É PRECISO IR AOS EXTREMOS DE SI,
PARA QUE POSSA EXPERIMENTAR-SE POR INTEIRO !


Débora Vasconcelos

sábado, 30 de abril de 2011

SACRIFÍCIOS – 18/02/11

Você pode se sacrificar pela covardia de não tentar e viver na mesmice que muitas vezes privilegia apenas aos outros.

Ou pode se sacrificar pela coragem de enfrentar o desconhecido e assim viver o indescritível de sua própria vida.

Débora Vasconcelos

MÚSICA: FUI - Vander Lee

Composição: Vander Lee


Não me peça pra ficar
Só porque você não quer me acompanhar
Não me fale em dor
Antes das noites de frio sob o cobertor

Não, não, não vou negar
Você me deu tudo, te dei arte do ardor
Não me cale, amor
Que a vida da gente é uma eterna canção por compor


Pode parece cruel, mas vou
Eu não te desejo mal, mas vou
Me agarrando céu em céu pra outra real
Posso até estar pinel, mas vou
É porque desejo mais que eu vou
Te mando no aniversário um cartão postal


Vem, me tire pra dançar
Essa dança não é fácil de se acompanhar
Não, que falte amor
No tempo, no espaço a gente ainda pode criar
Deixo a vida te levar
Que as luzes se acendam e que a gente possa brilhar
Mas cuidado, amor
Que as mãos que te estendem tapete não possam puxar


Pode parece cruel, mas vou
Eu não te desejo mal, mas vou
Me agarrando céu em céu pra outra real
Posso até estar pinel, mas vou
É porque desejo mais que eu vou
Te mando no aniversário um cartão postal

Te mando no aniversário um cartão postal

NO TEMPO DA DISTÂNCIA

Embrulhando enfeites eu me pergunto se daqui há um ano ou dois irei lembrar que os tenho e como me causará surpresa ou alívio quando revê-los intactos

Isso me faz pensar que muitas coisas estarão embrulhadas no tempo dessa distância que haverá entre eu e meu país

Entre eu e meus amigos

Entre eu e minhas coisas

Entre eu e o que eu poderia ter vivido

Sei que se eu voltar, ao desembrulhar os guardados me perguntarei:

- Porque será que eu guardei isso? Pois algumas coisas já não farão sentido

Algumas coisas já não combinarão mais comigo

Algumas eu já deveria ter esquecido

E algumas eu só irei lembrar que existe quando eu desembrulhar

Mas é o risco que se corre quando a gente passa a viver nessa ponte do tempo

Em que só o tempo irá responder o que será resolvido dessa distância que me afetará

Somente depois de me readaptar é que eu irei distinguir o que presta e o que é lixo

Por enquanto, ficará guardado

Até que eu tenha esse equilíbrio para decidir o que será digno de então me acompanhar

Débora Vasconcelos

UM TEMPO NA IRLANDA


“A cada um de nós foi dado cerca de setenta anos, uma quantia decente de tempo… Durante esse tempo você não deveria ter medo de tirar um ou dois anos ou até alguns mais, para fazer algo diferente daquilo em que você traçou no caminho original… como olhar as estrelas, as nuvens, e conhecer pessoas diferentes”

(TED KERASTE, Navigations)


Esse era pra seu um post programado, mas como nem tudo sai como o programado, eu não programei...isso foi no dia 22 de Abril, então finjam que foi assim:

Provavelmente neste momento eu esteja em um avião indo para Irlanda e eu não sei como será daqui pra frente...

Talvez eu não tenha tempo de escrever

Talvez eu até escreva mais por ter novas inspirações

Mas talvez eu não tenha mais tempo para digitar meus escritos

Ou talvez eu aprenda a escrever direto no computador

Talvez eu post mais fotos e as fotos serão como minhas novas poesias

Talvez nada disso aconteça e eu já esteja voltando amanhã

Talvez eu fique mais que o tempo previsto

Talvez não volte nunca mais

Talvez eu nem chegue ao meu destino

Talvez encontre o meu destino lá

A única certeza que tenho é de que estou feliz

Muito feliz por estar tentando

Obrigada a todos que visitam o blog

Um grande beijo!!!

Dé

MÚSICA: FERA FERIDA - Maria Bethânia

Composição: Roberto Carlos e Erasmos Carlos

Acabei com tudo
Escapei com vida
Tive as roupas e os sonhos rasgados na minha saída
Mas saí ferido
Sufocando o meu gemido
Fui o alvo perfeito
Muitas vezes no peito atingido

Animal arisco
Domesticado esquece o risco
Me deixei enganar e até me levar por você
Eu sei quanta tristeza eu tive
Mas mesmo assim se vive
Morrendo aos poucos por amor

Eu sei
O coração perdoa
Mas não esquece à toa
O que eu não me esqueci

Eu andei demais
Não olhei pra trás
Era solta em meus passos
Bicho livre sem rumo sem laços

Me senti sozinha
Tropeçando em meu caminho
À procura de abrigo
Uma ajuda um lugar um amigo

Animal ferido
Por instinto decidido
Os meus passos desfiz
Tentativa infeliz de esquecer

Eu sei que flores existiram
Mas que não resistiram à vendavais constantes
Eu sei
As cicatrizes falam
Mas as palavras calam
O que eu não me esqueci

Não vou mudar
Esse caso não tem solução
Sou fera ferida
No corpo na alma e no coração

Eu sei que flores existiram
Mas que não resistiram à vendavais constantes

Eu sei
As cicatrizes falam
Mas as palavras calam
O que eu não me esqueci

segunda-feira, 28 de março de 2011

CAMINHOS INVERSOS

Bandido! Veio sorrateiro como um gato, mas maldoso por inteiro sem ser macio.

Bandido! Mais uma noite de sono me roubou, invadindo os pensamentos que eu já não queria que fossem dele, contudo, ainda os é.

E novamente me fez inventar caminhos inversos aos que percorremos na realidade, me fazendo ter saudade de coisas que não irão existir. De finais felizes, de elogios e afagos, de aprendizado e experiências que não trocamos. Porque apenas brincamos que amamos, sem nunca termos realmente amado, mais do que a nós mesmos.

Mas uma noite perdida de minha vida, mas uma noite em que nada mudou, nem eu mesma. Porque ainda deixo aberta minha mente, para sua entrada, mesmo que ele não saiba, é ele quem vem me roubar.

Além do amor que já não mais acredito, agora o sono que é o que eu preciso, para que de dia eu possa na nova vida que tento, improvisar.

Débora Vasconcelos

domingo, 27 de março de 2011

MÚSICA: GLI OSTACOLI DEL CUORE - Elisa & Luciano

*Eu já amava essa música, mas confesso que quando li a tradução eu até chorei.

Vejam o vídeo:

http://www.youtube.com/watch?v=yTeiObm6pfQ&NR=1&feature=fvwp


Música: O S OBSTÁCULOS DO CORAÇÃO – Elisa e Luciano

Composição: Ligabue


Há um princípio da mágica

Entre os obstáculos do coração

Que se prende com prazer

Em uma noite que não morre

E uma noite a rejeitar

Como um pacote de Natal


Há um principio da ironia

Nos suaves carinhos

Os pensamentos mais secretos

E encontra-los assim revelados

E a falar era eu

Sou eu que os emprestei


Quantas coisas que você não sabe de mim

Quantas coisas que você não pode saber

Quantas coisas a carregar na viagem juntos


Há um princípio da alegria

Entre os obstáculos do coração

Que eu quero merecer

Enquanto eu olho o mar

Enquanto eu deixo naufragar

Num pensamento ridículo


Quantas coisas que você não sabe de mim

Quantas coisas que você não pode saber

Quantas coisas a carregar na viagem juntos


Quantas coisas que você não sabe de mim

Quantas coisas você deve merecer

Quantas coisas a jogar fora na viagem juntos


Há um princípio da energia

Que me empurra a balançar

Entre o meu dizer e o meu fazer

E sentir faz barulho

Faz barulho caminhar

Entre os obstáculos do coração


Quantas coisas que você não sabe de mim

Quantas coisas que você não pode saber

Quantas coisas a carregar na viagem juntos


Quantas coisas que você não sabe de mim

Quantas coisas que você não quer saber

Quantas coisas a jogar fora na viagem juntos



Gli Ostacoli Del Cuore

Composição: Ligabue

C'è un principio di magia
Fra gli ostacoli del cuore
Che si attacca volentieri
Fra una sera che non muore
E una notte da scartare
Come un pacco di natale

C'è un principio d'ironia
Nel tenere coccolati
I pensieri più segreti
E trovarli già svelati
E a parlare ero io
Sono io che li ho prestati

Quante cose che non sai di me
Quante cose che non puoi sapere
Quante cose da portare nel viaggio insieme

C'è un principio di allegria
Fra gli ostacoli del cuore
Che mi voglio meritare
Anche mentre guardo il mare
Mentre lascio naufragare
Un ridicolo pensiero

Quante cose che non sai di me
Quante cose che non puoi sapere
Quante cose da portare nel viaggio insieme

Quante cose che non sai di me
Quante cose devi meritare
Quante cose da buttare nel viaggio insieme

C'è un principio di energia
Che mi spinge a dondolare
Fra il mio dire ed il mio fare
E sentire fa rumore
Fa rumore camminare
Fra gli ostacoli del cuore

Quante cose che non sai di me
Quante cose che non puoi sapere
Quante cose da portare nel viaggio insieme

Quante cose che non sai di me
Quante cose che non vuoi sapere
Quante cose da buttare nel viaggio insieme

6000 VISITAS

OBRIGADA A TODOS QUE VISITAM MEU BLOG, ESTOU MUITO FELIZ COM AS 6.000 VISITAS. UM GRANDE BEIJO.


Débora Vasconcelos

segunda-feira, 14 de março de 2011

sexta-feira, 11 de março de 2011

UM NOVO CORAÇÃO – 10/03/11

Ela chegou faceira logo dizendo:

- Gente, mudei de coração!

Como assim? Como era possível alguém mudar de coração? Não fosse por um transplante, coisa que sabíamos não tinha acontecido.

Mas era notável a sua mudança. Ela esbanjava charme e alegria em seu sorriso, usava pulseiras e uma maquiagem diferente, sei lá, estava estranha, diferente mesmo. E não era apenas o corte de cabelo, eram os trejeitos, estava mais leve sem alterar o seu peso.

Gostei de vê-la assim de coração novo.

Quero mudar o meu também!

Débora Vasconcelos

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

MÚSICA: AOS MEUS HERÓIS - Julinho Marassi & Gutemberg

Composição: Júlio César Marassi

Faz muito tempo que eu não escrevo nada,
Acho que foi porque a TV ficou ligada
Me esqueci que devo achar uma saída
E usar palavras pra mudar a sua vida.

Quero fazer uma canção mais delicada,
Sem criticar, sem agredir, sem dar pancada,
Mas não consigo concordar com esse sistema
E quero abrir sua cabeça pro meu tema

Que fique claro, a juventude não tem culpa.
É o eletronic fundindo a sua cuca.
Eu também gosto de dançar o pancadão,
Mas é saudável te dar outra opção.

Os meus heróis estão calados nessa hora,
Pois já fizeram e escreveram a sua história.
Devagarinho vou achando meu espaço
E não me esqueço das riquezas do passado.

Eu quero “a benção” de Vinícius de Morais,
O Belchior cantando “como nossos pais”,
E “se eu quiser falar com...” Gil sobre o Flamengo,
“O que será” que o nosso Chico tá escrevendo.

Aquelas “rosas” já “não falam” de Cartola
E do Cazuza “te pegando na escola”.
To com saudades de Jobim com seu piano,
Do Fábio Jr. Com seus “20 e poucos anos”.

Se o Renato teve seu “tempo perdido”,
O Rei Roberto “outra vez” o mais querido.
A “agonia” do Oswaldo Montenegro
Ao ver que a porta já não tem mais nem segredos.

Ter tido a “sorte” de escutar o Taiguara
E “Madalena” de Ivan Lins, beleza rara.
Ver a “morena tropicana” do Alceu,
Marisa Monte me dizendo ”beija eu”
Beija eu, Beija eu Deixa que eu seja eu
Beija eu, beija eu deixa qe eu seja eu

O Zé Rodrix em sua “casa no campo”
Levou Geraldo pra cantar no “dia branco”.
No “chão de giz” do Zé Ramalho eu escrevi
Eu vi Lulu, Benjor, Tim Maia e Rita Lee.

Pedir ao Beto um novo “sol de primavera”,
Ver o Toquinho retocando a “aquarela”,
Ouvir o Milton “lá no clube da esquina”
Cantando ao lado da rainha Elis Regina.

Quero “sem lenço e documento” o Caetano
O Djavan mostrando a cor do “oceano”.
Vou “caminhando e cantando” com o Vandré
E a outra vida, Gonzaguinha, “o que é?”

Atenção DJ faça a sua parte,
Não copie os outros, seja mais “smart”.
Na rádio ou na pista mude a seqüência,
Mexa com as pessoas e com a consciência.

Se você não toca letra inteligente
Fica dominada, limitada a mente.
Faça refletir DJ, não se esqueça,
Mexa o popozão, mas também a cabeça

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

PLANTAÇÕES DESENGANADAS – 03/11/11

Os pingos de chuva caem em câmera lenta
Enquanto eu te procuro com meu olhar dentro dos meus vazios
Eu queria ser a água do mar para banhar onde você habita
Eu desistiria de tudo que já tenho para ter tudo no seu olhar novamente
E faria vingar plantações desenganadas pra te trazer de volta, do lugar onde você nunca partiu
De um coração que não sabe ser sombrio, por ainda ter você

Débora Vasconcelos

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

VERDADES E ILUSÕES – 02/02/11

O cheiro de fogueira vinha de longe, mas ela o reconhecia tão familiar. Inclinou seu corpo para fora da janela daquele apartamento acinzentado e deixou se levar pela lembrança de uma vida solta e colorida no sítio de sua avó. Vinte e cinco anos se passaram desde que ela quis ser mais completa, tendo televisão de plasma e microondas, mas a saudade era do milho assado na brasa da fogueira, do chimarrão e da conversa dos parentes sentados ao tronco. Só que aquele cheiro que na verdade vinha de um sofá velho que os mendigos tacaram fogo na quadra ao lado, lembrava mais do que a simplicidade da vida de interior, mais do que café coado no pano e das bolachinhas de nata, aquele cheiro lembrava mesmo era do primeiro beijo, do sabor do desejo e do medo, misturado a uma alegria pura de menina imatura e feliz. Era assim que ela se lembrava de um sorriso lindo que ele dava toda vez que o leite para casa de sua avó ele levava de manhãzinha. E sua mãe ainda questionava porque na cidade ela não queria acordar cedo e lá ela adorava.
Aquele cheiro de fogueira falsa de cidade grande lhe trouxe várias certezas, trocaria então a viagem de férias fazendo compras em NY, por uma estada boa no sítio de sua avó. Precisava se cercar de verdades e não de ilusões.

Débora Vasconcelos

O NOSSO VASO – 05/02/11

Foto Milton Toshiba do blog: http://miltontoshiba.blogspot.com

O nosso vaso quebrou
Nem por isso a flor morreu
Assim como o nosso amor
Mas eu continuo a ser eu

Mesmo sem você me regar
Eu me enraízo por aí
E cresço sem te perguntar
Ainda sei ser feliz

O vaso nunca será o mesmo
Mas nada me impede de replantar
Um amor que já não é mais seu
Pode brotar em outro lugar

Débora Vasconcelos

O JOGO DA VIDA

NEM SEMPRE QUEM DÁ AS CARTAS GANHA O JOGO.

Débora Vasconcelos

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

OUTRO MAR – 31/12/10


Escorreguei a mão em seu paletó de veludo verde, macio como deveria ser. Poderia apenas cutucá-lo com a ponta do dedo, mas precisava daquele toque pela última vez.
Quando se virou para mim, o óculos escuro que lhe tapava quase que o rosto todo, queria disfarçar seu semblante, mas percebi que ele não estava bem quando me estendeu os papéis do divórcio naquele estacionamento.
Nunca esquecerei do timbre da sua voz naquele momento: rouco, trêmulo, banhado de lágrimas que lhe desciam garganta abaixo.
Ele não queria a separação. No fundo do meu peito o comodismo também dizia que não.
Quando abri a pasta, vi que ele ainda não tinha assinado.
Deixou pra mim como sentença, o poder de decisão.
Peguei friamente uma caneta na bolsa e sobre a lataria assinei ali mesmo, sem pestanejar.
Foi quando os enormes óculos dele não cobriram mais a tristeza que lhe escorria pelo rosto.
E ele pra dizer que tinha dignidade e aceitação, assinou também.
Assim sem mais palavras, sem olhares, cada um pegou sua via e o seu rumo.
No carro o vento que me batia no rosto levava uma sensação de desgosto e trazia uma alegria quase que esquecida, divina e livre.
Não havia arrependimentos.
Parei em frente ao mar e lembrei das inúmeras chances que lhe dei para que ele pudesse me amar direito. Mas seus erros é que continuaram perfeitos e por mim aquelas lágrimas poderiam encher outro mar.
Não havia em mim nenhum arrependimento.

Débora Vasconcelos

MÚSICA: ACONTECIMENTOS - Marina Lima

Composição: Marina Lima/Antonio Cicero

Eu espero
Acontecimentos
Só que quando anoitece
É festa no outro apartamento

Todo amor
Vale o quanto brilha
E aí
O meu ainda brilhava
Brilho de jóia e de fantasia

O que que há com nós dois, amor?
Me responda depois
Me diz por onde você me prende
Por onde foge
E o que pretende de mim

Era fácil
Nem dá pra esquecer
E eu nem sabia
Como era feliz de ter você

Como pôde
Queimar nosso filme
Um longe do outro
Morrendo de tédio e de ciúmes

O que que há com nós dois amor?
Me responda depois
Me diz por onde você me prende
Por onde foge
E o que pretende de mim

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

SARAU DE EXTREMOS

Gente, essa semana que passou eu fiz aniversário e para comemorar resolvi fazer um sarau, infelizmente não pude convidar muita gente, pois a casa era emprestada e não cabiam muitas pessoas, mas ganhei um lindo presente que foi a presença de alguns amigos.
Teve gente lendo os papéis, gente lendo no computador, gente falando algo que decorou, gente cantando, gente chegando atrasada, gente saindo mais cedo que nem apareceu nas fotos abaixo, gente que infelizmente fez uma falta danada por não poder ir, mas todos moram no meu coração e me fizeram extremamente feliz.
Aproveito para agradecer também a todos que seguem o blog, aos que não seguem mas que vez ou outra passam por aqui, aos que lêem e se identificam, e aos que lêem e indicam aos amigos. Obrigada e mil vezes obrigada por que isso tudo é um sonho para mim, ter gente que admira o que escrevo, comentando e visitando o meu blog, um simples blog de poesias, contos e escritos diversos.
Isso é tão maravilhoso, pois me dá a possibilidade de conhecer pessoas incríveis e mesmo as pessoas que eu nem cheguei a conhecer já fazem parte dessa minha jornada de escrita que começou comigo ainda criança, mas que somente agora estou expondo e que se Deus quiser não terminará tão cedo.
Mais uma vez todos obrigada mesmo!!!

Débora Vasconcelos

























* E para abrir o sarau e ninguém ficar com vergonha...

NO SARAU – 03/01/11

Eis aqui o lugar de desrespeito
Onde as palavras não têm travas
Então digam palavrões, digam palavras animadas
Digam o que lhes vierem na telha, na boca, no útero e nas lágrimas
Eis aqui o lugar onde não é preciso recuar
Então digam palavras doces, ásperas, sujas, engraçadas
Digam palavras sem rodeios, sem armas, sem respeito sem carapaças
Digam com a voz da alma
Declamem, chamem, gritem, falem, riam e chorem, sintam e amem
Cada letra, cada palavra
Cada frase, texto ou verso
Cada estrofe, cada página
Deixem que se esvaiam pela garganta
As feridas internas
Os amores secretos
Os sexos
As coisas sem nexos
Então digam em paralelo
Em linha reta
Digam em esfera e quadriculado
Digam e olhem para o lado
Sem se importar com os demais

Amém

Débora Vasconcelos

DOE SANGUE

Não espere ter um motivo para DOAR SANGUE, faça esse ato de coração, muitas vidas podem ser salvas.

Bjs

Dé



quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

MÚSICA: TODO AMOR QUE HOUVER NESSA VIDA - Cazuza

OBS: Acho extremamente sensual como o Cazuza cantava essa música. Maravilhosa voz...


Composição: Cazuza/Frejat

Eu quero a sorte de um amor tranquilo
Com sabor de fruta mordida
Nós na batida, no embalo da rede
Matando a sede na saliva
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantia!

E ser artista no nosso convívio
Pelo inferno e céu de todo dia
Pra poesia que a gente nem vive
Transformar o tédio em melodia
Ser teu pão ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum veneno antimonotonia

E se eu achar a tua fonte escondida
Te alcanço em cheio, o mel e a ferida
E o corpo inteiro, feito um furacão
Boca, nuca, mão e a tua mente, não!
Ser teu pão ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum remédio que me dê alegria

Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantia
E algum veneno antimonotonia
e algum...

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

HORAS AZUIS (CASA VIVA) – 04/01/11

Cedido por Carmen Martins do Blog: www.achadosdedecoracao.blogspot.com

Quero uma casa viva
Com retratos espalhados
Com cortinas que mostre o tempo em seu amarelado
Quero uma casa de aconchego
Onde não haja medo de solidão
Em que eu possa soltar a criatividade de minhas mãos
Rabiscando em suas paredes
Escancarando os meus pertences
Plantando os meus chás
Quero a chuva no telhado
O sol entrando devagar
Horas azuis ao seu lado
Dentro do nosso lar
Quero uma casa viva
Em que eu me sinta bem
Em que eu mude as cores
E o que mais convém
Eu quero uma casa viva
Que não sirva só pra dormir
Que não sirva só pra arrumar
Ou pra ficar cansada
Que não sirva pra me entediar
Quero uma casa mágica
Onde eu tenha gosto de estar
Quero levar os amigos
Pra gente comemorar
E tudo que houver de novo dentro de mim
Nela se mostrará
Quero uma casa viva
Com gente viva dentro
Com gente feliz em cada momento
Pra que a gente possa dela compartilhar

Débora Vasconcelos

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

2 ANOS DE BLOG

Pessoal hoje o blog completa dois anos, e como é de costume sempre mudo o layout do blog no aniversário dele, mas como ainda não ficou pronto, mudei um pouco e coloquei essa foto provisoriamente, mas garanto que a imagem que virá será bem mais bonita...rsrsr. Um beijo e um grande abraço a todos que acompanham o blog.

Obrigada de coração!

Débora Vasconcelos

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

5.000 VISITAS



Muito obrigada pelas visitas, comentários e gente nova que está seguindo o blog. Continuem acompanhando o blog, eu sei que esse mês está um pouco devagar para eu postar, mas é porque vem novidades por aí.

Débora Vasconcelos


terça-feira, 4 de janeiro de 2011

BUNG JUMP – 18/11/10

Ilustração: Fernando Teixeira (www.fernteixeira.blogspot.com)

Eu a vi caindo várias vezes na minha mente
Isso se repetia constantemente
Quando menos esperava a imagem me arrebatava
Ela caia, se soltava e sorria
Sentia um prazer que eu desconhecia
Não consegui decifrar o que ela queria dizer com aquele sorriso de canto de boca
Chega me deu febre de curiosidade, de ansiedade, por não saber quem ela era ali naquele momento
Tão desprendida de mim
Tão livre assim
Tão solta no ar
Descobri que não podia mais a ela aprisionar
Quando ela sem me perguntar se podia
Decidiu pular
Minha filha já não era mais minha
Nos braços do mundo escolheu se jogar
Sempre me diziam que essa hora ia chegar
- Ela não é mais uma garotinha, só você não consegue aceitar!
E foi assim numa queda que presenciei a ascensão de minha guria
Que agora é mulher feita, casada e vive na Hungria
E hoje ironicamente espero que ela conserve aquele olhar
De uma mulher pronta para aceitar os desafios da vida
Sem medo algum de se entregar

Débora Vasconcelos

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

FELIZ AGORA (Ricardo Rossi)

Recebi por e-mail e preciso muito compartilhar...lindo de viver!!!

FELIZ AGORA( Ricardo Rossi )

Eu poderia desejar um feliz 2011 cheio de alegrias e realizações,
Mas não desejarei... não pretendo jogar para o futuro o que devemos ter no agora!
Não devemos mistificar o tempo, na espera do milagre que acontecerá na mudança do calendário, ou no segundo que o relógio separa um ano do outro.
O tempo é constante e segue ininterruptamente, segundo após segundo,
Desejar felicidades para o futuro é triste, devemos vivenciar o bom no agora,
O futuro é um vazio desconhecido, porem o agora está diante de nós.
É no agora que realizamos nossos sonhos, é no agora que amamos e somos amados.
Não deixemos ao futuro o que nos cabe, este instante é nosso e nele construímos nossas vidas.
O ano de 2011 será a continuação do que no agora vive em nós, então no agora te desejo felicidades, e que cada instante se prolongue ao o outro instante o que de bom em teu coração habita.
Paz, amor, felicidade, são os mais básicos desejos humano, e são também os mais belos!
Que a paz, o amor e a fraternidade estejam em ti neste instante e se perpetue em seu viver.
Assim eu sei, serás feliz!
Feliz agora, 2011, 2012, 2013................sempre!

S. Caetano do Sul 31/12/2010
Ricardo Rossi
Obrigada amigão pela linda mensagem!!!
Dé

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

A TERRA DOS PÉS JUNTOS – 29/11/10

A TERRA DOS PÉS JUNTOS – 29/11/10

Na terra dos pés juntos não é onde os mortos “vivem”
A pesar de parecer
Pra quem ainda não aprendeu vou explicar
Que a terra dos pés juntos fica em casa
De noite, de manhã ou madrugada
É quando os pés se encontram para pedir perdão
É quando os pés fazem o papel das mãos
E ficam a se enamorar, enquanto simplesmente o tempo passa
Na terra dos pés juntos eles deitados, apontam para o alto, como se tivessem contando estrelas
Na terra dos pés juntos há mais vida do que morte, mesmo quando descansam um ao lado do outro de um jeito tão amoroso que parecem que não quererem sair do lugar
Decidem compartilhar esse período
Já que durante o dia eles vão se separar para cada par seguir seu rumo
Mas na terra dos pés juntos
O amor se faz notar

Débora Vasconcelos

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

PASSOS – 20/12/10

Eu estava andando descalço naquela rua suja
E mesmo assim me senti livre
Limpa de um pecado que tomei pra mim
Sem ao menos saborear do seu prazer
Eu me agredi por não saber o que fazer
Aí resolvi que seria melhor andar
Dar as costas e partir
Sem antes me despedir do que eu não mais queria ser

Débora Vasconcelos

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

ENTRANHAS – 07/12/10


Se desprezas o que eu faço
Não me ama por inteiro
Não me ama pelo avesso
Não me ama por fora, nem por dentro
Só o contorno, como se eu fosse oco
Não me ama por inteiro

Se não admira meus caminhos
Não me ama as escolhas
Não me ama o raciocínio
Não me ama, não me ama

Se não se orgulha de minhas verdades
Não me ama a realidade
Não me ama as entranhas
Só me estranha

Amando apenas meus apelos
Meus desejos
Os meus beijos
Minha pele
Os meus pêlos
Mas não me ama por inteiro
E eu mereço
Mas não sei se encontro
Alguém que o faça

Débora Vasconcelos

MÚSICA: O QUE É BONITO? - Lenine

Composição: Lenine

O que é bonito
É o que persegue o infinito
Mas eu não sou
Eu não sou, não...
Eu gosto é do inacabado
O imperfeito, o estragado que dançou
O que dançou...
Eu quero mais erosão
Menos granito
Namorar o zero e o não
Escrever tudo o que desprezo
E desprezar tudo o que acredito
Eu não quero a gravação, não
Eu quero o grito
Que a gente vai, a gente vai
E fica a obra
Mas eu persigo o que falta
Não o que sobra
Eu quero tudo
Que dá e passa
Quero tudo que se despe
Se despede e despedaça
O que é bonito...

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

PÁLPEBRA – 29/11/10


Ela carrega nas pálpebras a cor do amor dela
Às vezes é preto, às vezes cor de Cinderela
Ela carrega nas pálpebras lembranças de um mundo todo que já viu
E dos que inventou também, em suas noites sem sono quando escreve até que as pálpebras fechem sem que ela possa comandá-las
Ela carrega nas pálpebras o choro guardado
Meio que velado por não querer demonstrar
O quanto sofre também
O quanto pensa em alguém
Que longe dali está
Ela tem um semblante risonho
Aparenta sempre estar bem
E suas pálpebras marcam seu rosto
Com o sorriso que lhe convém
Que contagia e vai além do que podemos ver no ar
Ela carrega em suas pálpebras uma nostalgia serena, pequena e verdadeira
De poucas coisas que valem a pena lembrar
Ela carrega de vez em quando um óculos que tampa suas pálpebras tão belas
E esse ar de mistério, acaba fazendo dela
Algo a mais para se desvendar
Ela carrega em suas pálpebras vidas que ela não guarda por imagens e sim sentimentos
Ela tem um amor tão grande dentro
Da pálpebra que envolve os seus olhares
Os seus inúmeros olhares

Débora Vasconcelos

terça-feira, 23 de novembro de 2010

PRECISO

Eu preciso erguer mais muros,
e por onde a luz passar, outro muro.
Eu preciso tirar minha pele
e vestir a couraça, preciso.
Ter amigos contados nos dedos,
e cortar alguns dedos, preciso.
Preciso ganhar mais dinheiro,
estocar em um banco.
Crer mais no cimento!
Preciso rever conceitos,
e travar sentimentos.
Preciso de menos paixão,
ter mais razão... preciso.
Preciso medir as palavras,
economizar palavras,
e também não falar.
Preciso de coisas estranhas,
trocar as entranhas,
E me enterrar... preciso.
Preciso nascer de novo!

S.Paulo 31/08/2010 19:41h

Ricardo Rossi

do blog: http://www.luarx.blogspot.com/


Obs: Acho simplesmente lindo, roubei, postei, nem pedi. Além de ter essa liberdade com ele, acho que meus leitores tem que apreciar tal escrito.

Beijitos...

Débora Vasconcelos