Sem o glamour das fotos que posta em sites de relacionamentos
Sem a maquiagem da beleza dos lugares
Ela também chora com seu travesseiro
E vocês não podem imaginar o quanto é dificil enfrentar um mundo estranho sozinha
Fora da sua solidão ela tenta ser feliz
Ela faz o possível
Mas quando anoitece as coisas se transformam novamente
Os pés cansados de tanto dançar
O suor espalhado nas roupas que antes não costumava usar
E depois de se despedir dos amigos
Fecha a porta e ainda sim há espaço para solidão
E amanhã ela tentará de novo
E assim se acostuma um pouco a cada dia
Sentindo novos sabores, novos desgostos e o que não sabe decidir, vai levando no banho maria
Fora do sapato de salto e do casaco pesado
Ela ainda é a mesma
Os óculos escuros não podem esconder seu passado
E ela me contou baixinho, que tem medo da solidão
Débora Vasconcelos