É PRECISO IR AOS EXTREMOS DE SI,
PARA QUE POSSA EXPERIMENTAR-SE POR INTEIRO !


Débora Vasconcelos

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domingo, 25 de novembro de 2012

TUTANO



Eu não consigo viver de certezas
Meu coração se sustenta de infinito
Eu quero a folha ao vento sem destino certo
Eu quero o labirinto

Não sei conviver com a fé cega do que é certo
Eu quero o incerto, eu quero o atrito
E é na confusão que eu me resolvo
São meus desgostos, são meus alívios

Só eu sei porque roo o osso
Em que eu mesma não acredito
Mas sugo dele até o tutano
E assim preencho o meu coração cigano desvairido

Débora Vasconcelos