É PRECISO IR AOS EXTREMOS DE SI,
PARA QUE POSSA EXPERIMENTAR-SE POR INTEIRO !


Débora Vasconcelos

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

KEEP WALKING, BRAZIL - O Gigante Não Está Mais Adormecido

* NA MINHA HUMILDE OPINIAO, MELHOR QUE A PROPAGANDA É O TEXTO SOBRE A MESMA.


No início dos tempos, na parte sul das Américas, habitava um gigante. Um dos poucos que andavam sobre a Terra.
Gigante pela própria natureza, e sendo natureza ele próprio, era feito de rochas, terra e matas, que moldavam sua figura. Pássaros e bichos pousavam e viviam em seu corpo e rios corriam em suas veias. Era como um imenso pedaço de paisagem que andava e tinha vontade própria.
Caminhava com passadas vastas como vales e tinha a estatura de montanhas sobrepostas. Ao norte, em seu caminho, encontrava sol quente e brilhante nas quatro estações do ano. Ao sul, planaltos infindáveis. A oeste, planícies e terras cheias de diversidade. E a leste, quilômetros e quilômetros de praias onde o mar tocava a terra gentilmente, desde sempre. Havia também uma floresta como nenhuma outra no planeta. Tão grande, verde e viva que funcionava como o pulmão de todo o continente à sua volta.
Mesmo diante de tudo isso, um dia, enquanto caminhava, o gigante se inquietou.
Parou então à beira-mar e ali, entre as águas quentes do Atlântico e uma porção de terra que subia em morros, deitou-se. E, deitado nesse berço esplêndido, olhou para o céu azul acima se perguntando: "O que me faz gigante?".
Em seguida, imaginando respostas, caiu em sono profundo.
Por eras, que para os gigantes são horas, ele dormiu. Seu corpo gigantesco estirado, o joelho dobrado formando um grande monte, uma rocha imensa denunciando seu torso titânico e a cabeça indizível, coberta de árvores e limo.
Dormiu até se tornar lenda no mundo. Uma lenda que dizia que o futuro pertencia ao gigante, mas que ele nunca acordaria e que o futuro seria para ele sempre isso: futuro.
No entanto, com o passar do tempo ficou claro que nem mesmo as lendas devem dizer "nunca".
Depois de muito sonhar com a pergunta sobre si, o gigante finalmente despertou com a resposta.
Acordou, ergueu-se sobre a terra da qual era parte e ficou de frente para o horizonte.
Tirou então um dos pés do chão e, adentrando o mar, deu um primeiro passo.
Um passo decidido em direção ao mundo lá fora para encontrar seu destino.
Agora sabendo que o que o faz um gigante não é seu tamanho, mas o tamanho dos passos que dá.


OBS: NAO TENHO IDÉIA DE QUEM ESCREVEU, MAS GOSTARIA MUITO DE PUBLICAR O AUTOR, ME AJUDEM A DESCOBRIR.

E MELHOR QUE O TEXTO, FOI OUVIR UMA AMIGA DO BRASIL DIZER QUE AO ASSITIR ESSA PROPAGANDA LEMBROU DE MIM, OBRIGADA, FLAVIA.

BJS,

Dé

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

OLHOS - 26.09.11 - Vernon Heath


É tão bom quando nossos olhos ganham a liberdade que já existia em nosso coração
E com ganancia pedem mais
Se alimentando de paisagens e horizontes oblíquos
Quase que eles podem tocar o céu que se vê das janelas dos aviões que antes eram tão distantes como o mar que passou a ser presente dia a dia na janela do busão
Vidrados em vitrines e em novidades
A procura de algo mais, dentre tantas emoções
Essa inquietude só quer achar a paz vinda de outro coração
Mas enquanto eles não sabem mais o que é se fechar por amor em um longo beijo
Deixo os aberto aos meus desejos
E vejo que olhar é bom
Cegar nunca mais
Se abertos me dão satisfação

Débora Vasconcelos

Música: PRA SER SINCCERO - Engenheiros do Hawaii

Composição: Humberto Gessinger

Pra ser sincero
Não espero de você
Mais do que educação
Beijo sem paixão
Crime sem castigo
Aperto de mãos
Apenas bons amigos...
Pra ser sincero
Não espero que você
Minta!
Não se sinta capaz
De enganar
Quem não engana
A si mesmo...
Nós dois temos
Os mesmos defeitos
Sabemos tudo
A nosso respeito
Somos suspeitos
De um crime perfeito
Mas crimes perfeitos
Não deixam suspeitos...
Pra ser sincero
Não espero de você
Mais do que educação
Beijo sem paixão
Crime sem castigo
Aperto de mãos
Apenas bons amigos...
Pra ser sincero
Não espero que você
Me perdoe
Por ter perdido a calma
Por ter vendido a alma
Ao diabo...
Um dia desse
Num desses
Encontros casuais
Talvez a gente
Se encontre
Talvez a gente
Encontre explicação...
Um dia desses
Num desses
Encontros casuais
Talvez eu diga:
-Minha amiga
Pra ser sincero
Prazer em vê-la!
Até mais!...
Nós dois temos
Os mesmos defeitos
Sabemos tudo
A nosso respeito
Somos suspeitos
De um crime perfeito
Mas crimes perfeitos
Nunca deixam suspeitos...

sábado, 15 de outubro de 2011

MATUTO (ENXAME) - 05.10.11 - 8:01h - Vernon Heath


Adoro o jeito matuto dele puxar os meus cabelos com toda delicadeza que ele não tem
Eu quero o enxame de seus lábios nas pontas dos meus seios
Eu não preciso lhe contar o passado, só quero ele satisfeito ao meu lado
E poder beijá-lo o corpo inteiro

Débora Vasconcelos

MÚSICA: CARNE E OSSO (Zélia Duncan e Paulinho Moska)

Compositor: Zélia Duncan e Moska

http://www.youtube.com/watch?v=MXki8pIOMH8&feature=related


Alegria do pecado às vezes toma conta de mim
E é tão bom não ser divina
Me cobrir de humanidade me fascina
E me aproxima do céu
E eu gosto de estar na terra cada vez mais
Minha boca se abre e espera
O direito ainda que profano
Do mundo ser sempre mais humano
Perfeição demais me agita os instintos
Quem se diz muito perfeito
Na certa encontrou um jeito insosso
Pra não ser de carne e osso, pra não ser carne e osso

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

CAOS - 16.09.11 - 00:21h - Vernon Heath


Quando o café caiu sobre os papéis, eu recebi como um sinal de que coisas boas iriam acontecer.
Depois de tanto caos não havia mais para onde ir.
E as coisas que antes estavam turvas foram se encaixando.
Eu só precisava deixar claro que eu era quem bagunçava e arrumava a minha vida.
Mas esse auto controle durou pouco.
Uma onda leve e quente me envolveu além da disciplina que eu tentava seguir.
E o caos passou a ser dentro.
Meu coração se inquietara novamente.
E eu distribuia satisfação em meus sorrisos.

Débora Vasconcelos

domingo, 9 de outubro de 2011

DENSA - 08.10.11 - 15:21 h - Vernon Heath


Ele tropeçou no balde derramando as lágrimas densas que eu guardava para jogar no mar
Agora espalhadas no tapete não tem como juntar
E sem pedir desculpas ele colocou pra secar lá fora o tapete com as minhas mágoas pingando
Sua praticidade me fez pensar, que o balde poderia ter outra serventia também
Nele, ele plantou uma flor pra me mostrar que é possível renascer
E eu sentei no jardim a esperar que meu coração brotasse também
Quando sem esperar uma música começou a tocar
E ele trouxe uma caneca de chá, sentou-se comigo a esperar também
Pra falar que ele ia ter paciência de eu me recuperar
Segurando minha mão sem nada a dizer
Era só o que ele podia fazer
Depois de todas as minhas lágrimas derramar

Débora Vasconcelos

sábado, 8 de outubro de 2011

DOIS COPOS DE CHUVA - 23.09.11 - Vernon Heath


Depois de dois copos de chuva
Ele quis beber um pouco mais de mim.
Arrancando com dificuldade as roupas molhadas, ainda sim ele tentou me seduzir.
Ele só não sabia que precisava de pouco para me ter de novo.
De todas as portas fechadas que ele encontrou, o meu coração foi a única que ele conseguiu abrir.
Enquanto as roupas molhavam o chão e secavam ali mesmo.
Nos estávamos ali esperando o dia amanhecer.
Para podermos encarar aquilo que nem sabíamos ser direito e que tínhamos nos tranformado naquela noite.

Débora Vasconcelos

MÚSICA: GARGALHADAS - 5 a seco

http://www.youtube.com/watch?v=3ZOPZKhDmRw

Compositor: Pedro Altério / Pedro Viáfora

Pra que buscar recaída,
Reviver o drama
Mexer na ferida?
Por onde se engana o coração
Se encontra a saída pra vida
Tempo de ver que é maldade
Martelar as horas no chão da saudade
Embora agora contradição,
O tempo que pôs essa dor nessa conta
É quem desconta
Passa a te aponta o ponto de
Sorrir mais
Soltar gargalhadas
Deixar pra trás
O que te entristece
Tece teus ais
Rir mais
Soltar gargalhadas
Deixar pra trás
O que te entristece
Tece teus ais

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

APERTA O ZERO - 19.09.11 - 21:22h - Vernon Heath


Depois de longas desculpas, pela pressa do acontecimento ele apenas me deu um beijo no rosto enquanto chamava o elevador pra mim e disse ao subir as escadas:
- Aperta o zero!
Uma despedida inconvencional.
Mas foi bom abrigar seu rosto entre meus seios e vê-lo concentrado em seu prazer.
Ainda sim retenho a sensação de um desejo inacabado...
...O que me faltou não foi o gozo e sim a palavra, o beijo final e o olhar.
E me pergunto pra que espero tanto romantismo, se é algo que já não sei mais dar ?
O telefone não toca, a boca seca, o sono nao vem.
E a voz repete dentro de mim.
- Esquece ele não vai ligar!
E eu vou me perdendo na lembrança de um abraço tão sincero e tão verdadeiro que eu não queria mais perder, independente do que aconteceu ou do que irá acontecer.
Eu só quero sair do zero.

Débora Vasconcelos

VOLTEI


VOLTEI
Até que enfim eu voltei...aos pouquinhos vou colocando os escritos, por favor, não me abandonem...Mas ainda não arrumei o meu computador, por favor continuem com a campanha de orações para que isso aconteça o mais rápido possível...kkk


FELIZ, FELIZ e FELIZ por estar de volta.

Obrigada gente pelas 8000 visita,s nem deu para agradecer em tempo, 8000 mil desculpas pra vocês. Que saudade que eu estava do meu cantinho!!!


Débora Vasconcelos

domingo, 28 de agosto de 2011

GENTE QUEBREI MEU COMPUTADOR ESTOU DESESPERADA...NAO DESISTI DO BLOG NAO HEIN, PRECISO APENAS CONCERTÁ-LO E ASSIM QUE ESTIVER OK EU COLOCAREI MUITAS COISAS, TENHO QUE DIGITÁ-LAS PRIMEIRO, POIS ACUMULOU.

UM GRANDE BEIJO E CONTINUEM ACOMPANHANDO POR FAVOR NAO DESISTAM DE MIM.

BEIJOS.

DÉ

terça-feira, 19 de julho de 2011

CUIDADO – 10:20 h – 19/07/11 – Rosmeld Delvin

Enquanto eu ia embora sem que ele tocasse em meus cabelos

Pensava em quanto cuidado foi perdido

Ele não sabia se eu levava guarda chuva, se eu levava casaco

E se no meio das minhas coisas eu levava o resto do seu amor

Eu quase não podia senti-lo

Ele não tinha cuidado

E eu, cuidava de mais como ele dizia

Até que parei de cuidá-lo

Quando percebi que já não cuidava mais de mim


Débora Vasconcelos

MÚSICA: O QUERERES - Caetano Veloso

Composição: Caetano Veloso

Onde queres revólver, sou coqueiro
E onde queres dinheiro, sou paixão
Onde queres descanso, sou desejo
E onde sou só desejo, queres não
E onde não queres nada, nada falta
E onde voas bem alto, eu sou o chão
E onde pisas o chão, minha alma salta
E ganha liberdade na amplidão

Onde queres família, sou maluco
E onde queres romântico, burguês
Onde queres Leblon, sou Pernambuco
E onde queres eunuco, garanhão
Onde queres o sim e o não, talvez
E onde vês, eu não vislumbro razão
Onde o queres o lobo, eu sou o irmão
E onde queres cowboy, eu sou chinês

Ah! Bruta flor do querer
Ah! Bruta flor, bruta flor

Onde queres o ato, eu sou o espírito
E onde queres ternura, eu sou tesão
Onde queres o livre, decassílabo
E onde buscas o anjo, sou mulher
Onde queres prazer, sou o que dói
E onde queres tortura, mansidão
Onde queres um lar, revolução
E onde queres bandido, sou herói

Eu queria querer-te amar o amor
Construir-nos dulcíssima prisão
Encontrar a mais justa adequação
Tudo métrica e rima e nunca dor
Mas a vida é real e é de viés
E vê só que cilada o amor me armou
Eu te quero (e não queres) como sou
Não te quero (e não queres) como és

Ah! Bruta flor do querer
Ah! Bruta flor, bruta flor

Onde queres comício, flipper-vídeo
E onde queres romance, rock?n roll
Onde queres a lua, eu sou o sol
E onde a pura natura, o inseticídio
Onde queres mistério, eu sou a luz
E onde queres um canto, o mundo inteiro
Onde queres quaresma, fevereiro
E onde queres coqueiro, eu sou obus

O quereres e o estares sempre a fim
Do que em mim é em mim tão desigual
Faz-me querer-te bem, querer-te mal
Bem a ti, mal ao quereres assim
Infinitivamente impessoal
E eu querendo querer-te sem ter fim
E, querendo-te, aprender o total
Do querer que há, e do que não há em mim


OBS: Assistam o vídeo é muito bom, Chico Buarque e Caetano cantado.

http://www.youtube.com/watch?v=97JGiKnzsKc


domingo, 10 de julho de 2011

A VOLTA POR CIMA – 27/05/11 – 19:29h – Blessington St




Ela me deu um amuleto

E me disse para dar a volta por cima

Confesso que naquela época eu achava que eu não poderia

Mesmo ela tendo certeza que sim

Foi longo o caminho que percorri

Mas hoje posso dizer

Que eu virei o jogo da minha própria vida

Dei a volta por cima

E de quebra venci

Ultrapassei limites antigamente inimagináveis

Criei força, coragem e consegui

Ela me incentivou e me mostrou que eu podia ser feliz

Altos e baixos todos temos

E são as coisas simples que nos mudam

Ela confiou em mim

Quando eu já não confiava

Ela trouxe luz no caminho em que eu passava

Ela olhou por mim

Quando ninguém mais olhava

E hoje eu estou aqui

Para lhe mostrar que sim

Sim, ela estava certa

Pode demorar

Mas se quisermos, somos capazes de lutar

Virar a mesa, ganhar o jogo, dar a volta por cima, ser um ser novo

Basta acreditar

Eu estou aqui

Vencendo os meus medos dia a dia

Estou aqui agradecendo

Porque um dia tive alguém que olhou por mim

E me viu vencendo

Quando eu nem mesma enxergava

E em águas passadas não se pode nadar

Débora Vasconcelos

Obs: Em agradecimento a Fabiana Dias, uma pessoa iluminada que me ensinou muito profissionalmente e sobre a vida imensurávelmente.

Obrigada por tudo Fabi!

Bjs

Dé



sábado, 9 de julho de 2011

CLARICE LISPECTOR

"Que minha solidão me sirva de companhia.
que eu tenha a coragem de me enfrentar.
que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir
como se estivesse plena de tudo."


Clarice Lispector

quarta-feira, 6 de julho de 2011

CONCENTIMENTOS & COM SENTIMENTOS – 06/07/11 – 22:57h – Rosmead Delvin


Ela escreveu com letras grandes na barra do seu vestido de casamento, do lado de fora mesmo, para que todos pudessem ver:


“O amor é o inusitado dentro de uma rotina paralela, que nos açoita com delicadeza e C/100timentos.”

Débora Vasconcelos

MÚSICA: PEDRA – Djavan

Composição: Djavan


Sede de amor
Febre de anseio
Quase a escuridão
Você partiu, me reduziu,
Amor, me perco em lágrimas
Não mais a vi, desde abril,
Fui pro mar

E você lá deitada na pedra
Que inveja dessa pedra
O que ficou, eu compreendi,
Face àquela visão
O que era amor inda me diz:

-Pena que tudo acabe...
Um lance novo me despertou
Desde já, só quero estar
Com quem me serve
E, de resto, serei breve!
Nada fica em pé

Pra quem se quebra numa paixão
O mundo é vão
E tudo é só um oco absurdo
Não mais me vejo assim
Tô a pé, mas chego onde vou
Revê-la só foi ruim
Porque nada me causou
Doeu, me ressenti
Quando você me desprezou
Mas hoje estou aqui:

- Algo como uma flor na pedra
Preste a nascer


segunda-feira, 4 de julho de 2011

ASFALTO QUENTE - 11/06/11 – 23:17h – Upper O’Connell St

A menina de cabelos molhados desce as escadas devagar

Ninguém sabe se ela tomou banho ou se fez amor

Mas o sorriso dela vem denunciar

E seus passos são leves a pesar do peso que ela carrega

Brilha demasiadamente seu olhar

Além do que todos que estão ao redor estão acostumados

Ela tenta disfarçar deixando o cabelo cair no rosto para encobrir seus olhos

Mas não consegue disfarçar o balançar de seu corpo

E ela está amando

Seus gestos são sublimes

Como a chuva que começou agora pouco

Tirando fumaça do asfalto quente

E do corpo dela que irradia

Incendiando o dia mesmo de quem não sabe amar

A menina que desce as escadas com os cabelos molhados sabe viver sua própria vida

Não conta nada sobre nada, sobre seus dias ou seu passado

Ela simplesmente vive seus dias sem contar

E ela está amando

Desta vez a pessoa certa

A ela mesma

Débora Vasconcelos

segunda-feira, 20 de junho de 2011

INSENSATEZ – 20/06/11 – 11:43h- Rosmead Delvin


Quando o carro estava saindo da pista eu quase deixei, pois já estava praticamente sem controle de tudo mesmo, mas numa fração de segundos, eu resolvi me dar mais uma chance de tentar e não sei se foi meu erro.

Eu não consegui fazer diferente e cai na mesma lama que já havia me sujado antes.

Coloquei lama em meus próprios olhos para não enxergar e usar isso como desculpas para fazer o que estava fazendo mais uma vez. Senti remorso de não ter deixado o carro cair ribanceira abaixo, ainda sim eu estaria mais encima do que hoje estou.

Depositar seu destino nas mãos alheias é loucura, acho mesmo que é pior que isso, pois o louco vive seu mundo sem se deixar levar por ninguém, sem ser seduzido.

É duro dizer, mais eu senti ódio de mim, queria arrancar minha pele com as unhas, me desfigurar no ápice da minha dor, acho que não sou merecedora de nada, quis ser feia mais do que já sou.

Atraio somente o lixo, a escória desprezada e imunda. Tão suja como eu imersa em minha lama.

Sair de onde estava não foi suficiente para que o carro da minha vida tivesse direção certa, eu me enganei mais uma vez, contrariando o que inicialmente achava de que eu teria que parar, eu me dei mais uma chance.

Para que?

Por que?

Me pergunto repetidamente. Acho que é para que eu realmente entendesse que não dá.

E que é melhor viver sozinha, caminhar sozinha e morrer sozinha dia a dia.

Do que se doar e viver uma farsa.

Débora Vasconcelos


OBS: Em homenagem ao filme: Sobre os homens que não amavam as mulheres.

Sensacional esse filme, recomendo.

MÚSICAS: TURNING TABLES - Adele

MÚSICAS: TURNING TABLES - Adele

Composer: Adele


Close enough to start a war,
All that I have is on the floor,
God only knows what we're fighting for,
All that I say, you always say more,

I can't keep up with your turning tables,
Under your thumb, I can't breathe,

So I won't let you close enough to hurt me,
No, I won't rescue, you to just desert me,
I cant give you what you think you gave me,
It's time to say goodbye to turning tables,
To turning tables,

Under hardest guise I see, ooh,
Where love is lost, your ghost is found,
I braved a hundred storms to leave you,
As hard as you try, no, I will never be knocked down,

I can't keep up with your turning tables,
Under your thumb, I can't breathe,

So I won't let you close enough to hurt me,
No, I won't rescue, you to just desert me,
I cant give you what you think you gave me,
It's time to say goodbye to turning tables,
Turning tables,

Next time I'll be braver,
I'll be my own savior,
When the thunder calls for me,
Next time I'll be braver,
I'll be my own savior,
Standing on my own two feet,

I won't let you close enough to hurt me,
No, I won't rescue, you to just desert me,
I can't give you what you think you gave me,
It's time to say goodbye to turning tables,
To turning tables,
Turning tables, yeah,
Turning, oh

MÚSICA: VIRADAS DE JOGO – Adele

Composição: Adele


Perto o suficiente para iniciar uma guerra,
Tudo o que eu tenho está no chão,
Só Deus sabe o porquê de estarmos lutando,
Tudo o que eu digo, você sempre diz mais,

Eu não posso continuar com essas mudanças de jogo,
Controlada por você, não consigo respirar.

Então eu não vou deixá-lo perto o suficiente para me machucar,
Não, eu não vou te resgatar, você só me abandona,
Eu não posso dar o que você pensa que você me deu,
É hora de dizer adeus a essas viradas de jogo,
Viradas de jogo,

Sob o mais difícil disfarce, eu vejo, ooh,
Onde o amor está perdido, o seu fantasma é encontrado,
Eu enfrentei uma centena de tempestades para deixá-lo,
Por mais que você tente, não, eu nunca serei derrubada,

Eu não acompanhar as suas viradas de jogo,
Controlada por você, não consigo respirar.

Então eu não vou deixá-lo perto o suficiente para me machucar,
Não, eu não vou te resgatar, você só me abandona,
Eu não posso dar o que você pensa que você me deu,
É hora de dizer adeus a essas viradas de jogo,
Viradas de jogo,

Da próxima vez vou ser mais corajosa,
Serei meu próprio salvador,
Quando o trovão chamar por mim,
Da próxima vez vou ser mais corajoso,
Serei meu próprio salvador,
Permanente sobre meus próprios pés,

Eu não vou deixar você perto o suficiente para me machucar,
Não, eu não vou te resgatar, você só me abandona,
Eu não posso dar o que você pensa que você me deu,
É hora de dizer adeus a essas viradas de jogo,
Viradas de jogo,
Viradas de jogo, é
Viradas, oh


Aqui está tocando muito, eu gosto de mais de Adele, e para quem quiser conhecer mais segue links.

https://www.youtube.com/watch?v=Y8e8jV5zvQQ

http://www.youtube.com/watch?v=u0pIbqztLak

http://www.youtube.com/watch?v=lcQxo09PLSg&feature=related

https://www.youtube.com/watch?v=XwxZU6GXypQ&feature=related




domingo, 29 de maio de 2011

sexta-feira, 27 de maio de 2011

E EU NÃO CHOREI – 23/05/11 – 07:30h Blessington St



Quis disfarçar minhas lágrimas enquanto cortava cebola, mas não pude, pois ele me conhece bem e ainda nem sabe


Ele perceberia que as lágrimas seriam da falta que dele eu já sentia, só de imaginar sua distância


Porque sempre cabe a mim o poder de decisão?


Um não ou um sim que machuca com sua razão


Mas parece que para tê-lo terei que perder a mim, justo agora que eu só queria me conhecer


Meu corpo e coração apóiam essa junção


Mas a cabeça diz firmemente que não


E em conversas sobre lugares eu nunca poderei participar


E entre terra, céus e mares


Descobri que dentro de mim é o meu lugar


E eu preciso me achar primeiro


Pra pedir perdão a mim


Ainda há muito que mudar pra eu mesma ser aceita


Simplesmente por mim mesma


Débora Vasconcelos

CHEIOS D’ÁGUA – 22/05/11 – 13h – Thomas St

Meus olhos se fascinam há todos os instantes

E como a boca enchem-se d’água

Corro contra o tempo, sem querer que ele passe

Enquanto eu passo pelos caminhos que me fazem esquecer, mas que quero que em minha memória permaneçam guardados

É uma troca gratificante

Cansativa mas incomparável

Tentar me integrar a todo instante

Ao mesmo tempo em que estou entregue

Estou sempre sendo avaliada

Atravesso as pontes da minha vida todos os dias, que me ligam em dois mundos

Com um rio que corre abaixo gelado e em cima das pontes pessoas apressadas

Por enquanto eu ainda não corro

Sigo em paz de dia ou madrugada

Por enquanto os meus olhos são preenchidos com aquilo que ainda não vejo como rotina

Então eles se fascinam

E como a boca, enchem-se d’água


Débora Vasconcelos

ESCONDERIJO DE BONECAS – 24/05/11 – 00:12 h – Thomas St

Duramente o medo como a paixão veio tão avassalador mais que os ventos da Irlanda

Medo de me relacionar

Nessas horas queria ser boneca feia, pra ficar dentro da caixa sem que ninguém me queira e quebre meu coração de tanto afundar meu peito pra ver se funciona

Sem eu precisar decepcionar ninguém, pois sou mesmo inanimada e só repito frases feitas, sem me expor, sem fazer nada

Apenas sinto o medo de ficar cega novamente

Vivendo objetivos que não eram meus

Mas os meus também não podem mais esperar

Agora tenho medo de me perder de novo, no meu próprio labirinto, tentando encontrar a voz de quem ainda nem conheço

Ando, ando sem sentido

Quase sempre indignada

E da minha cabeça não sai a idéia da caixa que iria me proteger

Só queria me esconder de quem eu mesma me tornei

Débora Vasconcelos

MÚSICA: UM CERTO ALGUÉM - Lulu Santos

Composição : Lulu Santos / Ronaldo Bastos


Quis evitar teus olhos
Mas não pude reagir
Fico à vontade então
Acho que é bobagem
A mania de fingir
Negando a intenção

E quando um certo alguém
Cruzou o teu caminho
E te mudou a direção

Chego a ficar sem jeito
Mas não deixo de seguir
A tua aparição

E quando um certo alguém
Desperta o sentimento
É melhor não resistir
E se entregar

Me dê a mão
Vem ser a minha estrela
Complicação
Tão fácil de entender
Vamos dançar
Luzir a madrugada
Inspiração
Pra tudo que eu viver
Que eu viver, uoh, uoh

E quando um certo alguém
Desperta o sentimento
É melhor não resistir
E se entregar

DEFINITIVO – 11/05/11 – 14:40h – Thomas St

Nada do que posso te oferecer é definitivo

Se há um rio que corre em mim

Jorrando pra todos os lados

Não há gargalo que o possa engarrafar

Nada que você possa dizer

Será mais forte do que eu posso viver

Nada do que a gente viva

Será mais importante do que a minha própria vida agora

Sim estou sendo egoísta

Mas durante muito tempo eu me esqueci

Agora que me resgatei

Não posso simplesmente me dar a você

Me entregar sem me valer

Dói não poder te dar uma definição do que sinto

Você precisa de algo definitivo

E isso eu não posso lhe ofertar

O meu definitivo é muito raso

Perante ao meu rio em que você quer se atirar

E um de nós irá se machucar

Com as pedras que estão embaixo

Desse riacho que é tão bonito de se olhar

E só nadar

E não de cabeça mergulhar

Tem dias de correnteza baixa

Tem dias que é forte

Nada é definido

Nada é definitivo

Então não venha me culpar

Se nas minhas águas se afogar

Esperando encontrar salva vidas

Se é a minha vida é que está em risco

E corre somente para o mar

Tentando se encontrar

Beirando o que eu desconheço

Minhas próprias encostas vou desvendar

Então não posso te revelar

Aquilo que nem eu mesma sei

E para mim ainda é segredo

Mesmo estando dentro de mim


Débora Vasconcelos

TANGO

No espelho, reparo em partes de nós desengonçadas e ideias desarrumadas à espera de tempo e de vontade para deitar fora as coisas inúteis que ocupam o espaço que nos falta para algo mais importante, porque a vida acontece mais depressa do que o tempo que desperdiçamos a manter tudo teimosamente desarrumado. No que me une a ti não envelheço, recrio-me, transformo-me e tento aprender a vida do princípio, porque sei que nada sei e quero aprender o que sou ainda desajeitadamente. Por isso, aqui, ao espelho, sonho que tiras as mãos dos bolsos e vens dançar comigo como se fossemos a medida de todas as coisas infinitas e o nosso tempo não se contasse pela história das coisas desarrumadas.

RECEITA DE AMOR – 12/05/11 – 20:08 h – Thomas St

Como é que faz para desligar esse negócio

Alguém me ajuda a achar o botão desse troço?

O coração azedou que nem coalhada

Ninguém me falou que coração azedava


Mesmo depois de tanta surra eu juro que pensei

Que viraria chantilly ou coisa assim

Mas doce é que não virou

Perdeu o ponto e foi por mim


A batedeira continua a funcionar

Tem alguém aí que possa desligar?

Preciso parar de colocar amor

Acho que foi esse ingrediente que fez embatumar


Qual a receita certa para amar?

Qual a melhor fôrma pra se colocar?

Será que precisa untar para sair mais fácil?

Ou será que o antiaderente faz desapegar?


Um forno pré aquecido com outro calor

Um forno com cheiro de queimado

De restos de outra receita que entornou


Parece que esta tudo errado

E batedeira continua ligada

Acho que eu não presto pra fazer amor

Já estou ficando desesperada


E na hora errada o gás acabou

Agora é que não sobra nada

Da minha receita errada

Que mais uma vez desandou


Débora Vasconcelos

domingo, 15 de maio de 2011

SOBRE CERTEZAS & NAUFRÁGIOS – 15/05/11 – 15:24h – Thomas St


Difícil saber qual decisão tomar em uma tormenta

Mas quando você encontra certezas justamente em horas de conflito

Essa decisão não tem volta

E a tempestade pode até tombar o barco

Mas a certeza será maior que qualquer desolação

E isso lhe fará tão forte de uma forma indescritível

A coragem toma conta de seus atos

E você se sente lúcido como nunca foi

Então não há porque voltar!

E você se dá conta de que é até bom ver o barco afundar

Pois essa era a única maneira para se livrar daqueles problemas que estavam nele

Débora Vaconcelos

MÚSICA: ACIMA DO SOL - Skank

Composição : Chico Amaral / Samuel Rosa


Uh! Uh! Uh! Uh! Uh!
Uh! Uh! Uh! Uh! Uh!

Assim ela já vai
Achar o cara que lhe queira
Como você não quis fazer
Sim, eu sei que ela só vai
Achar alguém pra vida inteira
Como você não quis...


Tão fácil perceber
Que a sorte escolheu você
E você cego, nem nota
Quando tudo ainda é nada
Quando o dia é madrugada
Você gastou sua cota...


Eu não posso te ajudar
Esse caminho não há outro
Que por você faça
Eu queria insistir
Mas o caminho só existe
Quando você passa...


Uh! Uh! Uh! Uh! Uh!
Uh! Uh! Uh! Uh! Uh!


Quando muito ainda é pouco
Você quer infantil e louco
Um sol acima do sol
Mas quando sempre
É sempre nunca
Quando ao lado ainda
É muito mais longe
Que qualquer lugar...


Um dia ela já vai
Achar o cara que lhe queira
Como você não quis fazer
Sim, eu sei que ela só vai
Achar alguém prá vida inteira
Como você não quis...


Uh! Uh! Uh! Uh! Uh!
Uh! Uh! Uh! Uh! Uh!
Uh! Uh! Uh! Uh! Uh!
Uh! Uh! Uh! Uh! Uh!

Se a sorte lhe sorriu
Porque não sorrir de volta
Você nunca olha a sua volta
Não quero estar sendo mau
Moralista ou banal
Aqui está o que me afligia...


Um dia ela já vai
Achar o cara que lhe queira
Como você não quis fazer
Sim, eu sei que ela só vai
Achar alguém pra vida inteira
Como você não quis...


Uh! Uh! Uh! Uh! Uh!
Uh! Uh! Uh! Uh! Uh!

quinta-feira, 12 de maio de 2011

CONTUDO – 11/05/11 – 11:38h – Thomas St

Contudo eu ainda tento respirar

Tento interagir

Tento me soltar

Com tudo que trouxe

Com tudo que irei levar

Com tudo que eu já conquistei

Com tudo que irei conquistar

Contudo o meu coração ainda está sombrio

Tento despachar o inanimado

Tento me modificar

Brilhar um sol onde só há nevoas

Tento ser feliz com todas agulhas a me espetar

Contudo é como se eu ainda precisasse chegar

A velocidade dos fatos não me fez sentir o que era certo ou errado

E fico com medo de me enganar

Com tudo


Débora Vasconcelos

MÚSICA: PARTIR, ANDAR - Herbert Vianna


Composição: Hebert Vianna

Partir, andar, eis que chega
É essa velha hora tão sonhada
Nas noites de velas acesas
No clarear da madrugada
Só uma estrela anunciando o fim
Sobre o mar, sobre a calçada
E nada mais te prende aqui
Dinheiro, grades ou palavras


Partir, andar, eis que chega
Não há como deter a alvorada
Pra dizer, um bilhete sobre a mesa
Pra se mandar, o pé na estrada
Tantas mentiras e no fim
Faltava só uma palavra
Faltava quase sempre um sim
Agora já não falta nada


Eu não quis
Te fazer infeliz
Não quis
Por tanto não querer

Talvez fiz

terça-feira, 10 de maio de 2011

REFORMA – 10/05/11 – 13:02h - Thomas St

Sabe quando você quer sumir de dentro de você

E nenhum caminho é válido

Pois todas as direções te levam pra dentro de si

E você se vê de frente a sua própria natureza insana

Que tenta se agarrar a restos e farelos de uma vida que já não faz mais sentido

E quando você finalmente se livra dos escombros

Parece que está vivendo uma fantasia

E que quando isso também acabar

Vai ser devastador

E ainda pior do que já está sendo

Estar vivendo em um mundo neutro temporariamente

É como se fosse fictício e não parece ser nada real

A pesar de ser tão bom e justamente o que eu precisava

Mais ainda sim queria fugir de mim

Pois conviver com essa reforma não está sendo nada fácil


Débora Vasconcelos

sábado, 7 de maio de 2011

CONVÍVIO – 05/05/11 – 22:45h – Thomas St

Adoro o cheiro de vela

Não gosto da cor amarela

A pesar da flor que eu mais gosto ser assim

Um sol brilhando pra mim

Coisas que nem eu sei explicarJustificar

Como é que ele quer eu conte minha vida inteira?

Se escondo ela até de mim

Tem coisas que não são fácies relembrar

Não é justo que a fruta amadureça antes da hora

Apenas para que você possa saborear

Pois para que isso aconteça

É preciso embrulhá-la com destreza

E num canto escuro isolar

E mesmo assim ainda depende do tempo de uma certa natureza

Que não é tão fácil de se enganar

Ainda tem muita coisa que você não sabe de mim

Nem eu mesma que senti

Saberei lhe explicar

Não estou aqui pra contar

Não quero falar pra ninguém

Só queria esquecer

Ter um tempo um pouco zen

Mas ele insiste em perguntar

E eu já não posso mais esconder

Precisamos conversar

Mesmo que isso me faça de novo morrer

Ele tem que viver em paz

Com a certeza que fez tudo o que podia fazer

Mas mudar meu passado, não dá mais

Só eu mesmo tenho que aprender a com ele conviver

Os dias a seguir que trariam para ele conhecimento do que me apetece

Servirão somente a mim

Para redescobrir aqui dentro

Aquilo que não apodrece

Vou tentar deixar limpinho, organizado e bonito

Mas dessa vez será por mim

E não no relógio de mais ninguém

Débora Vasconcelos

MÚSICA: ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE - Lulu Santos

Composição : Lulu Santos


Ainda vai levar um tempo
Pra fechar
O que feriu por dentro
Natural que seja assim
Tanto pra você
Quanto pra mim...


Ainda leva uma cara
Pra gente poder dar risada
Assim caminha a humanidade
Com passos de formiga
E sem vontade...


Não vou dizer que foi ruim
Também não foi tão bom assim
Não imagine que te quero mal
Apenas não te quero mais...


Ainda vai levar um tempo
Pra fechar
O que feriu por dentro
Natural que seja assim
Tanto pra você
Quanto pra mim...


Ainda leva uma cara
Pra gente poder dar risada
Assim caminha a humanidade
Com passos de formiga
E sem vontade...


Não vou dizer que foi ruim
Também não foi tão bom assim
Não imagine que te quero mal
Apenas não te quero mais


Não te quero mais
Não mais!
Êh! Êh!


Não vou dizer que foi ruim
Também não foi tão bom assim
Não imagine que te quero mal
Apenas não te quero mais


Não te quero mais
Não mais!
Não te quero mais
Não mais!
Nunca mais!
Êh! Êh!