É PRECISO IR AOS EXTREMOS DE SI,
PARA QUE POSSA EXPERIMENTAR-SE POR INTEIRO !


Débora Vasconcelos

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domingo, 1 de maio de 2011

ABALADA - 15/03/11

Acho que não tenho estrutura forte para não desmoronar com essa tormenta que me abala o dorso e os cabelos

Não quero viver de apelos, já me desmanchei de mais e ainda está doendo não ser quem eu realmente quero ser

Não encontro o caminho para me achar dentro de mim

E assim me despeço outra vez para tentar entender e esquecer o que não vivi mesmo me deparando com opções todos os dias

Mesmo sendo eu somente minha, quis colocar a responsabilidade em quem nunca irá se importar

Por aquilo que não tive coragem de fazer

Só me resta aprender quando eu me distanciar

Só me resta brilhar

O tempo de escuridão passou

Mesmo que eu não reencontre o amor, quero saborear a paz

Lambuzando-me por inteira de um sossego no coração

Que sempre andará aflito em busca de alguma emoção

Mas que essa seja assim serena e terrena

Verdadeira e sem ilusão ou coisas da minha cabeça

Se for pra tentar de novo que não se perca a razão

E que se resplandeça muito além de um colchão

Em noites de bebedeiras, em dias de reunião

Virando os olhos ou a mesa, compartilhando o que não sabemos explicar

Sem precisar morrer para chamar a atenção

Sem precisar sair para se pedir perdão

Sem precisar ir embora para achar resolução

Débora Vasconcelos