa eu amar você.
Como nos velhos tempos.
No silêncio da casa.
Conversar até de madrugada.
Hoje somos só eu e você.
A pesar dos anos eu percebo a sorte de estar contigo.
Sem você eu não teria sentido, metade das dores e prazeres que me fez amadurecer.
E tudo que vem de ti é bem vindo.
Eu te respeitei e você sempre soube me amar.
Sei que não posso te retribuir tudo em um dia só.
Mais deita nos meus braços.
Hoje deixa eu te levar.
Durante anos você tocou a casa, os filhos, as finanças e a roupa lavada.
A partir de hoje sou eu quem vai fazer isso por você.
Quero te cuidar, como você sempre mereceu.
Mais a minha vida corrida não me deixou ver.
Que você precisava tanto quanto eu, de alguém para cuidar de você.
Vamos deitar na rede que nunca tivemos tempo de usar e ver o tempo passar.
Enquanto eu tento achar uma forma de dizer:
- Que eu te amo, como sempre te amei!

Débora Vasconcelos

segunda-feira, 27 de julho de 2009

FANFARRÕES - 07/07/09

Pessoas como nós sempre serão soltas
Pessoas como nós já nascem vadias
Não temos pudor, amor...
Somos feitos de covardias

Pessoas como nós só pensam no prazer
Entramos no paraíso pela porta do inferno
Acendemos a fogueira para o diabo
Não olhamos o próprio rabo

Somos cínicos, descarados
Pessoas como nós, dão nós em pingos d’água
Pra arranjar desculpas falsas e esconder o que se aprontou

Pessoas como nós não sabem dar muitas satisfações
De onde se estava, de onde se foi
Somos donos dos nossos umbigos
Verdadeiros fanfarrões


Débora Vasconcelos

sexta-feira, 24 de julho de 2009

LIMITADOS – 24/02/09


Somos limitados
Porque a gente se limita
Somos incrédulos, pois não acreditamos em nós mesmos
Somos egoístas a ponto de achar que somos o centro do universo e tudo gira ao redor da gente
Difícil é tentar algo diferente
Difícil é se organizar
Superar os limites e estar sempre presente nas nossas próprias vidas
E é um esforço absurdo enfrentar nossos desejos
Ir atrás de tudo que realmente queremos sem medo
Somos limitados, porque temos tudo fácil
E vivemos reclamando
Não sabemos dar valor
Ao amor que recebemos
Nem no que dizemos que amamos
Superar os obstáculos com garra e com animo
É algo penoso de mais
Pra pessoas limitadas como nós
E até a força de vontade, tem seu peso
Somos limitados por não olhar para o lado
Por não perceber que nessa jornada
Tem gente muito mais esforçada
Que em alguns casos teve que dar na vida uma topada
Pra deixar de ser como a gente limitada
Não é isso que queremos
Temos tudo e dizemos que não temos nada
Mas falta a consciência de que na verdade somos pessoas limitadas
Porque nós mesmos nos limitamos


Débora Vasconcelos

Imagens retiradas da Internet.
Esta é a minha homenagem a esses atletas que muitas vezes são desconhecidos, mais não são nada limitados.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

QUASE DENTRO – 16/07/09


Você se manteve longe
Quando eu estava perto, quase dentro
Renunciou o meu amor barato
Fez de mim gato e sapato
Com todo seu desapego

Você apagou as luzes
Quando eu precisa ler
Você não respeitou
O meu simples querer

Você se afogou
Quando eu estava submersa
Me fazendo descer nas profundezas para tentar te salvar
Você esnobou a minha fé a minha riqueza
Não enxergou a pureza do que é amar

Você me perdeu
Quando eu já estava perdida
Não se preocupou com a minha vida
Nem com o que eu tinha pra falar

Você nunca pode ver a luz que eu carregava em mim
Nunca me disse sim
Quando eu queria te guiar

Preferiu seguir seus planos
E dentre todos seus enganos
Me pediu pra voltar

Você é a sombra do mal
O que era bom veio de mim
Da minha mente
E não de ti
O que era bom nunca aconteceu

Porque você se manteve longe
Quando eu estava perto, quase dentro

Débora Vasconcelos

MÚSICA: FLORES DO MAL – Barão Vermelho

Composição: Frejat / Guto Goffi

Não me atire no mar de solidão

Você tem a faca, o queijo e meu coração nas mãos
Não me retalhe em escândalos
Nem tão pouco cobre o perdão
Deixe que eu cure a ferida dessa louca paixão

Que acabou feito um sonho
Foi o meu inferno, foi o meu descanso

A mesma mão que acaricia, fere e sai furtiva
Faz do amor uma história triste
O bem que você me fez nunca foi real
Da semente mais rica, nasceram flores do mal

Huummm....

Não me atire no mar de solidão
Você tem a faca, o queijo e meu coração nas mãos
Não me retalhe em escândalos
Nem tão pouco cobre o perdão
Deixe que eu cure a ferida dessa louca paixão

Não me esqueça por tão pouco
Nem diga adeus por engano
Mas é sempre assim

A mesma mão que acaricia, fere e sai furtiva
Faz do amor uma história triste
O bem que você me fez nunca foi real
Da semente mais rica, nasceram flores do mal

quarta-feira, 15 de julho de 2009

ANJO REVELADOR – 15/07/09

Você abriu bruscamente as portas do infinito diante dos meus olhos
Eu vi que as possibilidades não passavam de desejos
E como em uma queda de um edifício
Eu me joguei sem medo
Pois sabia que você olhava por mim

Agora enxergo até o que eu não queria ver
E isso me fez tão bem
Esse mergulho na realidade
Nas verdades que muitos não sobem como me dizer

Não se afaste de mim
Anjo Revelador
Mostre meus rumos
Por onde devo ir

Abra outras portas
E seja guardião da minha força
E por você que eu quero seguir

Você desperta sensações novas
Faz do frio o calor em um piscar de olhos
Faz do longe perto
E o vazio você leva pra longe de mim
Me preenchendo com suas habilidades sedutoras e aventureiras
Me deixa existir no seu mundo também

Posso até dizer que abri as minhas portas pra você sentir
Como era o meu mundo aqui dentro
Antes de você invadir

Mas você me levou pra águas equilibradas
E mesmo com ondas agitadas
Me fez ter o controle de tudo o que estava ao redor de mim

Hoje sou grata por ter te encontrado
Ou melhor, por você ter me resgatado
Do mundo sombrio em que eu estava
Por me ensinar como encarar a vida
E por enfim, me ensinar a seguir sozinha
Tudo aquilo que eu sempre quis

Débora Vasconcelos

segunda-feira, 13 de julho de 2009

SUA TINTA - 08/07/09


Em uma atitude desesperada
Eu pintei sozinha, as paredes de toda a minha casa
Tentando te tirar dali
Mais era de mim que eu queria te arrancar
Sem deixar rastros, sem deixar marcas
Passar uma tinta branca, até apagar o passado
Até não te ver mais do meu lado
Simplesmente te apagar de mim

E todo esforço de arrastar móveis pesados
Subir escadas, pintar os cantos de lugares que até esqueci existir
Não se compara ao esforço que estou fazendo de tentar te arrancar de mim

E como o cheiro da tinta, você penetrou nos vasos, nas veias, no pulmão, na pele, tudo em fim
E é no fim que eu penso, a cada pincelada, a cada parede pintada, a cada cômodo, é só no fim

Pinto sem querer acabar, ao mesmo tempo tenho ânsia de ver tudo arrumado
De fazer as coisas voltarem ao lugar
Mais colocá-las em lugares diferentes
Pra ver se assim fica mais fácil te excluir

Chega uma hora em que bate o cansaço
E me lembro de quantas vezes cansei
De tentar ser feliz ao seu lado
E você nem se quer soube me fazer feliz

Hoje estou aqui
Tentando pintar o passado
Pra quem sabe poder me redescobrir

E nessas paredes brancas terei espaço
Pra poder pendurar outros quadros
Outras histórias que contarei pra mim

Mais no final do dia, junto com o cansaço
A pele resseca
A garganta também
Como se houvesse um nó, me impedindo de falar
E o corpo já estivesse paralisado
E quando paro pra pensar
Era assim que me sentia ao seu lado
Sem poder falar o que pensava, pois você me cansava
Você me envelhecia, assim como essa tinta seca na minhas mãos, no final do dia
Uma tinta que vai ser difícil de sair

Vou terminar de pintar
E ver no que dá
Se virá alguma inspiração que possa me fazer entender
Que tudo nessa vida tem o lado bom de ser

Débora Vasconcelos

MÚSICA: O Nosso Amor a Gente Inventa (estória romântica)

Compositor(es): Cazuza/Rogério Meanda/João Rebouças

O teu amor é uma mentira

Que a minha vaidade quer
E o meu, poesia de cego
Você não pode ver

Não pode ver que no meu mundo
Um troço qualquer morreu
Num corte lento e profundo
Entre você e eu

O nosso amor a gente inventa
Pra se distrair
E quando acaba, a gente pensa
Que ele nunca existiu

O nosso amor a gente inventa, inventa
O nosso amor a gente inventa, inventa

Te ver não é mais tão bacana
Quanto a semana passada
Você nem arrumou a cama
Parece que fugiu de casa

Mas ficou tudo fora do lugar
Café sem açúcar, dança sem par
Você podia ao menos me contar
Uma estória romântica

O nosso amor a gente inventa
Pra se distrair
E quando acaba, a gente pensa
Que ele nunca existiu

APENAS AQUI E AGORA – 07/05/09


Estou como um viciado
Vivendo um dia de cada vez
Só por hoje eu não sofri com você
E se me perguntares se eu te amo
A resposta será certa:
- E claro que te amo, mas não mais como outrora
Te amo sim, mais apenas aqui e agora
Te amo sem pensar no futuro
Pois foi o “amanhã” que trouxe também o desgosto
O amanhã apenas a Deus pertence
Só por hoje vou tentar ser feliz com você
E quando eu for embora daqui, não poderei me comprometer com promessas falsas de um futuro incerto
A única pessoa com quem estarei comprometida será comigo
E mesmo com medo dos perigos é sozinha que eu vou enfrentar
Assim como quando eu precisei e você não estava lá
Sobrevivi e ainda terei muitas histórias pra contar
Antes meu amor era tão puro
Que eu já te amava em um dia pela vida inteira
Mais além de ser inocente era também imaturo o amor que eu tinha pra te dar
Agora me limito a te amar apenas aqui e agora
Parece ser tão pequeno esse amor comparado com o que um dia cheguei a te dar
Chegou a sua vez de pensar em futuro
Mais inevitavelmente eu penso: - Que futuro contigo eu posso esperar?
Então deixa pra lá essa história de passado, presente e futuro
Só quero os presentes que a vida tem pra me dar
Enquanto isso a vida segue seu rumo
Enquanto eu vivo, você troca de lugar comigo e aprende a esperar

Débora Vasconcelos

MENINA – 11/03/09


Eu vejo o futuro nos seus olhos menina
Eu vejo uma força de conquistar
Vejo sonhos se transformando
Você é tão linda menina
Te desejo tudo de bom que Deus tem pra te dar
Que seu futuro seja diferente do meu
Ou quem sabe em partes até igual
Tenho que te ensinar a desenhar
Tenho que te ensinar tantas coisas menina
Só espero que você não sofra tanto pra aprender a amar
Isso só a vida vai te ensinar
Só não me peça pra te ensinar a andar de bicicleta
Isso me dá até trauma de falar
Mais se tiver dúvida com as cores, com os livros e músicas a se escutar
Se tiver dúvidas da vida em que eu possa te ajudar
Venha me procurar menina
A tia sempre vai te amar!

Débora Vasconcelos
Feliz Aniversário !!!

quarta-feira, 8 de julho de 2009

PÃO (A POESIA QUE O TEMPO LEVA) - 26/06/09


PÃO (A POESIA QUE O TEMPO LEVA) 26/06/09

Um dia me questionaram a forma de eu cortar o pão
Só então percebi
Que o que era comum pra mim
Para os outros não eram não

Minha forma de ver as coisas
Na poesia que o tempo leva
E sopra dentro da minha cabeça
Tão distintas até então

Por mais que eu tente disfarçar
Trancafiando as minhas máscaras
Não há como lutar
Se eu tenho outra visão

Se as coisas que me parecem raras
Para os outros, são dignas de se jogar no chão
Eu elevo a essência rara
Que há em meu coração

Por mais que eu tente ser outras coisas
Meu espírito não abre mão
De escrever nas horas vagas, nas horas cheias
E quando houver inspiração

E nada se equipara
A grande emoção
De expor de forma clara, turva, em turbilhão
As idéias que se escancaram, em minha imaginação

Se você pudesse ver com meus olhos
Uma voz te acompanharia
Soprando a cada passo
A essência, a poesia


Débora Vasconcelos

MÚSICA: CONFESSO - Ana Carolina

Compositor(es): Ana Carolina e Totonho Villeroy

Confesso acordei achando tudo indiferente
Verdade acabei sentindo cada dia igual
Quem sabe isso passa sendo eu tão inconstante
Quem sabe o amor tenha chegado ao final

Não vou dizer que tudo é banalidade
Ainda há surpresas mas eu sempre quero mais
É mesmo exagero ou vaidade
Eu não te dou sossego, eu não me deixo em paz

Não vou pedir a porta aberta é como olhar pra trás
Não vou mentir nem tudo que falei eu sou capaz
Não vou roubar teu tempo eu já roubei demais

Tanta coisa foi acumulando em nossa vida
Eu fui sentindo falta de um vão pra me esconder
Aos poucos fui ficando mesmo sem saída
Perder o vazio é empobrecer

Não vou querer ser o dono da verdade
Também tenho saudade mas já são quatro e tal
Talvez eu passe um tempo longe da cidade
Quem sabe eu volte cedo ou não volte mais

Não vou pedir a porta aberta é como olhar pra trás
Não vou mentir nem tudo que falei eu sou capaz
Não vou roubar teu tempo eu já roubei demais

Não vou querer ser o dono da verdade
Também tenho saudade mas já são quatro e tal
Talvez eu passe um tempo longe da cidade
Quem sabe eu volte cedo ou não volte mais

quinta-feira, 2 de julho de 2009

REVOLUCIONAR – 30/06/09


Estou me sentindo frustrada
Um passarinho de assas quebradas
Mais vivo!
E sem poder voar

Uma dor que não acaba
Enquanto a liberdade por mim, passa
E eu não conseguindo agarrar

Me sinto atordoada
Sozinha
Culpada
De deixar chegar onde está

Preciso mudar
Dar a volta por cima
De verdade mesmo...
...Preciso revolucionar

Desbravar a minha vida
Tirar as coisas do lugar
Ser um pouco mais decidida
Para uma decisão eu sustentar

Vou guerrear com a minha imagem
Vou buscar transparecer firmeza
Mesmo que esteja tremendo por dentro
Tenho que aceitar a minha grandeza
Só assim os outros poderão nela acreditar

É difícil enfrentar a vida sozinha
Sem ter muita gente com quem contar
Ninguém tem obrigação de me amar
Mas esperam sempre de mim algo
Que na verdade eles não podem me dar

E uma troca injusta
A ajuda, pelo nada
E nada!
Eu não vou mais aceitar

É como se eu vivesse esperando as migalhas
Porque um pássaro de assas quebradas
Não consegue voar

Mais na verdade isso me atrapalha
Deixo sempre que alguém quebre as minhas assas
Por eu mesma pensar que nunca conseguiria voar
Por isso me vejo estagnada
Presa neste lugar
Onde nunca acontece nada

E quem se aproxima
Definitivamente não quer ajudar
Só sugar
O pouco ar que me falta
O pouco fôlego que eu tenho pra respirar

Tenho que assumir minha solidão
E dentro do meu coração
Descobrir forças pra lutar

Tirar de vez essas amarras
Que me impedem de enxergar
O quanto eu estava errada
Da sua ajuda, ou alento eu esperar

Enquanto as minhas vistas estavam tapadas
Escutei o mundo gritar
Gritou meu nome sem dizer nada
Somente pra me provocar
Enquanto ele borbulhava vida
E eu não me deixei aproveitar

Vestindo a fantasia de coitada
Achado que um dia alguém fosse notar
Que me abraçassem de coração
Dando pra mim as mãos
Querendo em minha companhia estar

Doce ilusão
Que em minha mente eu fui plantar
Achar que ficar com o resto da sua compaixão
Fosse melhor que sozinha realmente estar

Demorou pra eu entender
Que a minha vida eu preciso
Definitivamente
Revolucionar!


Débora Vasconcelos

02/07/09

Anteontem, eu não consegui
Assim que deitei, ele me veio na cabeça
Mais perdi
Não consegui levantar pra escrever
Estava exausta
Dormi
Esqueci
Perdi


Débora Vasconcelos

segunda-feira, 22 de junho de 2009

MINHA VIDA DENTRO DO SEU OLHAR - 11/03/09



Achei uma asa onde eu pude me esconder
Achei um coração pra eu poder habitar
Achei uma parte minha que estava perdida
Achei minha vida dentro do seu olhar

Achei nas suas mãos confiança
Fiz da nossa relação uma aliança
Que não precisa nem se usar

Senti clareza em meus sentidos
Sempre que aqui você está

Achei na sua casa um abrigo
Achei dentro de mim tantas coisas suas
Até mesmo antes de você se aproximar
Elas estavam aqui, como se estivessem a te esperar

Parece até que saí do seu umbigo
Tamanha a sensação de conforto que é estar contigo
De tão a vontade que você me deixa ficar

Achei uma parte minha que estava perdida
Achei minha vida...dentro do seu olhar


Débora Vasconcelos

RESQUÍCIO - 14/06/09

Não sei o que esperar de você
Se já não posso mais esperar
O meu relógio tem pressa
E eu só vejo você passar
Enquanto eu fico aqui sem saber o que será
Eu já não sei o que dizer
Se é que vai ser preciso dizer
O que na verdade se quer calar
E o meu esconderijo
Não é o seu lugar
Você não vê
Quanto dor proporcionou
A quem sempre só quis te amar
Já não sei o que esperar
Enquanto isso vejo o tempo passar
Pela luz do seu olhar
Que se perdeu em devaneios
Prestes a me soterrar
Em seus raros aconchegos
Deixe me ficar
Até que a luz da manhã invada
Para que se torne claro
A necessidade do desapego
Me deixe sombrear o seu relevo
Enquanto não sei desvendar
O que eu vejo em seu olhar
É tão difícil aceitar
A verdade a seu respeito
Não posso tolerar
O meu próprio sofrimento
De querer estar contigo
Que nunca me dará alento
Nunca se fará guerreiro
Pra junto podermos enfrentar
Porque a individualidade é mais presente
Que o resquício de amor que aqui está


Débora Vasconcelos


MÚSICA: SABER AMAR - Paralamas do Sucesso
Composição: Herbert Vianna

A crueldade de que se é capaz
Deixar pra trás os corações partidos
Contra as armas do ciúme tão mortais
A submissão às vezes é um abrigo

Saber amar
É saber deixar alguém te amar

Há quem não veja a onda onde ela está
E nada contra o rio
Todas as formas de se controlar alguém
Só trazem um amor vazio

Saber amar
É saber deixar alguém te amar

O amor te escapa entre os dedos
E o tempo escorre pelas mãos
O sol já vai se pôr no mar

LAPSOS DE AMOR – 12/06/09


Às vezes me sinto amada
Mas são apenas lapsos
E como diz o dicionário é um engano involuntário
São os meus lapsos de amor
Às vezes confundo os atos
E nesse teatro às vezes confundo também...
...Os atores, os diretores e os diálogos

Isso quando há diálogos
Porque mais parece um cinema mudo
E os gestos podem ser de diversas formas interpretados
Em cada nova cena eu me embaraço
E às vezes tenho esses lapsos
Um mero engano barato
A essa altura do campeonato
Achar que ainda existe amor
O amor não é cobrado
E mesmo em um cinema mudo é fácil ser identificado
Não é preciso mandar recado
Ou dar o que não se tem
O amor é doado
Com o sorriso nos lábios
E o coração cheio
Há certeza nos abraços
Há carinhos entre os beijos
Não são apenas lapsos
De um súbito desejo
O amor é concretizado
E enfrenta todos medos
Mas eu apenas tenho lapsos
De um amor não verdadeiro
Um amor que precisa ser cobrado
Para que exista o tempo inteiro
Esses são meus lapsos de um amor tão traiçoeiro


Débora Vasconcelos

PREFERÊNCIAS – 27/05/09


Estar com você
É estar sozinha
É seguir um caminho que não há paz
Estar contigo é me renunciar
E não ter nada de mais
Você não sabe das minhas preferências
Não sabe das minhas dores
Pois é na sua ausência
Que tudo acontece aqui
Nosso amor está suspenso
Nos quatro pés da cama
Lá em cima
O mundo deixa de existir
E todas diferenças
Se tornam pequenas
Quando estamos ali
Mas confesso que me faz falta
Alguém que me conheça
Que até discorde
Mas que ao menos saiba das minhas preferências tão ousadas
A pesar de tanto tempo
Você não aprendeu a olhar dentro de mim

Não sabe quais são as minhas preferências

Débora Vasconcelos

27/03/09


Você sempre achará meios de defender quem você ama!

Débora Vasconcelos

terça-feira, 16 de junho de 2009

METAMORFOSE


E assim como a borboleta
Eu preciso deixar me libertar deste casulo
Preciso me desvendar para o mundo
Preciso aprender a viver solta

Vou abrindo as asas aos poucos
Em um processo doloroso
Vou aprendendo a me conhecer

E depois desse meu próprio encontro
Dou-me conta de minha beleza
E apesar da delicadeza
Sou mesmo uma fortaleza, por passar tudo que passei

Vejo a tudo de um outro ângulo
Pois estou sobrevoando
Isso não significa que não possa sentir
É ainda pior ver daqui

Porque essa poluição sobe
E me mata aos poucos
É como se meu coração estivesse oco
Sem poder mudar os outros, mais preciso primeiro mudar a mim

Vou aceitar essa liberdade
De sair da escuridão
Essa claridade é o que vai me acompanhar

Minha cabeça tem que estar iluminada
Pra eu poder dispersar a minha luz e colorido
E mesmo que ao gritos
Eu vou sobreviver

Deixarei minhas asas se mostrarem
Deixarei o que há de melhor em mim transparecer
Não quero mais o que é escuro, feio e apertado como o casulo
A partir de agora vou viver

Sou uma borboleta
Admirada por todos
Mais ninguém percebe o sufoco
Que tive que passar pra chegar até aqui

Então agora é diferente
Vou mostrar pra essa gente
Quem é que manda aqui

Minha vida me pertence
Eu não preciso de lentes
Pra poder ver o que se passa dentro de mim

Não aceito essa situação
Vou ajudar os outros
Mais vou amar primeiro a mim

Vou me deixar dar os meus vôos
Usar minhas asas sem culpas
Vou ver enfim a sombra colorida que elas produzem
Até minhas sombras serão belas
Quando eu puder colocar em prática tudo o que está dentro de mim

Vou me transformar mais uma vez
Pois dor pior não existe
Comparada a tudo que passei
Outras metamorfoses estão por vir...

Débora Vasconcelos

terça-feira, 9 de junho de 2009

PRA MIM O AMOR É...- 02/03/09


O amor pra mim é
Uma embalagem vazia de shampoo
Que eu não consigo jogar fora
Porque era sua
Há anos ela permanece guardada na gaveta do banheiro
Como se estivesse esperando você chegar pra jogá-la fora
O amor é a incerteza da volta e mesmo assim a plena consciência da sua presença a todo instante
É olhar para o lado e não ter medo
Porque a ti eu devo a minha vitória
É a sua energia a minha volta
É saber que também eu estou presente em sua história
O amor é simples e tão certo
Como a embalagem vazia de shampoo que eu não consigo jogar fora



Débora Vasconcelos
MÚSICA: RISOS e MEMÓRIAS - Pedro Mariano
Composição: (Diego Saldanha)

Quando você
Lembrar e passar por aqui
Deixe o orgulho de lado
Senta que eu posso te entender
Mude a canção
Aquela não serve pra mim
Deixa eu sentar do seu lado
Adormecer o passado
E ter a certeza que os meus sonhos
Brilhariam num olhar
Refrão:
Eu espero que você não esqueça
Que eu te contava histórias
Que valiam risos e memórias
Tão sinceras
Que eu desejava ao mundo
Dentro de um postal
Se amanhecer
Não há mais porque se enganar
Sei que já fomos culpados
Mas não me importo em me render
Tente encontrar
Caminhos na nova canção
Eu vou estar preparado
Pra me deitar do seu lado
E na certeza dos seus olhos
Haveria o meu lugar

sexta-feira, 5 de junho de 2009

1º VÔO – 22/05/09


O que que a gente faz, quando não sabe o que fazer?
Essa sensação já aconteceu com você?
A incerteza de um pássaro em seu 1º vôo diante do precipício a lhe desafiar
É complicado tomar uma decisão que envolve os outros
Mas inexplicável mesmo é decidir se arriscar buscando um sonho
Sem medir esforços pra se realizar
A incerteza e o medo estão lá
Assim como no primeiro vôo do pássaro
Mas quando chega a hora o instinto te joga e é preciso voar
E só se aprende na queda como se faz para planar
Sobre os problemas da vida e poder sobrevoar
Olhando do alto, só assim você consegue enxergar o quanto nada é tão grande quanto a imensidão a se desbravar
Mais o que torna esse vôo mais interessante é saber que não importa o quanto ele dure, haverá um lugar pra se pousar
Fico buscando com os olhos o local perfeito pra aterrissar
Um lugar seguro, longe do predador e de qualquer mal
Tenho que me manter sadio
Pois amanhã volto a voar sobre os conflitos que me atingem, buscando uma solução a se mostrar
Diante do abismo sei que algo bom surgirá
Não posso abandonar minha natureza e tenho que sair todas as manhãs voando em busca de meus sonhos
E durante a noite...Sonhando pra acordar
Sempre é preciso ficar atento onde se deseja pousar
Pois os desejos são traiçoeiros e num momento de descuido podem te enganar
E o que parecia te saciar naquele instante
Pode ser justamente o que irá te devorar
Continuo dando vôos rasantes, altos e tortos, inconstantes
Como pássaro espero sentir esse gosto de liberdade sempre em meu olhar

Ela é uma dádiva que todo ser humano mesmo sem ser um pássaro deveria valorizar
Pois a liberdade mesmo com os pés no chão
É capaz de te fazer voar

Débora Vasconcelos

quinta-feira, 4 de junho de 2009

NÃO SE REFLETE NO ESPELHO – 21/02/09


Errados ou certos
Estamos juntos nisso
E não adianta ficar arranjando desculpas pra justificar nosso desejo
É o que sentimos e basta pra matar os nossos medos
Estamos juntos nisso
E agora só o que resta é ser feliz
Eu desço do salto e você se despe
Perdemos o controle de qualquer jeito
Não há culpa, nem pecado aqui dentro
Só esse fogo, esse libido
Você sabe como me sentir
Errados ou certos
Estamos juntos nisso
E juntos enfrentamos todos perigos
Perigo é não ter você aqui comigo
É sucumbir tantos desejos
Preciso sentir essa energia que sai do seu corpo
E você precisa balançar com o meu ritmo
Não podemos pensar em nada que não seja em nós mesmos
Somos os egoístas mais felizes do mundo
Errados ou certos
Estamos juntos nisso
Você é homem perfeito pra quem como eu não quer se prender
Eu sou a mulher perfeita pra quem como você já está preso
Independente do que foi ou esta por vir
Preciso soltar o meu cabelo
E ver você sorrir, quando tudo já está feito
Errados ou certos
Estamos juntos nisso
E o que sentimos é algo que não se reflete no espelho
Errados ou certos
Estamos junto nisso


Débora Vasconcelos

MÚSICA: ILEGAIS – Vanessa da Mata

Composição: Vanessa da Mata

Desse jeito vão saber de nós dois
Dessa nossa vida
E será uma maldade veloz
Malignas línguas
Nossos corpos não conseguem ter paz
Em uma distância
Nossos olhos são dengosos demais
Que não se consolam, clamam fugazes
Olhos que se entregam, ilegais

Eu só sei que eu quero você
Pertinho de mim
Eu, quero você dentro de mim
Eu, quero você em cima de mim
Eu quero você

Desse jeito vão saber de nós dois
Dessa nossa farra
E será uma maldade voraz
Pura hipocrisia
Nossos corpos não conseguem ter paz
Em uma distância
Nossos olhos são dengosos demais, demais
Que não se consolam, clamam fugazes
Olhos que se entregam, olhos ilegais

Eu só sei que eu quero você
Pertinho de mim
Eu, quero você dentro de mim
Eu, quero você em cima de mim
Eu quero você

terça-feira, 2 de junho de 2009

COMO ÁCIDO – 01/06/09


Busco a inspiração perfeita
Pra poder descrever a nossa história mal feita
Imatura, desatenta
Se ao menos você tivesse escutado o que eu no início te falei
Você iria compreender que hoje as coisas seriam diferentes
Mas você quis pegar o atalho
E chegou primeiro ao nada
E agora eu nada tenho pra me orgulhar de você
Uma história toda mal contada
Cheia de pesadelos, paixões e menosprezo
Você não viu a estrada pela qual caminhei
As pedras que tive que mover para passar
E no final, nem me esperou chegar
Tomou sua decisão e foi viver
Essa vida trouxe outra vida
E quase me fez morrer
A nossa história imatura, insegura não deu em nada
Precisei fugir!
Abortei meus sonhos por você
Isso nunca você vai entender
O que eu sofri nunca fará sentido pra você
Porque você não quer ver, pois agora doeria muito mais em você do que em mim
Você nem sabe quem eu sou
Mais é preferível nem saber
Você não suportaria o peso do meus sonhos
Mas eu também não quis te conhecer
Preferi encobrir os erros do homem que eu amava, pra não sofrer
Mas a dor veio cortante e agora constante
Como tinha que ser
Já que não soubemos nos conhecer
A nossa história virou a curva da minha casa
E parece que estava estampado em todas as janelas
A desilusão que eu sentia
Precisei fugir!
Pra pelo menos não sofrer aqui
Diante dessa história magoada, sofrida, chorada
Só assim pra eu me curar do ácido que insiste em corroer
Essa dor que não passa, que chega no osso e ultrapassa todas as paredes do meu ser
Precisei fugir!
Agora sou eu quem precisa viver


Débora Vasconcelos

AMARRAS – 27/05/09

Você é a mera ilusão que existe dentro da minha cabeça
Os seus carinhos são irreais
Sempre com segundas intenções ou mais
Posso até não significar nada
Mais você não se esquece de mim
E se atrapalha todo
Quando eu digo sim

Você é o perfeito canalha
Que arranca a puta que há em mim

Vibra!
Soa!
Curte!
Voa!
É só chegar perto de mim
Minha perna treme e se escancara
Com tanta libido assim

Nós dois sabemos
Que não há amarras
Que nos prendam
Melhor assim

Você me ignora
Me provoca
Me faz ter reações impensadas

E eu me pergunto entusiasmada
Como você percebeu que eu era uma tarada?
Mas um dia equivocada
Eu quis você todo pra mim

Isso nunca irá dar em nada
Nos perpetuamos nas risadas
Nos abraços
Nas gozadas
E sem amarras, melhor assim

Débora Vasconcelos

QUERO UM HOMEM QUE ME AME SEM CABELO – 21/05/09

Hoje fiquei pensando nas mulheres que seja lá pelo motivo que for, não tem cabelos. Justo eu que a pesar de ter feito curso de cabeleireira, não gosto declaradamente de pentear os meus, fiquei pensativa sobre o que seria de mim se não os tivesse.
Socorro!!! Só de pensar me senti péssima. Aí fiquei imaginando como seria a vida de mulheres sem cabelos.
Usar perucas não deve ser algo tão legal, pois imaginei a coceira que deve dar, o calor. E se o vento bater? E se alguém não perceber e for te fazer um cafuné? E se enroscar na pulseira ou em algum lugar?
Tem mulheres que entram em depressão às vezes até mais pelo motivo da vaidade afetada, do que pelo problema em si que a fizeram ficar sem as madeixas, essas, nem saem de casa.
Já vi algumas mulheres que assumem numa boa a careca de vez por todas e não tentam disfarçar.
Têm outras, porém possuem um estilo bem despojado e usam lenços coloridos, turbantes, boinas, tatuam a careca, enfim...
Mas pensei mesmo na relação amorosa.
Como é difícil ter a certeza de ser amada hoje em dia, mesmo sendo linda, magra, trabalhadeira, inteligente, boa cozinheira, estudada, boa motorista, boa mãe, econômica, bem humorada, sem TPM e com longos cabelos lindos.
Imaginei como seria ser uma mulher dessas, porém sem cabelos.
Imaginei que não adiantaria em nada se essa mulher não tivesse uma auto estima elevada, pra falar a verdade uma mega, ultra, super estima própria, pois o cabelo faz parte da vaidade natural feminina, mesmo para as que como eu não gostam de penteá-los.
Deve ser muito difícil o processo de entender o propósito de tudo isso e não se auto anular, não se sabotar por não ter cabelos. Erguer a cabeça e mostrar ao mundo que você é muito mais que cabelos, que há tantas coisas em você para se mostrar, deve ser muito difícil ter essa coragem e força.
Mas difícil também deve ser encontrar alguém pra te amar, pra aceitar, alguém que queira ao menos te conhecer, que queira se aproximar. Um homem que te ame sem cabelos. Isso sim é difícil de se achar.
Mas entre todas as dificuldades acho que a pior deve ser se olhar no espelho. E saber que ninguém abaixo de Deus pode te amar mais que você mesma.
Mulheres sem cabelo se amem pelo que são. Vocês não são só cabelos.
Na minha grande ignorância apenas imagino o quanto deve ser difícil. Mas tentem...Batam no peito e digam primeiramente a si mesmo: - Eu não sou o meu cabelo, tenho mais pra mostrar.
E para aquelas que já encontraram um homem que as amam sem cabelos, saibam que até eu que tenho cabelos quero encontrar alguém que me ame assim por inteira. Sem que o cabelo seja desculpas pra me amar.



Débora Vasconcelos
MÚSICA: SÓ DE PASSAGEM - Pitty
Composição:
Pitty

Eu não sou o meu carro
Eu não sou meu cabelo
Esse nome não sou eu
Muito menos esse corpo
Não tenho cor nem cheiro
Não pertenço a lugar algum
Eu posso ir e vir como eu quero
Nada me toca nem aprisiona
Vou pairando leve, leve....
Acima da carne e do metal
Eu possuo muitas coisas
E nada disso me possui
Eu não sou a comida que eu como
Não sou a roupa que eu visto
Não espere por uma resposta
Porque eu não tenho explicação
Eu não sou a minha casa
Não faço parte da minha rua
Vou pairando leve, leve....
Acima da carne e do metal
Eu possuo muitas coisas
E nada disso me possui
Espíritos são livres, espíritos passeiam por aqui
Espíritos são livres, espíritos só passam por aqui

DILUIR - 16/05/09


É melhor deixar assim
Melhor mesmo que você não saiba
O que se passa dentro de mim
E todas as coisas que me faltam
Só não venha me falar de fé
Pois foi com ela que cheguei até aqui
E irei mais adiante
Fé não é algo que se possa ver
Não tem como se medir
Não dá pra você saber
Cada qual com o seu sentir
Mas é melhor mesmo que você não saiba
Assim como não sabe os sonhos que guardei
Porque não puderam ser usados
Da forma que eu planejei
Você não sabe nada
Nem do futuro, nem do meu passado
Você só sabe pouco
Do pouco que tem acompanhado
Talvez se soubesse tudo já não estaria aqui
E agora sou eu que quero ir embora
Pra quem sabe a dor que ficou
Eu consiga diluir
Com histórias novas
Com outros shows
Eu não posso regredir
Já não quero dizer nada
Explicar pra quê?
Se quero partir
Me deixa ir, não fala nada
E como diz Leoni: - Deixa tudo assim...


Débora Vasconcelos


MÚSICA: SÓ PRO MEU PRAZER...
Composição: Leoni/ Fabiana Kherlakian

Não fala nada, deixa tudo assim por mim
Eu não me importo se nós não somos bem assim
É tudo real nas minhas mentiras,
E assim não faz mal
e assim não, me faz mal não

Noite e dia se completam, no nosso amor e ódio eterno
Eu te imagino, eu te conserto, eu faço a cena que eu quiser
Eu tiro a roupa pra você, minha maior ficção de amor
Eu te recriei
Só pro meu prazer, só pro meu prazer

Não vem agora com essas insinuações
Dos seus defeitos ou de algum medo normal
Será que você, não é nada que eu penso
E também se não for, não faz mal
Não me faz mal, não

(2X)
Noite e dia se completam, no nosso amor e ódio eterno
Eu te imagino, eu te conserto, eu faço a cena que eu quiser
Eu tiro a roupa pra você, minha maior ficção de amor
Eu te recriei

Só pro meu prazer
Eu quero você como eu quero
Só pro meu prazer
Eu quero você como eu quero

VELHOS ERROS – 18/04/09


Você podia estar comigo
Bastava você querer
Eu estava ali
Precisando de você

Você preferiu abandonar
Quem um dia te fez bem
Depois se arrependeu
De tudo aquilo que me fez

Você plantou
Tudo aquilo que colheu
Se agora esta doendo
Não é mais problema meu

Quem sabe isso te faça entender
O quanto a sua ausência em mim doeu
O buraco que você deixou
Minha coragem preencheu

Deixei tantos mundos por você
Isso você não pode perceber
Mais também foi erro meu
Acreditar tanto em você

Agora vou olhar o mundo de uma forma diferente
Vou buscar outros destinos
Me esquecer dos velhos erros
Recomeçar de um outro jeito

Não vou tentar mais entender

Só o tempo irá dizer
O que eu faço com aquilo que restar
E se algo ainda prestar
Cada um fica com o seu


Débora Vasconcelos

segunda-feira, 25 de maio de 2009

CONTRÁRIO – 14/04/09


Se você corre
Eu paro
Somos todo ao contrário de tudo aquilo que é amor

Se você vê
Eu cego
Estamos submersos em nossa própria dor

Se você abre
Eu fecho
E é tudo tão distinto de tudo que se passou

Se você grita
Eu calo
Já nos perdemos nas palavras de tudo que se falou

Se você entra
Eu saio
É impossível se encontrar quando o vento não sopra a favor


Débora Vasconcelos

...

Precisei ficar no silêncio
Hoje não quis ouvir música, nem ligar a TV
Era o silêncio que me faltava
O meu próprio silêncio que me escapava
E já bastava o som da rua e dos vizinhos e o da minha tosse que não passa
Esse silêncio não é vazio, nem tão pouco ameaça
O silêncio veio em forma de amigo
Pra acabar com a solidão que aqui estava


Débora Vasconcelos

MÚSICA: PRA RUA ME LEVAR - Ana Carolina

Composição: Ana Carolina / Totonho Villeroy

Não vou viver, como alguém que só espera um novo amor
Há outras coisas no caminho onde eu vou
As vezes ando só, trocando passos com a solidão
Momentos que são meus, e que não abro mão
Já sei olhar o rio por onde a vida passa
Sem me precipitar, e nem perder a hora
Escuto no silêncio que há em mim e basta
Outro tempo começou pra mim agora


Vou deixar a rua me levar
Ver a cidade se acender
A lua vai banhar esse lugar
Eu vou lembrar você

É mas tenho ainda muita coisa pra arrumar
Promessas que me fiz e que ainda não cumpri
Palavras me aguardam o tempo exato pra falar
Coisas minhas, talvez você nem queira ouvir
Já sei olhar o rio por onde a vida passa
Sem me precipitar, e nem perder a hora
Escuto no silêncio que há em mim e basta
Outro tempo começou pra mim agora

Vou deixar a rua me levar

IMUNE – 28/03/09


Descobri que tudo que escrevi
Era pra mim e não pra você
Pra eu saber que nunca mais
Podia deixar isso acontecer
Preciso reler pra entender direito
Tudo que passei quando estava com você
Pra tentar algo melhor
Dá próxima vez que for me meter a amar
E a minha paz é algo que não se pode apalpar, como os corpos na cama a sussurrar
Abra a porta e entra
Pode vir que agora já me vacinei contra você
E nada do que você faça irá me contaminar
É indiferente a sua presença agora, já que não faz mal nem bem
Pode vir que agora já me vacinei contra você
Estou imune aos seus beijos, aos nossos antigos desejos, a sua pele a exalar um forte apelo de querer provar essa mulher nova a sua frente
Pode vir e se deitar ao lado
Já me vacinei contra você
E nada do que me faça irá me adoentar
Estou livre e é isso que te encanta
Que te cisma, que você tanto teima em decifrar, como fez bem eu estar longe de você
Pode fazer o que quiser
Eu descobri outras portas neste quarto
Mas não preciso sair se você chegar
Eu já consigo te suportar
Porque eu já me vacinei contra você
De raiva eu já não morro mais
Pois já não espero nada de você
Estou imune a sua desilusão
Venha, senta, conversa, faz tudo que não fazia quando eu precisava de você
Não me importa
Agora eu já me vacinei contra você

Débora Vasconcelos

VERDADE INSANA – 25/03/09


Dá vontade de não tomar banho
Só pra não tirar de mim o seu cheiro
Porque não sei se você vai voltar
Mas não importa o banho
O seu cheiro não esta só na pele
Está dentro!
Esta nos cobertores
Mas também nos pensamentos
Dá vontade de não sair da cama
Ficar lembrando dos seus beijos
Mas eu não sei se ele vai voltar
Então é melhor levantar e sair correndo
Dá vontade de te ligar
E não querer te entender
Simplesmente te ter
Mostrar que não sou santa
Que eu só quero o prazer
De ter você na minha cama
Mais não sei se ele iria voltar
Sabendo dessa verdade insana
Dá vontade de esquecer o passado
E dar o braço a torcer
Fingir que não vi o seu recado
Dar o troco com a moeda que veio de você
Dá vontade de não te levar a sério
De perder o respeito
Juntamente com a roupa
De te tirar do sério
E dar uma de louca
Fingir que nada aconteceu
Só pra que aconteçam mais coisas
Dá vontade de matar tanta vontade com você
De delirar
De possuir seu ser
Mas ainda não sei se ele irá voltar
E fico aqui imaginando tantas coisas
Dá vontade, da vontade que dá
Daquelas de se encher a boca


Débora Vasconcelos

quarta-feira, 20 de maio de 2009

VIAJANTE – 20/05/09


Como em um cavalo a galopar é o que eu sinto quando me vejo em seu olhar
Uma sensação de alegria e liberdade que você consegue me proporcionar

E como a chama da fogueira que aquece os viajantes, que contam histórias na madrugada a varar
Eu sinto meu corpo esquentando quando perto você está

E como a bruma da noite aos poucos eu vou me acalmando e as estrelas vou observar
Pois sei que em algum lugar distante você está também em mim a pensar

E os seus olhos feitos diamantes, brilham tanto como o luar
E mesmo eu querendo ser um retirante
Vendo tantas paisagens lindas, tanta gente, tudo tão inconstante
Nada disso me impede de te amar

Tenho todos os motivos pra enfrentar essa estrada, pra tocar essa boiada e me sentir feliz de aqui estar
Mais observando bem, nada substitui seu cheiro, seus abraços e seus cabelos na garupa do meu cavalo com o vento a balançar
Neste instinto natural, me sinto uma pessoa normal, quando desejo sempre regressar ao nosso lar.




Débora Vasconcelos
* Esse fiz inspirada na abertura da novela Paraíso.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

CULTIVO DE PAPÉIS – 23/03/09


Quero que o tempo passe assim
Com vários cadernos preenchidos
Letras bem feitas e torneadas
Ou garranchos que quase não se entende nada
Estará nítido nas letras a pressa de se escrever
Em derramar sobre os papéis as coisas que às vezes não se pode dizer
Às vezes um desenho aqui outro acolá
Vão demonstrando o que as palavras não conseguem expressar
Quero poder escrever sempre
Quero sempre poder escrever
Que nunca me falte papel, caneta, tinta ou coisa assim
Porque a memória é fraca
Isso sim falta em mim
Então não posso parar pra pensar
É quase como psicografar
Tenho que escrever, deixar sair
Deixar fluir sem me cobrar
Isso não é brincadeira, não pra mim
Escrevo já há tanto tempo
E o tempo não tem pena de mim
Vai passando e os cadernos vou preenchendo
Enquanto alguns cultivam flores, cogumelos, plantas em um jardim
Eu cultivo meus papéis
Isso é o que eu quero até o fim
Pois por mais que eu me acabe
O que eu escrevi ficará aí, pra quem sabe alguém cultivar
Alguém que entenda que eu não morri
Enquanto os meus papéis cultivar
Flores dali vão sair

Débora Vasconcelos

A IMENSIDÃO DO SEU OLHAR – 22/03/09


Seus olhos me fitam a onde quer que eu vá
É uma certeza tão simples da sua presença em tudo quanto é lugar
Você me guia com a clareza de quem sabe amar
E mesmo sem você aqui, sinto que nunca me abandonará
É tão natural pra mim que não consigo explicar a força deste amor
Mas se eu pudesse comparar
Seria mais ou menos como a força das ondas e a imensidão do mar
É um mergulho profundo sempre que sinto os seus olhos a me fitar
É uma sensação de grandeza que qualquer distância se torna pequena na imensidão do seu olhar


Débora Vasconcelos

REPENTINAS


Suas vindas repentinas
Parece até que são pra pedir perdão
Mais você não consegue falar
É tão difícil mudar
É tão difícil expressar
Quando já foi dito, tantas coisas pra magoar
Suas idas repentinas
Me fizeram sofrer
Sempre sem dizer nada
Agora não há o que esclarecer
Tudo o que ficou foi um enorme buraco
Uma sensação de fracasso
Quem sabe repentinamente eu consiga te esquecer


Débora Vasconcelos

ALIANÇAS – 05/03/09

Difícil foi me livrar delas
Assim como foi difícil no início acostumar
As alianças todas elas foram em vão
Se todos elos eram frágeis
E não existiam no coração
Alianças tão belas
Com vários nomes e histórias
Que de nada valeram
Quando foi preciso dizer: - Não!
Um objeto que de nada serviu
Pra tapar o buraco da solidão
E como diz o ditado:
-Foram se os anéis, ficaram se os dedos...as unhas e as mãos
Que agora sem elas
São livres pra agarrar outra paixão
Mais sinceramente
Alianças, essas não quero usar mais não
A única aliança que eu quero
É saber que eu posso contar
Com quem está do meu lado
Quero ver nos olhos dele a alegria do meu coração
A satisfação de me amar
A certeza que nenhum objeto pode dar
Quero um amor que não se leva na mão



Débora Vasconcelos

sexta-feira, 15 de maio de 2009

UMA CRIATURA NOVA – 14/05/09


Preciso te poupar do veneno de meus lábios
Preciso me poupar de ter que te dar respostas
Não dá pra decodificar algo tão codificado
É como o coração de uma criatura nova

Ninguém sabe como lidar
Ninguém sabe o que dali saíra
Pra se poder prever o que irá acontecer
Pra se entender o que dentro está

Será que é melhor eu me afastar de você?
Já que não quero te contar sobre a minha dor
Já que não posso te dar o meu amor
Porém tão pouco posso viver sem você

São quadros e retratos tão abstratos pra na parede se colocar
Só eu mesma posso saber interpretar
A verdade é que nem eu sei expressar realmente tudo que há pra se dizer
Na verdade já não há o que se explicar

E nas arestas vão ficando os restos
As culpas e a dor
No centro do corpo dessa criatura nova
Ás vezes há uma força descomunal e ao mesmo tempo uma fraqueza de isopor

Não dá pra saber o que se esperar
Nem eu mesma sei qual o próximo passo a se dar
As decisões variam tanto
Conforme o humor

E quase como uma alquimia
Experimento sensações novas
Que me transformam a cada dia
Numa criatura nova

Débora Vasconcelos