É PRECISO IR AOS EXTREMOS DE SI,
PARA QUE POSSA EXPERIMENTAR-SE POR INTEIRO !


Débora Vasconcelos

segunda-feira, 28 de março de 2011

CAMINHOS INVERSOS

Bandido! Veio sorrateiro como um gato, mas maldoso por inteiro sem ser macio.

Bandido! Mais uma noite de sono me roubou, invadindo os pensamentos que eu já não queria que fossem dele, contudo, ainda os é.

E novamente me fez inventar caminhos inversos aos que percorremos na realidade, me fazendo ter saudade de coisas que não irão existir. De finais felizes, de elogios e afagos, de aprendizado e experiências que não trocamos. Porque apenas brincamos que amamos, sem nunca termos realmente amado, mais do que a nós mesmos.

Mas uma noite perdida de minha vida, mas uma noite em que nada mudou, nem eu mesma. Porque ainda deixo aberta minha mente, para sua entrada, mesmo que ele não saiba, é ele quem vem me roubar.

Além do amor que já não mais acredito, agora o sono que é o que eu preciso, para que de dia eu possa na nova vida que tento, improvisar.

Débora Vasconcelos

domingo, 27 de março de 2011

MÚSICA: GLI OSTACOLI DEL CUORE - Elisa & Luciano

*Eu já amava essa música, mas confesso que quando li a tradução eu até chorei.

Vejam o vídeo:

http://www.youtube.com/watch?v=yTeiObm6pfQ&NR=1&feature=fvwp


Música: O S OBSTÁCULOS DO CORAÇÃO – Elisa e Luciano

Composição: Ligabue


Há um princípio da mágica

Entre os obstáculos do coração

Que se prende com prazer

Em uma noite que não morre

E uma noite a rejeitar

Como um pacote de Natal


Há um principio da ironia

Nos suaves carinhos

Os pensamentos mais secretos

E encontra-los assim revelados

E a falar era eu

Sou eu que os emprestei


Quantas coisas que você não sabe de mim

Quantas coisas que você não pode saber

Quantas coisas a carregar na viagem juntos


Há um princípio da alegria

Entre os obstáculos do coração

Que eu quero merecer

Enquanto eu olho o mar

Enquanto eu deixo naufragar

Num pensamento ridículo


Quantas coisas que você não sabe de mim

Quantas coisas que você não pode saber

Quantas coisas a carregar na viagem juntos


Quantas coisas que você não sabe de mim

Quantas coisas você deve merecer

Quantas coisas a jogar fora na viagem juntos


Há um princípio da energia

Que me empurra a balançar

Entre o meu dizer e o meu fazer

E sentir faz barulho

Faz barulho caminhar

Entre os obstáculos do coração


Quantas coisas que você não sabe de mim

Quantas coisas que você não pode saber

Quantas coisas a carregar na viagem juntos


Quantas coisas que você não sabe de mim

Quantas coisas que você não quer saber

Quantas coisas a jogar fora na viagem juntos



Gli Ostacoli Del Cuore

Composição: Ligabue

C'è un principio di magia
Fra gli ostacoli del cuore
Che si attacca volentieri
Fra una sera che non muore
E una notte da scartare
Come un pacco di natale

C'è un principio d'ironia
Nel tenere coccolati
I pensieri più segreti
E trovarli già svelati
E a parlare ero io
Sono io che li ho prestati

Quante cose che non sai di me
Quante cose che non puoi sapere
Quante cose da portare nel viaggio insieme

C'è un principio di allegria
Fra gli ostacoli del cuore
Che mi voglio meritare
Anche mentre guardo il mare
Mentre lascio naufragare
Un ridicolo pensiero

Quante cose che non sai di me
Quante cose che non puoi sapere
Quante cose da portare nel viaggio insieme

Quante cose che non sai di me
Quante cose devi meritare
Quante cose da buttare nel viaggio insieme

C'è un principio di energia
Che mi spinge a dondolare
Fra il mio dire ed il mio fare
E sentire fa rumore
Fa rumore camminare
Fra gli ostacoli del cuore

Quante cose che non sai di me
Quante cose che non puoi sapere
Quante cose da portare nel viaggio insieme

Quante cose che non sai di me
Quante cose che non vuoi sapere
Quante cose da buttare nel viaggio insieme

6000 VISITAS

OBRIGADA A TODOS QUE VISITAM MEU BLOG, ESTOU MUITO FELIZ COM AS 6.000 VISITAS. UM GRANDE BEIJO.


Débora Vasconcelos

segunda-feira, 14 de março de 2011

sexta-feira, 11 de março de 2011

UM NOVO CORAÇÃO – 10/03/11

Ela chegou faceira logo dizendo:

- Gente, mudei de coração!

Como assim? Como era possível alguém mudar de coração? Não fosse por um transplante, coisa que sabíamos não tinha acontecido.

Mas era notável a sua mudança. Ela esbanjava charme e alegria em seu sorriso, usava pulseiras e uma maquiagem diferente, sei lá, estava estranha, diferente mesmo. E não era apenas o corte de cabelo, eram os trejeitos, estava mais leve sem alterar o seu peso.

Gostei de vê-la assim de coração novo.

Quero mudar o meu também!

Débora Vasconcelos

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

MÚSICA: AOS MEUS HERÓIS - Julinho Marassi & Gutemberg

Composição: Júlio César Marassi

Faz muito tempo que eu não escrevo nada,
Acho que foi porque a TV ficou ligada
Me esqueci que devo achar uma saída
E usar palavras pra mudar a sua vida.

Quero fazer uma canção mais delicada,
Sem criticar, sem agredir, sem dar pancada,
Mas não consigo concordar com esse sistema
E quero abrir sua cabeça pro meu tema

Que fique claro, a juventude não tem culpa.
É o eletronic fundindo a sua cuca.
Eu também gosto de dançar o pancadão,
Mas é saudável te dar outra opção.

Os meus heróis estão calados nessa hora,
Pois já fizeram e escreveram a sua história.
Devagarinho vou achando meu espaço
E não me esqueço das riquezas do passado.

Eu quero “a benção” de Vinícius de Morais,
O Belchior cantando “como nossos pais”,
E “se eu quiser falar com...” Gil sobre o Flamengo,
“O que será” que o nosso Chico tá escrevendo.

Aquelas “rosas” já “não falam” de Cartola
E do Cazuza “te pegando na escola”.
To com saudades de Jobim com seu piano,
Do Fábio Jr. Com seus “20 e poucos anos”.

Se o Renato teve seu “tempo perdido”,
O Rei Roberto “outra vez” o mais querido.
A “agonia” do Oswaldo Montenegro
Ao ver que a porta já não tem mais nem segredos.

Ter tido a “sorte” de escutar o Taiguara
E “Madalena” de Ivan Lins, beleza rara.
Ver a “morena tropicana” do Alceu,
Marisa Monte me dizendo ”beija eu”
Beija eu, Beija eu Deixa que eu seja eu
Beija eu, beija eu deixa qe eu seja eu

O Zé Rodrix em sua “casa no campo”
Levou Geraldo pra cantar no “dia branco”.
No “chão de giz” do Zé Ramalho eu escrevi
Eu vi Lulu, Benjor, Tim Maia e Rita Lee.

Pedir ao Beto um novo “sol de primavera”,
Ver o Toquinho retocando a “aquarela”,
Ouvir o Milton “lá no clube da esquina”
Cantando ao lado da rainha Elis Regina.

Quero “sem lenço e documento” o Caetano
O Djavan mostrando a cor do “oceano”.
Vou “caminhando e cantando” com o Vandré
E a outra vida, Gonzaguinha, “o que é?”

Atenção DJ faça a sua parte,
Não copie os outros, seja mais “smart”.
Na rádio ou na pista mude a seqüência,
Mexa com as pessoas e com a consciência.

Se você não toca letra inteligente
Fica dominada, limitada a mente.
Faça refletir DJ, não se esqueça,
Mexa o popozão, mas também a cabeça

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

PLANTAÇÕES DESENGANADAS – 03/11/11

Os pingos de chuva caem em câmera lenta
Enquanto eu te procuro com meu olhar dentro dos meus vazios
Eu queria ser a água do mar para banhar onde você habita
Eu desistiria de tudo que já tenho para ter tudo no seu olhar novamente
E faria vingar plantações desenganadas pra te trazer de volta, do lugar onde você nunca partiu
De um coração que não sabe ser sombrio, por ainda ter você

Débora Vasconcelos

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

VERDADES E ILUSÕES – 02/02/11

O cheiro de fogueira vinha de longe, mas ela o reconhecia tão familiar. Inclinou seu corpo para fora da janela daquele apartamento acinzentado e deixou se levar pela lembrança de uma vida solta e colorida no sítio de sua avó. Vinte e cinco anos se passaram desde que ela quis ser mais completa, tendo televisão de plasma e microondas, mas a saudade era do milho assado na brasa da fogueira, do chimarrão e da conversa dos parentes sentados ao tronco. Só que aquele cheiro que na verdade vinha de um sofá velho que os mendigos tacaram fogo na quadra ao lado, lembrava mais do que a simplicidade da vida de interior, mais do que café coado no pano e das bolachinhas de nata, aquele cheiro lembrava mesmo era do primeiro beijo, do sabor do desejo e do medo, misturado a uma alegria pura de menina imatura e feliz. Era assim que ela se lembrava de um sorriso lindo que ele dava toda vez que o leite para casa de sua avó ele levava de manhãzinha. E sua mãe ainda questionava porque na cidade ela não queria acordar cedo e lá ela adorava.
Aquele cheiro de fogueira falsa de cidade grande lhe trouxe várias certezas, trocaria então a viagem de férias fazendo compras em NY, por uma estada boa no sítio de sua avó. Precisava se cercar de verdades e não de ilusões.

Débora Vasconcelos

O NOSSO VASO – 05/02/11

Foto Milton Toshiba do blog: http://miltontoshiba.blogspot.com

O nosso vaso quebrou
Nem por isso a flor morreu
Assim como o nosso amor
Mas eu continuo a ser eu

Mesmo sem você me regar
Eu me enraízo por aí
E cresço sem te perguntar
Ainda sei ser feliz

O vaso nunca será o mesmo
Mas nada me impede de replantar
Um amor que já não é mais seu
Pode brotar em outro lugar

Débora Vasconcelos

O JOGO DA VIDA

NEM SEMPRE QUEM DÁ AS CARTAS GANHA O JOGO.

Débora Vasconcelos

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

OUTRO MAR – 31/12/10


Escorreguei a mão em seu paletó de veludo verde, macio como deveria ser. Poderia apenas cutucá-lo com a ponta do dedo, mas precisava daquele toque pela última vez.
Quando se virou para mim, o óculos escuro que lhe tapava quase que o rosto todo, queria disfarçar seu semblante, mas percebi que ele não estava bem quando me estendeu os papéis do divórcio naquele estacionamento.
Nunca esquecerei do timbre da sua voz naquele momento: rouco, trêmulo, banhado de lágrimas que lhe desciam garganta abaixo.
Ele não queria a separação. No fundo do meu peito o comodismo também dizia que não.
Quando abri a pasta, vi que ele ainda não tinha assinado.
Deixou pra mim como sentença, o poder de decisão.
Peguei friamente uma caneta na bolsa e sobre a lataria assinei ali mesmo, sem pestanejar.
Foi quando os enormes óculos dele não cobriram mais a tristeza que lhe escorria pelo rosto.
E ele pra dizer que tinha dignidade e aceitação, assinou também.
Assim sem mais palavras, sem olhares, cada um pegou sua via e o seu rumo.
No carro o vento que me batia no rosto levava uma sensação de desgosto e trazia uma alegria quase que esquecida, divina e livre.
Não havia arrependimentos.
Parei em frente ao mar e lembrei das inúmeras chances que lhe dei para que ele pudesse me amar direito. Mas seus erros é que continuaram perfeitos e por mim aquelas lágrimas poderiam encher outro mar.
Não havia em mim nenhum arrependimento.

Débora Vasconcelos

MÚSICA: ACONTECIMENTOS - Marina Lima

Composição: Marina Lima/Antonio Cicero

Eu espero
Acontecimentos
Só que quando anoitece
É festa no outro apartamento

Todo amor
Vale o quanto brilha
E aí
O meu ainda brilhava
Brilho de jóia e de fantasia

O que que há com nós dois, amor?
Me responda depois
Me diz por onde você me prende
Por onde foge
E o que pretende de mim

Era fácil
Nem dá pra esquecer
E eu nem sabia
Como era feliz de ter você

Como pôde
Queimar nosso filme
Um longe do outro
Morrendo de tédio e de ciúmes

O que que há com nós dois amor?
Me responda depois
Me diz por onde você me prende
Por onde foge
E o que pretende de mim

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

SARAU DE EXTREMOS

Gente, essa semana que passou eu fiz aniversário e para comemorar resolvi fazer um sarau, infelizmente não pude convidar muita gente, pois a casa era emprestada e não cabiam muitas pessoas, mas ganhei um lindo presente que foi a presença de alguns amigos.
Teve gente lendo os papéis, gente lendo no computador, gente falando algo que decorou, gente cantando, gente chegando atrasada, gente saindo mais cedo que nem apareceu nas fotos abaixo, gente que infelizmente fez uma falta danada por não poder ir, mas todos moram no meu coração e me fizeram extremamente feliz.
Aproveito para agradecer também a todos que seguem o blog, aos que não seguem mas que vez ou outra passam por aqui, aos que lêem e se identificam, e aos que lêem e indicam aos amigos. Obrigada e mil vezes obrigada por que isso tudo é um sonho para mim, ter gente que admira o que escrevo, comentando e visitando o meu blog, um simples blog de poesias, contos e escritos diversos.
Isso é tão maravilhoso, pois me dá a possibilidade de conhecer pessoas incríveis e mesmo as pessoas que eu nem cheguei a conhecer já fazem parte dessa minha jornada de escrita que começou comigo ainda criança, mas que somente agora estou expondo e que se Deus quiser não terminará tão cedo.
Mais uma vez todos obrigada mesmo!!!

Débora Vasconcelos

























* E para abrir o sarau e ninguém ficar com vergonha...

NO SARAU – 03/01/11

Eis aqui o lugar de desrespeito
Onde as palavras não têm travas
Então digam palavrões, digam palavras animadas
Digam o que lhes vierem na telha, na boca, no útero e nas lágrimas
Eis aqui o lugar onde não é preciso recuar
Então digam palavras doces, ásperas, sujas, engraçadas
Digam palavras sem rodeios, sem armas, sem respeito sem carapaças
Digam com a voz da alma
Declamem, chamem, gritem, falem, riam e chorem, sintam e amem
Cada letra, cada palavra
Cada frase, texto ou verso
Cada estrofe, cada página
Deixem que se esvaiam pela garganta
As feridas internas
Os amores secretos
Os sexos
As coisas sem nexos
Então digam em paralelo
Em linha reta
Digam em esfera e quadriculado
Digam e olhem para o lado
Sem se importar com os demais

Amém

Débora Vasconcelos

DOE SANGUE

Não espere ter um motivo para DOAR SANGUE, faça esse ato de coração, muitas vidas podem ser salvas.

Bjs

Dé



quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

MÚSICA: TODO AMOR QUE HOUVER NESSA VIDA - Cazuza

OBS: Acho extremamente sensual como o Cazuza cantava essa música. Maravilhosa voz...


Composição: Cazuza/Frejat

Eu quero a sorte de um amor tranquilo
Com sabor de fruta mordida
Nós na batida, no embalo da rede
Matando a sede na saliva
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantia!

E ser artista no nosso convívio
Pelo inferno e céu de todo dia
Pra poesia que a gente nem vive
Transformar o tédio em melodia
Ser teu pão ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum veneno antimonotonia

E se eu achar a tua fonte escondida
Te alcanço em cheio, o mel e a ferida
E o corpo inteiro, feito um furacão
Boca, nuca, mão e a tua mente, não!
Ser teu pão ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum remédio que me dê alegria

Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantia
E algum veneno antimonotonia
e algum...

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

HORAS AZUIS (CASA VIVA) – 04/01/11

Cedido por Carmen Martins do Blog: www.achadosdedecoracao.blogspot.com

Quero uma casa viva
Com retratos espalhados
Com cortinas que mostre o tempo em seu amarelado
Quero uma casa de aconchego
Onde não haja medo de solidão
Em que eu possa soltar a criatividade de minhas mãos
Rabiscando em suas paredes
Escancarando os meus pertences
Plantando os meus chás
Quero a chuva no telhado
O sol entrando devagar
Horas azuis ao seu lado
Dentro do nosso lar
Quero uma casa viva
Em que eu me sinta bem
Em que eu mude as cores
E o que mais convém
Eu quero uma casa viva
Que não sirva só pra dormir
Que não sirva só pra arrumar
Ou pra ficar cansada
Que não sirva pra me entediar
Quero uma casa mágica
Onde eu tenha gosto de estar
Quero levar os amigos
Pra gente comemorar
E tudo que houver de novo dentro de mim
Nela se mostrará
Quero uma casa viva
Com gente viva dentro
Com gente feliz em cada momento
Pra que a gente possa dela compartilhar

Débora Vasconcelos

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

2 ANOS DE BLOG

Pessoal hoje o blog completa dois anos, e como é de costume sempre mudo o layout do blog no aniversário dele, mas como ainda não ficou pronto, mudei um pouco e coloquei essa foto provisoriamente, mas garanto que a imagem que virá será bem mais bonita...rsrsr. Um beijo e um grande abraço a todos que acompanham o blog.

Obrigada de coração!

Débora Vasconcelos

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

5.000 VISITAS



Muito obrigada pelas visitas, comentários e gente nova que está seguindo o blog. Continuem acompanhando o blog, eu sei que esse mês está um pouco devagar para eu postar, mas é porque vem novidades por aí.

Débora Vasconcelos


terça-feira, 4 de janeiro de 2011

BUNG JUMP – 18/11/10

Ilustração: Fernando Teixeira (www.fernteixeira.blogspot.com)

Eu a vi caindo várias vezes na minha mente
Isso se repetia constantemente
Quando menos esperava a imagem me arrebatava
Ela caia, se soltava e sorria
Sentia um prazer que eu desconhecia
Não consegui decifrar o que ela queria dizer com aquele sorriso de canto de boca
Chega me deu febre de curiosidade, de ansiedade, por não saber quem ela era ali naquele momento
Tão desprendida de mim
Tão livre assim
Tão solta no ar
Descobri que não podia mais a ela aprisionar
Quando ela sem me perguntar se podia
Decidiu pular
Minha filha já não era mais minha
Nos braços do mundo escolheu se jogar
Sempre me diziam que essa hora ia chegar
- Ela não é mais uma garotinha, só você não consegue aceitar!
E foi assim numa queda que presenciei a ascensão de minha guria
Que agora é mulher feita, casada e vive na Hungria
E hoje ironicamente espero que ela conserve aquele olhar
De uma mulher pronta para aceitar os desafios da vida
Sem medo algum de se entregar

Débora Vasconcelos

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

FELIZ AGORA (Ricardo Rossi)

Recebi por e-mail e preciso muito compartilhar...lindo de viver!!!

FELIZ AGORA( Ricardo Rossi )

Eu poderia desejar um feliz 2011 cheio de alegrias e realizações,
Mas não desejarei... não pretendo jogar para o futuro o que devemos ter no agora!
Não devemos mistificar o tempo, na espera do milagre que acontecerá na mudança do calendário, ou no segundo que o relógio separa um ano do outro.
O tempo é constante e segue ininterruptamente, segundo após segundo,
Desejar felicidades para o futuro é triste, devemos vivenciar o bom no agora,
O futuro é um vazio desconhecido, porem o agora está diante de nós.
É no agora que realizamos nossos sonhos, é no agora que amamos e somos amados.
Não deixemos ao futuro o que nos cabe, este instante é nosso e nele construímos nossas vidas.
O ano de 2011 será a continuação do que no agora vive em nós, então no agora te desejo felicidades, e que cada instante se prolongue ao o outro instante o que de bom em teu coração habita.
Paz, amor, felicidade, são os mais básicos desejos humano, e são também os mais belos!
Que a paz, o amor e a fraternidade estejam em ti neste instante e se perpetue em seu viver.
Assim eu sei, serás feliz!
Feliz agora, 2011, 2012, 2013................sempre!

S. Caetano do Sul 31/12/2010
Ricardo Rossi
Obrigada amigão pela linda mensagem!!!
Dé

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

A TERRA DOS PÉS JUNTOS – 29/11/10

A TERRA DOS PÉS JUNTOS – 29/11/10

Na terra dos pés juntos não é onde os mortos “vivem”
A pesar de parecer
Pra quem ainda não aprendeu vou explicar
Que a terra dos pés juntos fica em casa
De noite, de manhã ou madrugada
É quando os pés se encontram para pedir perdão
É quando os pés fazem o papel das mãos
E ficam a se enamorar, enquanto simplesmente o tempo passa
Na terra dos pés juntos eles deitados, apontam para o alto, como se tivessem contando estrelas
Na terra dos pés juntos há mais vida do que morte, mesmo quando descansam um ao lado do outro de um jeito tão amoroso que parecem que não quererem sair do lugar
Decidem compartilhar esse período
Já que durante o dia eles vão se separar para cada par seguir seu rumo
Mas na terra dos pés juntos
O amor se faz notar

Débora Vasconcelos

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

PASSOS – 20/12/10

Eu estava andando descalço naquela rua suja
E mesmo assim me senti livre
Limpa de um pecado que tomei pra mim
Sem ao menos saborear do seu prazer
Eu me agredi por não saber o que fazer
Aí resolvi que seria melhor andar
Dar as costas e partir
Sem antes me despedir do que eu não mais queria ser

Débora Vasconcelos

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

ENTRANHAS – 07/12/10


Se desprezas o que eu faço
Não me ama por inteiro
Não me ama pelo avesso
Não me ama por fora, nem por dentro
Só o contorno, como se eu fosse oco
Não me ama por inteiro

Se não admira meus caminhos
Não me ama as escolhas
Não me ama o raciocínio
Não me ama, não me ama

Se não se orgulha de minhas verdades
Não me ama a realidade
Não me ama as entranhas
Só me estranha

Amando apenas meus apelos
Meus desejos
Os meus beijos
Minha pele
Os meus pêlos
Mas não me ama por inteiro
E eu mereço
Mas não sei se encontro
Alguém que o faça

Débora Vasconcelos

MÚSICA: O QUE É BONITO? - Lenine

Composição: Lenine

O que é bonito
É o que persegue o infinito
Mas eu não sou
Eu não sou, não...
Eu gosto é do inacabado
O imperfeito, o estragado que dançou
O que dançou...
Eu quero mais erosão
Menos granito
Namorar o zero e o não
Escrever tudo o que desprezo
E desprezar tudo o que acredito
Eu não quero a gravação, não
Eu quero o grito
Que a gente vai, a gente vai
E fica a obra
Mas eu persigo o que falta
Não o que sobra
Eu quero tudo
Que dá e passa
Quero tudo que se despe
Se despede e despedaça
O que é bonito...

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

PÁLPEBRA – 29/11/10


Ela carrega nas pálpebras a cor do amor dela
Às vezes é preto, às vezes cor de Cinderela
Ela carrega nas pálpebras lembranças de um mundo todo que já viu
E dos que inventou também, em suas noites sem sono quando escreve até que as pálpebras fechem sem que ela possa comandá-las
Ela carrega nas pálpebras o choro guardado
Meio que velado por não querer demonstrar
O quanto sofre também
O quanto pensa em alguém
Que longe dali está
Ela tem um semblante risonho
Aparenta sempre estar bem
E suas pálpebras marcam seu rosto
Com o sorriso que lhe convém
Que contagia e vai além do que podemos ver no ar
Ela carrega em suas pálpebras uma nostalgia serena, pequena e verdadeira
De poucas coisas que valem a pena lembrar
Ela carrega de vez em quando um óculos que tampa suas pálpebras tão belas
E esse ar de mistério, acaba fazendo dela
Algo a mais para se desvendar
Ela carrega em suas pálpebras vidas que ela não guarda por imagens e sim sentimentos
Ela tem um amor tão grande dentro
Da pálpebra que envolve os seus olhares
Os seus inúmeros olhares

Débora Vasconcelos

terça-feira, 23 de novembro de 2010

PRECISO

Eu preciso erguer mais muros,
e por onde a luz passar, outro muro.
Eu preciso tirar minha pele
e vestir a couraça, preciso.
Ter amigos contados nos dedos,
e cortar alguns dedos, preciso.
Preciso ganhar mais dinheiro,
estocar em um banco.
Crer mais no cimento!
Preciso rever conceitos,
e travar sentimentos.
Preciso de menos paixão,
ter mais razão... preciso.
Preciso medir as palavras,
economizar palavras,
e também não falar.
Preciso de coisas estranhas,
trocar as entranhas,
E me enterrar... preciso.
Preciso nascer de novo!

S.Paulo 31/08/2010 19:41h

Ricardo Rossi

do blog: http://www.luarx.blogspot.com/


Obs: Acho simplesmente lindo, roubei, postei, nem pedi. Além de ter essa liberdade com ele, acho que meus leitores tem que apreciar tal escrito.

Beijitos...

Débora Vasconcelos

terça-feira, 16 de novembro de 2010

SORRIR PARA O SOL – 12/11/10


Como é difícil se desapegar
De alguém que nunca foi seu
Como é difícil retomar sua própria vida inteira
Por dentro, por baixo
Pelos lados e beiradas
Como é difícil não ficar assustada
Com a nova situação
Você esperava a minha fraqueza pra se reaproximar
E eu na verdade ainda não tinha certeza
Mas preferi não arriscar
Mais do que eu me dei inteira
Minha alma você não irá levar
Estarei em outro lugar
Procurando salvação
Me perderei em outras ruas
Não quero mais te dar perdão
Como é difícil encarar
A agenda livre num fim de tarde
Com possibilidades infinitas
Sem a maldita distorção
Das palavras ditas
Dos carinhos distantes
De tanta coisa faltante
Que havia entre nós
Como é difícil se readaptar
Ao que devia ser repleto
Nos sentimos meio incompletos
Em tamanha confusão
Mas isso passa
E haverá uma outra razão
Que não seja uma ameaça
Para o meu pobre coração
O amor vem de graça
Não há nenhuma tradução
As palavras não se embaraçam
Só há a melhor intenção
De que tudo seja intenso
Sem precisar de tenção
Como é difícil manter se integro
Como é difícil, mais eu consigo
Eu ainda chego lá
Sua dúvida não me fará mais mal
Assim como minha certeza não mais te pertence
Agora vou
Abrir a boca
Mostrar os dentes
Sorrir para o sol
Me ver contente
Diante do que eu nunca havia visto

Débora Vasconcelos

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

MÚSICA: DIGITAIS - Isabella Taviani

Composição: Isabella Taviani

Eu tava aqui tentando não pensar no seu sorriso
Mas me peguei sonhando com sua voz ao pé do ouvido
E te liguei
Me encontro tão ferida, mas te vejo ai também em carne viva
Será que não tem jeito?
Esse amor ainda nem nasceu direito, pra morrer assim

Se você pudesse ter me ouvido um pouco mais
Se você tivesse tido calma pra esperar
Se você quisesse poderia reverter
Se você crescesse e então se desculpasse
Mas se você soubesse o quanto eu ainda te amo
É que eu não posso mais

Não vou voltar atrás
Raspe dos teus dedos minhas digitais
Eu não vou voltar atrás
Apague da cabeça o meu nome, telefone e endereço
Eu não vou, eu não vou voltar atrás
Arranque do teu peito o meu amor cheio de defeitos

Me mata essa vontade de querer tomar você num gole só
Me dói essa lembrança das suas mãos em minhas costas
Sob o sol da manhã
Você já me dizia: conheço bem as suas expressões
Você já me sorria ao final de todas as minhas canções
Então por que?

Se você pudesse ter me ouvido um pouco mais
Se você tivesse tido calma pra esperar
Se você quisesse poderia reverter
Se você crescesse e então se desculpasse
Mas se você soubesse o quanto eu ainda te amo
É que eu não posso mais

Não vou voltar atrás
Raspe dos teus dedos minhas digitais
Eu não vou voltar atrás
Apague da cabeça o meu nome, telefone e endereço
Eu não vou, não vou voltar atrás
Arranque do teu peito o meu amor cheio de defeitos
Cheio de defeitos...

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

FLORES DA ILUSÃO


Flores não consertam desentendimentos
De tudo que há por dentro
Pouca luz sobrou
Flores não salvam casamentos
Quando são dadas depois que se desrespeitou
Flores não curam feridas abertas
Com a faca da desilusão
Flores não voltam momentos
Em que se tinha total poder de decisão
E a escolha errada foi feita
E a pessoa insensata, fez a coisa imperfeita
Uma atitude sem nenhuma consideração
Flores não aliviam a dor
Não nos enche de amor
Quando o mal já se instalou
Nas palavras de outras pessoas
Nos olhos de quem viu
Na pele de quem sentiu
E no coração de quem foi esquecido
Flores não trazem alívio
Quando enviadas por um motivo que não deveria existir
Há tantas datas comemorativas
Mas geralmente essas são esquecidas
E as flores não passam por ali
Flores que deveriam ser a alegria, não são
Trazem em si apenas a fantasia
De que não haverá separação
E de que tudo ficará bem
Mas flores não consertam desentendimentos
De tudo que há por dentro
Pouca luz sobrou

Débora Vasconcelos

VENENO EM MAÇO – Out/2010


Parece que o buraco que o cigarro dele fez em meu tapete, perfurou dentro de mim
Será que foi só isso que sobrou?
Buracos no tapete e cobertor, de um amor tão louco assim
Nas madrugadas de chuva, fazíamos amor no mais pleno escuro
E nos domingos de sol brigávamos a toa
Nossa realidade era esquisita
Parecia um corredor sem fim
Que não dava em lugar algum
E mais longo ficava quanto mais se percorria, sem possibilidades de volta
Ele esqueceu um maço de cigarros
Às vezes acho que isso o fará voltar
Entre tantos motivos que ele tinha pra me escutar
Preferiu dar as costas
Deixando pra mim...
...Buracos e seu veneno em um maço

Débora Vasconcelos

DOIS – Out/2010

Ainda é algo novo, olhar os dois xampus no banheiro
Não acho bonito nem me incomoda
Apenas estranho esse momento
Ela invade meu paladar
Decidindo o jantar sem se quer me perguntar
Quando chego já está pronto
Meu armário ficou mais cheio
Agora descobri pra que servem tantos espaços
E eu aperto o passo para chegar logo ao seu abraço
Pra nela me conectar
E quando a TV está desligada
Me delicio com seu silêncio
Nos descobrimos no olhar
Enfeites se espalham pela casa, não acho bonito, nem me incomoda
Apenas estranho esse momento
Eu levo flores para a ela enfeitar
E então fotografar tal beleza que nunca havia tido em minha sala
E ela me fala que ama
Sem me dizer que sou eu o dono do seu amar
Ela apenas ama
E com ela aprendi como é bom apenas amar
Isso tudo ainda é novo pra mim
E não quero que envelheça esse momento
Que mesmo estranho é tão perfeito

Débora Vasconcelos

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

CEGOS DE AMOR – 06/11/10

Você devasta o mal com o seu sorriso
Tira de mim o juízo
Que eu nem mesma queria ter
E vai moldando uma escultura em sua mente
Quando desliza as mãos pelo meu corpo e me sente realmente
Mesmo sem poder me ver
Sua voz penetra lenta e suave dentro de mim
Ecoando tão simples assim
Quando eu também fecho os olhos para poder te ver
Diz que a luz de sua vida sou eu
Mas foi você que me abriu os olhos, quando eu já quase sucumbia pelo poder
Naquele falso poder eu não podia nada
Quando enfim conheci você
Que mesmo cego podia tudo
Muito mais que eu, que achava que enxergava
Foi bem difícil a nossa estrada
Mas você me fez perceber
Que a vida é curta e logo passa
Ainda bem que eu encontrei você
Que me olha ao me tocar
Que me toca por amar
Que sempre fala sorrindo
Que não se faz de coitadinho
Que soube bem me conquistar
Você transforma o dia a dia
Em momentos inesquecíveis
Faz tudo com tanto carinho
E já sabe me interpretar
Pela respiração
Pelos meus passos
Pelas minhas roupas, que confere em seus abraços
Por tantas coisas que eu nem chego a dizer
Você me vê mais do que qualquer outro homem pôde
Você me emociona com seu amor
Arranca de mim a dor
E me ensina a melhorar
E quanto aos preconceitos
Esses, finjo que não os vejo
Deixo o nosso amor me cegar

Débora Vasconcelos

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

BOM FINAL DE SEMANA !!!


"Frequentemente subestimamos o poder de um toque, um sorriso, uma palavra gentil, um ouvido à disposição, um elogio sincero, ou o menor ato de atenção, tudo aquilo que tem potencial para mudar a vida ao nosso redor."

(Leo Buscaglia)

MÚSICA: ESTRADA NOVA

Composição: Oswaldo Montenegro

Eu conheço o medo de ir embora
Não saber o que fazer com a mão
Gritar pro mundo e saber
Que o mundo não presta atenção
Eu conheço o medo de ir embora
Embora não pareça, a dor vai passar
Lembra se puder
Se não der, esqueça
De algum jeito vai passar
O sol já nasceu na estrada nova
E mesmo que eu impeça, ele vai brilhar
Lembra se puder
Se não der esqueça
De algum jeito vai passar
Eu conheço o medo de ir embora
O futuro agarra a sua mão
Será que é o trem que passou
Ou passou quem fica na estação?
Eu conheço o medo de ir embora
E nada que interessa se pode guardar
Lembra se puder
Se não der esqueça
De algum jeito vai passar

CARAGUATATUBA - 01/01/10


Suas melhores lembranças estão aqui
Voltar será a única coisa que te fará feliz
Enquanto você se diz decidida
Trocando sua vida por estabilidade
E sucumbindo os seus desejos
Eu aqui sou verdadeiro
E revelo a essência que você não quer ver
Ainda sinto a sua energia aqui, bailando leve e sutil
Enquanto você se aprisiona e diz que está entregue
Se você tivesse certeza
A sentiria em qualquer lugar ou situação
Teria ela dentro do seu coração
Forte e pulsante
Sem as sombras das dúvidas que te regem
Suas melhores lembranças estão lincadas a um lugar, a uma situação
E de repente você diz não
Enquanto tempo passa e você nem percebe
Crítica seu próprio passado amado
E não sabe viver mais
Confunde decência com fé
Confunde felicidade com reclusão
Mistura tudo dentro de si
Enquanto a vida passa
Você diz não

Débora Vasconcelos

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

FILME: EM PARIS

Ontem assisti um filme lindo na TV Cultura, chamado: Em Paris.
Entre várias cenas fortes...a que me encantou foi a descrita perfeitamente abaixo por: Moreno Osório

“Em Paris” - por: Moreno Osório
No filme “Em Paris”, Paul (Romain Duris) sofre com fim do seu relacionamento com Anna (Joana Preiss). Cansado de não encontrar alternativas para sair da fossa, ele pega o telefone para tentar por um fim à sua angústia. O resultado é a bela cena abaixo. A música é “Avant La Haine” (”Antes do Ódio”), escrita por Alex Beaupain – que assina as trilhas musicais de vários filmes de Honoré.

A letra mostra um momento de dúvida. Como superar o fim quando ainda apostamos no amor? Como saber quando o amor, na realidade, deixou de existir? Que aquilo que sentimos não é mais amor, e sim a falta, a dor da ausência, a lacuna deixada pelo próprio amor? Paul e Anna cantam essas incertezas. Ele reconhece o seu estado agonizante e tem uma “ideia terrível”: terminar qualquer tipo de relação que ainda exista com Anna “antes do ódio”. Antes que sua condição deplorável comece a determinar seus sentimentos por quem até então era devoto. Ele não quer odiá-la, por isso aposta na separação. Anna diz que não – ainda que também não tenha certeza do sim. Diz que um beijo faria tudo isso passar.
No belo dueto, Honoré nos mostra novamente a impossibilidade do amor, mas agora no momento da quebra, da ruptura. O sentimento deixa de existir e pega Paul e Anna despreparados. Querem ficar afastados antes do ódio, mas querem permanecer juntos porque ainda acreditam no poder do toque. Eles querem continuar se amando. Mas isso já não é mais possível.
Honoré transforma em poesia o exato momento (que parece infinito) em que nada resolve. Ela diz que prefere “as tempestades do inevitável” a ter de perder definitivamente aquele amor. Mas sabe que, naquele momento, não podem e nem conseguiriam estar juntos. Ainda que talvez seja, no fundo, o que eles querem. Sentem falta um do outro, da companhia, do carinho. Resta apenas uma angústia sem fim.

Link:da reportagem:
http://screamyell.com.br/site/2010/07/01/a-impossibilidade-do-amor-em-3-cenas/
Link da parte do filme:
http://www.youtube.com/watch?v=SMPGp4nDA10

MÚSICA: Avant La Haine – Filme: Em Paris

Romain Duris & Joanna Preiss

Lui :
Sais-tu ma belle que les amours
Les plus brillantes ternissent
Le sale soleil du jour le jour
Les soumet au suplice

J'ai une idée inattaquable
Pour éviter l'insupportable

Avant la haine, avant les coups
De sifflet ou de fouet
Avant la peine et le dégout
Brisons-là s'il te plait

Elle :
Mais je t'embrasse et ça passe
Tu vois bien
On s'débarrasse pas de moi comme ça

Tu croyais pouvoir t'en sortir,
En me quittant sur l'air
Du grand amour qui doit mourir
Mais vois-tu je préfère
Les tempêtes de l'inéluctable
A ta petite idée minable

Avant la haine, avant les coups
De sifflet ou de fouet
Avant la peine et le dégout
Brisons-là dis-tu

Lui :
Mais tu m'embrasses et ça passe
Je vois bien
On s'débarrasse pas de toi comme ça

Lui :
Je pourrais t'éviter le pire

Elle :
Mais le meilleur est à venir

Ensemble :
Avant la haine, avant les coups
De sifflet ou de fouet
Avant la peine et le dégout

Lui :
Brisons-là s'il te plait

Elle :
Mais je t'embrasse et ça passe
Tu vois bien

Ensemble :
Avant la haine, avant les coups
De sifflet ou de fouet
Avant la peine et le dégout

Elle :
Brisons-là dis-tu

Lui :
Mais tu m'embrasses et ça passe
Je vois bien

Lui :
On s'débarrasse pas de toi comme ça

Elle :
On s'débarrasse pas de toi comme ça



ANTES DO ÓDIO (Tradução)

Lui :
Saiba, minha linda, que os amores
Os mais brilhantes se sujam
O sol sujo do dia a dia
Submetem-lhes ao suplício

Tive uma idéia inadequada
Para evitar o insuportável

Antes do ódio, antes dos golpes
Dos assobios e dos chicotes
Antes da pena e do desgosto
Vamos terminar, por favor

Elle :
Não, eu te beijo e isso passa
Você bem sabe
Não se livre de mim assim

Você acredita que vai se sair bem dessa
Me abandonando ao léu
Do grande amor que deve morrer
Mas você sabe que eu prefiro
As tempestades do inevitável
À sua pequena idéia destrutiva

Antes do ódio, antes dos golpes
Dos assobios e dos chicotes
Antes da pena e do desgosto
Você diz para terminarmos

Lui :
Mas eu te beijo e isso passa
Eu sei bem
Não me livro de você assim

Lui :
Eu poderia evitar o pior

Elle :
Mas o melhor está por vir

Ensemble :
Antes do ódio, antes dos golpes
Dos assobios e dos chicotes
Antes da pena e do desgosto

Lui :
Vamos terminar, por favor

Elle :
Não, eu te beijo e isso passa
Você bem sabe

Ensemble :
Antes do ódio, antes dos golpes
Dos assobios e dos chicotes
Antes da pena e do desgosto

Elle :
Você diz para terminarmos

Lui :
Mas eu te beijo e isso passa
Eu sei bem

Lui :
Não me livro de você assim

Elle :
Não me livro de você assim