Acho que não tenho estrutura forte para não desmoronar com essa tormenta que me abala o dorso e os cabelos
Não quero viver de apelos, já me desmanchei de mais e ainda está doendo não ser quem eu realmente quero ser
Não encontro o caminho para me achar dentro de mim
E assim me despeço outra vez para tentar entender e esquecer o que não vivi mesmo me deparando com opções todos os dias
Mesmo sendo eu somente minha, quis colocar a responsabilidade em quem nunca irá se importar
Por aquilo que não tive coragem de fazer
Só me resta aprender quando eu me distanciar
Só me resta brilhar
O tempo de escuridão passou
Mesmo que eu não reencontre o amor, quero saborear a paz
Lambuzando-me por inteira de um sossego no coração
Que sempre andará aflito em busca de alguma emoção
Mas que essa seja assim serena e terrena
Verdadeira e sem ilusão ou coisas da minha cabeça
Se for pra tentar de novo que não se perca a razão
E que se resplandeça muito além de um colchão
Em noites de bebedeiras, em dias de reunião
Virando os olhos ou a mesa, compartilhando o que não sabemos explicar
Sem precisar morrer para chamar a atenção
Sem precisar sair para se pedir perdão
Sem precisar ir embora para achar resolução
Débora Vasconcelos