É PRECISO IR AOS EXTREMOS DE SI,
PARA QUE POSSA EXPERIMENTAR-SE POR INTEIRO !


Débora Vasconcelos

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quarta-feira, 16 de junho de 2010

J.J. – 11/06/10

Distraída ando cambaleando pelas ruas de Nova York, nada de glamour quando não se percebe que a saia esta presa na calcinha e que todo mundo olha pra sua cara por já ter visto sua bunda.
Saída de balada é assim, cheia de histórias pra contar.
Acordo a não sei quantas milhas de casa, um clarão tão intenso que parecia que o sol estava dentro do quarto, mas era só o efeito da ressaca.
Vejo Jonny ainda dormindo, pelo menos lembrava o nome dele. Penso em procurar a carteira dele, pegar um dinheiro e chamar um taxi.
- Cadê minha calcinha? - I acho que falei alto de mais, acordei Jonny. Ainda estou descordenada.
Ele olha estranhando como eu o impacto da claridade. Não sei nem por onde começar. Pergunto onde estamos.
Ele responde:
- Na minha casa.
- Em que bairro estamos?
- Philadelphia.
- Puta que pariu, como assim? Longe pra caralho de casa!... Onde está minha calcinha?
- Olha pela janela.
Só vejo um ponto vermelho na grama.
- Porque você fez isso, seu doido?
- Foi você quem fez. – disse sorrindo.
Só então reparei o quanto ele era bonito.
- Porque você está com pressa? Podemos tomar um banho, um café, um vinho, champagne se quiser...
- Você tá doido? Quero ir pra casa!
- Pra fazer o quê? Hoje é domingo!
Comecei a gostar da idéia de tomar café, minha barriga só faltava falar, enquanto isso, vi o cachorro do vizinho pular o pequeno cercado de arbusto e levar minha calcinha. Vermelha. Deve ter pensado que era carne.
Pergunto:
- Você sabe meu nome?
- JOANAAAAAAAA...(palmas)... JOANAAAAAAAAAA! - minha vizinha Adélia, chamando no portão pra me entregar um queijo de Minas que trouxe pra mim, interrompendo meu segundo sonho com Jonny. Filha da puta!!!
Débora Vasconcelos